Posts

Varejo 4.0: como o 5G vai potencializar as lojas físicas e os supermercados

Tempo de leitura: 5 minutos

A tecnologia vai trazer as pessoas de volta para as lojas físicas. Não, você não leu errado! Até julho deste ano, 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal deverão estar conectadas ao 5G. É o que prevê o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com isso, o varejo poderá se conectar em altíssima velocidade a programas de inteligência artificial, realidade aumentada e até mesmo ao tão falado metaverso, atraindo consumidores ávidos por novas experiências de consumo. 

“O 5G é mais do que uma rede de conexão à internet de alta velocidade. Ele é uma tecnologia capaz de tornar a experiência dos consumidores nas lojas físicas melhor do que as que ele teria em uma loja virtual, por meio de realidade aumentada ou inteligência artificial. Percebo que a pandemia acelerou a transformação digital e o público ficou ainda mais exigente. Estar atento ao 5G e aos avanços da tecnologia é de suma importância para quem quer inovar e conquistar clientes”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO.

De fato, o 5G tem potencial para deixar as lojas físicas muito mais atraentes e gostosas de visitar. Justamente por isso, a Amazon — marketplace que nasceu digital — agora aposta em lojas físicas repletas de novas tecnologias. As chamadas Amazon Go são lojas de conveniência 100% automatizadas, que já são um referência de comodidade para o consumidor. Você entra, escolhe o que quer e sai da unidade física sem precisar passar por um caixa. Como?  Sensores identificam tudo o que você coloca no carrinho e vai computando os valores automaticamente por meio de uma inteligência artificial. Quando você deixa a loja de varejo, ela envia a informação direto para o seu cartão de crédito.  Tudo é feito digitalmente, sem check-out e sem delongas. Um procedimento que já existe, mas que será potencializado com a chegada do 5G, garantindo a velocidade e a segurança da operação.

Hoje, nos Estados Unidos, existem pelo menos 27 lojas físicas abertas neste modelo, incluindo o Amazon Go Grocery — tipo de estabelecimento que oferece produtos, jantares prontos e itens essenciais para a casa.

Nova realidade no varejo e supermercados

Aqui no Brasil, grandes redes do varejo, como a C&A —  cliente da VZ&CO desde 2020 —  estão avaliando novas maneiras de  potencializar as vendas por meio do 5G.  O objetivo é deixar as lojas mais inteligentes, otimizar processos e aumentar a comodidade do cliente, que contará em breve com novas possibilidades de efetuar pagamentos, sem necessariamente passar por um caixa. Já está em estudo, também, a implantação de um centro de distribuição totalmente operado por robôs. Fala-se, inclusive, na possibilidade de utilizar drones para transportar mercadorias nesses ambientes.

Para os supermercados e demais lojas físicas, o 5G também abre uma gama de novas oportunidades, como os controles inteligentes e automatizados dos estoques, ferramentas para controle de consumo de luz e robôs que facilitem a administração dos negócios aos varejistas.

E já que a tecnologia está em processo de implementação no Brasil, confira um pouco do que ela pode oferecer ao seu negócio e transformar ainda mais o funcionamento de suas lojas físicas:

União do metaverso para evoluir as experiências do cliente – se estamos falando em como a tecnologia 5G transformará as lojas físicas e o varejo em breve, não podemos deixar de lado o uso do metaverso para potencializar as experiências. A terminologia para explicar um universo digital, imersivo, compartilhado e colaborativo, utiliza  realidade aumentada, inteligência artificial e outras tecnologias para criar um mundo totalmente online, capaz de oferecer inúmeras formas de interação e relações.

A tecnologia já está sendo utilizada por várias marcas do varejo para atrelar experiências físicas às digitais, como a Nike, Gucci, Renner e muito mais. A Renner, que é nossa cliente, inaugurou uma loja dentro do Fortnite para convidar o público a votarem em estampas e produtos que serão comercializados em suas lojas físicas. Outros gigantes da indústria que estão se preparando para essa nova tecnologia são Carrefour e Walmart. 

“Arquitetura e tecnologia caminham de mãos dadas. Uma prova disso é o BIM, que hoje já cria projetos totalmente digitais e em 3D. Eficiente para quem precisa construir lojas nesse mundo e adaptá-las para uma nova realidade de vendas digitais e físicas”, comenta a arquiteta, Vera Zaffari.

Otimização de serviços – com os avanços tecnológicos, as pessoas querem mais comodidade e opções de consumo. Além da alta velocidade de conexão, o 5G permitirá novas experiências de compras, até mesmo com pagamentos touchless, otimizando o tempo e até dando mais transparência aos clientes sobre produtos e serviços. 

Por meio do 5G, é possível que o consumidor tenha acesso mais rápido e em tempo real com o que está comprando, conseguindo monitorar a origem dos alimentos, o tempo que levou para ser colhido, dicas de receitas e até mesmo combinar com os ingredientes que já têm em casa por meio de tecnologias, como é o caso da rede Hema Supermarket — supermercado de loja física do Grupo Alibaba, na China. Por meio de uma tecnologia de leitura digital, o consumidor consegue mirar a câmera do celular no código de barras e acessar todas as informações de determinado produto.

Eficiência e ecossistema – além de todas as experiências de compra, o 5G, com o uso da internet das coisas, também será um grande aliado para empresas que buscam maior eficiência operacional, reduzindo o consumo de recursos naturais e tornando mais eficaz o controle de desperdícios. A tecnologia facilitará a conexão dos equipamentos e suas bases de controle, tornando a manutenção das lojas físicas uma verdadeira ciência exata, baseada em dados.  

Outra possibilidade é o suporte que a tecnologia dará para aumentar a produtividade dentro de uma obra, pois será possível utilizar mais equipamentos e inteligências para auxiliar na redução de desperdício e obtenção de projetos mais sustentáveis.


Serviços que já funcionam e serão otimizados para expandir o varejo

Velocidade e uso simultâneo da rede para compras mais rápidas  — já que um dos lemas do 5G é velocidade, por que não permitir um acesso rápido aos clientes? A conexão mais ágil ajuda na hora que um cliente quiser fazer um pagamento por Pix ou utilizar alguma plataforma de pagamento dentro da loja física. Sem contar que a tecnologia será potente, o que facilita a múltiplas conexões de usuários sem gerar instabilidade e oscilações no ambiente.

A rede francesa de supermercados, Carrefour, utiliza a tecnologia Scan & Go — que permite escanear o código de barras dos produtos nas lojas físicas e fazer o pagamento direto no aplicativo, sem necessidade de enfrentar caixa — em algumas unidades Express. No varejo de moda, a Renner conta com um serviço que já permite os clientes realizarem pagamentos pelo celular.  

Atendimento personalizado com a Internet das Coisas — alguns dos projetos que realizamos para lojas físicas da Centauro já contam com  provadores inovadores, munidos de inteligência artificial. O cliente pode escolher produtos por meio do escaneamento do código de barra, visualizá-lo em diferentes cores e tamanhos e ver quais outros ítens combinam com ele. Tudo isso, sem precisar sair da cabine. E se decidir pelo produto, ele pode ser pago diretamente do provador.

“Talento é mais importante do que presença física”

Tempo de leitura: 4 minutos

Após dois anos de pandemia, muita coisa mudou na VZ&CO. A começar pela forma como trabalhamos. Percebemos que o trabalho remoto não afetou o desempenho da equipe e ainda abriu novas oportunidades para o escritório. Prova disso, é que agora abrimos nossas portas para arquitetos e estagiários de todo o Brasil que, além de terem interesse em BIM, se encaixam ao perfil de valores e cultura do nosso escritório. Hoje, dos 24 profissionais que trabalham conosco, 4 vivem em outros estados — o que trouxe maior diversidade para o time. 

“Antes mesmo da pandemia, fizemos um planejamento de migração para dar suporte a dois profissionais que estavam pensando em morar fora do Brasil. Sabíamos que eram excelentes profissionais. Então procuramos soluções para mantê-los no time, mesmo não estando mais fisicamente conosco. Esse processo prévio nos auxiliou quando precisamos adaptar o trabalho remoto a todos quando começou a crise sanitária”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari. 

Segundo a executiva, o processo de migração do trabalho presencial para  o remoto no escritório foi fluido, já que a VZ&CO sempre esteve na vanguarda das novas tecnologias. Confira a entrevista:

Vocês tiveram dificuldades para implementar o novo modelo de trabalho?

GZ: Não tivemos e foi um processo simples, ainda bem. Como já tínhamos organizado um ambiente “online” para alinhar a rotina do escritório às tarefas dos nossos arquitetos que foram para o exterior, a migração foi rápida. No dia seguinte, todos já tinham acesso remoto ao sistema da VZ&CO e conseguiam trabalhar normalmente. A adaptação mesmo foi na comunicação. Presencialmente,  usávamos pacotes do Google e fomos fazendo mais estudos para ampliar a comunicação ágil dentro do escritório. Usamos o Slack e o Rocket Chat até migrarmos para o Teams, que é a ferramenta usada para o nosso dia a dia. 

Como foi a decisão de ampliar a divulgação de vagas no escritório para todo o Brasil?

GZ: Nós tínhamos preferência em contratar pessoas perto da gente, especialmente de Porto Alegre (RS). Ainda mais os estagiários, pois pensávamos no acompanhamento profissional, aprendizagens e o percurso entre faculdade e trabalho também. Não queríamos que ficasse pesado e que eles conseguissem desfrutar ao máximo a experiência, com aproveitamento! 

Aos poucos, fomos percebendo que não fazia sentido ficarmos presos a esse pensamento, uma vez que já tínhamos pessoas de outros lugares trabalhando conosco.

O processo de expansão das oportunidades para outros estados começou quando? 

GZ: Agora, em 2021. Primeiro, abrimos oportunidades remotas para arquitetos e foi um processo muito divertido! Recebemos diversos talentos de todos os cantos do Brasil e conseguimos selecionar o que mais se encaixava ao perfil VZ&CO. Depois, com a convivência e os resultados positivos, decidimos ampliar e buscar novos talentos de outros estados brasileiros para compor o nosso time de estagiários. Foi uma seleção acirrada, pois recebemos inúmeros perfis interessantes de cada canto do país. A experiência tem sido única, pois conseguimos expandir nossa visão para encontrar diversos talentos e agregar valor. 

A VZ&CO tem colaboradores em quais estados brasileiros? 

GZ: Hoje, temos arquitetos e estagiários trabalhando conosco do Rio Grande do Sul, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Inclusive, dois dos nossos sócios residem em São Paulo.

Quais foram os ganhos trazidos pelo trabalho remoto?

GZ: Esse modelo nos dá possibilidade de não ficar preso apenas ao eixo do sul, por exemplo. Isso inclui tudo: arquitetos, estagiários, clientes, os nossos parceiros de outras disciplinas etc. Outro ponto importante é a interação entre o time. O sistema digital permite que todos interajam entre si e troquem informações, ideias, estratégias e muito mais. Não há “paredes” ou salas que atrapalhem a comunicação.  É um espaço para todos e é bem legal ver como o trabalho em equipe é forte!  

Para mim, como gestora de produção, também facilitou a implementação de uma comunicação mais  rápida com todos. Antes, quando tinha de passar alguma informação, planejar estratégias e outros assuntos com alguém, precisava esperar a sala de reunião desocupar. Agora, com ajuda das ferramentas digitais de conversação que temos no escritório, conseguimos manter o nosso espaço de conversa bem fluído e rapidamente resolvemos o que tem de resolver.

Como é a interação da equipe? 

GZ: Nos adaptamos para manter a aproximação como se estivéssemos na sede física da VZ&CO. Realizamos dinâmicas para termos um momento de descontração da equipe, fazemos reuniões virtuais diariamente para alinharmos nossas demandas da produção, os projetos que estão sendo executados ou estudados. Isso facilita a organização de cada time. Além disso, mantivemos a nossa reunião de produção e inovação. São reuniões que fazemos para discutirmos ideias, melhorias para as nossas ferramentas, métodos inteligentes de plugins etc. Tudo para manter a qualidade de sempre e tem dado certo. 

Qual a sua visão para o futuro? 

GZ: São inúmeras visões, mas o que penso é: como fazer o trabalho remoto continuar funcionando para todos? Nós tivemos sucesso em 2021 e para 2022, pretendemos seguir o modelo de trabalho que satisfaça toda a nossa equipe, sem exceção. Temos relatos de colaboradores que preferem o modelo remoto, porque gastam menos tempo com deslocamento; temos mães que conseguiram adaptar a rotina e ficar mais tempo com os filhos; pessoas que conseguem se concentrar mais em casa e outras, no escritório; e tem gente que sente falta do ambiente profissional. Estamos atentos a todos. Essa é a visão que tenho, como gestora: um trabalho híbrido e que não exclua ninguém.

Arquitetura e varejo: conheça os detalhes da nova loja C&A

Tempo de leitura: 3 minutos

Iniciar um novo cliente é sempre uma aventura maravilhosa, com muitas trocas e muitos desafios! São reuniões frequentes de alinhamento para entender expectativas e sanar todas as dúvidas para aprender o padrão existente da marca; pensar na aplicabilidade de cada loja e atender o modelo de rollout para garantir a expansão no varejo.

Em 2020, tivemos o prazer de comemorar a conquista de vários novos clientes, entre eles a C&A uma das maiores redes de varejo do mundo. A rede varejista procurou a VZ&CO com um desafio: projetar espaços físicos funcionais que atendesse as necessidades da marca, mantendo a padronização de qualidade para continuar oferecendo as melhores experiências aos clientes.

Alinhamentos iniciais com o cliente

Nós, da VZ&CO, procuramos ir sempre além do que é proposto, visualizando possibilidades de melhoria nos nossos processos internos para não só otimizar, mas oferecer ainda mais qualidade na entrega do resultado final. No caso da C&A, a partir das soluções de padronização recebidas, estruturamos um template BIM com todas as informações necessárias, configurações de materialidade e famílias a serem aplicadas aos projetos para termos a extração de quantitativos mais apurada.  Além disso, criamos checklists e cronogramas para possibilitar a visualização de informações importantes ao decorrer do projeto,  garantindo a qualidade das entregas.

Desenvolvimento do projeto

Em novembro, tivemos a oportunidade de participar da inauguração de um projeto da nossa autoria: a C&A Park Shopping Canoas, localizada na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Ter uma loja inaugurando próxima a nossa sede nos proporcionou uma experiência que ainda não tínhamos vivenciado com esse cliente. 

Toda a equipe realizou  o mapeamento preciso do espaço disponível, acompanhou o andamento da obra desde a demolição do shell existente. Essa supervisão possibilitou  a visualização de  interferências e peculiaridades da loja desde o primeiro momento, permitindo que o nosso time compreendesse todo o conceito do projeto para oferecer as melhores soluções de arquitetura e evitar  o surgimento de surpresas no decorrer da obra.

 

Diferenciais e desafios do projeto

O grande diferencial dessa loja é a quantidade de área de fachada para os corredores do shopping. Junto à equipe de arquitetura da C&A, tivemos atenção redobrada para compor uma solução que fizesse sentido em relação ao shopping: estudamos as circulações verticais e horizontais, os sentidos e a intensidade dos fluxos. 

Resultado? Planejamos um acesso totalmente estratégico em frente a subida das escadas rolantes, aplicamos revestimento 3D e logo da C&A em pontos com boa visualização dos consumidores inclusive de outros pavimentos do shopping, com vitrines e fachadas envidraçadas para melhor  visualização dos produtos e  interior da loja.

Outro grande desafio desse projeto foi a coordenação e compatibilização dos projetos de infraestrutura em relação ao projeto estrutural do mezanino. Com o auxílio da visualização 3D dos modelos, a utilização de plugins que detectam colisões e diversos alinhamentos com nossos parceiros, tivemos maior facilidade para organizar o entreforro e entregar um projeto bem resolvido aos executores.

Sucesso na entrega do projeto C&A Park Shopping Canoas

A constante troca entre cliente, projetistas, gerenciadora e construtora foi fundamental para cumprir essa entrega com êxito! A colaboração de todos os interessados em ver essa linda loja inaugurada enriqueceu o processo, ultrapassando os obstáculos encontrados pelo caminho e resultou em uma loja eficiente e completa para seu público e colaboradores.


FICHA TÉCNICA

  • Dados do projeto: C&A Park Shopping Canoas.
  • Endereço: Av. Farroupilha, 4545, Canoas / RS.
  • Ano: 2021 Área: 494.42 m² ABL  e aproximadamente 2.000 m² construídos.
  • Arquitetos: Arq. Vera Zaffari, Arq. Alexia Becker, Arq. Luisa Nunes, Acad. Gabriel Crispim, Acad. Giovanna Parisotto, Acad. Kamila Santos.

Villa Mercato e VZ&CO: uma parceria para inovar o varejo

Tempo de leitura: 5 minutos

Com o aumento das compras online, nasceu a ideia do cliente Villa Mercato, um projeto inovador que promete entrega rápida e de qualidade, com atendimento personalizado. 

O começo

Buscando atender um público altamente selecionado, que prioriza a comodidade em compras de supermercado,  a  Villa Mercato criou seu primeiro aplicativo. E para  viabilizar a logística da plataforma, com todas as necessidades que o projeto de implantação demandava, o cliente procurou a VZ&CO — em função da nossa experiência no atendimento de grandes redes de supermercados.

No briefing, o cliente nos trouxe algumas necessidades do negócio que precisariam estar contempladas no processo, como agilidade e confiabilidade, além de um baixo custo de implantação inicial do Centro de Distribuição (denominado dark store) para atender a plataforma digital.

O projeto contempla o atendimento da plataforma digital através de um Centro de Distribuição que ao invés de separar os produtos selecionados no pedido, diretamente da gôndolas do próprio supermercado, ele conta com um estoque dedicado ao e-commerce, funcionando como uma loja fechada ao público. Por isso a denominação de dark store (loja escura), com shopper’s exclusivos para essa seleção. Com esse processo, a operação ganha agilidade e qualidade, que é o diferencial prometido pelo cliente.

O projeto

Para atender às demandas do cliente na implantação do  projeto, trabalhamos em conjunto com o cliente durante o desenvolvimento da plataforma digital. Nesse processo, entendemos as principais preocupações  da operação e traduzimos em um layout funcional, com iluminação adequada e a mesma identidade que está sendo criada digitalmente.

Além do espaço denominado dark store, o projeto também conta com a implantação de lojas de proximidades para atender o público de forma física, melhorando ainda mais a experiência de compra ao cliente — o que fortalece o produto digital e a marca. Essas lojas serão inicialmente implantadas na cidade de Maringá (PR), sendo a primeira junto à dark store.

O projeto foi dividido em duas etapas de execução: dark store (que será inicialmente implantada) e loja de proximidades. O terreno escolhido foi em um antigo galpão logístico, onde anteriormente estava instalada uma empresa de distribuição de laticínios. Portanto, todas as câmaras frias existentes, deveriam ser reaproveitadas no projeto.

Dark Store

O layout da área da dark store foi desenvolvido em parceria com uma consultoria de logística e as gôndolas foram distribuídas configurando ruas internas, que permitirão uma rápida separação dos pedidos.

Desenvolvemos um conceito de caráter industrial para o espaço, valorizando as gôndolas/porta paletes, neutralizando o restante com pinturas onde a cor da marca está presente e valorizada. A comunicação visual foi o ponto mais explorado do projeto, que precisaria ser funcional.  Através da logomarca do cliente, exploramos formas que delimitam espaços e humanizaram o ambiente.

Projeto da dark store feita pela VZ&CO

Os tons neutros de cinza foram aplicados no piso e nas paredes com intuito de contribuir na eficiência da iluminação. Para o projeto luminotécnico, foi contratada uma consultoria que analisou todos os condicionantes para propiciar um ambiente agradável e com iluminação adequada, já que a iluminação natural em grande escala não seria possível pois a edificação está implantada nas divisas do terreno, e o pé direito do ambiente seria alto em relação à escala humana. 

Linhas de iluminação foram criadas entre os corredores — com espaço de rebaixamento de forro nas áreas onde estão dispostos os setores de checkout e hortifruti — para possibilitar uma iluminação mais pontual.

Para viabilizar a implantação da dark store a baixo custo e com aproveitamento máximo da infraestrutura existente, o telhado foi mantido. Está prevista apenas a realização de uma  manutenção e pintura, que ajudará no condicionamento térmico interno melhorado pela instalação de  máquinas climatizadoras.

Área de hortifruti

As câmaras frias foram reaproveitadas e adequadas ao novo uso, bem como as áreas de escritórios e funcionários, que receberam o mesmo conceito industrial. Os ambientes foram repaginados com pequenas alterações e na comunicação visual — através de pinturas e demais elementos — que deixaram o ambiente  mais agradável.

Loja de proximidade

O conceito da marca foi criado com base nas antigas vilas italianas. A ideia é trazer a experiência de compra dessas antigas vilas, com produtos frescos, de qualidade e, principalmente, com atendimento personalizado. Nosso maior desafio foi traduzir esse conceito em um ambiente contemporâneo, trazendo elementos de composição baseado nas vilas italianas que, ao mesmo tempo, trouxessem toda a modernidade que o app Villa Mercato oferece.

No conceito do projeto, trouxemos revestimentos que relembram uma vila italiana, como a pedra e a madeira, juntamente com elementos de composição como cestarias e caixas artesanais, toldos externos e floreiras. Em contraponto, trouxemos elementos contemporâneos através de instalações aparentes e sem forro, além do tratamento em cimento queimado nas paredes, pilares e laje de cobertura. As gôndolas em metalon também fortalecem o conceito mais industrial.

O terreno configura um formato em ‘L” no qual o espaço escolhido para implantação da primeira loja de proximidades fica na fachada principal, sendo a outra fachada para a doca da dark store, com os fluxos totalmente separados e distintos.

Operação

A operação da loja física oferecerá serviços como atendimento de padaria e açougue, que se diferenciam da concorrência. O pão quentinho e a carne em cortes personalizados são as grandes apostas do cliente para oferecer, ao consumidor final, a melhor experiência de compra. Com isso, introduzimos no layout esses espaços ao fundo da loja, com aberturas que permitem a visualização da dark store, integrando as operações e — ao mesmo tempo — fortalecendo o conceito de trazer maior confiabilidade ao e-commerce.

Todo layout da loja foi pensando para explorar ao máximo o número de expositores e gôndolas. Com uma área relativamente pequena para uma loja de proximidades, foi necessário ampliar o espaço, crescendo parte para a área já construída e parte no plano da fachada. 

A loja abrigará, em média, 3 mil itens variados, distribuídos em 78 gôndolas que possuem tamanhos diversos de altura. Para compor todas as situações do layout, utilizamos gôndolas centrais mais altas, bem como nas paredes, e gôndolas mais baixas em corredores mais estreitos — minimizando a sensação de enclausuramento. O projeto foi desenvolvido sempre levando em consideração as visualizações internas, de modo que o cliente consiga fazer uma leitura total do ambiente de qualquer ponto da loja, valorizando as exposições de produtos.

Também criamos, em ambientes estratégicos, rebaixamentos do forro, com tratamento em madeira e iluminação pontual decorativa. O hortifruti traz um caráter de feira, onde as luminárias pendentes serão em cestaria.  Já na adega trabalhamos com o forro amadeirado e luminárias pendentes industriais na mesma cor dos perfilados.

Rollout

Todo o projeto da loja de proximidades foi desenvolvido com base em um conceito de replicação. Como a ideia do cliente é ter mais lojas nesse formato, buscamos materialidades de fácil acesso, gôndolas de linha para possibilitar replicação em grande escala e  pontos em marcenaria em pequenos detalhes para possibilitar a criação de um padrão de rollout.

Lojas Renner Torres: os desafios de uma loja litorânea

Tempo de leitura: 4 minutos

Projetar lojas no litoral é sempre um desafio! Além de otimizar espaços, pensar na usabilidade do ambiente e atender ao modelo de rollout do cliente, precisamos entender as particularidades da região, como a alta umidade, fortes ventos, o calor e a presença de salitre —  responsáveis pela oxidação de metais e desgaste de determinados materiais de construção e acabamentos.

Pensando nisso: ao projetarmos a Renner Torres — no primeiro shopping center da cidade, localizado no litoral gaúcho — tivemos atenção redobrada para compor soluções de projetos que se adaptassem ao local. Afinal, a loja fica localizada em uma rua com acesso direto ao mar, bem na entrada do Vésta Shopping. 

Vale destacar: esta é a terceira loja litorânea feita pela VZ&CO no Rio Grande do Sul.

Fachada da loja na entrada do shopping

NUVEM DE PONTOS

Para ter êxito nesse novo projeto, precisamos estudar todo o local para entender não só a área disponível da construção, mas a delimitação e exigências do shopping. A loja foi composta pela junção de 10 pequenas salas, além dessa peculiaridade, o espaço também possui várias paredes inclinadas e algumas curvas, por isso o escaneamento por nuvem de pontos foi essencial para fazer o mapeamento preciso do espaço disponível. 

Com as informações levantadas e os estudos realizados, conseguimos oferecer as melhores soluções de arquitetura e criar um projeto de qualidade, funcional e que atendesse todas as partes envolvidas. Além disso, o espaço foi todo adaptado para reforçar a experiência omnichannel que o cliente tem apostado para melhorar a vivência do consumidor nas lojas físicas.

PARTICULARIDADES ARQUITETÔNICAS

O shopping foge do padrão que estamos acostumados, possui todas suas lojas voltadas e abertas para a rua. Devido a isso foram também pensadas soluções que contemplassem a constante entrada de sol e a forte incidência de ventos no local. Para a primeira questão foi aplicado nos vidros voltados para a área externa película solar e cortinas rolô, já para solucionar as fortes rajadas de ventos, foi projetada uma antecâmara formada por 2 portas automáticas de correr junto ao acesso.

Lateral da loja

ADAPTAÇÃO DO ROLLOUT

A Renner é um cliente que aplica o método de rollout em seus projetos de arquitetura para manter o padrão de qualidade em todas as lojas físicas. Na loja de Torres, precisamos adaptar algumas partes para atender o cliente e as regras do shopping.

O Vésta Shopping é revestido por pastilhas pretas em seus pilares, vigas e paredes e em sua maior parte possui a fachada envidraçada. Para trazer a marca para a fachada do local, foi revestida a viga do shopping com ACM vermelho, criando a faixa padrão da marca, inserindo a logomarca iluminada em pontos estratégicos. Em alguns pontos também foi criada vitrine para exposição dos produtos e da marca, além de o acesso ser marcado com um pórtico em ACM cinza para estimular a visualização do cliente para este local.

EXPERIÊNCIA DO CLIENTE

A Renner Torres conta com três pavimentos, dois são destinados aos clientes e um para os funcionários. O espaço interno é bastante marcado por pilares, justamente em função de ter sido projetado para várias pequenas lojas. Por isso, foi importante a análise de como deixar o espaço mais permeável apesar das várias barreiras visuais. Para tal foram utilizados pilares com espelhos e uma comunicação visual mais intensa para direcionar o cliente. 

Além disso a loja possui várias áreas de pé direito duplo junto às fachadas, esses espaços foram aproveitados para criar uma sensação de amplitude e também para circulação vertical, deixando a escada de clientes bem visível tanto do lado interno quanto externo da loja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Renner
  • Localização: Torres (RS)
  • Categoria: Arquitetura de Varejo
  • Ano: 2021 Área: 1454.99²
  • Contexto: O clima descontraído e leve da praia recebendo uma novidade no litoral do Rio Grande do Sul: uma nova unidade das lojas Renner na cidade de Torres.
  • Desafio central: Oferecer soluções arquitetônicas para criar um espaço funcional, bastante aberto para a rua, seguro e que atende as todas as necessidades do cliente e do shopping.
  • Diferenciais: – Totalidade da loja com os limites em esquadria voltados para rua; Cuidado com escolha da posição e configuração do acesso devido ao corredor de vento característico de regiões litorâneas.

Atemporal Records: quando o projeto é um conceito

Tempo de leitura: 4 minutos

A Atemporal Records é uma gravadora musical, com predominância no estilo pop. E com o intuito de construir sua primeira sede física, procurou a VZ&CO para compor não só um espaço funcional, mas um conceito que estivesse alinhado ao propósito da marca.

Localizado na grande São Paulo, o estúdio da Atemporal Records é o primeiro projeto conceito da VZ&CO na área de música. Para executá-lo, nossa equipe buscou as melhores soluções para atender às particularidades deste tipo de projeto, garantindo uma operação futura com qualidade.

Com a complexidade do tratamento acústico, presente em um estúdio de áudio e vídeo, buscamos formas de compor o conceito e trazer elementos para apoiar a atenuação do som. Resultado? Projetamos um espaço multiuso, onde as necessidades de músicos e empresários fossem atendidas em um ambiente capaz de interligar todas as atividades — executivas e artísticas.

Confira, a seguir, alguns detalhes do projeto:

CONCEITO ARQUITETÔNICO

A logomarca do cliente foi o ponto de partida para iniciarmos a construção do conceito. Realizamos a releitura do triângulo, formado pela letra A de Atemporal Records, e desconstruímos a forma para criar uma grande malha, repetindo-a em vários pontos do projeto.

O PROJETO

Proposta do lounge do estúdio musical

É possível visualizar as salas de instrumentos e de audição

Para entender melhor o pensamento do cliente, realizamos reuniões de briefing que nos permitiram entender a necessidade de criar um espaço onde a arte convivesse em harmonia com as necessidades executivas da empresa.

Dividido em duas grandes áreas — áudio e vídeo —, o estúdio de audiovisual conta com uma sala de vídeo equipada com sistemas de bloqueio da luz para abrigar gravações de videoclipes, entrevistas e muito mais. Na parte de áudio, as salas de produção/controle, cabine de voz e instrumentos, foram setorizadas. Assim como a área administrativa, que tem uma sala de reunião. Todos os ambientes são voltados ao centro do espaço, onde é localizado o lounge e o bar para dar apoio aos demais usos.

DIFERENCIAIS 

O projeto tem predominância de tons escuros a pedido do cliente, trazendo espaços harmoniosos capazes de estimular a concentração e criação para os artistas comporem. Além disso, utilizamos revestimentos amadeirados para dar a sensação de aconchego no local, bem como os detalhes do mobiliário solto que ganham um pouco de cor. 

Os triângulos estão presentes no projeto em vários pontos estratégicos, realizando a valorização da marca. Um deles é a divisória que criamos junto às salas administrativas, onde eles possibilitam a permeabilidade dos espaços, sem tirar a privacidade. Também estão presentes em elementos de painéis amadeirados, forro e portas, em diversas materialidades e formas de composição. 

Sala de audição

Grande malha distribuída do A da Atemporal Records

SOLUÇÕES INTELIGENTES

Para ampliar o espaço, utilizamos divisórias em vidro duplo e com tratamento acústico em todas as salas voltadas ao lounge. Essa solução permite que todos os espaços se tornem integrados. E como existiam algumas aberturas fixas para a fachada, optamos por setorizar a área de vídeo nesse local para termos mais soluções de controlar o bloqueio de luz sem alterar as características da fachada externa. 

No lado oposto da sala, inserimos a sala de áudio e realizamos revestimentos para auxiliar no tratamento acústico e impedir o vazamento para o lado externo.

A fim de valorizar o estilo do cliente, trouxemos, no projeto, elementos contemporâneos com tons neutros e destaques por meio de iluminação. No hall de entrada, a aplicação da marca retroiluminada junto a uma tela metálica, traz um jogo de luz e sombra, criando impacto já na primeira experiência.

Hall de entrada do estúdio musical

FRASE

“Vivo nesse universo de gravações, shows e sou uma verdadeira apaixonada por música! Projetar esse estúdio foi uma experiência incrível e fez com que eu compreendesse como funciona na técnica. Estou feliz com o que a VZ&CO conseguiu fazer”, celebra a arquiteta Rubiane Schneider.

Junto ao cliente, que depositou toda a confiança em nosso trabalho, conseguimos construir o conceito do primeiro espaço físico da produtora de música. Um projeto único e que nos deixou com a sensação de dever cumprido!

GALERIA DE FOTOS


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Atemporal Records
  • Localização: São Paulo
  • Categoria: Estúdio musical
  • Ano: 2021 Área: 161m²
  • Projeto: Criar o conceito arquitetônico para o primeiro espaço físico da gravadora de audiovisual.
  • Desafio central: Elencar, por meio da arquitetura, soluções para garantir 100% a funcionalidade do estúdio e oferecer um ambiente contemporâneo e de convivência para os artistas trabalharem.
  • Diferenciais: Fazer um bom briefing para entender as vontades e necessidades do cliente.

Sustentabilidade em BIM

Tempo de leitura: 3 minutos

O BIM (Building Information Modeling) é mais do que um método para modelar. Ele é um importante aliado de arquitetos e escritórios comprometidos com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, pois permite detalhar todas informações do ciclo de vida de um projeto, calculando com precisão o tempo, os recursos e os custos de materiais para evitar desperdícios. 

“Obras projetadas em BIM têm o consumo de água, energia e materiais de construção otimizados. Por ser um método inteligente e focado em resultados, conseguimos reduzir resíduos e propor soluções sustentáveis, como o melhor  aproveitamento de recursos naturais, reciclagem, aproveitamento de materiais etc”, explica a arquiteta e CEO da VZ&CO, Vera Zaffari.

Por meio da metodologia, arquitetos e clientes conseguem comparar e calcular o que será utilizado com maior exatidão em uma obra. Isso permite a compreensão de todas as partes envolvidas, facilitando o entendimento dos materiais e recursos que serão efetivamente necessários. Além disso, o BIM consegue criar simulações de possíveis cenários futuros, o que ajuda a prever o que pode ser mais útil para manter uma construção sustentável. Para se ter uma ideia, os profissionais podem fazer cálculo solar em telhados, planejar o melhor projeto de redes de energia e infraestrutura, assim como medir o uso de água.

Soluções sustentáveis feitas em BIM e que ajudam a diminuir as toneladas de entulhos produzidos diariamente no setor da construção civil. Números bem claros, chegando a registrar 290,5 toneladas de entulhos por dia em 2019. Destes, somente 21% eram recicláveis. Os dados são da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

E para ajudar nesse processo de modificação, preparamos uma listinha com algumas combinações do BIM e sustentabilidade:

Utilização de água na construção – A inteligência permite calcular o quanto de água será utilizado em uma determinada obra. Com isso, é possível pensar em estratégias para reutilizar a água durante a execução da obra e consumir menos.

Uso de materiais – Utilizar o BIM para gerenciar o que será usado na construção reduzem, significativamente, resíduos. Justamente por ser uma metodologia focada em resultados, ela quantifica os materiais e reduz desperdício com métricas mais precisas. Além disso, a tecnologia amplia a visão para selecionar soluções sustentáveis para reduzir o impacto ambiental de um edifício.   

Consumo de energia – O BIM é ótimo para avaliar a eficiência energética de um edifício! Quando combinado com software especializado, ele consegue realizar testes de cada parte da construção para simular e otimizar o que pode ou não melhorar o desempenho de energia do lugar. 

Carbono – Na plataforma, é possível fazer testes para medir e encontrar a melhor alternativa com o menor impacto de carbono. Isso nos ajuda a identificar possibilidades de baixo consumo e que reduzam as emissões durante a obra.  Outro ponto importante para ressaltar é que por meio do BIM, detectamos opções viáveis de economia para manter testes posteriores durante toda a construção. 

Menos refação de trabalho – Quando se projeta em BIM, a interferência durante a obra é mínima. Uma vez que o projeto é todo detalhado e compatibilizado. Com isso, além de não ter que gastar tempo com retrabalho e gastos desnecessários de materiais ou recursos não previstos, o cronograma segue o tempo estimado, com menos correções e idas e vindas de projetos subdivididos. Afinal, o tempo do trabalho humano também é sustentável. 


Na VZ&CO, o BIM é aplicado aos projetos desde 2014 e não é segredo a eficácia do método. Sua aplicação não só permite o desenvolvimento de projetos confiáveis e inovadores, com informações detalhadas, mas precisos por ter uma série de funções que ampliam a visão de uma forma geral. Isso permite grandes vantagens para alinharmos sustentabilidade à arquitetura, pois conseguimos mensurar as informações para aplicá-las, sem exageros, em um projeto arquitetônico. 

VOCÊ SABIA?
Na arquitetura, o ”Green BIM”  ficou conhecido por aplicar técnicas sustentáveis aos projetos por meio da metodologia. Traduzido para o português, o BIM Verde além de auxiliar o arquiteto na hora de projetar, ajudando-o a fazer decisões importantes, ele garante maior impacto referentes ao desempenho e eficiência, pois permite o detalhamento dos recursos e materiais que poderão ser utilizados em uma construção.

Você sabe a diferença entre dark stores, transit points e galpões logísticos?

Tempo de leitura: 3 minutos

Essas três soluções de logística trazem ganhos diferentes para quem vende seus produtos online e deseja melhorar sua performance de entregas.

Antes da pandemia, receber um produto em casa em até  três dias era visto com muito bons olhos pelo consumidor. Então, tudo mudou! Agora, o coração do cliente tende a bater mais forte por quem entrega o produto no mesmo dia ou no menor espaço de tempo. E a melhor maneira de fazer isso, é investindo em uma ou mais das seguintes soluções logísticas:

1. Centros de distribuição/Galpões logísticosProjeto de CD do Centro Himalaia

Esses dois nomes são utilizados para definir espaços de armazenagem de produtos localizados em pontos  estratégicos, com acesso às principais rodovias. O objetivo é facilitar a logística das entregas, além de acelerar processos e beneficiar os dois lados — cliente e varejista

“O galpão logístico é estratégico, pois facilita a entrega dos produtos de modo contínuo e direto, reduzindo a necessidade de estoque e, consequentemente, gerando ganhos entre o custo, a armazenagem e o transporte”, explica Vera Zaffari, arquiteta fundadora da VZ&CO.

Para completar, essas estruturas garantem controle de estocagem e distribuição por centralizarem toda a logística de uma operação. Sendo assim, exigem grandes áreas para serem implementados. Seu funcionamento é focado em receber, movimentar, armazenar, separar e expedir mercadorias de forma prática e centralizada. 

Uma das empresas que aposta pesado na estratégia dos centros logísticos é a Amazon — uma das principais referências globais em agilidade de entrega e satisfação do consumidor. Somente aqui no Brasil, ela possui galpões em São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Essas unidades viabilizam a realização de entregas em até 24 horas nas grandes capitais.

2. Transit points

Diferentemente dos centros de distribuição, o transit point mantém a ideia de acelerar as entregas, mas com uma outra proposta de logística. As mercadorias que chegam a esses espaços já têm seus destinos definidos. Elas chegam com a nota fiscal endereçada aos consumidores finais, podendo ser liberados imediatamente para a entrega local.

“Os transit points são menores no tamanho e maiores em quantidade, garantindo a gestão eficiente das mercadorias, trazendo maior a agilidade para a entregas de produtos comprados em lojas físicas ou na internet. Para a indústria, é um local de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores. Lá, esses produtos serão organizados e distribuídos às redes de lojas ou consumidores”, exemplifica Vera. 

As operações realizadas nesses espaços são essenciais para organizar processos, reduzir gastos e melhorar a gestão de riscos e dos estoques. E assim como os centros logísticos, os transit points são econômicos na construção e manutenção dos espaços, por se tratar de uma estrutura simples e gerencial para controlar a distribuição de mercadorias e exigirem uma área menor para implantação.

3. Dark Stores

Eis aqui a mais nova tendência do mercado de varejo. As dark stores são espaços voltados à armazenagem, separação e envio de produtos comprados pela internet. Diferente dos transit point e centros logísticos tradicionais, elas se parecem como um comércio de proximidade, com espaço menor,  localizadas em centros urbanos, mas fechadas ao público.

Um dos projetos de dark store feito pela VZ&CO

Apesar de as dark stores serem fechadas ao público, elas complementam as lojas físicas e seus e-commerces, permitindo que o cliente retire o produto no local ou receba em casa no mesmo dia ou em poucas horas, garantindo a conveniência tão esperada pelo consumidor. Boa parte das dark stores permite ao consumidor retirar suas compras 24 horas por dia, 7 dias por semana. É o máximo de flexibilidade na hora de realizar uma compra. 

“Particularmente, considero uma solução logística inteligente. As dark stores não demandam grandes investimentos de arquitetura ou manutenção, costumam ter localização central, exigem áreas físicas menores, aumentam a visibilidade da marca e ainda ampliam a satisfação do cliente — que pode retirar o produto comprado de forma rápida e prática, como o clique e retire”, complementa a CEO da VZ&CO.

Agora que você já entendeu a diferença entre essas três soluções logísticas, que tal conversar conosco sobre qual delas seria melhor para a sua marca? Estamos à disposição para ajudá-lo!

Dark stores: solução inteligente para logística

Tempo de leitura: 3 minutos

As vendas no comércio eletrônico já se tornaram realidade na vida dos brasileiros. Apenas entre janeiro e março de 2021, as compras online somaram R$ 35,2 bilhões, registrando o aumento de 72,2% comparado ao ano anterior. Os dados são da Neotrust. 

Para acompanhar o ritmo de expansão, grandes marcas do varejo investem em soluções inteligentes para complementar a oferta das lojas físicas e também de seus e-commerces. E um jeito eficiente de fazer isso é apostando nas dark stores — espaços para armazenagem, separação e envio de produtos comprados online. Diferentemente dos galpões logísticos tradicionais, as dark stores parecem lojas comuns localizadas em centros urbanos, mas fechadas ao público.  

Gigantes do mundo do varejo, como Carrefour e Walmart, estão inaugurando “lojas escuras” em diferentes regiões do mundo. Em alguns estabelecimentos, os clientes podem inclusive retirar os produtos comprados pela internet nesses pequenos galpões. Como esses espaços não são pensados para receber pessoas, eles não podem acessar, mas conseguem retirar a compra já embalada, em um sistema drive through ou “clique e retire”

Para explicar o potencial das dark stores para o mercado de varejo, convidamos uma especialista no assunto: a arquiteta Vera Zaffari, CEO da VZ&CO. Confira: 

Por que os varejistas deveriam investir na construção de dark stores

VZ: Esse modelo de galpão logístico está ganhando espaço, porque ajuda a melhorar a experiência e conveniência do cliente, que pode escolher se prefere receber o produto  em casa em um breve tempo ou retirá-lo na loja física. Além de facilitar o atendimento pelos canais de compras, esse modelo oferece conveniência, qualidade e o investimento ao varejista é reduzido. Afinal, esses espaços de armazenagem são menores do que um galpão logístico tradicional. Na prática, esses empreendimentos lembram o tamanho e localidade de um comércio de proximidade, pois normalmente estão localizados em centros urbanos. 

O conceito de dark stores não é novo, mas tem se tornado mais popular agora, depois da pandemia. Por que isso aconteceu? 

VZ: É praxe que os consumidores busquem mais comodidade, qualidade e valor na hora de fazer suas compras. A pandemia apenas acelerou esse movimento, que já era crescente, de ampliação do consumo online. Acontece que muitas lojas físicas não estavam preparadas para atender as demandas de seus e-commerces. Muitas não tinham um planejamento logístico consistente, com centros de distribuições, transit points e dark stores.  Agora, o varejo começou a buscar soluções de arquitetura para se adaptar a essa realidade e, por isso, aumentou o interesse pelas dark stores. Particularmente, considero uma estratégia inteligente porque essas lojas não demandam grandes investimentos de arquitetura ou manutenção, têm localização central, exigem áreas físicas menores, aumentam a visibilidade da marca e ainda ampliam a satisfação do cliente — que pode retirar o produto comprado de forma rápida e prática, como o clique e retire.

Você disse que uma das vantagens desse modelo no varejo é a conveniência. Por quê?  

VZ: Se pararmos para pensar, ninguém quer passar horas para realizar uma compra, nem esperar muito tempo para receber um produto em casa. As dark stores solucionam esses dois problemas. Isso porque elas oferecem economia ativa, 24 horas por dia e 7 dias por semana, possibilitando o máximo de flexibilidade ao cliente para realizar uma compra. Tudo sem fila, espaços lotados e sem problema de estacionamento. Assim é mais fácil compreender o porquê dessa logística funcionar. 

Quais os ganhos dessa solução para os varejistas? 

VZ: Como são modelos menores de galpões logísticos, o investimento não é tão alto quanto investir em um centro de distribuição, por exemplo. E eles são colocados em áreas residenciais, em pontos estratégicos para atender a todos. Pelo espaço não oferecer essa opção de presença física para comprar, os lugares podem ser menores e exigirão menores custos na manutenção estética. O projeto de arquitetura é otimizado, focando na organização do espaço e em estratégias para facilitar as retiradas dos produtos. Além disso, a qualidade e o frescor dos produtos (no caso de alimentos) poderão ser melhor gerenciados. Pelos produtos serem vendidos online, poderão ser armazenados em condições ideais, sem exageros e sem a preocupação de algo faltar. Além disso, nas dark stores os donos do varejo podem controlar melhor o estoque, evitando desperdícios. 

E para os clientes? 

VZ: Oferecer a possibilidade de escolher se quer receber o produto ou fazer a retirada, passa segurança e satisfação. Se o consumidor tiver urgência e preferir não esperar o serviço de entrega, a opção do clique e retire é rápida e com fácil acesso, já que o espaço não está distante de bairros residenciais. Além disso, pelo lugar estar bem localizado, o valor do frete também é reduzido na hora do fechamento da compra.

Transit Point: investimento com retorno certo!

Tempo de leitura: 4 minutos

Com a pandemia, as vendas pela internet dispararam no Brasil. Foram 301 milhões de compras apenas em 2020, de acordo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Alta de 68% em relação ao ano anterior. Nesse cenário,  cresceu também a pressão por entregas mais rápidas a custo cada vez menores, fato que tem levado grandes varejistas a reverem seus processos de logística e distribuição. Para eles, temos uma ótima notícia: existe uma solução arquitetônica econômica e eficiente, capaz de reduzir significativamente os custos e os prazos de entrega de uma loja virtual. Trata-se dos  transit points —  pontos intermediários de armazenagem e logística que atende regiões distantes dos armazéns centrais. 

“Com o crescimento do e-commerce, cresce a demanda por galpões logísticos menores e em maior quantidade, localizados mais próximos dos centros urbanos para atender mais regiões e com mais agilidade. Muitas empresas adicionaram ao modelo tradicional de ter um centro de distribuição central, vários transit poits, com várias unidades menores e mais dispersas geograficamente”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO, escritório de arquitetura especializado em varejo, com histórico de projetos voltados aos centros de distribuição, transit point, cross docking, condomínio logístico etc.

Investir em transit points é uma  estratégia-chave para empresas interessadas em expandir suas operações online.

“A gestão eficiente da logística confere um melhor desempenho para o varejo.  Para a indústria, é um espaço de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores, para serem consolidadas e enviadas para as redes de lojas ou consumidores”, acrescenta Vera. 

As operações realizadas em transit point são fundamentais para  reduzir  custos, organizar processos, eliminar pontos de estrangulamento, melhorar a gestão de riscos e dos estoques, além de agilizar a distribuição dos produtos. Assim, a empresa é capaz de oferecer ao cliente uma melhor experiência na compra, fato que aumenta a satisfação, a fidelidade e os índices de recompra. 

 

AS VANTAGENS DO TRANSIT POINT NO VAREJO

Diferentemente dos centros de armazenagem comuns, o transit point é um galpão logístico menor e não um espaço para o estoque de produtos.  Por ser menor e estar estrategicamente localizado nos pontos mais próximos dos centros urbanos, eles são capazes de atender com mais eficiência e rapidez as áreas mais afastadas dos armazéns centrais, atuando como um corredor de passagem das mercadorias. 

Por não exigir grandes estruturas de armazenagem, eles são financeiramente econômicos tanto no momento da construção quanto na manutenção dos espaços. 

“Os transit points  não necessitam de um grande investimento construtivo. Trata-se de uma estrutura mais simples e gerencial, para controlar a distribuição dos produtos”, exemplifica Vera. 

Outra característica importante destes galpões: as mercadorias que chegam já têm seus destinos definidos. Cada produto  já chega com a respectiva nota fiscal endereçada aos clientes finais, podendo ser expedidos imediatamente para a entrega local. Isso acaba otimizando e conferindo maior agilidade às operações da empresa. 

PROJETOS DA VZ&CO 

 

A VZ&CO tem em seu portfólio diversos  projetos na área de transit point, centros de distribuição (CD) e galpões logísticos. No momento, temos dois projetos em execução: a expansão de um CD da Leroy Merlin e um armazém logístico que será inaugurado nos próximos meses na cidade de Dois Irmãos (RS).  

A expansão do CD da Leroy Merlin visa a automatização do sistema integrado de armazenagem de pisos. A área total conta com 21.163m², aproximadamente.

“Este será o primeiro CD da Leroy Merlin para armazenagem de pisos e sua aplicação implica em cuidados especiais no Brasil. Desenvolvemos o layout implementando as salas de administrativos, sanitários, docas de recebimento e expedição, circulação externa e interna etc, e estamos atuando ativamente na compatibilização dos projetos complementares de contenção, estruturas de concreto e metálica”, explica o arquiteto Bruno Garcia, da VZ&CO.

Além dessa expansão, o escritório também está em curso com o case de um armazém logístico na cidade de Dois Irmãos (RS). Em um espaço de quase 37000 m², a VZ&CO projetou o plano de arquitetura para o melhor funcionamento do condomínio logístico, além de agilizar processos. 

“Fizemos um estudo do terreno para saber o que iria funcionar. Era mais estreito, com a largura inferior ao comprimento, então projetamos com atenção para a circulação de caminhões, com o pátio de manobras e as docas em apenas um lado do galpão industrial. Isso auxilia a logística de operação do cliente”, conta Vera Zaffari. 

Outro ponto importante da execução da obra: os arquitetos do projeto também pensaram em possíveis ampliações do espaço conforme a necessidade das demandas. “O projeto está sendo desenvolvido em fases e tem previsão de duas ampliações no futuro. Por isso, norteamos a setorização do CD, determinando a posição das docas, do estacionamento e da área administrativa em espaços que podem ser ampliados”, finaliza Vera.