ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

22 de maio de 2013Tempo de leitura: 2 minutos

Por Danton Júnior, Correio do Povo 22/05/13

image

Publicada no dia 14 de março, um mês e meio após a tragédia na boate Kiss, a norma revisada ABNT NBR 10.898 detalha as características necessárias para os sistemas de iluminação de emergência. Em vigor desde o dia 14 de abril, ela especifica como o equipamento deve ser instalado, seja em edificações ou áreas fechadas, na falta de iluminação natural ou falha da iluminação normal instalada.

 

Conforme o texto, o sistema de iluminação de emergência deve clarear áreas escuras de passagens, horizontais e verticais. Isso inclui as áreas de trabalho e áreas técnicas de controle de restabelecimento de serviços essenciais e normais, na falta de iluminação. Uma exigência importante é que a intensidade da iluminação deve ser suficiente para evitar acidentes e garantir a retirada das pessoas em caso de sinistros, levando em conta a possível penetração de fumaça nas áreas

De acordo com o engenheiro civil Carlos Wengrover, que coordenou a comissão do Crea-RS para investigar o incêndio na boate Kiss, o sistema deve ser instalado nas rotas de fuga. Quando a energia é desligada, ele é acionado automaticamente. “Entretanto, mesmo que ainda não conste nas normas técnicas, recomendo que haja sistemas alternativos de ligar a iluminação de emergência, como acionador manual distribuído estrategicamente. Pode ser por detector de fumaça ou termovelocimétrico”, observa.

A iluminação de emergência pode ocorrer pelos sistemas de grupo motogerador, sistema centralizado com baterias ou conjunto de blocos autônomos. No primeiro caso, deve-se garantir acesso controlado e desobstruído desde a área externa da edificação até o grupo motogerador. Quando a tomada de ar externo for realizada por meio de duto, este deve ser construído ou protegido por material resistente ao fogo por duas horas. No sistema com baterias, os componentes da fonte de energia, bem como os seus comandos, devem ser instalados em local não acessível ao público, sem risco de incêndio e que não ofereça risco de acidentes aos usuários. Já no caso do conjunto de blocos autônomos, as baterias devem ser de chumbo-ácido selada ou níquel-cádmio, isenta de manutenção.

O tempo mínimo de autonomia exigido para a iluminação de emergência é de uma hora. “A alimentação pode ser por bloco autônomo, central com banco de baterias ou motogerador. A central deve ser colocada em local vigiado”, aconselha Wengrover. O engenheiro acrescenta que a segurança contra choque elétrico se dá pelo limite da tensão em 24V.

http://digital.correiodopovo.com.br/web/index.php

Compartilhe

Inscreva-se na nossa newsletter!

Tenha o melhor conteúdo sobre arquitetura e urbanização, atualizado e direto no seu e-mail.

Open Mall: a conveniência dos centros comerciais de proximidade

A tendência mundial dos Open Malls, que está recriando os…

Centros de distribuição: A descentralização para maior agilidade

Com o avanço da tecnologia, cada vez mais o modo de realizar…