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Como a arquitetura em BIM pode auxiliar o ESG nas empresas?

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Metodologia eficiente e focada em resultados, o Building Information Modeling (BIM) é mais do que uma simples representação digital dos projetos de arquitetura, é uma solução estratégica e sustentável para empresas que compreendem a importância das práticas ESG – sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança. Como? A metodologia pode ser utilizada como um sistema de gerenciamento que permite ao usuário modelar, organizar, otimizar o planejamento de um projeto de arquitetura ou engenharia, além de facilitar a colaboração entre todas as disciplinas envolvidas. Todas as informações inseridas no projeto transformam-se numa base de dados confiável, que pode ser utilizada para análises qualitativas e quantitativas dos insumos da construção, como volume de materiais, recursos naturais e energia.

Mais ainda: com o BIM é possível criar simulações de construções futuras, facilitando  o entendimento de arquitetos, engenheiros e construtores ao procurarem soluções alinhadas com o conceito de sustentabilidade.

Além da representação digital em 3D de um projeto, o BIM permite o cálculo da incidência de luz solar em telhados, a medição do volume de água a ser incorporado e utilizado na obra e durante a vida útil da edificação, planejamento de redes de energia e infraestrutura, análise do ciclo de vida dos insumos de obra e muito mais! 

Em outubro de 2021, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou o 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Durante o evento, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, apontou a importância do ESG para a construção civil e a necessidade do setor investir em métodos eficientes, como a adoção de práticas sustentáveis. “É muito importante para nós que o currículo da área esteja aderente à vida que a gente leva hoje. Quando me formei, não era da época do BIM e do ESG”, comenta o presidente.

Hoje, mudar a postura das empresas e adotar as três letrinhas do ESG nos negócios não é só uma tendência de mercado a ser seguida, mas uma necessidade urgente visto os sinais claros de mudanças no clima pela intervenção humana. O setor privado possui grande responsabilidade e capacidade para minimizar os impactos causados no meio ambiente, construir uma sociedade mais consciente e inclusiva, e aprimorar processos administrativos que criem um mundo corporativo ético e sustentável.

Afinal, o que significa ESG na arquitetura?

Fundamental para empresas que já compreenderam a importância do setor empresarial na construção de um mundo sustentável, o termo ganhou a atenção do mundo corporativo em 2004 por meio da publicação “Who cares wins” (Quem se preocupa, vence, em tradução livre para o português) do Pacto Global da ONU, em parceria com o Banco Mundial e outras instituições financeiras, que discorre sobre a importância do gerenciamento dos três pontos do ESG dentro da gestão estratégica e de riscos das instituições financeiras e apresenta algumas estratégias para a compreender e iniciar essa implementação.

Definido como sustentabilidade empresarial, o ESG amplia o foco gerencial de uma empresa, que passa a incluir outros aspectos nas suas métricas:

Environmental (meio ambiente) – Gestão dos impactos ambientais de todos os processos do negócio, tendo como objetivo zerá-los, compensá-los ou minimizá-los dentro da realidade de cada negócio. O objetivo é que essa gestão se estenda a toda a cadeia parceira de cada uma das empresas. Na arquitetura, o foco é desenvolver projetos sustentáveis no que diz respeito a reaproveitamento de materiais, soluções construtivas modulares e desmontáveis, soluções de projeto que reflitam na redução do consumo de energia e levantamento fiel dos insumos utilizados na obra. A realização do impacto ambiental do trabalho do arquiteto, positivo ou negativo, está na obra.  

Social – Gestão dos impactos sociais dos processos, que está diretamente ligado à dimensão ambiental, uma vez que esses dois impactos quase nunca ocorrem sozinhos. Na arquitetura, o trabalho se divide em duas frentes: no cuidado com seus colaboradores e no trabalho conjunto com construtoras e clientes ao pensar nas soluções construtivas, de projeto e na escolha das empresas parceiras que trabalharão juntas no processo de forma sustentável. O aspecto social foca em não restringir os benefícios do crescimento às empresas, mas a todas as pessoas envolvidas.

Governance (Governança) –  Foco tradicional na gestão empresarial, principalmente no que diz respeito ao compliance, essa representação aprimora as partes administrativas de um setor, dando mais transparência e credibilidade da empresa no mercado. Se preocupar com a gestão também importa na arquitetura!

ESG na VZ&CO

Na VZ&CO, desenvolvemos projetos sustentáveis que contribuem com a redução dos impactos ambientais. Para isso, utilizamos todo o potencial da metodologia BIM implementada há 8 anos na nossa empresa para dar suporte aos nossos clientes e, também, às construtoras, seguindo as premissas da sustentabilidade. Tudo isso para que consigam mensurar o impacto de cada decisão de projeto na obra, informação essencial para uma empresa que tem o ESG norteador da sua gestão.

O BIM auxilia no dimensionamento fiel dos materiais e recursos previstos em um projeto de arquitetura, o que se traduz, automaticamente, na melhor utilização dos recursos e redução de resíduos. Ou seja, é possível avaliar antecipadamente o impacto ambiental de uma obra e contorná-la através de novas estratégias projetuais e sustentáveis que diminuam a emissão de CO2 ou melhorem a eficiência energética. Além disso, o BIM garante um projeto mais assertivo e com menores desperdícios em uma obra

Da mesma forma que podemos dimensionar materiais e recursos utilizados com o BIM em uma obra, também podemos mensurar o impacto social positivo para todas as partes envolvidas no processo, principalmente quando tratamos de fornecedores. Nesse caso, o BIM funciona como uma ferramenta de colaboração entre todos os stakeholders de um empreendimento, o que torna o processo mais transparente e confiável quando pensamos em governança.

Supermercados: arquitetura é estratégica para crescimento do setor

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A afirmação acima é de Ernesto Ortiz, gerente de expansão de uma das maiores redes de supermercados do Rio Grande do Sul, a Asun Supermercados. Ele nos procurou no final do ano passado com um desafio: desenvolver uma loja física litorânea, com identidade visual diferenciada, capaz de preservar a leveza, as cores e os valores da marca Asun.

Com o brieffing na mão, nós começamos a projetar um layout de supermercado inovador e, ao mesmo tempo, funcional. O edifício terá pé direito alto, iluminação natural e uma fachada de tirar o fôlego.

Com 38 supermercados espalhados pelo Rio Grande do Sul — sendo 14 no litoral, 9 em Porto Alegre e 15 na região metropolitana —, a Asun Supermercados está em fase de expansão, com planos para inaugurar mais três lojas físicas até 2023.

Nós já sabíamos que a VZ&CO era referência em arquitetura de varejo e, quando os planos para expandir a rede se tornaram reais, tivemos a oportunidade de conversar com o escritório e firmar uma parceria para desenvolver algo único e funcional” explica o gerente de expansão da Asun Supermercados, Ernesto Ortiz.

A VZ&CO ficou responsável por projetar o supermercado que dará início ao ciclo de inaugurações da rede, localizada em Xangri-lá (RS) a segunda do Asun na cidade. Para entrar no clima da praia, projetamos uma fachada com painéis coloridos que, com certeza, encantarão os clientes.

Confira, a seguir, mais detalhes sobre o projeto. Com a palavra, Ernesto Ortiz, que falará um pouco mais sobre como a arquitetura de varejo pode ajudar a potencializar o mercado de supermercados.

Como a arquitetura pode ajudar o mercado de supermercados a crescer?

EO: Engana-se quem diz que a arquitetura é só decoração. A arquitetura está além, ela é a organização de espaços para fazer os nossos supermercados funcionarem de forma mais estratégica e eficiente. É um trabalho conjunto: arquitetura e bom atendimento.

Por que vocês decidiram contratar a VZ&CO para ajudá-los nesse processo de expansão dos supermercados da Asun?

EO: O que nos chamou a atenção foi a vasta experiência na arquitetura de varejo e a agilidade para propor soluções eficientes. Quando falamos em arquitetura, pensamos em um conjunto de linguagem que vai desde o acabamento até o edifício pronto. A VZ&CO se diferencia por fazer uma extensa pesquisa de quais  tendências ou soluções se encaixam melhor às nossas necessidades. Como um projeto de loja física é pensado para o funcionamento de 20, 30 anos, a VZ&CO propôs alternativas inteligentes de forma rápida e sem delongas. Além disso, o escritório tem profissionais competentes que sabem o que estão fazendo, estão por dentro das principais tendências do mercado da arquitetura de varejo. Saber o que está disponível, o que pode ser ou não usado, é essencial em um projeto.

O supermercado de Xangri-lá está sendo projetado em BIM. Como a metodologia auxilia nos resultados do projeto de arquitetura

EO: Não tenho dúvida que esse formato facilita e agiliza o processo. Temos compatibilização, conseguimos conciliar o projeto de arquitetura às disciplinas complementares, as alterações que surgem durante o percurso são rapidamente alteradas. É tudo muito ágil. 

Como está sendo o desenvolvimento desse projeto de supermercado para vocês?

EO: Nós estamos na etapa inicial e tudo está caminhando bem. A comunicação é rápida, as soluções arquitetônicas estão sendo bem assertivas e estamos em constante troca para continuarmos alinhando as informações até o fim dessa primeira etapa. Neste período, já conseguimos desenvolver a parte da composição e linguagem de fachada do supermercado e definimos alguns materiais que serão utilizados, como grafites, tijolos, metais etc.

Para finalizar, como foi o processo da Asun Supermercados até chegar ao conceito arquitetônico que a marca segue em suas lojas?

EO: Desde o início, a Asun foi passando por transformações e experimentando acabamentos para construir uma identidade arquitetônica que representasse bem os nossos valores nos supermercados. Testamos forros, granito, porcelanato e outros materiais para encontrarmos as melhores opções. Viajamos para conhecer o mercado, fizemos levantamentos e estudamos bem o segmento para começarmos a melhorar os nossos espaços e garantir o funcionamento de cada loja. Antigamente, logo no começo, tínhamos corredores com 1,4 a 1,6 metros de largura, e achávamos que estava tudo certo. Hoje, compreendemos ser preciso ter 2 metros no mínimo para garantir a boa circulação dos clientes.  

O diferencial dos espaços dos nossos supermercados é que nós trazemos sempre um elemento novo para cada loja física, que tenha a cara da região onde ela foi construída. Sempre é uma loja nova, uma arquitetura nova. Um estilo diferente.

Curiosidades do projeto de supermercado

O novo supermercado da Asun Supermercados está inserido numa área de 5.000m², com 2.400m² de área construída e 1.700m² de área de venda. Está sendo trabalhado para destacar a região litorânea.

A fachada do supermercado é diferenciada, com painéis coloridos e partes envidraçadas para permitir a entrada de luz natural. Toda a construção da loja física está sendo pensada para utilizar grafites, tijolos e até mesmo um revestimento ondulado em metal para dar vibração no espaço.

Arquitetura e varejo: conheça os detalhes da nova loja C&A

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Iniciar um novo cliente é sempre uma aventura maravilhosa, com muitas trocas e muitos desafios! São reuniões frequentes de alinhamento para entender expectativas e sanar todas as dúvidas para aprender o padrão existente da marca; pensar na aplicabilidade de cada loja e atender o modelo de rollout para garantir a expansão no varejo.

Em 2020, tivemos o prazer de comemorar a conquista de vários novos clientes, entre eles a C&A uma das maiores redes de varejo do mundo. A rede varejista procurou a VZ&CO com um desafio: projetar espaços físicos funcionais que atendesse as necessidades da marca, mantendo a padronização de qualidade para continuar oferecendo as melhores experiências aos clientes.

Alinhamentos iniciais com o cliente

Nós, da VZ&CO, procuramos ir sempre além do que é proposto, visualizando possibilidades de melhoria nos nossos processos internos para não só otimizar, mas oferecer ainda mais qualidade na entrega do resultado final. No caso da C&A, a partir das soluções de padronização recebidas, estruturamos um template BIM com todas as informações necessárias, configurações de materialidade e famílias a serem aplicadas aos projetos para termos a extração de quantitativos mais apurada.  Além disso, criamos checklists e cronogramas para possibilitar a visualização de informações importantes ao decorrer do projeto,  garantindo a qualidade das entregas.

Desenvolvimento do projeto

Em novembro, tivemos a oportunidade de participar da inauguração de um projeto da nossa autoria: a C&A Park Shopping Canoas, localizada na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Ter uma loja inaugurando próxima a nossa sede nos proporcionou uma experiência que ainda não tínhamos vivenciado com esse cliente. 

Toda a equipe realizou  o mapeamento preciso do espaço disponível, acompanhou o andamento da obra desde a demolição do shell existente. Essa supervisão possibilitou  a visualização de  interferências e peculiaridades da loja desde o primeiro momento, permitindo que o nosso time compreendesse todo o conceito do projeto para oferecer as melhores soluções de arquitetura e evitar  o surgimento de surpresas no decorrer da obra.

 

Diferenciais e desafios do projeto

O grande diferencial dessa loja é a quantidade de área de fachada para os corredores do shopping. Junto à equipe de arquitetura da C&A, tivemos atenção redobrada para compor uma solução que fizesse sentido em relação ao shopping: estudamos as circulações verticais e horizontais, os sentidos e a intensidade dos fluxos. 

Resultado? Planejamos um acesso totalmente estratégico em frente a subida das escadas rolantes, aplicamos revestimento 3D e logo da C&A em pontos com boa visualização dos consumidores inclusive de outros pavimentos do shopping, com vitrines e fachadas envidraçadas para melhor  visualização dos produtos e  interior da loja.

Outro grande desafio desse projeto foi a coordenação e compatibilização dos projetos de infraestrutura em relação ao projeto estrutural do mezanino. Com o auxílio da visualização 3D dos modelos, a utilização de plugins que detectam colisões e diversos alinhamentos com nossos parceiros, tivemos maior facilidade para organizar o entreforro e entregar um projeto bem resolvido aos executores.

Sucesso na entrega do projeto C&A Park Shopping Canoas

A constante troca entre cliente, projetistas, gerenciadora e construtora foi fundamental para cumprir essa entrega com êxito! A colaboração de todos os interessados em ver essa linda loja inaugurada enriqueceu o processo, ultrapassando os obstáculos encontrados pelo caminho e resultou em uma loja eficiente e completa para seu público e colaboradores.


FICHA TÉCNICA

  • Dados do projeto: C&A Park Shopping Canoas.
  • Endereço: Av. Farroupilha, 4545, Canoas / RS.
  • Ano: 2021 Área: 494.42 m² ABL  e aproximadamente 2.000 m² construídos.
  • Arquitetos: Arq. Vera Zaffari, Arq. Alexia Becker, Arq. Luisa Nunes, Acad. Gabriel Crispim, Acad. Giovanna Parisotto, Acad. Kamila Santos.

Atemporal Records: quando o projeto é um conceito

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A Atemporal Records é uma gravadora musical, com predominância no estilo pop. E com o intuito de construir sua primeira sede física, procurou a VZ&CO para compor não só um espaço funcional, mas um conceito que estivesse alinhado ao propósito da marca.

Localizado na grande São Paulo, o estúdio da Atemporal Records é o primeiro projeto conceito da VZ&CO na área de música. Para executá-lo, nossa equipe buscou as melhores soluções para atender às particularidades deste tipo de projeto, garantindo uma operação futura com qualidade.

Com a complexidade do tratamento acústico, presente em um estúdio de áudio e vídeo, buscamos formas de compor o conceito e trazer elementos para apoiar a atenuação do som. Resultado? Projetamos um espaço multiuso, onde as necessidades de músicos e empresários fossem atendidas em um ambiente capaz de interligar todas as atividades — executivas e artísticas.

Confira, a seguir, alguns detalhes do projeto:

CONCEITO ARQUITETÔNICO

A logomarca do cliente foi o ponto de partida para iniciarmos a construção do conceito. Realizamos a releitura do triângulo, formado pela letra A de Atemporal Records, e desconstruímos a forma para criar uma grande malha, repetindo-a em vários pontos do projeto.

O PROJETO

Proposta do lounge do estúdio musical

É possível visualizar as salas de instrumentos e de audição

Para entender melhor o pensamento do cliente, realizamos reuniões de briefing que nos permitiram entender a necessidade de criar um espaço onde a arte convivesse em harmonia com as necessidades executivas da empresa.

Dividido em duas grandes áreas — áudio e vídeo —, o estúdio de audiovisual conta com uma sala de vídeo equipada com sistemas de bloqueio da luz para abrigar gravações de videoclipes, entrevistas e muito mais. Na parte de áudio, as salas de produção/controle, cabine de voz e instrumentos, foram setorizadas. Assim como a área administrativa, que tem uma sala de reunião. Todos os ambientes são voltados ao centro do espaço, onde é localizado o lounge e o bar para dar apoio aos demais usos.

DIFERENCIAIS 

O projeto tem predominância de tons escuros a pedido do cliente, trazendo espaços harmoniosos capazes de estimular a concentração e criação para os artistas comporem. Além disso, utilizamos revestimentos amadeirados para dar a sensação de aconchego no local, bem como os detalhes do mobiliário solto que ganham um pouco de cor. 

Os triângulos estão presentes no projeto em vários pontos estratégicos, realizando a valorização da marca. Um deles é a divisória que criamos junto às salas administrativas, onde eles possibilitam a permeabilidade dos espaços, sem tirar a privacidade. Também estão presentes em elementos de painéis amadeirados, forro e portas, em diversas materialidades e formas de composição. 

Sala de audição

Grande malha distribuída do A da Atemporal Records

SOLUÇÕES INTELIGENTES

Para ampliar o espaço, utilizamos divisórias em vidro duplo e com tratamento acústico em todas as salas voltadas ao lounge. Essa solução permite que todos os espaços se tornem integrados. E como existiam algumas aberturas fixas para a fachada, optamos por setorizar a área de vídeo nesse local para termos mais soluções de controlar o bloqueio de luz sem alterar as características da fachada externa. 

No lado oposto da sala, inserimos a sala de áudio e realizamos revestimentos para auxiliar no tratamento acústico e impedir o vazamento para o lado externo.

A fim de valorizar o estilo do cliente, trouxemos, no projeto, elementos contemporâneos com tons neutros e destaques por meio de iluminação. No hall de entrada, a aplicação da marca retroiluminada junto a uma tela metálica, traz um jogo de luz e sombra, criando impacto já na primeira experiência.

Hall de entrada do estúdio musical

FRASE

“Vivo nesse universo de gravações, shows e sou uma verdadeira apaixonada por música! Projetar esse estúdio foi uma experiência incrível e fez com que eu compreendesse como funciona na técnica. Estou feliz com o que a VZ&CO conseguiu fazer”, celebra a arquiteta Rubiane Schneider.

Junto ao cliente, que depositou toda a confiança em nosso trabalho, conseguimos construir o conceito do primeiro espaço físico da produtora de música. Um projeto único e que nos deixou com a sensação de dever cumprido!

GALERIA DE FOTOS


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Atemporal Records
  • Localização: São Paulo
  • Categoria: Estúdio musical
  • Ano: 2021 Área: 161m²
  • Projeto: Criar o conceito arquitetônico para o primeiro espaço físico da gravadora de audiovisual.
  • Desafio central: Elencar, por meio da arquitetura, soluções para garantir 100% a funcionalidade do estúdio e oferecer um ambiente contemporâneo e de convivência para os artistas trabalharem.
  • Diferenciais: Fazer um bom briefing para entender as vontades e necessidades do cliente.

Transit Point: investimento com retorno certo!

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Com a pandemia, as vendas pela internet dispararam no Brasil. Foram 301 milhões de compras apenas em 2020, de acordo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Alta de 68% em relação ao ano anterior. Nesse cenário,  cresceu também a pressão por entregas mais rápidas a custo cada vez menores, fato que tem levado grandes varejistas a reverem seus processos de logística e distribuição. Para eles, temos uma ótima notícia: existe uma solução arquitetônica econômica e eficiente, capaz de reduzir significativamente os custos e os prazos de entrega de uma loja virtual. Trata-se dos  transit points —  pontos intermediários de armazenagem e logística que atende regiões distantes dos armazéns centrais. 

“Com o crescimento do e-commerce, cresce a demanda por galpões logísticos menores e em maior quantidade, localizados mais próximos dos centros urbanos para atender mais regiões e com mais agilidade. Muitas empresas adicionaram ao modelo tradicional de ter um centro de distribuição central, vários transit poits, com várias unidades menores e mais dispersas geograficamente”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO, escritório de arquitetura especializado em varejo, com histórico de projetos voltados aos centros de distribuição, transit point, cross docking, condomínio logístico etc.

Investir em transit points é uma  estratégia-chave para empresas interessadas em expandir suas operações online.

“A gestão eficiente da logística confere um melhor desempenho para o varejo.  Para a indústria, é um espaço de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores, para serem consolidadas e enviadas para as redes de lojas ou consumidores”, acrescenta Vera. 

As operações realizadas em transit point são fundamentais para  reduzir  custos, organizar processos, eliminar pontos de estrangulamento, melhorar a gestão de riscos e dos estoques, além de agilizar a distribuição dos produtos. Assim, a empresa é capaz de oferecer ao cliente uma melhor experiência na compra, fato que aumenta a satisfação, a fidelidade e os índices de recompra. 

 

AS VANTAGENS DO TRANSIT POINT NO VAREJO

Diferentemente dos centros de armazenagem comuns, o transit point é um galpão logístico menor e não um espaço para o estoque de produtos.  Por ser menor e estar estrategicamente localizado nos pontos mais próximos dos centros urbanos, eles são capazes de atender com mais eficiência e rapidez as áreas mais afastadas dos armazéns centrais, atuando como um corredor de passagem das mercadorias. 

Por não exigir grandes estruturas de armazenagem, eles são financeiramente econômicos tanto no momento da construção quanto na manutenção dos espaços. 

“Os transit points  não necessitam de um grande investimento construtivo. Trata-se de uma estrutura mais simples e gerencial, para controlar a distribuição dos produtos”, exemplifica Vera. 

Outra característica importante destes galpões: as mercadorias que chegam já têm seus destinos definidos. Cada produto  já chega com a respectiva nota fiscal endereçada aos clientes finais, podendo ser expedidos imediatamente para a entrega local. Isso acaba otimizando e conferindo maior agilidade às operações da empresa. 

PROJETOS DA VZ&CO 

 

A VZ&CO tem em seu portfólio diversos  projetos na área de transit point, centros de distribuição (CD) e galpões logísticos. No momento, temos dois projetos em execução: a expansão de um CD da Leroy Merlin e um armazém logístico que será inaugurado nos próximos meses na cidade de Dois Irmãos (RS).  

A expansão do CD da Leroy Merlin visa a automatização do sistema integrado de armazenagem de pisos. A área total conta com 21.163m², aproximadamente.

“Este será o primeiro CD da Leroy Merlin para armazenagem de pisos e sua aplicação implica em cuidados especiais no Brasil. Desenvolvemos o layout implementando as salas de administrativos, sanitários, docas de recebimento e expedição, circulação externa e interna etc, e estamos atuando ativamente na compatibilização dos projetos complementares de contenção, estruturas de concreto e metálica”, explica o arquiteto Bruno Garcia, da VZ&CO.

Além dessa expansão, o escritório também está em curso com o case de um armazém logístico na cidade de Dois Irmãos (RS). Em um espaço de quase 37000 m², a VZ&CO projetou o plano de arquitetura para o melhor funcionamento do condomínio logístico, além de agilizar processos. 

“Fizemos um estudo do terreno para saber o que iria funcionar. Era mais estreito, com a largura inferior ao comprimento, então projetamos com atenção para a circulação de caminhões, com o pátio de manobras e as docas em apenas um lado do galpão industrial. Isso auxilia a logística de operação do cliente”, conta Vera Zaffari. 

Outro ponto importante da execução da obra: os arquitetos do projeto também pensaram em possíveis ampliações do espaço conforme a necessidade das demandas. “O projeto está sendo desenvolvido em fases e tem previsão de duas ampliações no futuro. Por isso, norteamos a setorização do CD, determinando a posição das docas, do estacionamento e da área administrativa em espaços que podem ser ampliados”, finaliza Vera.  

 

Desmistificando o BIM

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Uma ferramenta prática, eficiente e que foca resultados. Esse é um resumo das entregas do Building Information Modeling (BIM), uma das metodologias de modelagem de projetos mais potentes do mercado. Se você ainda está em dúvidas sobre migrar seus projetos para ele, precisa ler esta matéria.  Aqui, a VZ&CO — que utiliza o BIM em seus projetos desde 2014 — desconstrói 4 mitos sobre a implantação da ferramenta. Confira:

1 – Arquitetura em BIM é mais cara? 

Quando se fala em implementar o BIM, a maioria das pessoas reluta por achar que a mudança pode ser muito cara — um pensamento estranho para quem conhece os benefícios de um projeto correto na execução de uma obra, como os arquitetos. É fato que existe um custo inicial para a mudança dos processos de trabalho, mas assim como em qualquer reforma, o investimento se paga e traz retorno.  Especialmente porque  todo o valor de implantação é compensado pelo ganho de eficiência dos processos internos. Afinal, no BIM evita desperdícios, refação de trabalhos e gera mais confiança para o cliente orçar a obra.  

Outro ponto importante: o sistema conta com uma logística segura. Isso facilita o cálculo da construção e agiliza o processo.

“Uma das vantagens de projetar utilizando o BIM é estimar custos com maior precisão, gerir e diminuir os gastos com processos materiais. À medida em que vamos alterando informações no modelo, o quantitativo é alterado simultaneamente. As informações ficam salvas em tabelas explicativas, dando mais clareza para o cliente entender o que foi feito”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari.  

2 – O BIM é complexo?

 Não, não é. Assim como em qualquer outro sistema informatizado, é  fundamental treinar a equipe na ferramenta para que ela possa aproveitar todas as funcionalidades do BIM.  Mas a modelagem, em si, não é difícil de executar. Nós, da VZ&CO, buscamos facilitar a introdução dos nossos clientes no processo BIM, junto aos seus setores internos de projetos e obras, facilitando o processo e o manuseio do modelo, assim como agilizando o aprendizado do time.

3 – O BIM é só mais uma representação de modelo 3D

De jeito nenhum!  Por mais que o BIM faça uma representação visual do projeto, ele entrega muito mais do que visualização em três dimensões.  O sistema ajuda a produzir conjuntos de dados digitais e bancos de dados com informações gráficas e não gráficas do projeto. Além do detalhamento de forma virtual, os projetos gerados pode m ser quantificados, coordenados, planejados e podem ter informações recuperadas a qualquer momento, pois o registro fica salvo. São até 8 dimensões de informação que tornam a modelagem do projeto muito mais precisa e eficiente.

4 – O BIM é um software 

 Engana-se quem pensa assim. O BIM não é um software, é uma metodologia de modelagem capaz de aumentar significativamente a precisão e a previsibilidade de um projeto.  A implementação dele traz mudanças em pessoas, processos e tecnologias. Além disso, facilita a comunicação e a colaboração, deixando a modelagem de projetos mais ágil, facilitando os fluxos e a conversa à distância entre diferentes disciplinas. Essa melhoria na gestão do projeto reflete diretamente na redução de erros e no aumento da produtividade de todo o time. 


Otimizando o BIM  

A VZ&CO é referência no suporte à implantação do BIM em empresas. Desde 2014, trabalhamos com essa tecnologia e, desde então, aprendemos a otimizar a metodologia para  impulsionar, ainda mais, nossos  resultados e a qualidade da gestão. 

Listamos, a seguir,  alguns aplicativos complementares que podem ser adicionados ao BIM.  Saiba como elas são aplicadas ao nosso escritório e  como podem ser vantajosas para o seu negócio:

Navisworks – É um software criado para prever falhas de compatibilização, realizar a gestão do projeto ou a obra com a possibilidade de coordenação, integração, análise de custos e logística. Com essa ferramenta, é possível mapear elementos que só eram percebidos na obra. 

Visualização 360º – Com essa ferramenta, é possível oferecer ao cliente uma visualização mais clara do projeto, realizando uma verdadeira tour virtual pelo projeto para que ele consiga entender o espaço. 

Automação com Dynamo ou Phyton – Uma complementação que permite automatizar tarefas e  entregar resultados ainda mais confiáveis, tendo o especial cuidado no gerenciamento, que deve ser  entregue dentro do prazo. 

A  implementação dessas ferramentas trouxeram  resultados positivos na cultura do trabalho, permitindo a colaboração e agilidade nos processos. Os clientes também sentiram a melhora e os benefícios ao receberem os projetos detalhados, por exemplo.

Comércio de proximidade ou e-commerce: quem conquistará o coração dos clientes após a pandemia?

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Em um mundo pós pandêmico, as pessoas vão estar carentes de presença física e loucas para sair de casa ou cada vez mais dispostas a continuar comprando pela internet? Essa é uma dúvida que vem inquietando os varejistas não apenas do Brasil, mas do mundo. O que poucos deles perceberam é que não precisa haver uma disputa entre os mercados de proximidade e os e-commerces. Cada um deles atende, à sua maneira, públicos distintos. Em alguns casos, inclusive, eles podem somar forças. Confira:

 

 

MERCADOS DE PROXIMIDADE

Direcionado para compras rápidas e selecionadas, os mercados de proximidade são ideais para quem gosta de ver de perto o que está comprando.

 

No caso de hortifrutis, por exemplo, muitas pessoas preferem escolher a dedo, pessoalmente, o que vão levar para casa. Esse tipo de consumidor,  que gosta de ver de perto o produto, não gosta de fazer compras por site ou aplicativo”, explica Vera Zaffari, arquiteta e fundadora da VZ&CO.

 

Para esse público, o mercado de proximidade é uma excelente opção. Localizados em pontos estratégicos — dentro de bairros com demanda para consumo — eles contam com opções diferenciadas de produtos. Grandes marcas como o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Carrefour, já investem no conceito.

No Brasil, esse tipo de mercado já corresponde por 40% do volume de compras do varejo. Os dados são da GFK — empresa alemã especializada em estudos de mercado,

 

E-COMMERCE

Comprar pela internet é sinônimo de praticidade. No primeiro semestre do ano passado, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram compras online de acordo com um levantamento feito pela Ebit/Nelson — plataforma de opinião de consumidores do Brasil. A estimativa é que as vendas aumentem 26% em 2021.

 

O e-commerce não vai perder força. É um segmento que tem se reinventado e investido na melhoria da experiência dos clientes por meio de novas tecnologias, como a inteligência artificial”, comenta Rubiane Schneider, arquiteta da VZ&CO”.

 

O perfil de quem compra online, no entanto, é bem específico. Normalmente são pessoas que dominam as novas tecnologias da informação, levam uma vida corrida e não sentem prazer em sair para comprar alimentos. “Os clientes do e-commerce não são os mesmos dos mercados de proximidade. Em nossa experiência com arquitetura de varejo, fica claro que existe espaço para ambos”, destaca Vera.

 

SOMANDO FORÇAS

Grande marcas do varejo já entenderam que a melhor maneira de atender bem aos diferentes perfis de  consumidor é investindo em ambas as tendências. Por isso, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) fortaleceu suas plataformas de venda online em 2020 e, em paralelo, apostou na bandeira Minuto — uma versão menor e mais personalizada de seus mercados.

No início desse ano, a rede inaugurou mais uma loja na Avenida Marechal Mallet, em Praia Grande (SP). O projeto foi assinado pela VZ&Co, que está planejando outras quatros lojas, que serão inauguradas ainda este ano. No total, o GPA pretende lançar mais 30 lojas nesse conceito de proximidade.

Qual o resultado desses investimentos? Em 2020, as vendas da marca Pão de Açúcar — on-line e off-line —  cresceram 334,1% em relação ao ano anterior.  Um recorde de crescimento, que garantiu um faturamento líquido de R$  2,7 bilhões para o varejista.

Hotéis para quem procura design diferenciado

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americanPara quem gosta de hotéis que valorizam a arquitetura e o design, a rede mexicana Grupo Habita é um prato cheio. Com estabelecimentos nas cidades de Playa del Carmen, Cidade do México, Monterrey, Puebla, Acapulco e Veracruz, o grupo chegou a Nova York, com o Hotel Americano.

Localizado no bairro de Chelsea, o lugar tem fachada em estilo industrial, em malha de aço inoxidável. No topo do edifício, piscina, bar, terraço e jardim costumam reunir os hóspedes para observar a cidade.

Mas os hotéis do México também são um deleite. O Hotel Habita, no bairro de Polanco, na Cidade do México, por exemplo, tem uma entrada discreta e paredes de vidro, que também reveste a fachada de cima a baixo.

No Rio, Arq.Futuro propõe debate sobre urbanismo, arte e arquitetura

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Obra de Richard Serra no Guggenheim de Bilbao. Crédito: Divulgação/Guggenheim

Quem se interessa por arquitetura e estiver no Rio de Janeiro no dia 27 de maio não pode perder o Arq.Futuro, principal evento de debates sobre arquitetura e urbanismo do país.

No Teatro Adolpho Bloch, na Glória, às 15h, Carlo Ratti, diretor do MIT Senseable City Lab, e Reinier de Graaf, sócio do escritório OMA, falam sobre urbanismo e o papel da água na arquitetura e no design no painel Diálogos Urbanos: Cidades Fluidas.

Às 18h, o artista plástico Richard Serra e o crítico de arquitetura do The New York Times Michael Kimmelman conversam sobre a relação entre a cidade e a arte.

O objetivo do Arq.Futuro é contribuir para a melhoria do ambiente construído e da qualidade de vida nas cidades do Brasil. Ao mesmo tempo em que promove a preservação do patrimônio arquitetônico brasileiro, o Arq.Futuro propõe um diálogo sobre o desenho e a gestão das cidades.

 

 

VZA projeta novo layout e decoração da Luel

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nova logo LUELO escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura foi o escolhido para realizar o novo projeto de layout e decoração da Luel, loja de móveis e decoração que reinaugura nesta sexta-feira, 9 de maio, na Av. Ipiranga, 7464, em Porto Alegre.

Fundada por Luiz Mário Magalhães Sá e Elvete de Oliveira Garcia Sá, a Luel está estabelecida desde o ano passado no moderno edifício Central Business Park, no bairro Jardim Botânico. Inicialmente voltada para a comercialização de móveis planejados, agora a Luel passa a atuar em variados segmentos de decoração, representando fabricantes conceituados de móveis planejados em MDF, sofás, poltronas, mesas, cadeiras e outros objetos. E Vera Zaffari, com sua expertise em arquitetura comercial, projetou a nova loja.