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Retrofit de shopping

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O mercado de varejo, especialmente o dos shoppings centers, precisou se adaptar para sobreviver e acompanhar o cenário pós-pandemia. Para atender a este novo momento, que veio como uma avalanche para todos, empresários e donos de shoppings repensaram as suas estratégias de negócio para oferecer uma nova experiência  a um novo consumidor, que agora quer unir compras e lazer em um mesmo passeio. 

“Quando pensamos sobre o futuro dos shoppings centers, temos de pensar primeiro no comportamento do consumidor. Com a retomada da importância das lojas físicas, o consumidor já não é o mesmo e não busca o que buscava antes, quando ia aos shoppings centers. Hoje ele quer mais e entender este novo consumidor, pós pandêmico, é um desafio grande”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO, especialista em arquitetura comercial e de varejo.

Para Vera, existe uma solução dentro da arquitetura, capaz de transformar os espaços do shopping: o retrofit  redesign de edificações existentes. “O retrofit é conhecido mundialmente por garantir um melhor funcionamento das instalações de uma construção, além de modernizá-la para acompanhar os avanços do mercado”, comenta.

Com mais de 20 anos atuando com arquitetura comercial e de varejo, a CEO da VZ&CO conta como a tendência do retrofit impacta o setor de shopping center. Confira: 

Sabemos que para pensar no futuro dos shoppings centers, precisamos entender o comportamento do consumidor e as suas mudanças. Para você, como é a relação do consumidor e os espaços para eles?  

VZ: A onda omnichannel (convergência de todos os canais utilizados por uma empresa para melhorar a experiência do cliente) é uma tendência que veio para ficar. O físico e o digital estão juntos, então os shoppings centers precisam pensar nisso sempre. Se você parar para analisar, vai perceber que os serviços de delivery aumentaram, o home office se consolidou seguindo aquela linha ‘Anywhere’, que a pessoa pode trabalhar em locais diversos, não só em suas casas, necessariamente.  O retrofit vai acompanhar todas essas mudanças, tornando os espaços mais adequados e modernos, dentro da nova tendência de consumo, para que eles fiquem mais agradáveis para os consumidores. Hoje, as pessoas querem se resolver em um só lugar e há muito tempo esse ‘resolver’ não condiz só a comprar, consumir. Por isso, os shoppings centers estão alterando a sua arquitetura, inserindo novos usos como hotéis, food halls, centros médicos, escolas, coworkings, etc. 

Na sua visão, então, como os shoppings centers devem lidar com os novos comportamentos de consumo que vieram no pós-pandemia? 

VZ: O shopping não é apenas mais um espaço de vendas, mas sim um ponto de encontro, de conveniência e novas experiências. Ele é um ambiente para se estar com a família, com amigos ou até sozinho, em momentos de lazer, por isso deve inspirar conforto, confiança e segurança.  

E como o retrofit pode ajudar o shopping a se adequar a esse novo momento? 

VZ: O retrofit vai ajudar os shoppings a ampliar e modernizar espaços já construídos, tornando-os mais atraentes para o consumidor. Após a pandemia, percebemos um novo comportamento de compra dos consumidores. Quando ele vai a um shopping center, ele não quer só comprar. Ele busca por sensações positivas dentro de uma loja, experiências diferenciadas. Ele vai querer olhar, experimentar, escolher, adquirir. Então esses espaços precisam divertir, gerar novas descobertas, abrigar encontros, solucionar problemas. Oferecer bem-estar de forma geral. Por isso é importante a arquitetura de experiências, justamente para ressignificar o ambiente. 

Qual o retorno que os clientes da VZ&CO que apostam em  retrofit costumam ter?

 VZ: O retrofit potencializa o que já está construído, adaptando todos os espaços para trazer mais tecnologia, trazendo soluções de sustentabilidade, ajudando o shopping center a oferecer melhores experiências de consumo. Além disso, essa reconceituação da arquitetura de um shopping ajuda a trazer novos clientes e ainda reforça a fidelização dos mais antigos. No fim das contas, acredito que o retrofit é uma maneira inteligente de atender aos desejos do consumidor em constante transformação. E isso é o mais importante para o negócio, pois — em última instância — são os clientes que fazem o varejo girar. 

Como a VZ&CO aplica o retrofit em seus projetos?

VZ: Esse ano, nós iniciamos dois projetos de retrofit para suprir não só as necessidades dos nossos clientes, mas dos consumidores. Como falei anteriormente, o shopping center, hoje, oferece mais do que um mix de lojas para compras; ele também está preocupado em oferecer bem-estar e entretenimento. Por isso, a tendência é aumentar os espaços de alimentação e lazer. Em um dos nossos projetos, que está sendo desenvolvido em parceria com o Shopping Lajeado, no Rio Grande do Sul, estamos trabalhando na implementação de um food hall — seção de lojas para oferta de diversas experiências gastronômicas —  para possibilitar experiências diferenciadas para quem for visitar o espaço.  

E quais seriam essas experiências? 

VZ: Experiências de lazer, como a possibilidade de realização de aulas de gastronomia, shows de música, etc. Com a construção de um food hall, por exemplo, o shopping ganha espaço para ofertar esse tipo de experiência e passa a ter uma nova âncora de atração de clientes. É isso que o consumidor espera: que o shopping funcione como um centro de entretenimento e lazer.

BIM e metaverso: como preparar o mercado para a tendência

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Até 2024, o metaverso receberá R$ 4,5 trilhões em investimentos, segundo levantamento realizado pela Bloomberg Intelligence empresa global de pesquisa do mercado financeiro. Todos os setores da economia serão impactados, inclusive a arquitetura de varejo. E para deixá-lo por dentro do que vem por aí,  fizemos uma entrevista exclusiva com o arquiteto e urbanista, Rogério Lima. Doutorando na Universidade de Lisboa, em Portugal, é mestre em arquitetura pela UFRJ, professor universitário há 21 anos e diretor acadêmico do Master Internacional em BIM Management, da Zigurat. Além disso, realiza pesquisas na área de Sistemas Gerativos aplicados ao BIM. Confira:

O metaverso está em alta e já existem empresas apostando na tecnologia para acompanhar essa nova tendência. Na arquitetura e no BIM, qual será o impacto dessas tecnologias?

RL: Na ótica da arquitetura e do BIM, não existe nada muito definido. O que temos são especulações de como o metaverso será útil para o nosso mercado. Tanto o BIM quanto o metaverso são inovações que trabalham em um ambiente tridimensional.  Existem algumas possibilidades que poderão acontecer quando essa tecnologia estiver mais sólida, como o desenvolvimento de  softwares de projetos totalmente imersivos, permitindo a modelagem das construções diretamente no metaverso

E como seria essa modelagem feita em BIM, utilizando a tecnologia do metaverso?

RL: Na hora de projetar, essa modelagem imersiva vai aumentar a interatividade do projeto. Vai ser como se estivéssemos dentro do projeto, mudando escalas em tempo real, por meio da realidade virtual. E  já que estaremos em um ambiente de criação,  poderei  empurrar a parede, puxar um pouco do teto, mover um objeto do lugar, isso tudo em uma escala real, não só naquela dimensão da projeção em 3D.

Além disso, dentro do BIM, a gente fala muito em colaboração. Há ambientes já criados na metodologia para permitir essa forma de trabalho, como o Common Data Environment (CDE ou Ambiente Comum de Dados, em livre tradução). Eu vejo que o metaverso pode viabilizar a criação de um CDE imersivo, para a coordenação de projetos de arquitetura. Esse espaço vai possibilitar que eu “entre” com a minha equipe — cada um com o seu avatar — e, ali, a gente começa a cocriar um projeto, por exemplo. Poderemos debater as escalas e as diretrizes do projeto como se estivéssemos em uma reunião presencial.

O metaverso nada mais é do que um universo digital. E quando falamos sobre desenvolver projetos de arquitetura para edifícios, lojas comerciais etc, como esse espaço virtual pode impactar no seu desenvolvimento?

RL: O que acho interessante é que, no metaverso, nós não vamos ter restrições físicas. Eu não tenho gravidade no metaverso. O que eu tenho são intempéries. Então não faz frio, não faz calor etc. Talvez, vamos nos preocupar apenas com o  tamanho do lote, mas como não existem limites para criatividade,  a projeção de um prédio no metaverso poderá ser muito mais interessante e muito mais ousado do que um prédio real. Nós, arquitetos, vamos poder experimentar mais possibilidades, mais arte dentro da arquitetura que não conseguimos fazer no mundo real por conta de custo e restrições legais. Então, eu acho que o metaverso vai ser um ótimo lugar de experimentação para a gente criar, inovar, ter um termo artístico mais forte, identidade forte, que tenha uma comunicação forte com aquilo que se está projetando, porque isso vai ter um respaldo aqui fora.

Se essas especulações sobre o metaverso estiverem certas, quais serão os ganhos para o mercado?

RL: Estamos, ainda, em um momento em que tudo está um pouco nebuloso. O que eu digo, agora, não é 100 % certeza de acontecer, mas dá para a gente saber que vai ter, sim, um mercado em funcionamento. Inclusive, algumas empresas  já iniciaram as suas atividades no metaverso. E quando digo “mercado”, é de maneira geral, não só a arquitetura. Já é possível comprar sapatos, roupas, televisão etc no mundo do metaverso. Os produtos são vendidos para um avatar, mas quem paga são pessoas reais.

As mudanças já estão acontecendo, mas em quanto tempo esse universo do metaverso estará consolidado para o BIM e para a arquitetura?

RL: Em média cinco anos para a gente estar com essa ideia mais formatada e, até mesmo, em funcionamento. Até lá, muitos testes serão feitos, assim como as experimentações. Muita gente vai quebrar a cara, Muita gente vai se dar muito bem! Hoje, de maneira geral, já existem muitas empresas empolgadas e tentando criar o seu negócio dentro do metaverso e tudo são fases de especulações e experimentações. Assim como, também, têm as que estão mais retraídas.

Qual é o seu conselho para os comerciantes, empresários e varejistas interessados em atuar no metaverso?

 

RL: Ainda está tudo um pouco incerto, mas eu acho que, independente do seu posicionamento — se está retraído ou empolgado —, você não pode virar as costas para o que está acontecendo. Mesmo que o seu negócio não esteja no metaverso agora, o mínimo a fazer é se instruir sobre o assunto. É preciso entender  como isso pode  afetar a sua empresa, como isso vai impactar a sua vida. Inclusive. Embora eu ache que leve cinco anos mais ou menos para acontecer, haverá oportunidades de  trabalho para as pessoas no metaverso. É uma construção e você precisa estar preparado para quando chegar o momento!


BÔNUS

Em fevereiro deste ano, Rogério Lima  se reuniu com a nossa equipe para debater, um pouco, a relação entre BIM e metaverso. A conversa está disponível em seu canal do Youtube, o BIMverso. Acesse: Metaverso: e o BIM com isso?

Arquitetura e varejo: conheça os detalhes da nova loja C&A

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Iniciar um novo cliente é sempre uma aventura maravilhosa, com muitas trocas e muitos desafios! São reuniões frequentes de alinhamento para entender expectativas e sanar todas as dúvidas para aprender o padrão existente da marca; pensar na aplicabilidade de cada loja e atender o modelo de rollout para garantir a expansão no varejo.

Em 2020, tivemos o prazer de comemorar a conquista de vários novos clientes, entre eles a C&A uma das maiores redes de varejo do mundo. A rede varejista procurou a VZ&CO com um desafio: projetar espaços físicos funcionais que atendesse as necessidades da marca, mantendo a padronização de qualidade para continuar oferecendo as melhores experiências aos clientes.

Alinhamentos iniciais com o cliente

Nós, da VZ&CO, procuramos ir sempre além do que é proposto, visualizando possibilidades de melhoria nos nossos processos internos para não só otimizar, mas oferecer ainda mais qualidade na entrega do resultado final. No caso da C&A, a partir das soluções de padronização recebidas, estruturamos um template BIM com todas as informações necessárias, configurações de materialidade e famílias a serem aplicadas aos projetos para termos a extração de quantitativos mais apurada.  Além disso, criamos checklists e cronogramas para possibilitar a visualização de informações importantes ao decorrer do projeto,  garantindo a qualidade das entregas.

Desenvolvimento do projeto

Em novembro, tivemos a oportunidade de participar da inauguração de um projeto da nossa autoria: a C&A Park Shopping Canoas, localizada na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Ter uma loja inaugurando próxima a nossa sede nos proporcionou uma experiência que ainda não tínhamos vivenciado com esse cliente. 

Toda a equipe realizou  o mapeamento preciso do espaço disponível, acompanhou o andamento da obra desde a demolição do shell existente. Essa supervisão possibilitou  a visualização de  interferências e peculiaridades da loja desde o primeiro momento, permitindo que o nosso time compreendesse todo o conceito do projeto para oferecer as melhores soluções de arquitetura e evitar  o surgimento de surpresas no decorrer da obra.

 

Diferenciais e desafios do projeto

O grande diferencial dessa loja é a quantidade de área de fachada para os corredores do shopping. Junto à equipe de arquitetura da C&A, tivemos atenção redobrada para compor uma solução que fizesse sentido em relação ao shopping: estudamos as circulações verticais e horizontais, os sentidos e a intensidade dos fluxos. 

Resultado? Planejamos um acesso totalmente estratégico em frente a subida das escadas rolantes, aplicamos revestimento 3D e logo da C&A em pontos com boa visualização dos consumidores inclusive de outros pavimentos do shopping, com vitrines e fachadas envidraçadas para melhor  visualização dos produtos e  interior da loja.

Outro grande desafio desse projeto foi a coordenação e compatibilização dos projetos de infraestrutura em relação ao projeto estrutural do mezanino. Com o auxílio da visualização 3D dos modelos, a utilização de plugins que detectam colisões e diversos alinhamentos com nossos parceiros, tivemos maior facilidade para organizar o entreforro e entregar um projeto bem resolvido aos executores.

Sucesso na entrega do projeto C&A Park Shopping Canoas

A constante troca entre cliente, projetistas, gerenciadora e construtora foi fundamental para cumprir essa entrega com êxito! A colaboração de todos os interessados em ver essa linda loja inaugurada enriqueceu o processo, ultrapassando os obstáculos encontrados pelo caminho e resultou em uma loja eficiente e completa para seu público e colaboradores.


FICHA TÉCNICA

  • Dados do projeto: C&A Park Shopping Canoas.
  • Endereço: Av. Farroupilha, 4545, Canoas / RS.
  • Ano: 2021 Área: 494.42 m² ABL  e aproximadamente 2.000 m² construídos.
  • Arquitetos: Arq. Vera Zaffari, Arq. Alexia Becker, Arq. Luisa Nunes, Acad. Gabriel Crispim, Acad. Giovanna Parisotto, Acad. Kamila Santos.

Lojas Renner Torres: os desafios de uma loja litorânea

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Projetar lojas no litoral é sempre um desafio! Além de otimizar espaços, pensar na usabilidade do ambiente e atender ao modelo de rollout do cliente, precisamos entender as particularidades da região, como a alta umidade, fortes ventos, o calor e a presença de salitre —  responsáveis pela oxidação de metais e desgaste de determinados materiais de construção e acabamentos.

Pensando nisso: ao projetarmos a Renner Torres — no primeiro shopping center da cidade, localizado no litoral gaúcho — tivemos atenção redobrada para compor soluções de projetos que se adaptassem ao local. Afinal, a loja fica localizada em uma rua com acesso direto ao mar, bem na entrada do Vésta Shopping. 

Vale destacar: esta é a terceira loja litorânea feita pela VZ&CO no Rio Grande do Sul.

Fachada da loja na entrada do shopping

NUVEM DE PONTOS

Para ter êxito nesse novo projeto, precisamos estudar todo o local para entender não só a área disponível da construção, mas a delimitação e exigências do shopping. A loja foi composta pela junção de 10 pequenas salas, além dessa peculiaridade, o espaço também possui várias paredes inclinadas e algumas curvas, por isso o escaneamento por nuvem de pontos foi essencial para fazer o mapeamento preciso do espaço disponível. 

Com as informações levantadas e os estudos realizados, conseguimos oferecer as melhores soluções de arquitetura e criar um projeto de qualidade, funcional e que atendesse todas as partes envolvidas. Além disso, o espaço foi todo adaptado para reforçar a experiência omnichannel que o cliente tem apostado para melhorar a vivência do consumidor nas lojas físicas.

PARTICULARIDADES ARQUITETÔNICAS

O shopping foge do padrão que estamos acostumados, possui todas suas lojas voltadas e abertas para a rua. Devido a isso foram também pensadas soluções que contemplassem a constante entrada de sol e a forte incidência de ventos no local. Para a primeira questão foi aplicado nos vidros voltados para a área externa película solar e cortinas rolô, já para solucionar as fortes rajadas de ventos, foi projetada uma antecâmara formada por 2 portas automáticas de correr junto ao acesso.

Lateral da loja

ADAPTAÇÃO DO ROLLOUT

A Renner é um cliente que aplica o método de rollout em seus projetos de arquitetura para manter o padrão de qualidade em todas as lojas físicas. Na loja de Torres, precisamos adaptar algumas partes para atender o cliente e as regras do shopping.

O Vésta Shopping é revestido por pastilhas pretas em seus pilares, vigas e paredes e em sua maior parte possui a fachada envidraçada. Para trazer a marca para a fachada do local, foi revestida a viga do shopping com ACM vermelho, criando a faixa padrão da marca, inserindo a logomarca iluminada em pontos estratégicos. Em alguns pontos também foi criada vitrine para exposição dos produtos e da marca, além de o acesso ser marcado com um pórtico em ACM cinza para estimular a visualização do cliente para este local.

EXPERIÊNCIA DO CLIENTE

A Renner Torres conta com três pavimentos, dois são destinados aos clientes e um para os funcionários. O espaço interno é bastante marcado por pilares, justamente em função de ter sido projetado para várias pequenas lojas. Por isso, foi importante a análise de como deixar o espaço mais permeável apesar das várias barreiras visuais. Para tal foram utilizados pilares com espelhos e uma comunicação visual mais intensa para direcionar o cliente. 

Além disso a loja possui várias áreas de pé direito duplo junto às fachadas, esses espaços foram aproveitados para criar uma sensação de amplitude e também para circulação vertical, deixando a escada de clientes bem visível tanto do lado interno quanto externo da loja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Renner
  • Localização: Torres (RS)
  • Categoria: Arquitetura de Varejo
  • Ano: 2021 Área: 1454.99²
  • Contexto: O clima descontraído e leve da praia recebendo uma novidade no litoral do Rio Grande do Sul: uma nova unidade das lojas Renner na cidade de Torres.
  • Desafio central: Oferecer soluções arquitetônicas para criar um espaço funcional, bastante aberto para a rua, seguro e que atende as todas as necessidades do cliente e do shopping.
  • Diferenciais: – Totalidade da loja com os limites em esquadria voltados para rua; Cuidado com escolha da posição e configuração do acesso devido ao corredor de vento característico de regiões litorâneas.

Visão de negócios, gestão de projetos e inovação são a chave do sucesso da VZ&CO

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A arquitetura de varejo faz mais do que projetar espaços de compras atraentes e de fácil circulação. Ela ajuda a construir um relacionamento sólido entre o consumidor e a marca, ajudando o varejista a oferecer  uma melhor experiência de compras para seus clientes. 

A VZ&CO se especializou no assunto e oferece as melhores soluções arquitetônicas para o mercado de varejo. E como encantar o cliente faz parte do nosso negócio, desenvolvemos estratégias para oferecer a quem nos contrata a  melhor experiência possível, desde os levantamentos iniciais até o processos executivos do projeto.

“Por aqui, a gente não pensa só em projetar com qualidade, porque isso é o mínimo esperado de um escritório.  Nosso foco é fazer arquitetura comercial com um olhar de negócios, com foco nos resultados. Exploramos e desenvolvemos projetos para melhorar a experiência não só dos nossos clientes, mas dos clientes dos nossos clientes, para gerar resultados para todas as partes envolvidas” explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO. 

INOVAÇÃO EM FOCO

Buscar os melhores métodos para atingir resultados é tradição na VZ&CO. Ainda em 2014, após realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil, implementamos a metodologia Building Information Modeling (BIM) em nossos projetos, para torná-los mais assertivos e confiáveis.

“O BIM impactou de forma positiva a cultura de trabalho do nosso time e trouxe benefícios para os nossos clientes. Por ser focado em resultados, conseguimos interligar todas as partes de um projeto para automatizar, diminuir custos na obra, acelerar processos de execução e muito mais”, exemplifica Vera.

A metodologia também facilita a colaboração e a comunicação à distância entre os diferentes profissionais envolvidos no projeto, seja dentro ou fora do nosso escritório. Como o diálogo e a troca de informações é constante e sempre documentada, conseguimos reduzir erros e aumentar a produtividade do time. Para completar, como todo o projeto é construído conjuntamente, existe um significativo aumento na confiabilidade da documentação final entregue ao cliente. 

 

 

“O modelo em BIM ajuda nos processos simples e complexos de um projeto. Alguns exemplos vão desde a visualização a partir de um modelo integrado em três dimensões até a gestão e manutenção do edifício construído”, exemplifica. Ele permite, ainda, trabalhar de maneira interdisciplinar, atendendo até mesmo às demandas de custos, como o de planejamento e sustentabilidade. 

GESTÃO DE QUALIDADE

A equipe da VZ&CO é treinada e qualificada, constantemente, para oferecer as melhores e mais modernas  soluções arquitetônicas para os clientes.  “Desde o início, prezamos pela inovação, por gestão de qualidade e referência no mercado para entregar resultados e confiança aos clientes, por meio de um trabalho único, aliado às mais novas  tecnologias e as melhoras práticas sustentáveis”, pondera.

“Sempre que iniciamos um projeto novo, nossa equipe se divide para entender e atender a todas as necessidades do cliente. Organizamos uma estratégia. Um integrante da equipe fica responsável por desenvolver o template e, o outro, responsável por entender o padrão do cliente para verificar quais as oportunidades de automatizar alguma tarefa e os documentos que serão entregues em cada etapa de projeto, a fim de realizar uma entrega com excelência” explica a sócia e arquiteta da VZ&CO, Alexia Becker. 

Os projetos da VZ&CO são feitos a partir de uma profunda compreensão do programa, do local, das normas que impactam, das necessidades a serem atendidas, dos conceitos a serem mantidos sem deixar de descobrir o potencial do que pode ser entregue no fim. 

“Nossa experiência, conhecimento e recursos são mais eficazes quando ouvimos um ao outro. Trabalhamos uns com os outros e aprendemos uns com os outros. Afinal, além de entregar projetos eficientes, acreditamos na força da experiência, colaboração e na construção de relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros. Sempre olhando para o futuro” finaliza Vera Zaffari. 

Sobre a VZ&CO

Há 22 anos trazendo soluções inteligentes e inovadoras de arquitetura para o mercado, a VZ&CO atua na área comercial e de varejo, além de contar, em seu portfólio, projetos em hotelaria, centros logísticos e de distribuição, restaurantes, centros médicos, shoppings, redes de lojas, supermercados, projetos de renovação e restauro de prédios antigos.

Transit Point: investimento com retorno certo!

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Com a pandemia, as vendas pela internet dispararam no Brasil. Foram 301 milhões de compras apenas em 2020, de acordo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Alta de 68% em relação ao ano anterior. Nesse cenário,  cresceu também a pressão por entregas mais rápidas a custo cada vez menores, fato que tem levado grandes varejistas a reverem seus processos de logística e distribuição. Para eles, temos uma ótima notícia: existe uma solução arquitetônica econômica e eficiente, capaz de reduzir significativamente os custos e os prazos de entrega de uma loja virtual. Trata-se dos  transit points —  pontos intermediários de armazenagem e logística que atende regiões distantes dos armazéns centrais. 

“Com o crescimento do e-commerce, cresce a demanda por galpões logísticos menores e em maior quantidade, localizados mais próximos dos centros urbanos para atender mais regiões e com mais agilidade. Muitas empresas adicionaram ao modelo tradicional de ter um centro de distribuição central, vários transit poits, com várias unidades menores e mais dispersas geograficamente”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO, escritório de arquitetura especializado em varejo, com histórico de projetos voltados aos centros de distribuição, transit point, cross docking, condomínio logístico etc.

Investir em transit points é uma  estratégia-chave para empresas interessadas em expandir suas operações online.

“A gestão eficiente da logística confere um melhor desempenho para o varejo.  Para a indústria, é um espaço de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores, para serem consolidadas e enviadas para as redes de lojas ou consumidores”, acrescenta Vera. 

As operações realizadas em transit point são fundamentais para  reduzir  custos, organizar processos, eliminar pontos de estrangulamento, melhorar a gestão de riscos e dos estoques, além de agilizar a distribuição dos produtos. Assim, a empresa é capaz de oferecer ao cliente uma melhor experiência na compra, fato que aumenta a satisfação, a fidelidade e os índices de recompra. 

 

AS VANTAGENS DO TRANSIT POINT NO VAREJO

Diferentemente dos centros de armazenagem comuns, o transit point é um galpão logístico menor e não um espaço para o estoque de produtos.  Por ser menor e estar estrategicamente localizado nos pontos mais próximos dos centros urbanos, eles são capazes de atender com mais eficiência e rapidez as áreas mais afastadas dos armazéns centrais, atuando como um corredor de passagem das mercadorias. 

Por não exigir grandes estruturas de armazenagem, eles são financeiramente econômicos tanto no momento da construção quanto na manutenção dos espaços. 

“Os transit points  não necessitam de um grande investimento construtivo. Trata-se de uma estrutura mais simples e gerencial, para controlar a distribuição dos produtos”, exemplifica Vera. 

Outra característica importante destes galpões: as mercadorias que chegam já têm seus destinos definidos. Cada produto  já chega com a respectiva nota fiscal endereçada aos clientes finais, podendo ser expedidos imediatamente para a entrega local. Isso acaba otimizando e conferindo maior agilidade às operações da empresa. 

PROJETOS DA VZ&CO 

 

A VZ&CO tem em seu portfólio diversos  projetos na área de transit point, centros de distribuição (CD) e galpões logísticos. No momento, temos dois projetos em execução: a expansão de um CD da Leroy Merlin e um armazém logístico que será inaugurado nos próximos meses na cidade de Dois Irmãos (RS).  

A expansão do CD da Leroy Merlin visa a automatização do sistema integrado de armazenagem de pisos. A área total conta com 21.163m², aproximadamente.

“Este será o primeiro CD da Leroy Merlin para armazenagem de pisos e sua aplicação implica em cuidados especiais no Brasil. Desenvolvemos o layout implementando as salas de administrativos, sanitários, docas de recebimento e expedição, circulação externa e interna etc, e estamos atuando ativamente na compatibilização dos projetos complementares de contenção, estruturas de concreto e metálica”, explica o arquiteto Bruno Garcia, da VZ&CO.

Além dessa expansão, o escritório também está em curso com o case de um armazém logístico na cidade de Dois Irmãos (RS). Em um espaço de quase 37000 m², a VZ&CO projetou o plano de arquitetura para o melhor funcionamento do condomínio logístico, além de agilizar processos. 

“Fizemos um estudo do terreno para saber o que iria funcionar. Era mais estreito, com a largura inferior ao comprimento, então projetamos com atenção para a circulação de caminhões, com o pátio de manobras e as docas em apenas um lado do galpão industrial. Isso auxilia a logística de operação do cliente”, conta Vera Zaffari. 

Outro ponto importante da execução da obra: os arquitetos do projeto também pensaram em possíveis ampliações do espaço conforme a necessidade das demandas. “O projeto está sendo desenvolvido em fases e tem previsão de duas ampliações no futuro. Por isso, norteamos a setorização do CD, determinando a posição das docas, do estacionamento e da área administrativa em espaços que podem ser ampliados”, finaliza Vera.  

 

Rollout no Varejo e a Transformação Digital

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O varejo está passando por muitas mudanças para acompanhar os novos comportamentos do consumidor 4.0. Estas mudanças geraram transformações na indústria e agora impulsionam o varejo a inovar para atingir e atender este consumidor a partir das novas premissas de comportamento – onde nunca foi tão importante ter o foco do cliente nas decisões na forma como se relacionar com ele.

O comércio eletrônico, após o advento da popularização da internet mostrou que, para sobreviver, era preciso inovar, e o faz bem até hoje. Agora é a vez do varejo físico passar por esse processo de transformação digital, se reinventar através da arquitetura e oferecer novas experiências de compra para o consumidor de hoje, cada vez mais exigente.

Esta adequação ao novo consumidor precisa ser a base de um novo conceito e soluções adotadas na arquitetura e layout da loja física, consolidadas e replicadas para as demais unidades da rede. A isto chamamos de rollout.

Impacto do e-commerce na experiência da loja física

Urge as experiências on line e off line andarem juntas. Com a explosão do e-commerce, as lojas não são apenas pontos de transação, mas um ponto de contato em potencial em uma jornada maior do cliente. Este novo consumidor busca encontrar na loja física a mesma conveniência do digital, mas com uma experiência mais humana nas relações. Sendo assim, inovar na loja física não é mais uma opção – é mandatório. Quem continuar fazendo o mesmo, vendendo da mesma forma que sempre vendeu, não terá mais espaço no mercado.

As grandes redes de varejo, assim como as redes de bancos e hotéis com atuação regional ou nacional, precisam replicar os conceitos da suas propostas de valor através da arquitetura dos espaços, seja na implantação de novos pontos físicos ou na reforma dos pontos já existentes. Neste sentido, o rollout de projeto é quando todos os conceitos e inovações que são implementados precisam ser disseminados para toda a empresa. Rollout é uma tecnologia aplicada no layout – um novo processo de abastecimento ou novas formas de atendimento, após serem criados, testados e aprovados, padronizam-se os processos e, a partir disso, inicia-se a busca da próxima transformação em vários sites. Por isso o rollout é tão importante para a arquitetura de varejo.

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Arquitetura de varejo com rollout

No projeto são definidos o conceito e os itens que farão a composição do espaço em relação a layout, tecnologias, equipamentos, revestimentos, instalações e atendimento a todas as necessidades do novo consumidor. Esse projeto é desdobrado e adequado a cada novo espaço existente, o que permite ao empreendimento ganho em escalas e a certeza de que as melhores práticas já testadas e consolidadas serão implementadas.

O rollout no varejo é um passo natural para todo varejista que deseja expandir sua rede, se manter competitivo no mercado e à frente dos seus concorrentes a partir da entrega de novos produtos, serviços e conceitos inovadores. Os desafios existem, mas é possível superá-los com a ajuda de bons parceiros. São eles que tornarão essa jornada fluída, sem atrito, no menor tempo e custo possível. E a tecnologia aplicada ao processo de expansão das lojas físicas será a nova aliada do segmento para ser ainda mais competitivo na indústria 4.0.

A prática do rollout significa escalar o projeto que deu certo e adotá-lo de maneira abrangente. É estender o que deu certo em uma loja para toda a sua rede. É amplificar os resultados finais e compartilhar os benefícios de implementação benfeita. Para isso, existem inúmeros critérios a serem considerados antes, durante e depois de um rollout. O uso da inovação e de novas tecnologias ajudam na forma de conseguir eficiência operacional, como é o caso do uso do BIM em toda a cadeia do processo de expansão.

A implantação do rollout de um novo conceito, uma nova marca ou uma nova oferta em um grande número de locais de varejo como lojas, concessionárias, franquias, restaurantes ou postos de gasolina, pode ser um esforço extremamente complexo para uma empresa em nível nacional. Não é incomum que muitas dessas iniciativas sofram grandes atrasos ou falhas. Ainda mais comuns são os casos em que as lideranças não possuem visibilidade do progresso ou descobrem tarde demais que as metas de implantação não serão atingidas.

Metodologia BIM na arquitetura de varejo

A partir do uso da modelagem de informações na construção de um projeto 3D / 4D (BIM – Building Information Modeling), é possível implementar várias tecnologias de ponta que viabilizam a transformação digital da área de rollout dos pontos de venda fornecendo design, informações, dados, implementação e distribuição do varejo mais inteligentes e econômicos nos ciclos de vida do projeto. Com o uso da tecnologia BIM é possível se obter desenhos com maior qualidade e confiabilidade, antecipadamente, resultando em menos pedidos de alteração na obra ou geração de custos extras, facilitando aberturas mais rápidas, no prazo. A metodologia BIM não somente gera um projeto com entrega mais eficiente da loja, mas também às operações de instalação por meio do desenvolvimento de banco de dados confiável, conferindo melhores resultados a todo o processo.

Com o uso da tecnologia BIM, o processo de arquitetura (projeto e obra) são vinculados a um banco de dados onde é possível ter toda a inteligência e informações ao seu alcance, não importa onde você esteja. Ter o seu modelo BIM na nuvem significa que você terá acesso a informações detalhadas e atualizadas do projeto em qualquer dispositivo, em qualquer lugar que você esteja.

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Conclusão: A tecnologia acelera o futuro da arquitetura

Com o avanço rápido da tecnologia, agora existem muitas ferramentas que permitem aos arquitetos e projetistas simular situações como a luz solar durante diferentes horários do dia e estações do ano – buscando a redução de recursos naturais. A tecnologia BIM também pode calcular o desempenho energético da construção, o que pode ajudar os engenheiros e outros membros da equipe do projeto na busca de maior eficiência das soluções adotadas.

O BIM permite que todas as disciplinas envolvidas no projeto interajam sobre um mesmo modelo, ao mesmo tempo, garantindo que as possíveis interferências de uma disciplina na outra sejam resolvidas ainda em projeto.

Também é possível, através da utilização de tecnologias de Realidade Aumentada, visualizar na obra ou no local onde o mesmo será construído, como o projeto elaborado em BIM se comportará no ambiente quando concluído. Qual o nível de interferências e problemas que podem ser resolvidos antes mesmo da obra iniciar, gerando ganhos de tempo e de redução de custos extras no futuro.

Através da aplicação de novas tecnologias aplicadas sobre o projeto digital, é possível o acompanhamento da obra e dos seus estágios, comparando projeto com a realidade que que está sendo construída no conforto da sua casa ou escritório, assim como em qualquer lugar que você estiver.

O uso do BIM é a base da transformação digital do setor de expansão das empresas e pode se tornar um grande aliado nos processos de rollout do varejo.

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Arquitetura comercial deve impulsionar venda no varejo

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VZA-65 escolhida VeraEm crescimento, o segmento varejista tem apresentado bons resultados no início de 2014 – ano que promete grandes mudanças no setor. Conforme dados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo, referentes ao Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV), a expectativa para o primeiro semestre deste ano indica alta de 6,4%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Alinhado ao desenvolvimento gradual está a necessidade de se construir um ambiente destinado a proporcionar experiência inspiradora ao consumidor, que busca, cada vez mais, autenticidade, conforto, praticidade e interatividade durante a compra.

Neste escopo, o investimento em arquitetura comercial pode contribuir para a melhoria do negócio. “O modelo tem por interesse garantir a identidade da marca, além de promover a permanência do público por maior tempo no ‘ponto de venda’”, explica Vera Zaffari, diretora do escritório VZA | Vera Zaffari arquitetura.

Para tanto, o projeto de arquitetura comercial – tais como redes de lojas, shopping, hiper e supermercados –, deve andar em paralelo com a estratégia de marketing da empresa.

Uma tendência crescente e aderida por varejistas internacionais e, em adaptação no mercado brasileiro, é o investimento em tecnologia de ponta e automação para o atendimento aos clientes nos Pontos de Venda (PDV). Porém, além da instalação da tecnologia é necessário criar uma infraestrutura para acomodar as inovações em ambientes já conhecidos pelos clientes.

Assim, é preciso criar projetos que sejam user friendly e intuitivos para quem faz compras.  “Adaptar o novo ao existente e orientar o cliente frente às novas tecnologias é uma missão para arquitetura comercial, que também busca entender estas novas formas de comportamento, e que introduz nos seus projetos espaços e ambientações que gerem experiências”, afirma a empresária.

Um exemplo de tecnologia, cujo formato foi debatido recentemente no Big Retail’s Show – feira de tendência varejista de Nova York –, é sistema utilizado no Virtual Style Pod. Serviço que permite aos consumidores provar roupas virtualmente, realizar ajustes de tamanho e de cores. Esta ferramenta, também desenvolvida pela inglesa Engage com a companhia Space3D, permite uma experiência única, interativa e considerável ganho em produtividade.

Outra solução, que também merece destaque no mercado, são os caixas de autoatendimento, que têm reduzido filas, agilizado o processo de pagamento e substituído o processo humano pelo mecânico.

Segundo a arquiteta, aproximar o envolvimento tático e emocional ao mercado varejista pode ser um ganho tanto para o setor quanto para o público, além de se destacar frente ao e-commerce. “As pessoas querem tocar, sentir, cheirar, experimentar, interagir, conviver, deixar-se encantar. É isto que faz com que uma pessoa queira ir à loja física”, pontua Vera Zaffari.

Nesse sentido, o investimento em arquitetura comercial para o varejo pode contribuir para o avanço das vendas e a satisfação dos clientes. Para 2014, o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), prevê uma injeção de R$ 7.8 bilhões no setor.