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Sustentabilidade em BIM

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O BIM (Building Information Modeling) é mais do que um método para modelar. Ele é um importante aliado de arquitetos e escritórios comprometidos com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, pois permite detalhar todas informações do ciclo de vida de um projeto, calculando com precisão o tempo, os recursos e os custos de materiais para evitar desperdícios. 

“Obras projetadas em BIM têm o consumo de água, energia e materiais de construção otimizados. Por ser um método inteligente e focado em resultados, conseguimos reduzir resíduos e propor soluções sustentáveis, como o melhor  aproveitamento de recursos naturais, reciclagem, aproveitamento de materiais etc”, explica a arquiteta e CEO da VZ&CO, Vera Zaffari.

Por meio da metodologia, arquitetos e clientes conseguem comparar e calcular o que será utilizado com maior exatidão em uma obra. Isso permite a compreensão de todas as partes envolvidas, facilitando o entendimento dos materiais e recursos que serão efetivamente necessários. Além disso, o BIM consegue criar simulações de possíveis cenários futuros, o que ajuda a prever o que pode ser mais útil para manter uma construção sustentável. Para se ter uma ideia, os profissionais podem fazer cálculo solar em telhados, planejar o melhor projeto de redes de energia e infraestrutura, assim como medir o uso de água.

Soluções sustentáveis feitas em BIM e que ajudam a diminuir as toneladas de entulhos produzidos diariamente no setor da construção civil. Números bem claros, chegando a registrar 290,5 toneladas de entulhos por dia em 2019. Destes, somente 21% eram recicláveis. Os dados são da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

E para ajudar nesse processo de modificação, preparamos uma listinha com algumas combinações do BIM e sustentabilidade:

Utilização de água na construção – A inteligência permite calcular o quanto de água será utilizado em uma determinada obra. Com isso, é possível pensar em estratégias para reutilizar a água durante a execução da obra e consumir menos.

Uso de materiais – Utilizar o BIM para gerenciar o que será usado na construção reduzem, significativamente, resíduos. Justamente por ser uma metodologia focada em resultados, ela quantifica os materiais e reduz desperdício com métricas mais precisas. Além disso, a tecnologia amplia a visão para selecionar soluções sustentáveis para reduzir o impacto ambiental de um edifício.   

Consumo de energia – O BIM é ótimo para avaliar a eficiência energética de um edifício! Quando combinado com software especializado, ele consegue realizar testes de cada parte da construção para simular e otimizar o que pode ou não melhorar o desempenho de energia do lugar. 

Carbono – Na plataforma, é possível fazer testes para medir e encontrar a melhor alternativa com o menor impacto de carbono. Isso nos ajuda a identificar possibilidades de baixo consumo e que reduzam as emissões durante a obra.  Outro ponto importante para ressaltar é que por meio do BIM, detectamos opções viáveis de economia para manter testes posteriores durante toda a construção. 

Menos refação de trabalho – Quando se projeta em BIM, a interferência durante a obra é mínima. Uma vez que o projeto é todo detalhado e compatibilizado. Com isso, além de não ter que gastar tempo com retrabalho e gastos desnecessários de materiais ou recursos não previstos, o cronograma segue o tempo estimado, com menos correções e idas e vindas de projetos subdivididos. Afinal, o tempo do trabalho humano também é sustentável. 


Na VZ&CO, o BIM é aplicado aos projetos desde 2014 e não é segredo a eficácia do método. Sua aplicação não só permite o desenvolvimento de projetos confiáveis e inovadores, com informações detalhadas, mas precisos por ter uma série de funções que ampliam a visão de uma forma geral. Isso permite grandes vantagens para alinharmos sustentabilidade à arquitetura, pois conseguimos mensurar as informações para aplicá-las, sem exageros, em um projeto arquitetônico. 

VOCÊ SABIA?
Na arquitetura, o ”Green BIM”  ficou conhecido por aplicar técnicas sustentáveis aos projetos por meio da metodologia. Traduzido para o português, o BIM Verde além de auxiliar o arquiteto na hora de projetar, ajudando-o a fazer decisões importantes, ele garante maior impacto referentes ao desempenho e eficiência, pois permite o detalhamento dos recursos e materiais que poderão ser utilizados em uma construção.

Gestão da qualidade: um diferencial em escritórios de arquitetura

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 Confira artigo publicado no Jornal do Comércio por Vera Zaffari sobre práticas de gestão!


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VZA projeta expansão de Lojas Eliane

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eliane2O escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura elaborou o novo projeto dos pontos de venda das Lojas Eliane, rede de varejo de roupas e calçados em franca expansão pelo interior dos estados de São Paulo e Paraná.

elianeAs mudanças representam uma mudança de posicionamento da empresa, que iniciou suas atividades com uma pequena loja em Carlópolis (PR) e hoje busca uma profissionalização em sua gestão.

eliane3“O projeto de Piraju, quarta loja, tem como premissas básicas favorecer o autosserviço e criar ambientes que conversem com seu público-alvo, sem perder o jeito de ser de cidade do interior, onde todos se conhecem”, especifica Vera Zaffari. Facilitar a operação para poder crescer sem perder a identidade é o principal desafio a ser vencido pelo projeto de arquitetura comercial. “Trabalhar com um projeto de loja que seja facilmente replicável, mas que tenha uma conceituação firme, consistente, se faz necessário no momento de expansão das redes de varejo”, ensina a arquiteta.

 

Veja os novos ambientes da Luel projetados pela VZA

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Luel_fachada-1024x682Um dos mais recentes projetos finalizados pelo escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura é o da loja Luel, localizada na Av. Ipiranga, em Porto Alegre.

A proposta era remodelar o espaço, que a partir de agora é destinado para variados segmentos de decoração e móveis planejados. Era preciso criar ambientes como em uma residência, para que o público entrasse e vislumbrasse a sala de estar, a cozinha, a sala de jantar, o quarto, o closet. “Vera Zaffari e sua equipe captaram com exatidão e sensibilidade essa ideia. Tudo ficou melhor do que imaginávamos”, atesta Elvete de Oliveira Garcia Sá, diretora da loja.

Confira os ambientes projetados por Vera Zaffari e como ficou a nova loja Luel:

SALA DE ESTAR

Luel4

 SALA DE JANTAR

Luel

COZINHA

Luel5

 QUARTO DO CASAL

Luel6

 QUARTO DE SOLTEIRO

Luel3

Graciela Zaffari e o trabalho pela qualidade na VZA

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Foto: Tiago TrindadeO padrão de qualidade do escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura é construído diariamente, com práticas de gestão atuais e de resultado comprovado – um trabalho reconhecido pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) com a Medalha (2012) e o Troféu Bronze (2013). Braço direito de Vera Zaffari no escritório, a arquiteta Graciela Zaffari (foto) trabalha para garantir essa qualidade. Como gerente de produção, ela organiza o trabalho, equilibra demandas, chama parceiros das áreas complementares para demandar projetos e otimiza o trabalho para que tudo ande de forma fluída – e para que novos projetos possam ser entregues ao cliente atendendo às suas necessidades. “Com o PGQP, aprendemos a identificar necessidades instrumentais que melhor nos ajudam na organização dos sistemas. Procuramos distribuir os projetos de acordo com os perfis de nossos profissionais para atendermos as necessidades dos clientes com excelência, rapidez e inovação”, teoriza.

VZA_GMMUma das atividades que integram o plano de ação na gestão de qualidade da VZA é o Good Morning Meeting. Trata-se de uma reunião semanal, sempre às segundas-feiras pela manhã, em que os líderes de equipe trocam informações sobre os novos projetos, atualizam os dados dos trabalhos em andamento e discutem indicadores e ideias para novas ações na empresa. “Filtramos todos os projetos do escritório e os organizamos, unificando a linguagem para o cliente”, conta Graciela. O tema da reunião é escolhido conforme a demanda. Reuniões quinzenais e um fórum de melhorias também fazem parte do escopo do trabalho pela busca de qualidade no dia a dia do escritório. “A comunicação entre os arquitetos é fundamental. Projetos de grandes clientes, dos quais vários profissionais participam, precisam estar alinhados. Nas reuniões podemos esclarecer dados, tirar dúvidas, vemos no que um e outro pode auxiliar, estabelecemos prioridades, orientamos mudanças”, especifica Graciela.

verazaffariA trajetória, o conhecimento e as experiências de Graciela colaboram em seu trabalho de busca da qualidade. Ela destaca o trabalho na Enia, em Paris (acima, Graciela e Vera Zaffari com diretores da agência). “Trata-se de um escritório no estilo ‘descolado’, como o Google costuma ser. Eles participam de muitos concursos, o que é comum na Europa. O fato de trabalharem com projetos grandes, empreendimentos de até 70 mil metros quadrados, renovou minha experiência. Lá os projetos são mais direcionados à criação e os profissionais visitam mais a obra, o arquiteto tem maior poder de decisão”, relata.

Museu em Miami expõe arenas da Copa

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beirarioO Coral Gables Museum, na Grande Miami, apresenta a exibição “12 Stadiums, 12 Cities”, que traz imagens e maquetes de todos os estádios projetados para a Copa do Mundo no Brasil. O foco é a arquitetura esportiva de ponta, a sustentabilidade dos estádios e a diversidade cultural do Brasil representada pelo conjunto das 12 cidades (na foto, o Beira-Rio, em Porto Alegre).

12Stadiums12Cities-dates-440-logoDurante a exposição, que pode ser conferida até 14 de setembro, o museu também apresenta uma programação paralela, que inclui a transmissão dos jogos da Copa na praça externa do Museu, uma palestra com arquitetos que projetaram alguns dos estádios, a exibição de filmes e palestras sobre cultura brasileira, música, e futebol, além de oficinas de arte e cultura brasileira para crianças.

 

 

Vinícolas reinventam-se através da arquitetura

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Em recente viagem à Europa, a arquiteta Vera Zaffari pode constatar o que já havia visto e avaliado em seus estudos no Brasil: as vinícolas descobriram a arquitetura como grande aliada na reinvenção de seus negócios.

“A nova arquitetura, moderna, renovada, transformou-se em mais um atrativo para quem visita as vinícolas, que estão descobrindo uma nova forma de receber seus visitantes”, conta a arquiteta. Os atrativos para o fortalecimento da marca e para reter o cliente mais tempo nos estabelecimentos vão para além do bom vinho e da boa gastronomia. “O visitante busca os prazeres do paladar e do olfato, mas também passa a apreciar o belo, a beleza das construções, a mistura da tradição com novos conceitos de arquitetura e design de interiores. E as empresas querem que suas instalações demonstrem que sua tradição, mas também que elas estão se modernizando e atualizando.”

Veja algumas das vinícolas visitadas por Vera Zaffari na Europa, em fotos feitas pela própria arquiteta:

Bodegas Baigorri (Alava - Espanha) (1)Bodegas Baigorri – A vinícola, localizada em Samaniego, Espanha, promove até sessões de yoga. A paisagem colabora para a meditação. Detalhes: http://bit.ly/UFzXA4 .

Bodega Cepa 21 (Ribera del Duero - Espanha) (3)Cepa 21 – Para além da qualidade dos vinhos, o lugar virou um centro de eventos disputado. Detalhes: http://bit.ly/1jtZvp1 .

Bodega Marqués do Riscal (3)Marqués de Riscal – Frank Gehry, que projetou o museu Guggenheim de Bilbao, criou o novo perfil da vinícola. Detalhes: http://bit.ly/1lrHEio .

Cantina Petra (Toscana - Itália) (7)I Vini Petra – Na Toscana, a memória de gregos e etruscos ecoa. Detalhes: http://bit.ly/SNpzED .

As vinícolas também estão transformando suas instalações em hotéis e spas no Rio Grande do Sul.

spadovinhoÉ o caso do Hotel Spa do Vinho, localizado em Bento Gonçalves, que tem projeto de Vera Zaffari. A arquiteta explica: “o projeto teve como base conceitual uma releitura das Cantinas da região da Toscana, Itália, localizadas junto aos vinhedos e onde são produzidos os seus vinhos. Esses locais também oferecem excelente hotelaria e gastronomia, assim como recebem visitas para degustação e venda de seus produtos. Algumas cantinas ainda oferecem os serviços de Spa, com produtos feitos à base do polifenol das uvas”.

O Spa do Vinho tem como premissa contemplar todas estas situações: um projeto de hotel inserido na região do Vale dos Vinhedos, tendo sua implantação no alto de uma colina em meio às vinhas e à região, produtora dos melhores vinhos e espumantes do Brasil. Há um restaurante com gastronomia diferenciada, onde se descortina o visual deslumbrante da região. Também um SPA foi concebido dentro dos melhores padrões técnicos para propiciar um ambiente relaxante aos hóspedes. “No topo do hotel, junto à cobertura, um espaço gourmet permite ao hospede que ele mesmo junte amigos e cozinhe para eles, apoiado por uma área externa configurada por ser um dos pontos mais altos da região”, emenda Vera.

O Hotel possui 128 apartamentos e uma estrutura de apoio com infraestrutura dimensionada para realizar grandes eventos.

Confira: http://bit.ly/1lHXj1V .

Arte, arquitetura e design de ontem e de hoje em hotel em Chicago

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tlchi_hero5Uma das cidades mais movimentadas dos Estados Unidos, Chicago recebe visitantes de todo o mundo. Sabendo desse fluxo de pessoas, que vão à cidade tanto a passeio quanto a negócios, a rede europeia Langham decidiu levar os seus serviços hoteleiros de luxo para a cidade, instalando no último prédio concebido pelo arquiteto alemão Mies van der Rohe seu empreendimento.

tlchi_hero1O edifício com 52 andares tem quartos e outros ambientes suntuosos, que chamam a atenção, também, pela coleção de obras de arte que abrigam, incluindo obras de nomes como Jaume Plensa, Jua Ming, Judy Ledgerwood, Enoc Perez e Virginio Ferrari.

roomA arquitetura do prédio foi preservada pelo arquiteto Dirk Lohan – as paredes de mármore travertino e os pisos de granito seguem lá, além de um sofá que Mies ganhou de sua filha no final dos anos 1940.

spaEssa união entre arte, arquitetura e design faz do hotel um local de ambientes arejados, com linhas limpas, materiais bem escolhidos e detalhamento preciso. Fonte: Casa Vogue

 

É Copa! O verde e amarelo na arquitetura de Brasília

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BrasiliaPara ressaltar o clima de Copa do Mundo, Brasília, nossa Capital, vestiu-se de verde e amarelo. Monumentos históricos idealizados pelo gênio da arquitetura Oscar Niemeyer (1907-2012) estão iluminados com as cores da bandeira nacional, em alusão festiva ao torneio de futebol que está sendo realizado no país.

Que a Seleção Brasileira e o Brasil sejam ovacionados tanto quanto nossa arquitetura é festejada, aqui e no exterior, como vem ocorrendo na Bienal de Arquitetura de Veneza, que está ocorrendo na Itália.

 

O Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2014

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nico saieh

Que tal aproveitar o clima da Copa para descobrir ou redescobrir a genialidade de nossos grandes arquitetos? Destaque para o pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza. Modernidade como tradição é o tema da exposição, que explorando a singularidade do Brasil como um país cuja identidade nacional – inclusive arquitetônica – foi construída sobre as bases da modernidade. A curadoria da exposição evidencia o moderno como fundamental para a história da arquitetura nacional.

“Brasil 1914 – 2014: modernidade como tradição” aborda a modernidade na arquitetura, em que o Brasil teve papel central no século XX. A curadoria do Pavilhão do Brasil, a cargo do curador, diplomata e crítico de arquitetura André Aranha Corrêa do Lago procura traduzir para o público internacional a complexidade e a riqueza da forma como se desenvolveu a arquitetura brasileira no período.

A exposição evidencia grandes personalidades da arquitetura brasileira, particularmente Lucio Costa, Oscar Niemeyer, Roberto Burle Marx, Affonso Reidy, Lina Bo Bardi, Lelé (João Filgueiras Lima) e Paulo Mendes da Rocha. Cerca de 50 arquitetos e 180 projetos compõem a mostra, que reúne várias gerações. Além dos nomes citados acima, estão os históricos Vilanova Artigas, Gregori Warchavchik e Rino Levi; os consagrados Ruy Ohtake e Eduardo de Almeida; os reconhecidos Vinicius Andrade, Marcelo Morettin, Angelo Bucci, Isay Weinfeld, Marcio Kogan e Marcos Boldarini; e os jovens Carla Juaçaba e Rodrigo Cerviño Lopes, entre outros.

Conheça o pavilhão brasileiro na Bienal de Arquitetura de Veneza, pela revista AU: http://bit.ly/1ohlOWJ (Crédito da foto: Nico Saieh/ Divulgação Bienal de Arquitetura de Veneza).