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Como a arquitetura em BIM pode auxiliar o ESG nas empresas?

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Metodologia eficiente e focada em resultados, o Building Information Modeling (BIM) é mais do que uma simples representação digital dos projetos de arquitetura, é uma solução estratégica e sustentável para empresas que compreendem a importância das práticas ESG – sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança. Como? A metodologia pode ser utilizada como um sistema de gerenciamento que permite ao usuário modelar, organizar, otimizar o planejamento de um projeto de arquitetura ou engenharia, além de facilitar a colaboração entre todas as disciplinas envolvidas. Todas as informações inseridas no projeto transformam-se numa base de dados confiável, que pode ser utilizada para análises qualitativas e quantitativas dos insumos da construção, como volume de materiais, recursos naturais e energia.

Mais ainda: com o BIM é possível criar simulações de construções futuras, facilitando  o entendimento de arquitetos, engenheiros e construtores ao procurarem soluções alinhadas com o conceito de sustentabilidade.

Além da representação digital em 3D de um projeto, o BIM permite o cálculo da incidência de luz solar em telhados, a medição do volume de água a ser incorporado e utilizado na obra e durante a vida útil da edificação, planejamento de redes de energia e infraestrutura, análise do ciclo de vida dos insumos de obra e muito mais! 

Em outubro de 2021, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou o 93º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic). Durante o evento, o presidente da CBIC, José Carlos Martins, apontou a importância do ESG para a construção civil e a necessidade do setor investir em métodos eficientes, como a adoção de práticas sustentáveis. “É muito importante para nós que o currículo da área esteja aderente à vida que a gente leva hoje. Quando me formei, não era da época do BIM e do ESG”, comenta o presidente.

Hoje, mudar a postura das empresas e adotar as três letrinhas do ESG nos negócios não é só uma tendência de mercado a ser seguida, mas uma necessidade urgente visto os sinais claros de mudanças no clima pela intervenção humana. O setor privado possui grande responsabilidade e capacidade para minimizar os impactos causados no meio ambiente, construir uma sociedade mais consciente e inclusiva, e aprimorar processos administrativos que criem um mundo corporativo ético e sustentável.

Afinal, o que significa ESG na arquitetura?

Fundamental para empresas que já compreenderam a importância do setor empresarial na construção de um mundo sustentável, o termo ganhou a atenção do mundo corporativo em 2004 por meio da publicação “Who cares wins” (Quem se preocupa, vence, em tradução livre para o português) do Pacto Global da ONU, em parceria com o Banco Mundial e outras instituições financeiras, que discorre sobre a importância do gerenciamento dos três pontos do ESG dentro da gestão estratégica e de riscos das instituições financeiras e apresenta algumas estratégias para a compreender e iniciar essa implementação.

Definido como sustentabilidade empresarial, o ESG amplia o foco gerencial de uma empresa, que passa a incluir outros aspectos nas suas métricas:

Environmental (meio ambiente) – Gestão dos impactos ambientais de todos os processos do negócio, tendo como objetivo zerá-los, compensá-los ou minimizá-los dentro da realidade de cada negócio. O objetivo é que essa gestão se estenda a toda a cadeia parceira de cada uma das empresas. Na arquitetura, o foco é desenvolver projetos sustentáveis no que diz respeito a reaproveitamento de materiais, soluções construtivas modulares e desmontáveis, soluções de projeto que reflitam na redução do consumo de energia e levantamento fiel dos insumos utilizados na obra. A realização do impacto ambiental do trabalho do arquiteto, positivo ou negativo, está na obra.  

Social – Gestão dos impactos sociais dos processos, que está diretamente ligado à dimensão ambiental, uma vez que esses dois impactos quase nunca ocorrem sozinhos. Na arquitetura, o trabalho se divide em duas frentes: no cuidado com seus colaboradores e no trabalho conjunto com construtoras e clientes ao pensar nas soluções construtivas, de projeto e na escolha das empresas parceiras que trabalharão juntas no processo de forma sustentável. O aspecto social foca em não restringir os benefícios do crescimento às empresas, mas a todas as pessoas envolvidas.

Governance (Governança) –  Foco tradicional na gestão empresarial, principalmente no que diz respeito ao compliance, essa representação aprimora as partes administrativas de um setor, dando mais transparência e credibilidade da empresa no mercado. Se preocupar com a gestão também importa na arquitetura!

ESG na VZ&CO

Na VZ&CO, desenvolvemos projetos sustentáveis que contribuem com a redução dos impactos ambientais. Para isso, utilizamos todo o potencial da metodologia BIM implementada há 8 anos na nossa empresa para dar suporte aos nossos clientes e, também, às construtoras, seguindo as premissas da sustentabilidade. Tudo isso para que consigam mensurar o impacto de cada decisão de projeto na obra, informação essencial para uma empresa que tem o ESG norteador da sua gestão.

O BIM auxilia no dimensionamento fiel dos materiais e recursos previstos em um projeto de arquitetura, o que se traduz, automaticamente, na melhor utilização dos recursos e redução de resíduos. Ou seja, é possível avaliar antecipadamente o impacto ambiental de uma obra e contorná-la através de novas estratégias projetuais e sustentáveis que diminuam a emissão de CO2 ou melhorem a eficiência energética. Além disso, o BIM garante um projeto mais assertivo e com menores desperdícios em uma obra

Da mesma forma que podemos dimensionar materiais e recursos utilizados com o BIM em uma obra, também podemos mensurar o impacto social positivo para todas as partes envolvidas no processo, principalmente quando tratamos de fornecedores. Nesse caso, o BIM funciona como uma ferramenta de colaboração entre todos os stakeholders de um empreendimento, o que torna o processo mais transparente e confiável quando pensamos em governança.

BIM e arquitetura: como essa união aumenta a produtividade na Construção Civil

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O futuro da indústria da construção civil já começou. Em 2017, um estudo apresentado no Fórum Econômico Mundial apontou que, nos 10 anos seguintes, essa indústria passaria por transformações tecnológicas e de inovação para tornar os processos mais produtivos, evitando desperdícios. E tudo isso seria possível por meio dos projetos desenvolvidos em BIM — metodologia utilizada para projetar, gerenciar e compatibilizar todas informações de um projeto ou obra.

De acordo com o Fórum, a perspectiva é que a  construção civil seja planejada e simulada em todas as etapas por meio do BIM por se tratar de uma tecnologia que oferece recursos e condições para gerar mais impacto de produtividade na indústria 4.0. Para se ter uma base, a implementação do sistema pode reduzir os custos totais do ciclo de vida de uma construção em 20%, assegurando melhorias no tempo de conclusão.

Nas construções de prédios comerciais, por exemplo, o estudo de caso realizado pelo Boston Consulting Group empresa de consultoria americana especializada , apontou que o impacto no custo total do ciclo de vida reduziria em 15%. Já no tempo de construção, em 30%.

Passados cinco anos da divulgação do estudo, é possível perceber como o BIM e suas tecnologias vêm impactando positivamente a indústria da arquitetura e da construção civil. Tendo em vista os resultados positivos na eficiência e economia de recursos com o uso da metodologia, em 2017 foi criado o Comitê Estratégico de Implementação da plataforma BIM, com o intuito de definir estratégias e diretrizes para estimular o desenvolvimento e implantação da tecnologia no Brasil. Para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a expectativa é que ocorra um aumento de 10% na produtividade do setor com a implementação da metodologia BIM em larga escala no país.

Nos projetos de arquitetura, o BIM, além de conseguir simular todas as etapas de qualquer obra [antes, durante e o pós-construção], permite o acompanhamento real dos projetos e simulação digital da construção. As representações dos projetos em BIM são feitas em 3D e possibilita a detecção de conflitos entre disciplinas envolvidas.

Além da modelagem de um projeto de arquitetura, o BIM conta com uma logística segura, auxilia no controle de custo, possui ferramentas com foco na sustentabilidade e é totalmente interdisciplinar. 

Um passo à frente

Três anos antes do BIM ser citado no Fórum Econômico Mundial, a VZ&CO já tinha implementado a metodologia  por meio do Revit. A tecnologia otimizou a gestão entre as diferentes equipes, garantindo projetos significativamente mais compatibilizados e assertivos, dando mais eficiência no fornecimento de dados e precisão nas informações de um projeto.

Por ser uma metodologia totalmente inovadora e tecnológica, o BIM também permite a criação de aprimoramentos [plugins e ferramentas] dentro do sistema para melhorar não só o funcionamento de cada etapa do projeto de arquitetura ou engenharia, mas a possibilidade de colaboração e comunicação entre os envolvidos da obra. Esse processo reduz erros e aumenta a agilidade na produção da documentação final do projeto – a metodologia BIM permite a compatibilização de todas as informações de um projeto em um sistema seguro de banco de dados.

Benefícios do BIM para setores da construção civil

Redução de erros e incompatibilidades do projeto O BIM é focado em resultados, por isso a tecnologia permite cálculos precisos e assertivos para evitar erros dentro de um projeto de arquitetura ou engenharia. Com as informações compatibilizadas no banco de dados, o BIM permite prever as possíveis incompatibilidades da obra evitando refações durante a construção.

Produtividade – A tecnologia BIM permite o mapeamento de todas as etapas e uma estimativa mais precisa do tempo de execução do projeto e da obra. Por ter um sistema totalmente digital e seguro, com todas as disciplinas envolvidas, é possível monitorar o que está sendo feito  em todas as áreas. Além disso, o BIM reforça a importância do trabalho em equipe por promover  a multidisciplinaridade nos projetos.  

Práticas sustentáveis – O BIM auxilia na redução dos impactos ambientais. Por possuir ferramentas que possibilitam detalhar e medir tudo o que será utilizado em uma obra, a tecnologia permite realizar o mapeamento  do consumo de água, gera dados sobre a eficiência energética do edifício e consegue calcular o consumo de todos os materiais a serem utilizados na construção, o que nos permite buscar soluções mais sustentáveis e que gerem menor quantidade de resíduos durante a etapa de projeto.


Você sabia? 

O governo federal brasileiro publicou, em 2020, o Decreto 10.306 para regulamentar o uso do BIM na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia ou arquitetura realizada por órgãos e pelas entidades da administração pública federal. A fase de implementação passou a valer a partir de 2021. Países como Reino Unido, Austrália, Canadá e Estados Unidos já exigiam a utilização do sistema  BIM em projetos custeados por seus governos.  

Aplicações estratégicas do BIM na arquitetura de varejo

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A arquitetura comercial é aliada para aumentar o fluxo de clientes e as vendas dentro das lojas de varejo. Ainda mais quando se trata de projetar espaços atemporais, inovadores e de qualidade, pois a arquitetura comercial e de varejo utiliza técnicas e soluções inteligentes para garantir o funcionamento de cada loja dentro do mercado e que ofereçam não só comodidade aos clientes, mas experiências diferenciadas. Uma delas é o uso do Building Information Modeling (BIM) — metodologia utilizada dentro da arquitetura e construção civil para projetar, gerenciar e consolidar todas informações de etapas, processos e execuções de qualquer construção.

Por meio do seu sistema automatizado e totalmente digital, é possível unir todas as disciplinas de um projeto de arquitetura [arquitetos, engenheiros e construtores] e criar modelos virtuais precisos de uma edificação, permitindo a inclusão de dados como o cálculo energético, controle de materiais, orçamento e muito mais! Essas informações, além de auxiliar no fluxo de um projeto de arquitetura, também permitem a visualização completa do que está sendo feito. E como a inteligência é focada em resultados, ela diminui refações de um layout arquitetônico, aumenta a produtividade e ainda reduz gastos e o risco mitigado de uma construção.

O BIM NA PRÁTICA

Implementado em nosso escritório de arquitetura desde 2014, inicialmente através do Revit, o BIM já mostrou a sua essencialidade estratégica dentro dos nossos projetos de arquitetura para o varejo e revolucionou os trabalho feito pelo time da VZ&CO, pois além da confiabilidade das informações, ele automatizou processos repetitivos com segurança e ampliou a comunicação entre as disciplinas.   

Com o apoio da inteligência aos projetos de arquitetura, é possível acompanhar todas as etapas de uma obra de forma digital, desde a fase inicial de planejamento até mesmo o pós-construção. O que é uma vantagem para os lojistas e varejistas, pois o BIM prevê a funcionalidade das lojas e o seu desempenho com os insumos até chegar o momento das primeiras manutenções da edificação.

“O BIM permite cálculos precisos e facilita a compreensão de quando uma loja de varejo vai precisar de manutenção ou alguma reforma simples. Como a metodologia une uma série de informações em uma base de dados, a gente consegue prever processos e já se antecipar para reduzir gastos”, comenta a arquiteta Alexia Becker, arquiteta especializada em arquitetura comercial de varejo.  

Além disso, ele prevê as incompatibilidades no projeto de arquitetura, a percepção de possíveis interferências e riscos durante o ciclo de vida da construção. Confira, abaixo, como o uso da metodologia BIM é estratégica para os projetos de arquitetura comercial e de varejo, e saiba a importância dele ao seu negócio:

Redução de erros nos projetos de arquitetura e minimização de gastos com materiais – Uma das vantagens de se projetar aplicando o BIM aos projetos de arquitetura comercial e de varejo, é estimar custos com mais precisão e certeza. Assim, com as informações todas consolidadas, o arquivo digital permite a gestão e organização do  que vai ser gasto com material para a construção . A cada alteração que for realizada no modelo do projeto de arquitetura,  o BIM atualiza, automaticamente, o quantitativo da obra e salva as informações em tabelas detalhadas, facilitando a compreensão do que foi feito, pelo cliente e todas as disciplinas envolvidas no projeto.

Coordenação aprimorada e visualização completa de um projeto de arquitetura – O BIM é uma metodologia interdisciplinar e multifuncional. Ele auxilia no processamento de projetos de arquitetura simples e complexos, sempre focando nos resultados. Por se tratar de um modelo digital, a colaboração e comunicação a distância entre as disciplinas se tornam possíveis e ajuda na construção dos processos projetuais e no desempenho de cada execução do projeto. 

Ele entrega mais do que a representação do projeto em 3D, pois o BIM constrói um conjunto de bancos de dados digitais com informações gráficas e não gráficas do projeto de arquitetura. As informações ficam registradas e salvas, podendo chegar até 8 dimensões de informação que tornam a estrutura do projeto arquitetônico mais precisa e eficiente.

Gestão de qualidade, manutenção de lojas e sustentabilidade – Aplicar o BIM aos projetos de arquitetura comercial de varejo permite a coordenação das operações e manutenção das instalações, rastreando os dados da construção com segurança, além de possibilitar planos de manutenção e suporte técnico. Além disso, o BIM permite análises sustentáveis de energia e consumo a partir do modelo gerado, ajudando a reduzir o consumo de recursos naturais e permitindo o controle de desperdícios.

Uso de templates – Com a aplicação do BIM, conseguimos realizar projetos de forma muito mais ágil, através de templates no modelo. Dessa forma, conseguimos ter todos os padrões do cliente, com informações de materiais, descrição de itens de construção já pré-configurados, o que facilita muito a modelagem do projeto e garante informações e dados do modelo muito mais assertivos e padronizados, sem necessidade de extensas revisões.

Complementações de ferramentas – o BIM permite a implementação de meios para complementar a compreensão dos projetos de arquitetura para que os clientes entendam cada etapa da implementação. O nosso escritório aprimorou alguns plugins dentro da metodologia para apoiar na resolução de problemas, garantindo agilidade e precisão dentro dos modelos de projetos. 

Utilizamos a nuvem de pontos para ter um ganho exponencial na precisão dos levantamentos das lojas; o Navisworks para prever falhas de compatibilização; o Dynamo para automatizar tarefas e a Visualização 360º para permitir que o cliente tenha uma visão mais clara do projeto de arquitetura.

 

Supermercados: arquitetura é estratégica para crescimento do setor

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A afirmação acima é de Ernesto Ortiz, gerente de expansão de uma das maiores redes de supermercados do Rio Grande do Sul, a Asun Supermercados. Ele nos procurou no final do ano passado com um desafio: desenvolver uma loja física litorânea, com identidade visual diferenciada, capaz de preservar a leveza, as cores e os valores da marca Asun.

Com o brieffing na mão, nós começamos a projetar um layout de supermercado inovador e, ao mesmo tempo, funcional. O edifício terá pé direito alto, iluminação natural e uma fachada de tirar o fôlego.

Com 38 supermercados espalhados pelo Rio Grande do Sul — sendo 14 no litoral, 9 em Porto Alegre e 15 na região metropolitana —, a Asun Supermercados está em fase de expansão, com planos para inaugurar mais três lojas físicas até 2023.

Nós já sabíamos que a VZ&CO era referência em arquitetura de varejo e, quando os planos para expandir a rede se tornaram reais, tivemos a oportunidade de conversar com o escritório e firmar uma parceria para desenvolver algo único e funcional” explica o gerente de expansão da Asun Supermercados, Ernesto Ortiz.

A VZ&CO ficou responsável por projetar o supermercado que dará início ao ciclo de inaugurações da rede, localizada em Xangri-lá (RS) a segunda do Asun na cidade. Para entrar no clima da praia, projetamos uma fachada com painéis coloridos que, com certeza, encantarão os clientes.

Confira, a seguir, mais detalhes sobre o projeto. Com a palavra, Ernesto Ortiz, que falará um pouco mais sobre como a arquitetura de varejo pode ajudar a potencializar o mercado de supermercados.

Como a arquitetura pode ajudar o mercado de supermercados a crescer?

EO: Engana-se quem diz que a arquitetura é só decoração. A arquitetura está além, ela é a organização de espaços para fazer os nossos supermercados funcionarem de forma mais estratégica e eficiente. É um trabalho conjunto: arquitetura e bom atendimento.

Por que vocês decidiram contratar a VZ&CO para ajudá-los nesse processo de expansão dos supermercados da Asun?

EO: O que nos chamou a atenção foi a vasta experiência na arquitetura de varejo e a agilidade para propor soluções eficientes. Quando falamos em arquitetura, pensamos em um conjunto de linguagem que vai desde o acabamento até o edifício pronto. A VZ&CO se diferencia por fazer uma extensa pesquisa de quais  tendências ou soluções se encaixam melhor às nossas necessidades. Como um projeto de loja física é pensado para o funcionamento de 20, 30 anos, a VZ&CO propôs alternativas inteligentes de forma rápida e sem delongas. Além disso, o escritório tem profissionais competentes que sabem o que estão fazendo, estão por dentro das principais tendências do mercado da arquitetura de varejo. Saber o que está disponível, o que pode ser ou não usado, é essencial em um projeto.

O supermercado de Xangri-lá está sendo projetado em BIM. Como a metodologia auxilia nos resultados do projeto de arquitetura

EO: Não tenho dúvida que esse formato facilita e agiliza o processo. Temos compatibilização, conseguimos conciliar o projeto de arquitetura às disciplinas complementares, as alterações que surgem durante o percurso são rapidamente alteradas. É tudo muito ágil. 

Como está sendo o desenvolvimento desse projeto de supermercado para vocês?

EO: Nós estamos na etapa inicial e tudo está caminhando bem. A comunicação é rápida, as soluções arquitetônicas estão sendo bem assertivas e estamos em constante troca para continuarmos alinhando as informações até o fim dessa primeira etapa. Neste período, já conseguimos desenvolver a parte da composição e linguagem de fachada do supermercado e definimos alguns materiais que serão utilizados, como grafites, tijolos, metais etc.

Para finalizar, como foi o processo da Asun Supermercados até chegar ao conceito arquitetônico que a marca segue em suas lojas?

EO: Desde o início, a Asun foi passando por transformações e experimentando acabamentos para construir uma identidade arquitetônica que representasse bem os nossos valores nos supermercados. Testamos forros, granito, porcelanato e outros materiais para encontrarmos as melhores opções. Viajamos para conhecer o mercado, fizemos levantamentos e estudamos bem o segmento para começarmos a melhorar os nossos espaços e garantir o funcionamento de cada loja. Antigamente, logo no começo, tínhamos corredores com 1,4 a 1,6 metros de largura, e achávamos que estava tudo certo. Hoje, compreendemos ser preciso ter 2 metros no mínimo para garantir a boa circulação dos clientes.  

O diferencial dos espaços dos nossos supermercados é que nós trazemos sempre um elemento novo para cada loja física, que tenha a cara da região onde ela foi construída. Sempre é uma loja nova, uma arquitetura nova. Um estilo diferente.

Curiosidades do projeto de supermercado

O novo supermercado da Asun Supermercados está inserido numa área de 5.000m², com 2.400m² de área construída e 1.700m² de área de venda. Está sendo trabalhado para destacar a região litorânea.

A fachada do supermercado é diferenciada, com painéis coloridos e partes envidraçadas para permitir a entrada de luz natural. Toda a construção da loja física está sendo pensada para utilizar grafites, tijolos e até mesmo um revestimento ondulado em metal para dar vibração no espaço.

Varejo 4.0: como o 5G vai potencializar as lojas físicas e os supermercados

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A tecnologia vai trazer as pessoas de volta para as lojas físicas. Não, você não leu errado! Até julho deste ano, 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal deverão estar conectadas ao 5G. É o que prevê o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com isso, o varejo poderá se conectar em altíssima velocidade a programas de inteligência artificial, realidade aumentada e até mesmo ao tão falado metaverso, atraindo consumidores ávidos por novas experiências de consumo. 

“O 5G é mais do que uma rede de conexão à internet de alta velocidade. Ele é uma tecnologia capaz de tornar a experiência dos consumidores nas lojas físicas melhor do que as que ele teria em uma loja virtual, por meio de realidade aumentada ou inteligência artificial. Percebo que a pandemia acelerou a transformação digital e o público ficou ainda mais exigente. Estar atento ao 5G e aos avanços da tecnologia é de suma importância para quem quer inovar e conquistar clientes”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO.

De fato, o 5G tem potencial para deixar as lojas físicas muito mais atraentes e gostosas de visitar. Justamente por isso, a Amazon — marketplace que nasceu digital — agora aposta em lojas físicas repletas de novas tecnologias. As chamadas Amazon Go são lojas de conveniência 100% automatizadas, que já são um referência de comodidade para o consumidor. Você entra, escolhe o que quer e sai da unidade física sem precisar passar por um caixa. Como?  Sensores identificam tudo o que você coloca no carrinho e vai computando os valores automaticamente por meio de uma inteligência artificial. Quando você deixa a loja de varejo, ela envia a informação direto para o seu cartão de crédito.  Tudo é feito digitalmente, sem check-out e sem delongas. Um procedimento que já existe, mas que será potencializado com a chegada do 5G, garantindo a velocidade e a segurança da operação.

Hoje, nos Estados Unidos, existem pelo menos 27 lojas físicas abertas neste modelo, incluindo o Amazon Go Grocery — tipo de estabelecimento que oferece produtos, jantares prontos e itens essenciais para a casa.

Nova realidade no varejo e supermercados

Aqui no Brasil, grandes redes do varejo, como a C&A —  cliente da VZ&CO desde 2020 —  estão avaliando novas maneiras de  potencializar as vendas por meio do 5G.  O objetivo é deixar as lojas mais inteligentes, otimizar processos e aumentar a comodidade do cliente, que contará em breve com novas possibilidades de efetuar pagamentos, sem necessariamente passar por um caixa. Já está em estudo, também, a implantação de um centro de distribuição totalmente operado por robôs. Fala-se, inclusive, na possibilidade de utilizar drones para transportar mercadorias nesses ambientes.

Para os supermercados e demais lojas físicas, o 5G também abre uma gama de novas oportunidades, como os controles inteligentes e automatizados dos estoques, ferramentas para controle de consumo de luz e robôs que facilitem a administração dos negócios aos varejistas.

E já que a tecnologia está em processo de implementação no Brasil, confira um pouco do que ela pode oferecer ao seu negócio e transformar ainda mais o funcionamento de suas lojas físicas:

União do metaverso para evoluir as experiências do cliente – se estamos falando em como a tecnologia 5G transformará as lojas físicas e o varejo em breve, não podemos deixar de lado o uso do metaverso para potencializar as experiências. A terminologia para explicar um universo digital, imersivo, compartilhado e colaborativo, utiliza  realidade aumentada, inteligência artificial e outras tecnologias para criar um mundo totalmente online, capaz de oferecer inúmeras formas de interação e relações.

A tecnologia já está sendo utilizada por várias marcas do varejo para atrelar experiências físicas às digitais, como a Nike, Gucci, Renner e muito mais. A Renner, que é nossa cliente, inaugurou uma loja dentro do Fortnite para convidar o público a votarem em estampas e produtos que serão comercializados em suas lojas físicas. Outros gigantes da indústria que estão se preparando para essa nova tecnologia são Carrefour e Walmart. 

“Arquitetura e tecnologia caminham de mãos dadas. Uma prova disso é o BIM, que hoje já cria projetos totalmente digitais e em 3D. Eficiente para quem precisa construir lojas nesse mundo e adaptá-las para uma nova realidade de vendas digitais e físicas”, comenta a arquiteta, Vera Zaffari.

Otimização de serviços – com os avanços tecnológicos, as pessoas querem mais comodidade e opções de consumo. Além da alta velocidade de conexão, o 5G permitirá novas experiências de compras, até mesmo com pagamentos touchless, otimizando o tempo e até dando mais transparência aos clientes sobre produtos e serviços. 

Por meio do 5G, é possível que o consumidor tenha acesso mais rápido e em tempo real com o que está comprando, conseguindo monitorar a origem dos alimentos, o tempo que levou para ser colhido, dicas de receitas e até mesmo combinar com os ingredientes que já têm em casa por meio de tecnologias, como é o caso da rede Hema Supermarket — supermercado de loja física do Grupo Alibaba, na China. Por meio de uma tecnologia de leitura digital, o consumidor consegue mirar a câmera do celular no código de barras e acessar todas as informações de determinado produto.

Eficiência e ecossistema – além de todas as experiências de compra, o 5G, com o uso da internet das coisas, também será um grande aliado para empresas que buscam maior eficiência operacional, reduzindo o consumo de recursos naturais e tornando mais eficaz o controle de desperdícios. A tecnologia facilitará a conexão dos equipamentos e suas bases de controle, tornando a manutenção das lojas físicas uma verdadeira ciência exata, baseada em dados.  

Outra possibilidade é o suporte que a tecnologia dará para aumentar a produtividade dentro de uma obra, pois será possível utilizar mais equipamentos e inteligências para auxiliar na redução de desperdício e obtenção de projetos mais sustentáveis.


Serviços que já funcionam e serão otimizados para expandir o varejo

Velocidade e uso simultâneo da rede para compras mais rápidas  — já que um dos lemas do 5G é velocidade, por que não permitir um acesso rápido aos clientes? A conexão mais ágil ajuda na hora que um cliente quiser fazer um pagamento por Pix ou utilizar alguma plataforma de pagamento dentro da loja física. Sem contar que a tecnologia será potente, o que facilita a múltiplas conexões de usuários sem gerar instabilidade e oscilações no ambiente.

A rede francesa de supermercados, Carrefour, utiliza a tecnologia Scan & Go — que permite escanear o código de barras dos produtos nas lojas físicas e fazer o pagamento direto no aplicativo, sem necessidade de enfrentar caixa — em algumas unidades Express. No varejo de moda, a Renner conta com um serviço que já permite os clientes realizarem pagamentos pelo celular.  

Atendimento personalizado com a Internet das Coisas — alguns dos projetos que realizamos para lojas físicas da Centauro já contam com  provadores inovadores, munidos de inteligência artificial. O cliente pode escolher produtos por meio do escaneamento do código de barra, visualizá-lo em diferentes cores e tamanhos e ver quais outros ítens combinam com ele. Tudo isso, sem precisar sair da cabine. E se decidir pelo produto, ele pode ser pago diretamente do provador.

“Talento é mais importante do que presença física”

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Após dois anos de pandemia, muita coisa mudou na VZ&CO. A começar pela forma como trabalhamos. Percebemos que o trabalho remoto não afetou o desempenho da equipe e ainda abriu novas oportunidades para o escritório. Prova disso, é que agora abrimos nossas portas para arquitetos e estagiários de todo o Brasil que, além de terem interesse em BIM, se encaixam ao perfil de valores e cultura do nosso escritório. Hoje, dos 24 profissionais que trabalham conosco, 4 vivem em outros estados — o que trouxe maior diversidade para o time. 

“Antes mesmo da pandemia, fizemos um planejamento de migração para dar suporte a dois profissionais que estavam pensando em morar fora do Brasil. Sabíamos que eram excelentes profissionais. Então procuramos soluções para mantê-los no time, mesmo não estando mais fisicamente conosco. Esse processo prévio nos auxiliou quando precisamos adaptar o trabalho remoto a todos quando começou a crise sanitária”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari. 

Segundo a executiva, o processo de migração do trabalho presencial para  o remoto no escritório foi fluido, já que a VZ&CO sempre esteve na vanguarda das novas tecnologias. Confira a entrevista:

Vocês tiveram dificuldades para implementar o novo modelo de trabalho?

GZ: Não tivemos e foi um processo simples, ainda bem. Como já tínhamos organizado um ambiente “online” para alinhar a rotina do escritório às tarefas dos nossos arquitetos que foram para o exterior, a migração foi rápida. No dia seguinte, todos já tinham acesso remoto ao sistema da VZ&CO e conseguiam trabalhar normalmente. A adaptação mesmo foi na comunicação. Presencialmente,  usávamos pacotes do Google e fomos fazendo mais estudos para ampliar a comunicação ágil dentro do escritório. Usamos o Slack e o Rocket Chat até migrarmos para o Teams, que é a ferramenta usada para o nosso dia a dia. 

Como foi a decisão de ampliar a divulgação de vagas no escritório para todo o Brasil?

GZ: Nós tínhamos preferência em contratar pessoas perto da gente, especialmente de Porto Alegre (RS). Ainda mais os estagiários, pois pensávamos no acompanhamento profissional, aprendizagens e o percurso entre faculdade e trabalho também. Não queríamos que ficasse pesado e que eles conseguissem desfrutar ao máximo a experiência, com aproveitamento! 

Aos poucos, fomos percebendo que não fazia sentido ficarmos presos a esse pensamento, uma vez que já tínhamos pessoas de outros lugares trabalhando conosco.

O processo de expansão das oportunidades para outros estados começou quando? 

GZ: Agora, em 2021. Primeiro, abrimos oportunidades remotas para arquitetos e foi um processo muito divertido! Recebemos diversos talentos de todos os cantos do Brasil e conseguimos selecionar o que mais se encaixava ao perfil VZ&CO. Depois, com a convivência e os resultados positivos, decidimos ampliar e buscar novos talentos de outros estados brasileiros para compor o nosso time de estagiários. Foi uma seleção acirrada, pois recebemos inúmeros perfis interessantes de cada canto do país. A experiência tem sido única, pois conseguimos expandir nossa visão para encontrar diversos talentos e agregar valor. 

A VZ&CO tem colaboradores em quais estados brasileiros? 

GZ: Hoje, temos arquitetos e estagiários trabalhando conosco do Rio Grande do Sul, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Inclusive, dois dos nossos sócios residem em São Paulo.

Quais foram os ganhos trazidos pelo trabalho remoto?

GZ: Esse modelo nos dá possibilidade de não ficar preso apenas ao eixo do sul, por exemplo. Isso inclui tudo: arquitetos, estagiários, clientes, os nossos parceiros de outras disciplinas etc. Outro ponto importante é a interação entre o time. O sistema digital permite que todos interajam entre si e troquem informações, ideias, estratégias e muito mais. Não há “paredes” ou salas que atrapalhem a comunicação.  É um espaço para todos e é bem legal ver como o trabalho em equipe é forte!  

Para mim, como gestora de produção, também facilitou a implementação de uma comunicação mais  rápida com todos. Antes, quando tinha de passar alguma informação, planejar estratégias e outros assuntos com alguém, precisava esperar a sala de reunião desocupar. Agora, com ajuda das ferramentas digitais de conversação que temos no escritório, conseguimos manter o nosso espaço de conversa bem fluído e rapidamente resolvemos o que tem de resolver.

Como é a interação da equipe? 

GZ: Nos adaptamos para manter a aproximação como se estivéssemos na sede física da VZ&CO. Realizamos dinâmicas para termos um momento de descontração da equipe, fazemos reuniões virtuais diariamente para alinharmos nossas demandas da produção, os projetos que estão sendo executados ou estudados. Isso facilita a organização de cada time. Além disso, mantivemos a nossa reunião de produção e inovação. São reuniões que fazemos para discutirmos ideias, melhorias para as nossas ferramentas, métodos inteligentes de plugins etc. Tudo para manter a qualidade de sempre e tem dado certo. 

Qual a sua visão para o futuro? 

GZ: São inúmeras visões, mas o que penso é: como fazer o trabalho remoto continuar funcionando para todos? Nós tivemos sucesso em 2021 e para 2022, pretendemos seguir o modelo de trabalho que satisfaça toda a nossa equipe, sem exceção. Temos relatos de colaboradores que preferem o modelo remoto, porque gastam menos tempo com deslocamento; temos mães que conseguiram adaptar a rotina e ficar mais tempo com os filhos; pessoas que conseguem se concentrar mais em casa e outras, no escritório; e tem gente que sente falta do ambiente profissional. Estamos atentos a todos. Essa é a visão que tenho, como gestora: um trabalho híbrido e que não exclua ninguém.

Arquitetura e varejo: conheça os detalhes da nova loja C&A

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Iniciar um novo cliente é sempre uma aventura maravilhosa, com muitas trocas e muitos desafios! São reuniões frequentes de alinhamento para entender expectativas e sanar todas as dúvidas para aprender o padrão existente da marca; pensar na aplicabilidade de cada loja e atender o modelo de rollout para garantir a expansão no varejo.

Em 2020, tivemos o prazer de comemorar a conquista de vários novos clientes, entre eles a C&A uma das maiores redes de varejo do mundo. A rede varejista procurou a VZ&CO com um desafio: projetar espaços físicos funcionais que atendesse as necessidades da marca, mantendo a padronização de qualidade para continuar oferecendo as melhores experiências aos clientes.

Alinhamentos iniciais com o cliente

Nós, da VZ&CO, procuramos ir sempre além do que é proposto, visualizando possibilidades de melhoria nos nossos processos internos para não só otimizar, mas oferecer ainda mais qualidade na entrega do resultado final. No caso da C&A, a partir das soluções de padronização recebidas, estruturamos um template BIM com todas as informações necessárias, configurações de materialidade e famílias a serem aplicadas aos projetos para termos a extração de quantitativos mais apurada.  Além disso, criamos checklists e cronogramas para possibilitar a visualização de informações importantes ao decorrer do projeto,  garantindo a qualidade das entregas.

Desenvolvimento do projeto

Em novembro, tivemos a oportunidade de participar da inauguração de um projeto da nossa autoria: a C&A Park Shopping Canoas, localizada na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Ter uma loja inaugurando próxima a nossa sede nos proporcionou uma experiência que ainda não tínhamos vivenciado com esse cliente. 

Toda a equipe realizou  o mapeamento preciso do espaço disponível, acompanhou o andamento da obra desde a demolição do shell existente. Essa supervisão possibilitou  a visualização de  interferências e peculiaridades da loja desde o primeiro momento, permitindo que o nosso time compreendesse todo o conceito do projeto para oferecer as melhores soluções de arquitetura e evitar  o surgimento de surpresas no decorrer da obra.

 

Diferenciais e desafios do projeto

O grande diferencial dessa loja é a quantidade de área de fachada para os corredores do shopping. Junto à equipe de arquitetura da C&A, tivemos atenção redobrada para compor uma solução que fizesse sentido em relação ao shopping: estudamos as circulações verticais e horizontais, os sentidos e a intensidade dos fluxos. 

Resultado? Planejamos um acesso totalmente estratégico em frente a subida das escadas rolantes, aplicamos revestimento 3D e logo da C&A em pontos com boa visualização dos consumidores inclusive de outros pavimentos do shopping, com vitrines e fachadas envidraçadas para melhor  visualização dos produtos e  interior da loja.

Outro grande desafio desse projeto foi a coordenação e compatibilização dos projetos de infraestrutura em relação ao projeto estrutural do mezanino. Com o auxílio da visualização 3D dos modelos, a utilização de plugins que detectam colisões e diversos alinhamentos com nossos parceiros, tivemos maior facilidade para organizar o entreforro e entregar um projeto bem resolvido aos executores.

Sucesso na entrega do projeto C&A Park Shopping Canoas

A constante troca entre cliente, projetistas, gerenciadora e construtora foi fundamental para cumprir essa entrega com êxito! A colaboração de todos os interessados em ver essa linda loja inaugurada enriqueceu o processo, ultrapassando os obstáculos encontrados pelo caminho e resultou em uma loja eficiente e completa para seu público e colaboradores.


FICHA TÉCNICA

  • Dados do projeto: C&A Park Shopping Canoas.
  • Endereço: Av. Farroupilha, 4545, Canoas / RS.
  • Ano: 2021 Área: 494.42 m² ABL  e aproximadamente 2.000 m² construídos.
  • Arquitetos: Arq. Vera Zaffari, Arq. Alexia Becker, Arq. Luisa Nunes, Acad. Gabriel Crispim, Acad. Giovanna Parisotto, Acad. Kamila Santos.

Villa Mercato e VZ&CO: uma parceria para inovar o varejo

Tempo de leitura: 5 minutos

Com o aumento das compras online, nasceu a ideia do cliente Villa Mercato, um projeto inovador que promete entrega rápida e de qualidade, com atendimento personalizado. 

O começo

Buscando atender um público altamente selecionado, que prioriza a comodidade em compras de supermercado,  a  Villa Mercato criou seu primeiro aplicativo. E para  viabilizar a logística da plataforma, com todas as necessidades que o projeto de implantação demandava, o cliente procurou a VZ&CO — em função da nossa experiência no atendimento de grandes redes de supermercados.

No briefing, o cliente nos trouxe algumas necessidades do negócio que precisariam estar contempladas no processo, como agilidade e confiabilidade, além de um baixo custo de implantação inicial do Centro de Distribuição (denominado dark store) para atender a plataforma digital.

O projeto contempla o atendimento da plataforma digital através de um Centro de Distribuição que ao invés de separar os produtos selecionados no pedido, diretamente da gôndolas do próprio supermercado, ele conta com um estoque dedicado ao e-commerce, funcionando como uma loja fechada ao público. Por isso a denominação de dark store (loja escura), com shopper’s exclusivos para essa seleção. Com esse processo, a operação ganha agilidade e qualidade, que é o diferencial prometido pelo cliente.

O projeto

Para atender às demandas do cliente na implantação do  projeto, trabalhamos em conjunto com o cliente durante o desenvolvimento da plataforma digital. Nesse processo, entendemos as principais preocupações  da operação e traduzimos em um layout funcional, com iluminação adequada e a mesma identidade que está sendo criada digitalmente.

Além do espaço denominado dark store, o projeto também conta com a implantação de lojas de proximidades para atender o público de forma física, melhorando ainda mais a experiência de compra ao cliente — o que fortalece o produto digital e a marca. Essas lojas serão inicialmente implantadas na cidade de Maringá (PR), sendo a primeira junto à dark store.

O projeto foi dividido em duas etapas de execução: dark store (que será inicialmente implantada) e loja de proximidades. O terreno escolhido foi em um antigo galpão logístico, onde anteriormente estava instalada uma empresa de distribuição de laticínios. Portanto, todas as câmaras frias existentes, deveriam ser reaproveitadas no projeto.

Dark Store

O layout da área da dark store foi desenvolvido em parceria com uma consultoria de logística e as gôndolas foram distribuídas configurando ruas internas, que permitirão uma rápida separação dos pedidos.

Desenvolvemos um conceito de caráter industrial para o espaço, valorizando as gôndolas/porta paletes, neutralizando o restante com pinturas onde a cor da marca está presente e valorizada. A comunicação visual foi o ponto mais explorado do projeto, que precisaria ser funcional.  Através da logomarca do cliente, exploramos formas que delimitam espaços e humanizaram o ambiente.

Projeto da dark store feita pela VZ&CO

Os tons neutros de cinza foram aplicados no piso e nas paredes com intuito de contribuir na eficiência da iluminação. Para o projeto luminotécnico, foi contratada uma consultoria que analisou todos os condicionantes para propiciar um ambiente agradável e com iluminação adequada, já que a iluminação natural em grande escala não seria possível pois a edificação está implantada nas divisas do terreno, e o pé direito do ambiente seria alto em relação à escala humana. 

Linhas de iluminação foram criadas entre os corredores — com espaço de rebaixamento de forro nas áreas onde estão dispostos os setores de checkout e hortifruti — para possibilitar uma iluminação mais pontual.

Para viabilizar a implantação da dark store a baixo custo e com aproveitamento máximo da infraestrutura existente, o telhado foi mantido. Está prevista apenas a realização de uma  manutenção e pintura, que ajudará no condicionamento térmico interno melhorado pela instalação de  máquinas climatizadoras.

Área de hortifruti

As câmaras frias foram reaproveitadas e adequadas ao novo uso, bem como as áreas de escritórios e funcionários, que receberam o mesmo conceito industrial. Os ambientes foram repaginados com pequenas alterações e na comunicação visual — através de pinturas e demais elementos — que deixaram o ambiente  mais agradável.

Loja de proximidade

O conceito da marca foi criado com base nas antigas vilas italianas. A ideia é trazer a experiência de compra dessas antigas vilas, com produtos frescos, de qualidade e, principalmente, com atendimento personalizado. Nosso maior desafio foi traduzir esse conceito em um ambiente contemporâneo, trazendo elementos de composição baseado nas vilas italianas que, ao mesmo tempo, trouxessem toda a modernidade que o app Villa Mercato oferece.

No conceito do projeto, trouxemos revestimentos que relembram uma vila italiana, como a pedra e a madeira, juntamente com elementos de composição como cestarias e caixas artesanais, toldos externos e floreiras. Em contraponto, trouxemos elementos contemporâneos através de instalações aparentes e sem forro, além do tratamento em cimento queimado nas paredes, pilares e laje de cobertura. As gôndolas em metalon também fortalecem o conceito mais industrial.

O terreno configura um formato em ‘L” no qual o espaço escolhido para implantação da primeira loja de proximidades fica na fachada principal, sendo a outra fachada para a doca da dark store, com os fluxos totalmente separados e distintos.

Operação

A operação da loja física oferecerá serviços como atendimento de padaria e açougue, que se diferenciam da concorrência. O pão quentinho e a carne em cortes personalizados são as grandes apostas do cliente para oferecer, ao consumidor final, a melhor experiência de compra. Com isso, introduzimos no layout esses espaços ao fundo da loja, com aberturas que permitem a visualização da dark store, integrando as operações e — ao mesmo tempo — fortalecendo o conceito de trazer maior confiabilidade ao e-commerce.

Todo layout da loja foi pensando para explorar ao máximo o número de expositores e gôndolas. Com uma área relativamente pequena para uma loja de proximidades, foi necessário ampliar o espaço, crescendo parte para a área já construída e parte no plano da fachada. 

A loja abrigará, em média, 3 mil itens variados, distribuídos em 78 gôndolas que possuem tamanhos diversos de altura. Para compor todas as situações do layout, utilizamos gôndolas centrais mais altas, bem como nas paredes, e gôndolas mais baixas em corredores mais estreitos — minimizando a sensação de enclausuramento. O projeto foi desenvolvido sempre levando em consideração as visualizações internas, de modo que o cliente consiga fazer uma leitura total do ambiente de qualquer ponto da loja, valorizando as exposições de produtos.

Também criamos, em ambientes estratégicos, rebaixamentos do forro, com tratamento em madeira e iluminação pontual decorativa. O hortifruti traz um caráter de feira, onde as luminárias pendentes serão em cestaria.  Já na adega trabalhamos com o forro amadeirado e luminárias pendentes industriais na mesma cor dos perfilados.

Rollout

Todo o projeto da loja de proximidades foi desenvolvido com base em um conceito de replicação. Como a ideia do cliente é ter mais lojas nesse formato, buscamos materialidades de fácil acesso, gôndolas de linha para possibilitar replicação em grande escala e  pontos em marcenaria em pequenos detalhes para possibilitar a criação de um padrão de rollout.

Lojas Renner Torres: os desafios de uma loja litorânea

Tempo de leitura: 4 minutos

Projetar lojas no litoral é sempre um desafio! Além de otimizar espaços, pensar na usabilidade do ambiente e atender ao modelo de rollout do cliente, precisamos entender as particularidades da região, como a alta umidade, fortes ventos, o calor e a presença de salitre —  responsáveis pela oxidação de metais e desgaste de determinados materiais de construção e acabamentos.

Pensando nisso: ao projetarmos a Renner Torres — no primeiro shopping center da cidade, localizado no litoral gaúcho — tivemos atenção redobrada para compor soluções de projetos que se adaptassem ao local. Afinal, a loja fica localizada em uma rua com acesso direto ao mar, bem na entrada do Vésta Shopping. 

Vale destacar: esta é a terceira loja litorânea feita pela VZ&CO no Rio Grande do Sul.

Fachada da loja na entrada do shopping

NUVEM DE PONTOS

Para ter êxito nesse novo projeto, precisamos estudar todo o local para entender não só a área disponível da construção, mas a delimitação e exigências do shopping. A loja foi composta pela junção de 10 pequenas salas, além dessa peculiaridade, o espaço também possui várias paredes inclinadas e algumas curvas, por isso o escaneamento por nuvem de pontos foi essencial para fazer o mapeamento preciso do espaço disponível. 

Com as informações levantadas e os estudos realizados, conseguimos oferecer as melhores soluções de arquitetura e criar um projeto de qualidade, funcional e que atendesse todas as partes envolvidas. Além disso, o espaço foi todo adaptado para reforçar a experiência omnichannel que o cliente tem apostado para melhorar a vivência do consumidor nas lojas físicas.

PARTICULARIDADES ARQUITETÔNICAS

O shopping foge do padrão que estamos acostumados, possui todas suas lojas voltadas e abertas para a rua. Devido a isso foram também pensadas soluções que contemplassem a constante entrada de sol e a forte incidência de ventos no local. Para a primeira questão foi aplicado nos vidros voltados para a área externa película solar e cortinas rolô, já para solucionar as fortes rajadas de ventos, foi projetada uma antecâmara formada por 2 portas automáticas de correr junto ao acesso.

Lateral da loja

ADAPTAÇÃO DO ROLLOUT

A Renner é um cliente que aplica o método de rollout em seus projetos de arquitetura para manter o padrão de qualidade em todas as lojas físicas. Na loja de Torres, precisamos adaptar algumas partes para atender o cliente e as regras do shopping.

O Vésta Shopping é revestido por pastilhas pretas em seus pilares, vigas e paredes e em sua maior parte possui a fachada envidraçada. Para trazer a marca para a fachada do local, foi revestida a viga do shopping com ACM vermelho, criando a faixa padrão da marca, inserindo a logomarca iluminada em pontos estratégicos. Em alguns pontos também foi criada vitrine para exposição dos produtos e da marca, além de o acesso ser marcado com um pórtico em ACM cinza para estimular a visualização do cliente para este local.

EXPERIÊNCIA DO CLIENTE

A Renner Torres conta com três pavimentos, dois são destinados aos clientes e um para os funcionários. O espaço interno é bastante marcado por pilares, justamente em função de ter sido projetado para várias pequenas lojas. Por isso, foi importante a análise de como deixar o espaço mais permeável apesar das várias barreiras visuais. Para tal foram utilizados pilares com espelhos e uma comunicação visual mais intensa para direcionar o cliente. 

Além disso a loja possui várias áreas de pé direito duplo junto às fachadas, esses espaços foram aproveitados para criar uma sensação de amplitude e também para circulação vertical, deixando a escada de clientes bem visível tanto do lado interno quanto externo da loja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Renner
  • Localização: Torres (RS)
  • Categoria: Arquitetura de Varejo
  • Ano: 2021 Área: 1454.99²
  • Contexto: O clima descontraído e leve da praia recebendo uma novidade no litoral do Rio Grande do Sul: uma nova unidade das lojas Renner na cidade de Torres.
  • Desafio central: Oferecer soluções arquitetônicas para criar um espaço funcional, bastante aberto para a rua, seguro e que atende as todas as necessidades do cliente e do shopping.
  • Diferenciais: – Totalidade da loja com os limites em esquadria voltados para rua; Cuidado com escolha da posição e configuração do acesso devido ao corredor de vento característico de regiões litorâneas.

Atemporal Records: quando o projeto é um conceito

Tempo de leitura: 4 minutos

A Atemporal Records é uma gravadora musical, com predominância no estilo pop. E com o intuito de construir sua primeira sede física, procurou a VZ&CO para compor não só um espaço funcional, mas um conceito que estivesse alinhado ao propósito da marca.

Localizado na grande São Paulo, o estúdio da Atemporal Records é o primeiro projeto conceito da VZ&CO na área de música. Para executá-lo, nossa equipe buscou as melhores soluções para atender às particularidades deste tipo de projeto, garantindo uma operação futura com qualidade.

Com a complexidade do tratamento acústico, presente em um estúdio de áudio e vídeo, buscamos formas de compor o conceito e trazer elementos para apoiar a atenuação do som. Resultado? Projetamos um espaço multiuso, onde as necessidades de músicos e empresários fossem atendidas em um ambiente capaz de interligar todas as atividades — executivas e artísticas.

Confira, a seguir, alguns detalhes do projeto:

CONCEITO ARQUITETÔNICO

A logomarca do cliente foi o ponto de partida para iniciarmos a construção do conceito. Realizamos a releitura do triângulo, formado pela letra A de Atemporal Records, e desconstruímos a forma para criar uma grande malha, repetindo-a em vários pontos do projeto.

O PROJETO

Proposta do lounge do estúdio musical

É possível visualizar as salas de instrumentos e de audição

Para entender melhor o pensamento do cliente, realizamos reuniões de briefing que nos permitiram entender a necessidade de criar um espaço onde a arte convivesse em harmonia com as necessidades executivas da empresa.

Dividido em duas grandes áreas — áudio e vídeo —, o estúdio de audiovisual conta com uma sala de vídeo equipada com sistemas de bloqueio da luz para abrigar gravações de videoclipes, entrevistas e muito mais. Na parte de áudio, as salas de produção/controle, cabine de voz e instrumentos, foram setorizadas. Assim como a área administrativa, que tem uma sala de reunião. Todos os ambientes são voltados ao centro do espaço, onde é localizado o lounge e o bar para dar apoio aos demais usos.

DIFERENCIAIS 

O projeto tem predominância de tons escuros a pedido do cliente, trazendo espaços harmoniosos capazes de estimular a concentração e criação para os artistas comporem. Além disso, utilizamos revestimentos amadeirados para dar a sensação de aconchego no local, bem como os detalhes do mobiliário solto que ganham um pouco de cor. 

Os triângulos estão presentes no projeto em vários pontos estratégicos, realizando a valorização da marca. Um deles é a divisória que criamos junto às salas administrativas, onde eles possibilitam a permeabilidade dos espaços, sem tirar a privacidade. Também estão presentes em elementos de painéis amadeirados, forro e portas, em diversas materialidades e formas de composição. 

Sala de audição

Grande malha distribuída do A da Atemporal Records

SOLUÇÕES INTELIGENTES

Para ampliar o espaço, utilizamos divisórias em vidro duplo e com tratamento acústico em todas as salas voltadas ao lounge. Essa solução permite que todos os espaços se tornem integrados. E como existiam algumas aberturas fixas para a fachada, optamos por setorizar a área de vídeo nesse local para termos mais soluções de controlar o bloqueio de luz sem alterar as características da fachada externa. 

No lado oposto da sala, inserimos a sala de áudio e realizamos revestimentos para auxiliar no tratamento acústico e impedir o vazamento para o lado externo.

A fim de valorizar o estilo do cliente, trouxemos, no projeto, elementos contemporâneos com tons neutros e destaques por meio de iluminação. No hall de entrada, a aplicação da marca retroiluminada junto a uma tela metálica, traz um jogo de luz e sombra, criando impacto já na primeira experiência.

Hall de entrada do estúdio musical

FRASE

“Vivo nesse universo de gravações, shows e sou uma verdadeira apaixonada por música! Projetar esse estúdio foi uma experiência incrível e fez com que eu compreendesse como funciona na técnica. Estou feliz com o que a VZ&CO conseguiu fazer”, celebra a arquiteta Rubiane Schneider.

Junto ao cliente, que depositou toda a confiança em nosso trabalho, conseguimos construir o conceito do primeiro espaço físico da produtora de música. Um projeto único e que nos deixou com a sensação de dever cumprido!

GALERIA DE FOTOS


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Atemporal Records
  • Localização: São Paulo
  • Categoria: Estúdio musical
  • Ano: 2021 Área: 161m²
  • Projeto: Criar o conceito arquitetônico para o primeiro espaço físico da gravadora de audiovisual.
  • Desafio central: Elencar, por meio da arquitetura, soluções para garantir 100% a funcionalidade do estúdio e oferecer um ambiente contemporâneo e de convivência para os artistas trabalharem.
  • Diferenciais: Fazer um bom briefing para entender as vontades e necessidades do cliente.