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Villa Mercato e VZ&CO: uma parceria para inovar o varejo

Tempo de leitura: 5 minutos

Com o aumento das compras online, nasceu a ideia do cliente Villa Mercato, um projeto inovador que promete entrega rápida e de qualidade, com atendimento personalizado. 

O começo

Buscando atender um público altamente selecionado, que prioriza a comodidade em compras de supermercado,  a  Villa Mercato criou seu primeiro aplicativo. E para  viabilizar a logística da plataforma, com todas as necessidades que o projeto de implantação demandava, o cliente procurou a VZ&CO — em função da nossa experiência no atendimento de grandes redes de supermercados.

No briefing, o cliente nos trouxe algumas necessidades do negócio que precisariam estar contempladas no processo, como agilidade e confiabilidade, além de um baixo custo de implantação inicial do Centro de Distribuição (denominado dark store) para atender a plataforma digital.

O projeto contempla o atendimento da plataforma digital através de um Centro de Distribuição que ao invés de separar os produtos selecionados no pedido, diretamente da gôndolas do próprio supermercado, ele conta com um estoque dedicado ao e-commerce, funcionando como uma loja fechada ao público. Por isso a denominação de dark store (loja escura), com shopper’s exclusivos para essa seleção. Com esse processo, a operação ganha agilidade e qualidade, que é o diferencial prometido pelo cliente.

O projeto

Para atender às demandas do cliente na implantação do  projeto, trabalhamos em conjunto com o cliente durante o desenvolvimento da plataforma digital. Nesse processo, entendemos as principais preocupações  da operação e traduzimos em um layout funcional, com iluminação adequada e a mesma identidade que está sendo criada digitalmente.

Além do espaço denominado dark store, o projeto também conta com a implantação de lojas de proximidades para atender o público de forma física, melhorando ainda mais a experiência de compra ao cliente — o que fortalece o produto digital e a marca. Essas lojas serão inicialmente implantadas na cidade de Maringá (PR), sendo a primeira junto à dark store.

O projeto foi dividido em duas etapas de execução: dark store (que será inicialmente implantada) e loja de proximidades. O terreno escolhido foi em um antigo galpão logístico, onde anteriormente estava instalada uma empresa de distribuição de laticínios. Portanto, todas as câmaras frias existentes, deveriam ser reaproveitadas no projeto.

Dark Store

O layout da área da dark store foi desenvolvido em parceria com uma consultoria de logística e as gôndolas foram distribuídas configurando ruas internas, que permitirão uma rápida separação dos pedidos.

Desenvolvemos um conceito de caráter industrial para o espaço, valorizando as gôndolas/porta paletes, neutralizando o restante com pinturas onde a cor da marca está presente e valorizada. A comunicação visual foi o ponto mais explorado do projeto, que precisaria ser funcional.  Através da logomarca do cliente, exploramos formas que delimitam espaços e humanizaram o ambiente.

Projeto da dark store feita pela VZ&CO

Os tons neutros de cinza foram aplicados no piso e nas paredes com intuito de contribuir na eficiência da iluminação. Para o projeto luminotécnico, foi contratada uma consultoria que analisou todos os condicionantes para propiciar um ambiente agradável e com iluminação adequada, já que a iluminação natural em grande escala não seria possível pois a edificação está implantada nas divisas do terreno, e o pé direito do ambiente seria alto em relação à escala humana. 

Linhas de iluminação foram criadas entre os corredores — com espaço de rebaixamento de forro nas áreas onde estão dispostos os setores de checkout e hortifruti — para possibilitar uma iluminação mais pontual.

Para viabilizar a implantação da dark store a baixo custo e com aproveitamento máximo da infraestrutura existente, o telhado foi mantido. Está prevista apenas a realização de uma  manutenção e pintura, que ajudará no condicionamento térmico interno melhorado pela instalação de  máquinas climatizadoras.

Área de hortifruti

As câmaras frias foram reaproveitadas e adequadas ao novo uso, bem como as áreas de escritórios e funcionários, que receberam o mesmo conceito industrial. Os ambientes foram repaginados com pequenas alterações e na comunicação visual — através de pinturas e demais elementos — que deixaram o ambiente  mais agradável.

Loja de proximidade

O conceito da marca foi criado com base nas antigas vilas italianas. A ideia é trazer a experiência de compra dessas antigas vilas, com produtos frescos, de qualidade e, principalmente, com atendimento personalizado. Nosso maior desafio foi traduzir esse conceito em um ambiente contemporâneo, trazendo elementos de composição baseado nas vilas italianas que, ao mesmo tempo, trouxessem toda a modernidade que o app Villa Mercato oferece.

No conceito do projeto, trouxemos revestimentos que relembram uma vila italiana, como a pedra e a madeira, juntamente com elementos de composição como cestarias e caixas artesanais, toldos externos e floreiras. Em contraponto, trouxemos elementos contemporâneos através de instalações aparentes e sem forro, além do tratamento em cimento queimado nas paredes, pilares e laje de cobertura. As gôndolas em metalon também fortalecem o conceito mais industrial.

O terreno configura um formato em ‘L” no qual o espaço escolhido para implantação da primeira loja de proximidades fica na fachada principal, sendo a outra fachada para a doca da dark store, com os fluxos totalmente separados e distintos.

Operação

A operação da loja física oferecerá serviços como atendimento de padaria e açougue, que se diferenciam da concorrência. O pão quentinho e a carne em cortes personalizados são as grandes apostas do cliente para oferecer, ao consumidor final, a melhor experiência de compra. Com isso, introduzimos no layout esses espaços ao fundo da loja, com aberturas que permitem a visualização da dark store, integrando as operações e — ao mesmo tempo — fortalecendo o conceito de trazer maior confiabilidade ao e-commerce.

Todo layout da loja foi pensando para explorar ao máximo o número de expositores e gôndolas. Com uma área relativamente pequena para uma loja de proximidades, foi necessário ampliar o espaço, crescendo parte para a área já construída e parte no plano da fachada. 

A loja abrigará, em média, 3 mil itens variados, distribuídos em 78 gôndolas que possuem tamanhos diversos de altura. Para compor todas as situações do layout, utilizamos gôndolas centrais mais altas, bem como nas paredes, e gôndolas mais baixas em corredores mais estreitos — minimizando a sensação de enclausuramento. O projeto foi desenvolvido sempre levando em consideração as visualizações internas, de modo que o cliente consiga fazer uma leitura total do ambiente de qualquer ponto da loja, valorizando as exposições de produtos.

Também criamos, em ambientes estratégicos, rebaixamentos do forro, com tratamento em madeira e iluminação pontual decorativa. O hortifruti traz um caráter de feira, onde as luminárias pendentes serão em cestaria.  Já na adega trabalhamos com o forro amadeirado e luminárias pendentes industriais na mesma cor dos perfilados.

Rollout

Todo o projeto da loja de proximidades foi desenvolvido com base em um conceito de replicação. Como a ideia do cliente é ter mais lojas nesse formato, buscamos materialidades de fácil acesso, gôndolas de linha para possibilitar replicação em grande escala e  pontos em marcenaria em pequenos detalhes para possibilitar a criação de um padrão de rollout.

Atemporal Records: quando o projeto é um conceito

Tempo de leitura: 4 minutos

A Atemporal Records é uma gravadora musical, com predominância no estilo pop. E com o intuito de construir sua primeira sede física, procurou a VZ&CO para compor não só um espaço funcional, mas um conceito que estivesse alinhado ao propósito da marca.

Localizado na grande São Paulo, o estúdio da Atemporal Records é o primeiro projeto conceito da VZ&CO na área de música. Para executá-lo, nossa equipe buscou as melhores soluções para atender às particularidades deste tipo de projeto, garantindo uma operação futura com qualidade.

Com a complexidade do tratamento acústico, presente em um estúdio de áudio e vídeo, buscamos formas de compor o conceito e trazer elementos para apoiar a atenuação do som. Resultado? Projetamos um espaço multiuso, onde as necessidades de músicos e empresários fossem atendidas em um ambiente capaz de interligar todas as atividades — executivas e artísticas.

Confira, a seguir, alguns detalhes do projeto:

CONCEITO ARQUITETÔNICO

A logomarca do cliente foi o ponto de partida para iniciarmos a construção do conceito. Realizamos a releitura do triângulo, formado pela letra A de Atemporal Records, e desconstruímos a forma para criar uma grande malha, repetindo-a em vários pontos do projeto.

O PROJETO

Proposta do lounge do estúdio musical

É possível visualizar as salas de instrumentos e de audição

Para entender melhor o pensamento do cliente, realizamos reuniões de briefing que nos permitiram entender a necessidade de criar um espaço onde a arte convivesse em harmonia com as necessidades executivas da empresa.

Dividido em duas grandes áreas — áudio e vídeo —, o estúdio de audiovisual conta com uma sala de vídeo equipada com sistemas de bloqueio da luz para abrigar gravações de videoclipes, entrevistas e muito mais. Na parte de áudio, as salas de produção/controle, cabine de voz e instrumentos, foram setorizadas. Assim como a área administrativa, que tem uma sala de reunião. Todos os ambientes são voltados ao centro do espaço, onde é localizado o lounge e o bar para dar apoio aos demais usos.

DIFERENCIAIS 

O projeto tem predominância de tons escuros a pedido do cliente, trazendo espaços harmoniosos capazes de estimular a concentração e criação para os artistas comporem. Além disso, utilizamos revestimentos amadeirados para dar a sensação de aconchego no local, bem como os detalhes do mobiliário solto que ganham um pouco de cor. 

Os triângulos estão presentes no projeto em vários pontos estratégicos, realizando a valorização da marca. Um deles é a divisória que criamos junto às salas administrativas, onde eles possibilitam a permeabilidade dos espaços, sem tirar a privacidade. Também estão presentes em elementos de painéis amadeirados, forro e portas, em diversas materialidades e formas de composição. 

Sala de audição

Grande malha distribuída do A da Atemporal Records

SOLUÇÕES INTELIGENTES

Para ampliar o espaço, utilizamos divisórias em vidro duplo e com tratamento acústico em todas as salas voltadas ao lounge. Essa solução permite que todos os espaços se tornem integrados. E como existiam algumas aberturas fixas para a fachada, optamos por setorizar a área de vídeo nesse local para termos mais soluções de controlar o bloqueio de luz sem alterar as características da fachada externa. 

No lado oposto da sala, inserimos a sala de áudio e realizamos revestimentos para auxiliar no tratamento acústico e impedir o vazamento para o lado externo.

A fim de valorizar o estilo do cliente, trouxemos, no projeto, elementos contemporâneos com tons neutros e destaques por meio de iluminação. No hall de entrada, a aplicação da marca retroiluminada junto a uma tela metálica, traz um jogo de luz e sombra, criando impacto já na primeira experiência.

Hall de entrada do estúdio musical

FRASE

“Vivo nesse universo de gravações, shows e sou uma verdadeira apaixonada por música! Projetar esse estúdio foi uma experiência incrível e fez com que eu compreendesse como funciona na técnica. Estou feliz com o que a VZ&CO conseguiu fazer”, celebra a arquiteta Rubiane Schneider.

Junto ao cliente, que depositou toda a confiança em nosso trabalho, conseguimos construir o conceito do primeiro espaço físico da produtora de música. Um projeto único e que nos deixou com a sensação de dever cumprido!

GALERIA DE FOTOS


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Atemporal Records
  • Localização: São Paulo
  • Categoria: Estúdio musical
  • Ano: 2021 Área: 161m²
  • Projeto: Criar o conceito arquitetônico para o primeiro espaço físico da gravadora de audiovisual.
  • Desafio central: Elencar, por meio da arquitetura, soluções para garantir 100% a funcionalidade do estúdio e oferecer um ambiente contemporâneo e de convivência para os artistas trabalharem.
  • Diferenciais: Fazer um bom briefing para entender as vontades e necessidades do cliente.

Sustentabilidade em BIM

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O BIM (Building Information Modeling) é mais do que um método para modelar. Ele é um importante aliado de arquitetos e escritórios comprometidos com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, pois permite detalhar todas informações do ciclo de vida de um projeto, calculando com precisão o tempo, os recursos e os custos de materiais para evitar desperdícios. 

“Obras projetadas em BIM têm o consumo de água, energia e materiais de construção otimizados. Por ser um método inteligente e focado em resultados, conseguimos reduzir resíduos e propor soluções sustentáveis, como o melhor  aproveitamento de recursos naturais, reciclagem, aproveitamento de materiais etc”, explica a arquiteta e CEO da VZ&CO, Vera Zaffari.

Por meio da metodologia, arquitetos e clientes conseguem comparar e calcular o que será utilizado com maior exatidão em uma obra. Isso permite a compreensão de todas as partes envolvidas, facilitando o entendimento dos materiais e recursos que serão efetivamente necessários. Além disso, o BIM consegue criar simulações de possíveis cenários futuros, o que ajuda a prever o que pode ser mais útil para manter uma construção sustentável. Para se ter uma ideia, os profissionais podem fazer cálculo solar em telhados, planejar o melhor projeto de redes de energia e infraestrutura, assim como medir o uso de água.

Soluções sustentáveis feitas em BIM e que ajudam a diminuir as toneladas de entulhos produzidos diariamente no setor da construção civil. Números bem claros, chegando a registrar 290,5 toneladas de entulhos por dia em 2019. Destes, somente 21% eram recicláveis. Os dados são da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

E para ajudar nesse processo de modificação, preparamos uma listinha com algumas combinações do BIM e sustentabilidade:

Utilização de água na construção – A inteligência permite calcular o quanto de água será utilizado em uma determinada obra. Com isso, é possível pensar em estratégias para reutilizar a água durante a execução da obra e consumir menos.

Uso de materiais – Utilizar o BIM para gerenciar o que será usado na construção reduzem, significativamente, resíduos. Justamente por ser uma metodologia focada em resultados, ela quantifica os materiais e reduz desperdício com métricas mais precisas. Além disso, a tecnologia amplia a visão para selecionar soluções sustentáveis para reduzir o impacto ambiental de um edifício.   

Consumo de energia – O BIM é ótimo para avaliar a eficiência energética de um edifício! Quando combinado com software especializado, ele consegue realizar testes de cada parte da construção para simular e otimizar o que pode ou não melhorar o desempenho de energia do lugar. 

Carbono – Na plataforma, é possível fazer testes para medir e encontrar a melhor alternativa com o menor impacto de carbono. Isso nos ajuda a identificar possibilidades de baixo consumo e que reduzam as emissões durante a obra.  Outro ponto importante para ressaltar é que por meio do BIM, detectamos opções viáveis de economia para manter testes posteriores durante toda a construção. 

Menos refação de trabalho – Quando se projeta em BIM, a interferência durante a obra é mínima. Uma vez que o projeto é todo detalhado e compatibilizado. Com isso, além de não ter que gastar tempo com retrabalho e gastos desnecessários de materiais ou recursos não previstos, o cronograma segue o tempo estimado, com menos correções e idas e vindas de projetos subdivididos. Afinal, o tempo do trabalho humano também é sustentável. 


Na VZ&CO, o BIM é aplicado aos projetos desde 2014 e não é segredo a eficácia do método. Sua aplicação não só permite o desenvolvimento de projetos confiáveis e inovadores, com informações detalhadas, mas precisos por ter uma série de funções que ampliam a visão de uma forma geral. Isso permite grandes vantagens para alinharmos sustentabilidade à arquitetura, pois conseguimos mensurar as informações para aplicá-las, sem exageros, em um projeto arquitetônico. 

VOCÊ SABIA?
Na arquitetura, o ”Green BIM”  ficou conhecido por aplicar técnicas sustentáveis aos projetos por meio da metodologia. Traduzido para o português, o BIM Verde além de auxiliar o arquiteto na hora de projetar, ajudando-o a fazer decisões importantes, ele garante maior impacto referentes ao desempenho e eficiência, pois permite o detalhamento dos recursos e materiais que poderão ser utilizados em uma construção.

Você sabe a diferença entre dark stores, transit points e galpões logísticos?

Tempo de leitura: 3 minutos

Essas três soluções de logística trazem ganhos diferentes para quem vende seus produtos online e deseja melhorar sua performance de entregas.

Antes da pandemia, receber um produto em casa em até  três dias era visto com muito bons olhos pelo consumidor. Então, tudo mudou! Agora, o coração do cliente tende a bater mais forte por quem entrega o produto no mesmo dia ou no menor espaço de tempo. E a melhor maneira de fazer isso, é investindo em uma ou mais das seguintes soluções logísticas:

1. Centros de distribuição/Galpões logísticosProjeto de CD do Centro Himalaia

Esses dois nomes são utilizados para definir espaços de armazenagem de produtos localizados em pontos  estratégicos, com acesso às principais rodovias. O objetivo é facilitar a logística das entregas, além de acelerar processos e beneficiar os dois lados — cliente e varejista

“O galpão logístico é estratégico, pois facilita a entrega dos produtos de modo contínuo e direto, reduzindo a necessidade de estoque e, consequentemente, gerando ganhos entre o custo, a armazenagem e o transporte”, explica Vera Zaffari, arquiteta fundadora da VZ&CO.

Para completar, essas estruturas garantem controle de estocagem e distribuição por centralizarem toda a logística de uma operação. Sendo assim, exigem grandes áreas para serem implementados. Seu funcionamento é focado em receber, movimentar, armazenar, separar e expedir mercadorias de forma prática e centralizada. 

Uma das empresas que aposta pesado na estratégia dos centros logísticos é a Amazon — uma das principais referências globais em agilidade de entrega e satisfação do consumidor. Somente aqui no Brasil, ela possui galpões em São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Essas unidades viabilizam a realização de entregas em até 24 horas nas grandes capitais.

2. Transit points

Diferentemente dos centros de distribuição, o transit point mantém a ideia de acelerar as entregas, mas com uma outra proposta de logística. As mercadorias que chegam a esses espaços já têm seus destinos definidos. Elas chegam com a nota fiscal endereçada aos consumidores finais, podendo ser liberados imediatamente para a entrega local.

“Os transit points são menores no tamanho e maiores em quantidade, garantindo a gestão eficiente das mercadorias, trazendo maior a agilidade para a entregas de produtos comprados em lojas físicas ou na internet. Para a indústria, é um local de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores. Lá, esses produtos serão organizados e distribuídos às redes de lojas ou consumidores”, exemplifica Vera. 

As operações realizadas nesses espaços são essenciais para organizar processos, reduzir gastos e melhorar a gestão de riscos e dos estoques. E assim como os centros logísticos, os transit points são econômicos na construção e manutenção dos espaços, por se tratar de uma estrutura simples e gerencial para controlar a distribuição de mercadorias e exigirem uma área menor para implantação.

3. Dark Stores

Eis aqui a mais nova tendência do mercado de varejo. As dark stores são espaços voltados à armazenagem, separação e envio de produtos comprados pela internet. Diferente dos transit point e centros logísticos tradicionais, elas se parecem como um comércio de proximidade, com espaço menor,  localizadas em centros urbanos, mas fechadas ao público.

Um dos projetos de dark store feito pela VZ&CO

Apesar de as dark stores serem fechadas ao público, elas complementam as lojas físicas e seus e-commerces, permitindo que o cliente retire o produto no local ou receba em casa no mesmo dia ou em poucas horas, garantindo a conveniência tão esperada pelo consumidor. Boa parte das dark stores permite ao consumidor retirar suas compras 24 horas por dia, 7 dias por semana. É o máximo de flexibilidade na hora de realizar uma compra. 

“Particularmente, considero uma solução logística inteligente. As dark stores não demandam grandes investimentos de arquitetura ou manutenção, costumam ter localização central, exigem áreas físicas menores, aumentam a visibilidade da marca e ainda ampliam a satisfação do cliente — que pode retirar o produto comprado de forma rápida e prática, como o clique e retire”, complementa a CEO da VZ&CO.

Agora que você já entendeu a diferença entre essas três soluções logísticas, que tal conversar conosco sobre qual delas seria melhor para a sua marca? Estamos à disposição para ajudá-lo!

Desmistificando o BIM

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Uma ferramenta prática, eficiente e que foca resultados. Esse é um resumo das entregas do Building Information Modeling (BIM), uma das metodologias de modelagem de projetos mais potentes do mercado. Se você ainda está em dúvidas sobre migrar seus projetos para ele, precisa ler esta matéria.  Aqui, a VZ&CO — que utiliza o BIM em seus projetos desde 2014 — desconstrói 4 mitos sobre a implantação da ferramenta. Confira:

1 – Arquitetura em BIM é mais cara? 

Quando se fala em implementar o BIM, a maioria das pessoas reluta por achar que a mudança pode ser muito cara — um pensamento estranho para quem conhece os benefícios de um projeto correto na execução de uma obra, como os arquitetos. É fato que existe um custo inicial para a mudança dos processos de trabalho, mas assim como em qualquer reforma, o investimento se paga e traz retorno.  Especialmente porque  todo o valor de implantação é compensado pelo ganho de eficiência dos processos internos. Afinal, no BIM evita desperdícios, refação de trabalhos e gera mais confiança para o cliente orçar a obra.  

Outro ponto importante: o sistema conta com uma logística segura. Isso facilita o cálculo da construção e agiliza o processo.

“Uma das vantagens de projetar utilizando o BIM é estimar custos com maior precisão, gerir e diminuir os gastos com processos materiais. À medida em que vamos alterando informações no modelo, o quantitativo é alterado simultaneamente. As informações ficam salvas em tabelas explicativas, dando mais clareza para o cliente entender o que foi feito”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari.  

2 – O BIM é complexo?

 Não, não é. Assim como em qualquer outro sistema informatizado, é  fundamental treinar a equipe na ferramenta para que ela possa aproveitar todas as funcionalidades do BIM.  Mas a modelagem, em si, não é difícil de executar. Nós, da VZ&CO, buscamos facilitar a introdução dos nossos clientes no processo BIM, junto aos seus setores internos de projetos e obras, facilitando o processo e o manuseio do modelo, assim como agilizando o aprendizado do time.

3 – O BIM é só mais uma representação de modelo 3D

De jeito nenhum!  Por mais que o BIM faça uma representação visual do projeto, ele entrega muito mais do que visualização em três dimensões.  O sistema ajuda a produzir conjuntos de dados digitais e bancos de dados com informações gráficas e não gráficas do projeto. Além do detalhamento de forma virtual, os projetos gerados pode m ser quantificados, coordenados, planejados e podem ter informações recuperadas a qualquer momento, pois o registro fica salvo. São até 8 dimensões de informação que tornam a modelagem do projeto muito mais precisa e eficiente.

4 – O BIM é um software 

 Engana-se quem pensa assim. O BIM não é um software, é uma metodologia de modelagem capaz de aumentar significativamente a precisão e a previsibilidade de um projeto.  A implementação dele traz mudanças em pessoas, processos e tecnologias. Além disso, facilita a comunicação e a colaboração, deixando a modelagem de projetos mais ágil, facilitando os fluxos e a conversa à distância entre diferentes disciplinas. Essa melhoria na gestão do projeto reflete diretamente na redução de erros e no aumento da produtividade de todo o time. 


Otimizando o BIM  

A VZ&CO é referência no suporte à implantação do BIM em empresas. Desde 2014, trabalhamos com essa tecnologia e, desde então, aprendemos a otimizar a metodologia para  impulsionar, ainda mais, nossos  resultados e a qualidade da gestão. 

Listamos, a seguir,  alguns aplicativos complementares que podem ser adicionados ao BIM.  Saiba como elas são aplicadas ao nosso escritório e  como podem ser vantajosas para o seu negócio:

Navisworks – É um software criado para prever falhas de compatibilização, realizar a gestão do projeto ou a obra com a possibilidade de coordenação, integração, análise de custos e logística. Com essa ferramenta, é possível mapear elementos que só eram percebidos na obra. 

Visualização 360º – Com essa ferramenta, é possível oferecer ao cliente uma visualização mais clara do projeto, realizando uma verdadeira tour virtual pelo projeto para que ele consiga entender o espaço. 

Automação com Dynamo ou Phyton – Uma complementação que permite automatizar tarefas e  entregar resultados ainda mais confiáveis, tendo o especial cuidado no gerenciamento, que deve ser  entregue dentro do prazo. 

A  implementação dessas ferramentas trouxeram  resultados positivos na cultura do trabalho, permitindo a colaboração e agilidade nos processos. Os clientes também sentiram a melhora e os benefícios ao receberem os projetos detalhados, por exemplo.

Arquitetura comercial impulsiona vendas

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nacional gramadoO investimento em tecnologia de ponta e automação no atendimento aos clientes nos Pontos de Venda (PDV) é uma realidade no varejo internacional e começa a chegar com tudo ao mercado brasileiro. Mas, além da instalação da tecnologia, é preciso criar uma infraestrutura adequada para acomodar as inovações em ambientes já conhecidos pelos clientes. Entra aí o desafio e as soluções da Arquitetura Comercial. “Adaptar o novo ao existente e orientar o cliente frente às novas tecnologias é uma missão para a Arquitetura Comercial, que também busca entender as novas formas de comportamento do consumidor. E passa a introduzir, em seus projetos, espaços e ambientações que geram novas experiências”, resume a arquiteta Vera Zaffari, expert no tema. É do escritório VZA l Vera Zaffari Arquitetura o projeto do supermercado Nacional na cidade de Gramado (RS), por exemplo (veja outros projetos clicando aqui).

Os ambientes no varejo devem proporcionar experiências inspiradoras ao consumidor, que busca autenticidade, conforto, praticidade e interatividade durante a compra. Nesse escopo, o investimento em Arquitetura Comercial pode contribuir para a melhoria do negócio. “Mas é preciso ter cuidado. O novo modelo deve seguir garantindo a identidade da marca e promovendo a permanência do público por mais tempo no PDV, situação que hoje compete com a experiência virtual”, ressalta Vera.

Assim, aproximar o envolvimento tátil e emocional garante pontos para o mercado varejista se destacar frente ao e-commerce. “As pessoas querem tocar, sentir, cheirar, experimentar, interagir, conviver, deixar-se encantar. É isto que faz com que uma pessoa queira ir à loja física”, afirma Vera Zaffari. Nesse sentido, o investimento em Arquitetura Comercial para o varejo pode contribuir para o avanço das vendas e garantir clientes mais satisfeitos.

Smartphones mudam a relação varejo-cliente

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smarthvarejoOs smartphones estão transformando a experiência de compra dos consumidores – e, consequentemente, o processo de venda dos varejistas do mundo todo. De acordo com a consultoria Forrester, 40% das vendas realizadas hoje nas lojas nos Estados Unidos são influenciadas por canais digitais, especialmente os telefones celulares.

Os exemplos são vários mas alguns se destacam. A loja de departamentos Macy’s é uma das 100 grandes varejistas americanas que testam uma tecnologia chamada iBeacon, da Apple. O sistema permite não só saber que determinado cliente entrou na loja como também oferecer dicas e alertas sobre promoções de acordo com a localização dele dentro do estabelecimento comercial.

De olho no varejo, a IBM testa um aplicativo que usa a câmera dos smartphones para mostrar informações sobre os produtos nos supermercados. É apontar a câmera do telefone para o produto para saber suas informações nutricionais e o preço de produtos simulares.

 

O melhor da iluminação em São Paulo, em abril

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ExpoluxDe 22 a 26 de abril ocorre na Expo Center Norte, em São Paulo, a Expolux 2014 – Feira Internacional da Indústria de Iluminação. Trata-se da principal mostra do mercado para profissionais que buscam tendências e novas tecnologias do universo da iluminação. O evento costuma reunir arquitetos, engenheiros, lojistas, compradores da indústria da construção e decoradores, que têm a oportunidade de conhecer, em primeira mão, as novidades reservadas para o setor. Integra a programação do encontro um seminário sobre iluminação pública.

Dados divulgados pela Lighting Design World apontam que o mercado brasileiro de produtos de iluminação, em 2012, registrou um aumento no volume de negócios de R$ 3,85 bilhões.

A Expolux 2014 estará aberta de terça a sexta, das 10h às 19h, e sábados, das 9h às 17, nos pavilhões Branco e Verde da Expo Center Norte.

Qual o futuro dos shoppings centers?

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Tendências internacionais, sobretudo norte-americanas, apontam para mudanças na arquitetura tradicional dos shoppings centers. Aqueles prédios fechados e projetados como caixas-fortes já estão ficando no passado!

Se antes a regra era não ter janelas nem áreas que distraíssem o consumidor, agora a tendência aponta para a construção de shoppings como espaços que estimulem a convivência e proporcionem experiência aos frequentadores. Áreas verdes, espaços de entretenimento e atividades alternativas estimulam a frequência da nova mentalidade do público que, cada vez mais, busca locais para conviver, se encontrar com os amigos e familiares e, consequentemente, consumir.
Shopping Center
Alguns líderes de empresas privadas dos Estados Unidos afirmam que desde 2006 não são construídos shoppings fechados em seu país e que aqueles que não se reinventarem nos próximos 15 anos irão ter sérios problemas.

A tendência visa à permanência duradoura do cliente no shopping e nos pontos de vendas. “Hoje o mercado está se consolidando. As redes de lojas estão aumentando em número e complexidade. O que mais o mercado exige é que o padrão de projeto seja mantido para ganhos de produtividade, redução de custos e força da marca”, comenta Vera Zaffari, arquiteta e diretora do escritório VZA|Vera Zaffari Arquitetura.

De acordo com a empresária, outro fator relevante é o impacto do universo digital e das novas tecnologias no setor varejista, o qual pode colaborar para experiências únicas e memoráveis em vendas, projetos e faturamentos. Portanto, estar atento às novidades do segmento aplicadas à arquitetura comercial é um ponto relevante aos empresários e arquitetos.

EMPRESAS ADOTAM PLANO DE NEGÓCIOS SUSTENTÁVEIS

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Almejando o uso de recursos do planeta de forma sustentável, sem riscos a espécies e ecossistemas e sem inviabilizar o avanço dos negócios e do bem-estar, o termo economia verde surge como uma tendência de modelo de negócios no mercado mundial. Apesar de ainda ser um desafio para atrair empresários, a promessa de obter melhor recepção por parte do público faz com que eles repensem seus planos. E grandes organizações do mundo já começaram a fazer planos de negócios sustentáveis.

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