Por que é tão importante entender o cliente do varejo?

29 de junho de 2022Tempo de leitura: 4 minutos

Nada é mais frustrante para um cliente do que perceber que o fornecedor não entende o que ele deseja e — no caso da arquitetura de varejo — não consegue traduzir, em um projeto, a visão de negócios e os valores da empresa.

Justamente por isso, antes de iniciar qualquer projeto na VZ&CO, o nosso time se preocupa em captar todas as informações necessárias para entregar não somente soluções de arquitetura de varejo inteligentes e duradouras, mas uma gestão de projetos que o deixe completamente satisfeito com os resultados apresentados. 

“Um dos nossos maiores desafios é entender, a fundo, o cliente do varejo. Buscamos compreender desde os aspectos mais amplos, absorvendo o que ele considera importante para o seu negócio, o conceito da marca e o que as lojas representam, como é a comunicação com o consumidor final”, exemplifica a arquiteta e BIM Manager da VZ&CO, Amanda Diesel. “Só depois partimos  para questões mais práticas, como o entendimento do fluxo e funcionamento das lojas, padrões executivos e técnicos, pontos de atenção, o que deve ser aprimorado e muito mais”.

Para entender melhor como fazemos a gestão de projetos em nosso escritório, sempre com foco na satisfação do cliente de varejo, confira a entrevista a seguir: 

Como a VZ&CO faz para entender o pensamento de um novo cliente de varejo, quando recebe uma demanda de projeto

Amanda Diesel: Nosso time foi capacitado para fazer um verdadeiro processo de imersão na cultura dos novos clientes de varejo que chegam ao escritório. Nosso modelo de gestão de projetos prevê a realização de um estudo que engloba  a compreensão de projetos anteriores, dos valores da marca, das necessidades e das expectativas desses varejistas. Só depois de entender o que eles desejam de fato, começamos a buscar soluções de arquitetura de varejo capazes de atender ao que ele realmente precisa. É necessário entender a identidade da marca antes de colocar em prática.

O que é mais importante no processo de entender a cultura do cliente de varejo: as entrevistas, as pesquisas realizadas pela equipe ou a análise de projetos anteriores?

AD: Acho que todas as etapas são muito importantes na gestão do projeto, mas, geralmente, as conversas com os clientes tendem a ser mais  enriquecedoras. Quando fazemos reuniões com o cliente, mesmo que por videochamada, conseguimos perceber detalhes a mais e não ficamos só restritos a projetos  e pesquisas anteriores. Nessas conversas, conseguimos entender melhor o que ele pensa, como enxerga o negócio, até mesmo o jeito como se comunica conosco  nos ajuda  a compreendê-lo. Também nessas entrevistas — que são uma etapa fixa da nossa gestão de projetos —, conseguimos analisar juntos, refletir, pensar em soluções de arquitetura de varejo assertivas e que possam contribuir positivamente para a expansão da marca. Essas conversas sempre geram uma maior proximidade entre nós e o cliente. 

Qual é a devolutiva dos novos clientes em relação a esse cuidado que a VZ&CO tem de tentar compreender a cultura de uma marca antes de iniciar um projeto de varejo

AD: Tem sido positiva e acho que é resultado do esforço do nosso time para compreender além do que um cliente nos diz. Também somos bem abertos à colaboração, entendemos que um projeto de arquitetura de varejo não é unilateral. Ele não é pensado só pelo cliente de varejo e nem só pelo escritório que os atende. Foi isso o que vimos, por exemplo, com a Decathlon, que recentemente inaugurou seu primeiro projeto conosco. Nós não fizemos apenas um processo de compreensão de padrão da marca, mas sugerimos soluções técnicas de arquitetura de varejo capazes de trazer melhores resultados para o negócio, alinhados com a visão de futuro da marca.  Foi  um trabalho em conjunto, que envolve muito conhecimento de arquitetura e de gestão de projetos, além da nossa grande experiência com clientes de varejo.

Quais são os ganhos concretos — para a VZ&CO e para o cliente de varejo — desse processo de imersão do escritório na cultura da marca?

AD: Os ganhos são inúmeros! Mas o que mais acho interessante é que conseguimos ser assertivos quando há compreensão das duas partes, pois o projeto fica objetivo, alinhado e rápido. Isso é uma boa gestão de projetos.

Como uma boa relação com o cliente ajuda o escritório a desenvolver seus projetos de arquitetura de varejo?

AD: Traz confiança, tanto do nosso lado quanto do lado do cliente, o que nos dá também autonomia. O cliente fica tranquilo sabendo que o seu projeto está sendo desenvolvido nos padrões de qualidade que espera, e nós nos sentimos confiantes de desenvolver um projeto de excelência.  Os  processos se tornam mais ágeis, o projeto mais seguro e com mais qualidade. Dessa forma, conseguimos que a arquitetura de varejo traga bons resultados para o varejista, para os arquitetos e, principalmente, para os consumidores. E a cada projeto concluído, costumamos avaliar os resultados obtidos para aprimorar ainda mais a nossa gestão de projetos, entregando projetos cada vez melhores. 

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