Arquitetura, investimento e sustentabilidade

20 de fevereiro de 2013Tempo de leitura: 2 minutos

*Caroline Fedatto, arquiteta da VZA | Vera Zaffari Arquitetura

A cada dia que passa, ouvimos falar mais sobre sustentabilidade, preservação do meio ambiente e aquecimento global. Estes conceitos, que até pouco tempo se restringiam aos grupos acadêmicos e ambientalistas, passaram a fazer parte de nossa realidade, devido ao aumento do acesso à informação e, também, dos primeiros indícios reais de esgotamento da capacidade do planeta de prover recursos naturais para a nossa sobrevivência.

Uma construção ambientalmente correta que trabalha de forma sistêmica com o seu entorno, que revela preocupação em obter o melhor conforto saudável para os seus ocupantes, que busca utilizar sistemas de energia e água menos poluentes, começa por um projeto arquitetônico inteligente e eficiente.

Ventilaçãoe iluminação natural, orientação solar adequada, correta escolha de materiais e de um sistema construtivo racionalizado são técnicas que contribuem para a redução dos custos das construções civis.

Claro que para promover aproveitamento de energia solar e água de chuva, ou para utilizar lâmpadas leed e outros equipamentos elétricos de alta eficiência energética e durabilidade, pode ser necessário investir um pouco mais. Porém, é bom lembrar que, quanto mais alto o desempenho ambiental, menores serão os custos operacionais.

Hoje em dia, precisamos repensar o conceito de custo em uma obra, levando em conta, também, a fase de operação, cujos gastos ao longo dos anos são muito maiores do que o valor inicial investido na construção. Em termos de ordem de grandeza, do custo total de construção e operação de um edifício, num horizonte de 30 anos, cerca de 20% correspondem à construção e 80% à operação. Ou seja, se um edifício for sustentável e, consequentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados na fase de construção terão um rápido retorno.

O termo sustentabilidade só faz sentido na medida em que se entende a necessidade de requalificar a arquitetura e provavelmente, dentro de alguns anos essa será uma questão incorporada naturalmente e que não precisará ganhar destaque para ser reconhecida.

*caroline@verazaffari.com.br

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