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Como a arquitetura em BIM pode auxiliar o ESG nas empresas?

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Metodologia eficiente e focada em resultados, o Building Information Modeling (BIM) é mais do que uma simples representação digital dos projetos de arquitetura, é uma solução estratégica e sustentável para empresas que compreendem a importância das práticas ESG – sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança. Como? A metodologia pode ser utilizada como um sistema de gerenciamento que permite ao usuário modelar, organizar, otimizar o planejamento de um projeto de arquitetura ou engenharia, além de facilitar a colaboração entre todas as disciplinas envolvidas. Todas as informações inseridas no projeto transformam-se numa base de dados confiável, que pode ser utilizada para análises qualitativas e quantitativas dos insumos da construção, como volume de materiais, recursos naturais e energia.

Mais ainda: com o BIM é possível criar simulações de construções futuras, facilitando  o entendimento de arquitetos, engenheiros e construtores ao procurarem soluções alinhadas com o conceito de sustentabilidade.

Além da representação digital em 3D de um projeto, o BIM permite o cálculo da incidência de luz solar em telhados, a medição do volume de água a ser incorporado e utilizado na obra e durante a vida útil da edificação, planejamento de redes de energia e infraestrutura, análise do ciclo de vida dos insumos de obra e muito mais! 

Em outubro de 2021, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou o 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Durante o evento, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, apontou a importância do ESG para a construção civil e a necessidade do setor investir em métodos eficientes, como a adoção de práticas sustentáveis. “É muito importante para nós que o currículo da área esteja aderente à vida que a gente leva hoje. Quando me formei, não era da época do BIM e do ESG”, comenta o presidente.

Hoje, mudar a postura das empresas e adotar as três letrinhas do ESG nos negócios não é só uma tendência de mercado a ser seguida, mas uma necessidade urgente visto os sinais claros de mudanças no clima pela intervenção humana. O setor privado possui grande responsabilidade e capacidade para minimizar os impactos causados no meio ambiente, construir uma sociedade mais consciente e inclusiva, e aprimorar processos administrativos que criem um mundo corporativo ético e sustentável.

Afinal, o que significa ESG na arquitetura?

Fundamental para empresas que já compreenderam a importância do setor empresarial na construção de um mundo sustentável, o termo ganhou a atenção do mundo corporativo em 2004 por meio da publicação “Who cares wins” (Quem se preocupa, vence, em tradução livre para o português) do Pacto Global da ONU, em parceria com o Banco Mundial e outras instituições financeiras, que discorre sobre a importância do gerenciamento dos três pontos do ESG dentro da gestão estratégica e de riscos das instituições financeiras e apresenta algumas estratégias para a compreender e iniciar essa implementação.

Definido como sustentabilidade empresarial, o ESG amplia o foco gerencial de uma empresa, que passa a incluir outros aspectos nas suas métricas:

Environmental (meio ambiente) – Gestão dos impactos ambientais de todos os processos do negócio, tendo como objetivo zerá-los, compensá-los ou minimizá-los dentro da realidade de cada negócio. O objetivo é que essa gestão se estenda a toda a cadeia parceira de cada uma das empresas. Na arquitetura, o foco é desenvolver projetos sustentáveis no que diz respeito a reaproveitamento de materiais, soluções construtivas modulares e desmontáveis, soluções de projeto que reflitam na redução do consumo de energia e levantamento fiel dos insumos utilizados na obra. A realização do impacto ambiental do trabalho do arquiteto, positivo ou negativo, está na obra.  

Social – Gestão dos impactos sociais dos processos, que está diretamente ligado à dimensão ambiental, uma vez que esses dois impactos quase nunca ocorrem sozinhos. Na arquitetura, o trabalho se divide em duas frentes: no cuidado com seus colaboradores e no trabalho conjunto com construtoras e clientes ao pensar nas soluções construtivas, de projeto e na escolha das empresas parceiras que trabalharão juntas no processo de forma sustentável. O aspecto social foca em não restringir os benefícios do crescimento às empresas, mas a todas as pessoas envolvidas.

Governance (Governança) –  Foco tradicional na gestão empresarial, principalmente no que diz respeito ao compliance, essa representação aprimora as partes administrativas de um setor, dando mais transparência e credibilidade da empresa no mercado. Se preocupar com a gestão também importa na arquitetura!

ESG na VZ&CO

Na VZ&CO, desenvolvemos projetos sustentáveis que contribuem com a redução dos impactos ambientais. Para isso, utilizamos todo o potencial da metodologia BIM implementada há 8 anos na nossa empresa para dar suporte aos nossos clientes e, também, às construtoras, seguindo as premissas da sustentabilidade. Tudo isso para que consigam mensurar o impacto de cada decisão de projeto na obra, informação essencial para uma empresa que tem o ESG norteador da sua gestão.

O BIM auxilia no dimensionamento fiel dos materiais e recursos previstos em um projeto de arquitetura, o que se traduz, automaticamente, na melhor utilização dos recursos e redução de resíduos. Ou seja, é possível avaliar antecipadamente o impacto ambiental de uma obra e contorná-la através de novas estratégias projetuais e sustentáveis que diminuam a emissão de CO2 ou melhorem a eficiência energética. Além disso, o BIM garante um projeto mais assertivo e com menores desperdícios em uma obra

Da mesma forma que podemos dimensionar materiais e recursos utilizados com o BIM em uma obra, também podemos mensurar o impacto social positivo para todas as partes envolvidas no processo, principalmente quando tratamos de fornecedores. Nesse caso, o BIM funciona como uma ferramenta de colaboração entre todos os stakeholders de um empreendimento, o que torna o processo mais transparente e confiável quando pensamos em governança.

BIM e arquitetura: como essa união aumenta a produtividade na Construção Civil

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O futuro da indústria da construção civil já começou. Em 2017, um estudo apresentado no Fórum Econômico Mundial apontou que, nos 10 anos seguintes, essa indústria passaria por transformações tecnológicas e de inovação para tornar os processos mais produtivos, evitando desperdícios. E tudo isso seria possível por meio dos projetos desenvolvidos em BIM — metodologia utilizada para projetar, gerenciar e compatibilizar todas informações de um projeto ou obra.

De acordo com o Fórum, a perspectiva é que a  construção civil seja planejada e simulada em todas as etapas por meio do BIM por se tratar de uma tecnologia que oferece recursos e condições para gerar mais impacto de produtividade na indústria 4.0. Para se ter uma base, a implementação do sistema pode reduzir os custos totais do ciclo de vida de uma construção em 20%, assegurando melhorias no tempo de conclusão.

Nas construções de prédios comerciais, por exemplo, o estudo de caso realizado pelo Boston Consulting Group empresa de consultoria americana especializada , apontou que o impacto no custo total do ciclo de vida reduziria em 15%. Já no tempo de construção, em 30%.

Passados cinco anos da divulgação do estudo, é possível perceber como o BIM e suas tecnologias vêm impactando positivamente a indústria da arquitetura e da construção civil. Tendo em vista os resultados positivos na eficiência e economia de recursos com o uso da metodologia, em 2017 foi criado o Comitê Estratégico de Implementação da plataforma BIM, com o intuito de definir estratégias e diretrizes para estimular o desenvolvimento e implantação da tecnologia no Brasil. Para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a expectativa é que ocorra um aumento de 10% na produtividade do setor com a implementação da metodologia BIM em larga escala no país.

Nos projetos de arquitetura, o BIM, além de conseguir simular todas as etapas de qualquer obra [antes, durante e o pós-construção], permite o acompanhamento real dos projetos e simulação digital da construção. As representações dos projetos em BIM são feitas em 3D e possibilita a detecção de conflitos entre disciplinas envolvidas.

Além da modelagem de um projeto de arquitetura, o BIM conta com uma logística segura, auxilia no controle de custo, possui ferramentas com foco na sustentabilidade e é totalmente interdisciplinar. 

Um passo à frente

Três anos antes do BIM ser citado no Fórum Econômico Mundial, a VZ&CO já tinha implementado a metodologia  por meio do Revit. A tecnologia otimizou a gestão entre as diferentes equipes, garantindo projetos significativamente mais compatibilizados e assertivos, dando mais eficiência no fornecimento de dados e precisão nas informações de um projeto.

Por ser uma metodologia totalmente inovadora e tecnológica, o BIM também permite a criação de aprimoramentos [plugins e ferramentas] dentro do sistema para melhorar não só o funcionamento de cada etapa do projeto de arquitetura ou engenharia, mas a possibilidade de colaboração e comunicação entre os envolvidos da obra. Esse processo reduz erros e aumenta a agilidade na produção da documentação final do projeto – a metodologia BIM permite a compatibilização de todas as informações de um projeto em um sistema seguro de banco de dados.

Benefícios do BIM para setores da construção civil

Redução de erros e incompatibilidades do projeto O BIM é focado em resultados, por isso a tecnologia permite cálculos precisos e assertivos para evitar erros dentro de um projeto de arquitetura ou engenharia. Com as informações compatibilizadas no banco de dados, o BIM permite prever as possíveis incompatibilidades da obra evitando refações durante a construção.

Produtividade – A tecnologia BIM permite o mapeamento de todas as etapas e uma estimativa mais precisa do tempo de execução do projeto e da obra. Por ter um sistema totalmente digital e seguro, com todas as disciplinas envolvidas, é possível monitorar o que está sendo feito  em todas as áreas. Além disso, o BIM reforça a importância do trabalho em equipe por promover  a multidisciplinaridade nos projetos.  

Práticas sustentáveis – O BIM auxilia na redução dos impactos ambientais. Por possuir ferramentas que possibilitam detalhar e medir tudo o que será utilizado em uma obra, a tecnologia permite realizar o mapeamento  do consumo de água, gera dados sobre a eficiência energética do edifício e consegue calcular o consumo de todos os materiais a serem utilizados na construção, o que nos permite buscar soluções mais sustentáveis e que gerem menor quantidade de resíduos durante a etapa de projeto.


Você sabia? 

O governo federal brasileiro publicou, em 2020, o Decreto 10.306 para regulamentar o uso do BIM na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia ou arquitetura realizada por órgãos e pelas entidades da administração pública federal. A fase de implementação passou a valer a partir de 2021. Países como Reino Unido, Austrália, Canadá e Estados Unidos já exigiam a utilização do sistema  BIM em projetos custeados por seus governos.  

Sustentabilidade em BIM

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O BIM (Building Information Modeling) é mais do que um método para modelar. Ele é um importante aliado de arquitetos e escritórios comprometidos com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, pois permite detalhar todas informações do ciclo de vida de um projeto, calculando com precisão o tempo, os recursos e os custos de materiais para evitar desperdícios. 

“Obras projetadas em BIM têm o consumo de água, energia e materiais de construção otimizados. Por ser um método inteligente e focado em resultados, conseguimos reduzir resíduos e propor soluções sustentáveis, como o melhor  aproveitamento de recursos naturais, reciclagem, aproveitamento de materiais etc”, explica a arquiteta e CEO da VZ&CO, Vera Zaffari.

Por meio da metodologia, arquitetos e clientes conseguem comparar e calcular o que será utilizado com maior exatidão em uma obra. Isso permite a compreensão de todas as partes envolvidas, facilitando o entendimento dos materiais e recursos que serão efetivamente necessários. Além disso, o BIM consegue criar simulações de possíveis cenários futuros, o que ajuda a prever o que pode ser mais útil para manter uma construção sustentável. Para se ter uma ideia, os profissionais podem fazer cálculo solar em telhados, planejar o melhor projeto de redes de energia e infraestrutura, assim como medir o uso de água.

Soluções sustentáveis feitas em BIM e que ajudam a diminuir as toneladas de entulhos produzidos diariamente no setor da construção civil. Números bem claros, chegando a registrar 290,5 toneladas de entulhos por dia em 2019. Destes, somente 21% eram recicláveis. Os dados são da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

E para ajudar nesse processo de modificação, preparamos uma listinha com algumas combinações do BIM e sustentabilidade:

Utilização de água na construção – A inteligência permite calcular o quanto de água será utilizado em uma determinada obra. Com isso, é possível pensar em estratégias para reutilizar a água durante a execução da obra e consumir menos.

Uso de materiais – Utilizar o BIM para gerenciar o que será usado na construção reduzem, significativamente, resíduos. Justamente por ser uma metodologia focada em resultados, ela quantifica os materiais e reduz desperdício com métricas mais precisas. Além disso, a tecnologia amplia a visão para selecionar soluções sustentáveis para reduzir o impacto ambiental de um edifício.   

Consumo de energia – O BIM é ótimo para avaliar a eficiência energética de um edifício! Quando combinado com software especializado, ele consegue realizar testes de cada parte da construção para simular e otimizar o que pode ou não melhorar o desempenho de energia do lugar. 

Carbono – Na plataforma, é possível fazer testes para medir e encontrar a melhor alternativa com o menor impacto de carbono. Isso nos ajuda a identificar possibilidades de baixo consumo e que reduzam as emissões durante a obra.  Outro ponto importante para ressaltar é que por meio do BIM, detectamos opções viáveis de economia para manter testes posteriores durante toda a construção. 

Menos refação de trabalho – Quando se projeta em BIM, a interferência durante a obra é mínima. Uma vez que o projeto é todo detalhado e compatibilizado. Com isso, além de não ter que gastar tempo com retrabalho e gastos desnecessários de materiais ou recursos não previstos, o cronograma segue o tempo estimado, com menos correções e idas e vindas de projetos subdivididos. Afinal, o tempo do trabalho humano também é sustentável. 


Na VZ&CO, o BIM é aplicado aos projetos desde 2014 e não é segredo a eficácia do método. Sua aplicação não só permite o desenvolvimento de projetos confiáveis e inovadores, com informações detalhadas, mas precisos por ter uma série de funções que ampliam a visão de uma forma geral. Isso permite grandes vantagens para alinharmos sustentabilidade à arquitetura, pois conseguimos mensurar as informações para aplicá-las, sem exageros, em um projeto arquitetônico. 

VOCÊ SABIA?
Na arquitetura, o ”Green BIM”  ficou conhecido por aplicar técnicas sustentáveis aos projetos por meio da metodologia. Traduzido para o português, o BIM Verde além de auxiliar o arquiteto na hora de projetar, ajudando-o a fazer decisões importantes, ele garante maior impacto referentes ao desempenho e eficiência, pois permite o detalhamento dos recursos e materiais que poderão ser utilizados em uma construção.

Por uma arquitetura mais verde

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Sustentabilidade não é mais uma tendência, mas uma necessidade no universo da arquitetura e da construção civil. Em meio ao aquecimento global, à crise hídrica e à preocupação com a preservação do meio ambiente, não basta projetar edifícios bonitos e funcionais. Eles precisam ser eficientes do ponto de vista socioambiental, sem desperdício de materiais de construção, pensando na reciclagem de recursos e — de preferência — prezando pela eficiência térmica, hídrica e energética do projeto. E isso apenas do ponto de vista ambiental. Em relação ao impacto humano, ele precisa promover a economia local e cuidar do bem-estar dos trabalhadores envolvidos na obra e de seus futuros usuários. 

“Pensar em arquitetura sustentável é buscar alternativas e soluções capazes de diminuir impactos ambientais, como utilização de materiais/revestimentos locais, o aproveitamento de energia solar e a reutilização da água da chuva”, explica a arquiteta da VZ&CO, Caroline Malaggi. 

Um projeto de arquitetura comercial sustentável respeita os conceitos e os padrões de uma marca, mas também busca reduzir os impactos ambientais que ele possa provocar. Nesses casos, os arquitetos podem sugerir soluções mais “verdes”, como a escolha de materiais reciclados, a construção de reservatório de captação de água ou iluminações naturais que reduzam a necessidade do uso de energia elétrica. 

“Antes de iniciar um projeto, conversamos com os nossos clientes para saber quais são as suas necessidades e também fazer sugestões do que podemos utilizar em uma obra. Baseadas nos levantamentos do terreno e da obra, sempre buscamos entregar projetos que atendam às premissas da sustentabilidade”, comenta a arquiteta.

GREEN BIM

Desperdício com material de obra não faz parte do vocabulário da VZ&CO. Justamente por isso, desenvolvemos todos os nossos projetos em BIM — metodologia que permite um projeto mais preciso, possibilitando a extração de quantitativos e racionalização dos materiais que serão utilizados em obra.

“Além de ter os custos reduzidos, obras projetadas em BIM têm o consumo de água e energia otimizados. Justamente por isso, os governos de países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos só contratam projetos desenvolvidos em BIM. Aqui, no Brasil, o governo federal estuda adotar a mesma prática e grandes varejistas, como a Renner, que é nosso cliente, também só trabalham com essa metodologia em seus projetos de lojas”, conta Vera Zaffari, CEO e arquiteta da VZ&CO.

Vale destacar: o problema do desperdício de materiais no setor da construção é real e precisa ser combatido. Para se ter ideia, somente em 2019, foram geradas  290,5 toneladas de entulho por dia no Brasil. Destes, apenas 21% são recicláveis. Os dados da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) alertam para uma realidade que precisa ser modificada.

Quer mais um motivo para realizar projetos sustentáveis? Cerca de 87% dos brasileiros preferem consumir produtos e serviços de empresas que adotam e preservam práticas sustentáveis. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em 2019, resultado de um estudo feito pela Union + Webster — agência  de pesquisa norte-americana.

SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

Conheça algumas estratégias aplicadas pela VZ&CO em seus projetos arquitetônicos para reduzir o impacto ambiental dos mesmos:

Utilização de placas solares – Ao aproveitar a luz do sol para gerar energia elétrica, empresas economizam na conta de luz e ainda aliviam a pressão que existe hoje sobre o sistema de geração de energia elétrica no Brasil — que sofre com a baixa dos reservatórios de água. Utilizar fontes de energia renováveis é importante na hora de criar um projeto e, por isso, recomenda-se a instalação de placas solares sempre que possível.  

Um dado interessante para empreendimento com mais de uma loja e com o mesmo CNPJ:  caso a energia solar gerada pelas placas de um estabelecimento seja maior do que a utilizada, a empresa poderá transferir os quilowatts remanescentes para outras lojas, mesmo que elas não tenham placas instaladas.

Iluminação natural – O aproveitamento de luz natural pode ser feito por meio de soluções como as clarabóias, zenitais e grandes aberturas. Quando sugeridas aberturas em fachadas, é importante realizar um estudo da incidência solar para que não haja interferência no conforto térmico interno, exigindo um maior tratamento por meio de sistemas de condicionamento de ar.

Automatização de sistemas – Quem disse que não dá para inovar com sustentabilidade? Um método eficiente para ajudar na redução de gastos desnecessários de energia é o uso de sistemas de iluminação inteligente.

“Mesmo com a iluminação natural, alguns empreendimentos precisam de luminárias, mesmo durante o dia. Então, esses sensores verificam se há presença de luz natural suficiente ou não. Se sim, automaticamente as luminárias são desligadas”, exemplifica Caroline.

 

Isolamento térmico – Existem diversas formas de tratamento térmico para deixar os ambientes mais agradáveis, além dos equipamentos de condicionamento de ar. Estratégias como o tratamento de coberturas feitas de mantas e telhados com isolamento térmico reduzem a carga do ambiente, assim como o uso de películas solares em vidros ou a utilização de sistemas brises, que controlam a incidência da entrada de luz de acordo com a orientação solar da fachada.

Reaproveitamento de água pluvial e piso permeável – Aeradores nas torneiras e vaso com caixas acopladas para controlar a vazão da água e telhados com sistemas de aproveitamento da água da chuva por meio de cisternas, são soluções sustentáveis para racionalização e uso da água. As chamadas águas cinzas (água de reaproveitamento), podem ser utilizadas para irrigação, lavagem de calçadas e até mesmo em bacias sanitárias. As técnicas, além de sustentáveis, trazem grandes economias em edificações, principalmente nas de grande escala — condomínios, hotéis, supermercados etc.

Análise de materiais no projeto para  otimização da execução – Especificar e sugerir materiais com fornecimento local nos projetos facilita o transporte, assim otimizando o tempo, a distância da entrega e diminuindo as emissões de carbono.  A construção seca, e quando possível modular, não só diminui desperdícios em obras, mas também acelera o tempo de construção e aumenta a facilidade futura de manutenção do edifício.

PROJETO ASSINADO PELA VZA, NOVO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DO GRUPO HIMALAIA É INAUGURADO

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Com necessidade de expandir operações de negócios e realocar a infraestrutura de suas atividades, o Grupo Himalaia inaugurou em agosto deste ano um novo centro de distribuição de produtos em Eldorado do Sul/RS. A equipe Vera Zaffari Arquitetura participou do processo desde a concepção, projeto e orçamentação da obra, dedicando toda sua expertise técnica e conhecimento em centros de distribuição para atingir o melhor custo do empreendimento e eficiência na viabilização da execução da obra.

Os tons de branco, azul e vermelho da edificação respeitam a identidade visual da marca. Quatro vezes maior do que a infraestrutura anterior, a nova sede do CD Himalaia acompanha um padrão moderno em nível tecnológico.

Vista aérea do CD Himalaia

Vista aérea do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

As instalações contam com um prédio administrativo, um armazém, um restaurante aberto ao público interno e externo, além de todas as áreas técnicas e de apoio necessárias ao funcionamento de um centro de distribuição.

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Restaurante aberto ao público

Restaurante aberto ao público

Enquanto a estrutura antiga possuía apenas cinco docas, o novo CD abriga 26 docas que atendem todo o fluxo de recebimento e expedição, com espaço para a manobra das carretas e fácil acessibilidade à rodovia. Com o crescimento das dependências do centro, aumentou também o número de funcionários do grupo, totalizando mais de cem colaboradores no quadro funcional.

Docas cobertas

Docas cobertas

Além do padrão moderno em nível tecnológico, o CD Himalaia é referência em sustentabilidade. Com o objetivo de economizar recursos naturais, o fechamento do prédio foi feito com materiais mais eficientes e isolantes, minimizando a carga térmica do ar condicionado e reduzindo o consumo de energia. As dependências são cobertas com isolante térmico e contam com lâmpadas sustentáveis, bem como iluminação natural, possibilitando menor consumo de energia. O uso de gerador em horário de ponta viabiliza uma economia mensal de 20%.

Ainda, aeradores nas torneiras, mictórios e torneiras com temporizador e bacias sanitárias com acionamento duplo resultam em uma economia de água de 49%. O reaproveitamento do calor excedente do ar condicionado é previsto para aquecer a água dos chuveiros dos funcionários.

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Por tudo isso, o empreendimento está sendo apresentado pela VZA a outros clientes do mercado coorporativo, incluindo shoppings, hotéis e varejo, como modelo de sustentabilidade, economia e prospecção de marca.

 

 

 

Artigo “Sustentabilidade como estratégia comercial”, editado pela diretora da VZA, é chamada de capa da Revista Dirigente Lojista. Confira o texto na íntegra!

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Revista Dirigente Lojista | Julho 2014 | Edição 477 | Ano 40

O tema sustentabilidade entrou definitivamente na pauta de estratégias para atrair e fidelizar o cliente no varejo. E a arquitetura comercial torna-se uma excelente ferramenta para garantir esse sucesso. Bem criados e executados, projetos sustentáveis podem, além de preservar a saúde das pessoas e do meio-ambiente, reduzir custos e perdas e gerar receitas adicionais, aproximando clientes, fornecedores e colaboradores.

Dirigente Lojista

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Painéis termoisolantes na fachada: temperatura interna amena

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225759_412482125517225_1119328311_nUma das preocupações da arquitetura comercial recai sobre a sustentabilidade e a climatização dos ambientes. Um bom exemplo de resolução positiva do problema ocorreu no North Shopping Sobral, no Ceará, que optou pela instalação de painéis termoisolantes em sua fachada.

Região caracterizada pelas altas temperaturas durante o dia, a refrigeração dos shoppings é um dos itens de maior peso no cálculo dos custos de operação destes estabelecimentos por lá. Assim, todo o projeto do shopping Sobral foi orientado no sentido de minimizar os efeitos da incidência direta de sol nas alvenarias de fechamento e nas superfícies translúcidas.

Os arquitetos optaram pelo sistema de fachada ventilada e por cores menos absorventes de calor para o telhamento e os beirais de proteção dos vidros. Na fachada, o material utilizado para auxiliar na manutenção da temperatura interna em 22ºC foram os painéis termoisolantes TermoWall, que têm revestimento em aço e núcleo isolante em poliuretano (PUR). Os 4,6 mil m² de TermoWall utilizados foram fixados a 0,50 m de distância das paredes em blocos de concreto, criando um colchão de ar renovável que atenua a transferência de calor para o interior dos ambientes.

Fonte: PiniWeb.

Supermercado em Berlim adota a embalagem zero

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474259719_640Se você estiver em Berlim e resolver fazer suas compras para casa no supermercado Original Unverpackt, vá preparado: o estabelecimento não vende produtos em embalagens. Isso mesmo. Lá, para comprar shampoos, verduras e outros itens é preciso levar seus recipientes de casa.

No supermercado tudo é conservado em grandes silos e as mercadorias são vendidas apenas por peso. Os consumidores podem trazer recipientes reutilizáveis de casa ou encontrá-los na loja, juntamente com sacos de papel rigorosamente reciclados. O sistema permite que os clientes comprem  produtos sem embalagens desnecessárias e na quantidade que quiserem – tudo contra o desperdício de alimentos.

Veja na foto como ficará a disposição dos produtos na loja: um desafio também para quem trabalha com arquitetura comercial.

 

Maior encontro sobre arquitetura sustentável no Brasil ocorre em agosto

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construcao-civil-sustentavel2De 5 a 7 de agosto ocorre, em São Paulo, o Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional e Expo, principal evento sobre construção sustentável no Brasil. Já estão confirmados entre os participantes alguns dos maiores nomes da arquitetura e do setor da construção do Brasil e do exterior, como André Belloni, engenheiro técnico e designer de iluminação, Bruna Barbieri, coordenadora de projeto e sustentabilidade, e Chris Pyke, vice-presidente de pesquisa do Green Building Council nos Estados Unidos.

O encontro ocorre desde 2010 e costuma reunir profissionais e acadêmicos que são referência no assunto para mostrarem a importância vital da conscientização ambiental, da existência de políticas públicas de sustentabilidade e da capacitação profissional do ramo da arquitetura sustentável.

A programação conta com sessão plenária e palestras técnicas simultâneas, para apresentação de casos práticos, com importantes palestrantes nacionais e internacionais. Uma exposição ocorre de 4 a 7 de Agosto, no Transamérica Expo Center, proporcionando oportunidades de negócios e networking junto ao seleto público que costuma visitar o evento.

Edifício produzirá sua própria energia no Rio

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predio rio2Proporcionar economia para os compradores e um posicionamento positivo das empresas ali instaladas, do ponto de vista socioambiental. Esses são os objetivos do edifício RB12, instalado na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Projetado pelo escritório Triptyque, o empreendimento produzirá sua própria energia e poderá até mesmo vender a eletricidade excedente.

A fachada do local será bioclimática, sendo composta por um jogo de vidros com brilho diamantado em ziguezague, paisagismo suspenso e geração de energia por meio de painel solar e de pilha combustível. Quando pronto, este será o primeiro empreendimento corporativo do Brasil a utilizar painéis fotovoltaicos na fachada para a produção de energia elétrica.

O edifício comercial de 21 andares contará com um terraço verde no seu último pavimento e utilizará células de hidrogênio para produção de energia elétrica a partir do gás natural encanado.