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Você sabe a diferença entre dark stores, transit points e galpões logísticos?

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Essas três soluções de logística trazem ganhos diferentes para quem vende seus produtos online e deseja melhorar sua performance de entregas.

Antes da pandemia, receber um produto em casa em até  três dias era visto com muito bons olhos pelo consumidor. Então, tudo mudou! Agora, o coração do cliente tende a bater mais forte por quem entrega o produto no mesmo dia ou no menor espaço de tempo. E a melhor maneira de fazer isso, é investindo em uma ou mais das seguintes soluções logísticas:

1. Centros de distribuição/Galpões logísticosProjeto de CD do Centro Himalaia

Esses dois nomes são utilizados para definir espaços de armazenagem de produtos localizados em pontos  estratégicos, com acesso às principais rodovias. O objetivo é facilitar a logística das entregas, além de acelerar processos e beneficiar os dois lados — cliente e varejista

“O galpão logístico é estratégico, pois facilita a entrega dos produtos de modo contínuo e direto, reduzindo a necessidade de estoque e, consequentemente, gerando ganhos entre o custo, a armazenagem e o transporte”, explica Vera Zaffari, arquiteta fundadora da VZ&CO.

Para completar, essas estruturas garantem controle de estocagem e distribuição por centralizarem toda a logística de uma operação. Sendo assim, exigem grandes áreas para serem implementados. Seu funcionamento é focado em receber, movimentar, armazenar, separar e expedir mercadorias de forma prática e centralizada. 

Uma das empresas que aposta pesado na estratégia dos centros logísticos é a Amazon — uma das principais referências globais em agilidade de entrega e satisfação do consumidor. Somente aqui no Brasil, ela possui galpões em São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Essas unidades viabilizam a realização de entregas em até 24 horas nas grandes capitais.

2. Transit points

Diferentemente dos centros de distribuição, o transit point mantém a ideia de acelerar as entregas, mas com uma outra proposta de logística. As mercadorias que chegam a esses espaços já têm seus destinos definidos. Elas chegam com a nota fiscal endereçada aos consumidores finais, podendo ser liberados imediatamente para a entrega local.

“Os transit points são menores no tamanho e maiores em quantidade, garantindo a gestão eficiente das mercadorias, trazendo maior a agilidade para a entregas de produtos comprados em lojas físicas ou na internet. Para a indústria, é um local de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores. Lá, esses produtos serão organizados e distribuídos às redes de lojas ou consumidores”, exemplifica Vera. 

As operações realizadas nesses espaços são essenciais para organizar processos, reduzir gastos e melhorar a gestão de riscos e dos estoques. E assim como os centros logísticos, os transit points são econômicos na construção e manutenção dos espaços, por se tratar de uma estrutura simples e gerencial para controlar a distribuição de mercadorias e exigirem uma área menor para implantação.

3. Dark Stores

Eis aqui a mais nova tendência do mercado de varejo. As dark stores são espaços voltados à armazenagem, separação e envio de produtos comprados pela internet. Diferente dos transit point e centros logísticos tradicionais, elas se parecem como um comércio de proximidade, com espaço menor,  localizadas em centros urbanos, mas fechadas ao público.

Um dos projetos de dark store feito pela VZ&CO

Apesar de as dark stores serem fechadas ao público, elas complementam as lojas físicas e seus e-commerces, permitindo que o cliente retire o produto no local ou receba em casa no mesmo dia ou em poucas horas, garantindo a conveniência tão esperada pelo consumidor. Boa parte das dark stores permite ao consumidor retirar suas compras 24 horas por dia, 7 dias por semana. É o máximo de flexibilidade na hora de realizar uma compra. 

“Particularmente, considero uma solução logística inteligente. As dark stores não demandam grandes investimentos de arquitetura ou manutenção, costumam ter localização central, exigem áreas físicas menores, aumentam a visibilidade da marca e ainda ampliam a satisfação do cliente — que pode retirar o produto comprado de forma rápida e prática, como o clique e retire”, complementa a CEO da VZ&CO.

Agora que você já entendeu a diferença entre essas três soluções logísticas, que tal conversar conosco sobre qual delas seria melhor para a sua marca? Estamos à disposição para ajudá-lo!

Visão de negócios, gestão de projetos e inovação são a chave do sucesso da VZ&CO

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A arquitetura de varejo faz mais do que projetar espaços de compras atraentes e de fácil circulação. Ela ajuda a construir um relacionamento sólido entre o consumidor e a marca, ajudando o varejista a oferecer  uma melhor experiência de compras para seus clientes. 

A VZ&CO se especializou no assunto e oferece as melhores soluções arquitetônicas para o mercado de varejo. E como encantar o cliente faz parte do nosso negócio, desenvolvemos estratégias para oferecer a quem nos contrata a  melhor experiência possível, desde os levantamentos iniciais até o processos executivos do projeto.

“Por aqui, a gente não pensa só em projetar com qualidade, porque isso é o mínimo esperado de um escritório.  Nosso foco é fazer arquitetura comercial com um olhar de negócios, com foco nos resultados. Exploramos e desenvolvemos projetos para melhorar a experiência não só dos nossos clientes, mas dos clientes dos nossos clientes, para gerar resultados para todas as partes envolvidas” explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO. 

INOVAÇÃO EM FOCO

Buscar os melhores métodos para atingir resultados é tradição na VZ&CO. Ainda em 2014, após realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil, implementamos a metodologia Building Information Modeling (BIM) em nossos projetos, para torná-los mais assertivos e confiáveis.

“O BIM impactou de forma positiva a cultura de trabalho do nosso time e trouxe benefícios para os nossos clientes. Por ser focado em resultados, conseguimos interligar todas as partes de um projeto para automatizar, diminuir custos na obra, acelerar processos de execução e muito mais”, exemplifica Vera.

A metodologia também facilita a colaboração e a comunicação à distância entre os diferentes profissionais envolvidos no projeto, seja dentro ou fora do nosso escritório. Como o diálogo e a troca de informações é constante e sempre documentada, conseguimos reduzir erros e aumentar a produtividade do time. Para completar, como todo o projeto é construído conjuntamente, existe um significativo aumento na confiabilidade da documentação final entregue ao cliente. 

 

 

“O modelo em BIM ajuda nos processos simples e complexos de um projeto. Alguns exemplos vão desde a visualização a partir de um modelo integrado em três dimensões até a gestão e manutenção do edifício construído”, exemplifica. Ele permite, ainda, trabalhar de maneira interdisciplinar, atendendo até mesmo às demandas de custos, como o de planejamento e sustentabilidade. 

GESTÃO DE QUALIDADE

A equipe da VZ&CO é treinada e qualificada, constantemente, para oferecer as melhores e mais modernas  soluções arquitetônicas para os clientes.  “Desde o início, prezamos pela inovação, por gestão de qualidade e referência no mercado para entregar resultados e confiança aos clientes, por meio de um trabalho único, aliado às mais novas  tecnologias e as melhoras práticas sustentáveis”, pondera.

“Sempre que iniciamos um projeto novo, nossa equipe se divide para entender e atender a todas as necessidades do cliente. Organizamos uma estratégia. Um integrante da equipe fica responsável por desenvolver o template e, o outro, responsável por entender o padrão do cliente para verificar quais as oportunidades de automatizar alguma tarefa e os documentos que serão entregues em cada etapa de projeto, a fim de realizar uma entrega com excelência” explica a sócia e arquiteta da VZ&CO, Alexia Becker. 

Os projetos da VZ&CO são feitos a partir de uma profunda compreensão do programa, do local, das normas que impactam, das necessidades a serem atendidas, dos conceitos a serem mantidos sem deixar de descobrir o potencial do que pode ser entregue no fim. 

“Nossa experiência, conhecimento e recursos são mais eficazes quando ouvimos um ao outro. Trabalhamos uns com os outros e aprendemos uns com os outros. Afinal, além de entregar projetos eficientes, acreditamos na força da experiência, colaboração e na construção de relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros. Sempre olhando para o futuro” finaliza Vera Zaffari. 

Sobre a VZ&CO

Há 22 anos trazendo soluções inteligentes e inovadoras de arquitetura para o mercado, a VZ&CO atua na área comercial e de varejo, além de contar, em seu portfólio, projetos em hotelaria, centros logísticos e de distribuição, restaurantes, centros médicos, shoppings, redes de lojas, supermercados, projetos de renovação e restauro de prédios antigos.

Desmistificando o BIM

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Uma ferramenta prática, eficiente e que foca resultados. Esse é um resumo das entregas do Building Information Modeling (BIM), uma das metodologias de modelagem de projetos mais potentes do mercado. Se você ainda está em dúvidas sobre migrar seus projetos para ele, precisa ler esta matéria.  Aqui, a VZ&CO — que utiliza o BIM em seus projetos desde 2014 — desconstrói 4 mitos sobre a implantação da ferramenta. Confira:

1 – Arquitetura em BIM é mais cara? 

Quando se fala em implementar o BIM, a maioria das pessoas reluta por achar que a mudança pode ser muito cara — um pensamento estranho para quem conhece os benefícios de um projeto correto na execução de uma obra, como os arquitetos. É fato que existe um custo inicial para a mudança dos processos de trabalho, mas assim como em qualquer reforma, o investimento se paga e traz retorno.  Especialmente porque  todo o valor de implantação é compensado pelo ganho de eficiência dos processos internos. Afinal, no BIM evita desperdícios, refação de trabalhos e gera mais confiança para o cliente orçar a obra.  

Outro ponto importante: o sistema conta com uma logística segura. Isso facilita o cálculo da construção e agiliza o processo.

“Uma das vantagens de projetar utilizando o BIM é estimar custos com maior precisão, gerir e diminuir os gastos com processos materiais. À medida em que vamos alterando informações no modelo, o quantitativo é alterado simultaneamente. As informações ficam salvas em tabelas explicativas, dando mais clareza para o cliente entender o que foi feito”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari.  

2 – O BIM é complexo?

 Não, não é. Assim como em qualquer outro sistema informatizado, é  fundamental treinar a equipe na ferramenta para que ela possa aproveitar todas as funcionalidades do BIM.  Mas a modelagem, em si, não é difícil de executar. Nós, da VZ&CO, buscamos facilitar a introdução dos nossos clientes no processo BIM, junto aos seus setores internos de projetos e obras, facilitando o processo e o manuseio do modelo, assim como agilizando o aprendizado do time.

3 – O BIM é só mais uma representação de modelo 3D

De jeito nenhum!  Por mais que o BIM faça uma representação visual do projeto, ele entrega muito mais do que visualização em três dimensões.  O sistema ajuda a produzir conjuntos de dados digitais e bancos de dados com informações gráficas e não gráficas do projeto. Além do detalhamento de forma virtual, os projetos gerados pode m ser quantificados, coordenados, planejados e podem ter informações recuperadas a qualquer momento, pois o registro fica salvo. São até 8 dimensões de informação que tornam a modelagem do projeto muito mais precisa e eficiente.

4 – O BIM é um software 

 Engana-se quem pensa assim. O BIM não é um software, é uma metodologia de modelagem capaz de aumentar significativamente a precisão e a previsibilidade de um projeto.  A implementação dele traz mudanças em pessoas, processos e tecnologias. Além disso, facilita a comunicação e a colaboração, deixando a modelagem de projetos mais ágil, facilitando os fluxos e a conversa à distância entre diferentes disciplinas. Essa melhoria na gestão do projeto reflete diretamente na redução de erros e no aumento da produtividade de todo o time. 


Otimizando o BIM  

A VZ&CO é referência no suporte à implantação do BIM em empresas. Desde 2014, trabalhamos com essa tecnologia e, desde então, aprendemos a otimizar a metodologia para  impulsionar, ainda mais, nossos  resultados e a qualidade da gestão. 

Listamos, a seguir,  alguns aplicativos complementares que podem ser adicionados ao BIM.  Saiba como elas são aplicadas ao nosso escritório e  como podem ser vantajosas para o seu negócio:

Navisworks – É um software criado para prever falhas de compatibilização, realizar a gestão do projeto ou a obra com a possibilidade de coordenação, integração, análise de custos e logística. Com essa ferramenta, é possível mapear elementos que só eram percebidos na obra. 

Visualização 360º – Com essa ferramenta, é possível oferecer ao cliente uma visualização mais clara do projeto, realizando uma verdadeira tour virtual pelo projeto para que ele consiga entender o espaço. 

Automação com Dynamo ou Phyton – Uma complementação que permite automatizar tarefas e  entregar resultados ainda mais confiáveis, tendo o especial cuidado no gerenciamento, que deve ser  entregue dentro do prazo. 

A  implementação dessas ferramentas trouxeram  resultados positivos na cultura do trabalho, permitindo a colaboração e agilidade nos processos. Os clientes também sentiram a melhora e os benefícios ao receberem os projetos detalhados, por exemplo.

Hotel Laghetto Viverone Canela – aconchego é o “novo luxo”

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projeto hotel laghetto viverone canela luxo

Anteriormente, quando se pensava no projeto de um hotel, o foco da arquitetura estava ligado à valorização do luxo buscando a ostentação nos detalhes, no requinte dos revestimentos, nas escadas em mármore, em grandes esculturas e obras de arte nos halls de entrada. O luxo sempre teve um apelo muito visual, o que está totalmente associado à arquitetura. Entendia-se que o público buscava por este luxo e este era o maior valor da hotelaria. Com os novos tempos e as novas formas de se pensar, os hotéis foram se modernizando e entendendo o que o público buscava. Neste âmbito surge o conceito do novo luxo, que não está mais ligado à ostentação, à materialidade – o novo luxo está mais ligado às experiências não tangíveis, ao vivenciar, ao sentir.

Aliado a este novo conceito, desenvolver o projeto de um hotel é explorar todos os condicionantes do lugar, é entender o que público busca em uma hospedagem proporcionando a vivência do clima, trazendo o lazer para as áreas internas e que esta hospedagem seja escolhida não mais pela ostentação das materialidades empregadas no ambiente, mas sim, por toda a experiência que se pode ter.

A materialidade aliada ao conceito

Na concepção do projeto do Hotel Laghetto Viverone Canela, a maior preocupação foi o unir o clima da serra gaúcha à paisagem local, inserindo o projeto de forma sútil sem destoar do entorno. Todo o conceito do projeto é baseado na palavra aconchego. Desde o início da concepção até a escolhas dos materiais a serem empregados nas fachadas, sempre esteve muito forte o ideal em buscar um projeto acolhedor, dentro do padrão pré estabelecido pelo município, e ao mesmo tempo inovador e contemporâneo. Baseado nisso, buscamos materiais que sejam originários da serra gaúcha como o basalto, em superfície bruta mas com formatos regulares. A tonalidade cinza que remete ao frio da serra aparece na escolha da telha, na cor da pintura das fachadas, nos perfis das esquadrias e vidros. Para contrapor com a frieza do cinza, escolhemos o revestimento amadeirado que dá o calor e remete ao aconchego que tanto buscamos nesta concepção.

Para ilustrar um pouco como chegamos nas escolhas dos revestimentos para o projeto, trazemos uma prática do nosso processo de criação interno, chamada moodboard, é uma espécie de painel gráfico que une as texturas e cores do projeto para ilustrar visualmente estas combinações. Ele auxilia nas escolhas e na apresentação para o cliente, assim conseguimos ilustrar anteriormente as combinações de texturas que serão empregadas nas fachadas.

Neste painel podemos entender um pouco mais como fica a combinação do cinza com a tonalidade mais fria e sóbria através do basalto, e da madeira que tem um tom mais quente e acolhedor.

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 Ainda sobre o conceito do novo luxo empregado ao projeto do hotel Laghetto Viverone Canela, todo o programa de necessidades do hotel foi desenvolvido buscando a experiência do hóspede como um todo, tudo dentro de um só lugar. O projeto contém, além das diversas tipologias de suítes que vão desde as suítes simples até as suítes “família” que possibilitam a conexão de dois quartos, onde grandes grupos possam se hospedar em quartos conjugados, um restaurante com área interna e externa conectada à paisagem, espaço para eventos (casamentos, convenções, workshops, entre outros), academia, espaço kids, sala de jogos, piscina e sauna, todos de forma integrada, que possibilitam uma experiência completa de um hotel cinco estrelas. Todo o conforto e bem estar estão associados ao conceito principal do projeto.

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O projeto além do uso – cuidados com a operação

Com a evolução da arquitetura e dos novos formatos de hospedagem, buscamos sempre estar à frente da arquitetura, com soluções inovadoras que, além de proporcionar uma boa experiência aos usuários, proporcione ao operador deste serviço – no caso a bandeira Laghetto Viverone – fácil manutenção e custo reduzido de operação, durabilidade nas escolhas, facilidade nas reproduções sem perder o luxo, o requinte. Todos estes fatores resultam no sucesso da operação de um hotel.

Não basta pensar apenas no uso, mas também na operação destes serviços. O uso dos recursos naturais de forma responsável também faz parte do nosso projeto. Pensar em fachadas inteligentes, com vidros solares que minimizem a radiação e o calor interno, reduzindo o consumo de energia através dos condicionadores de ar, bem como a iluminação natural que se dá através das aberturas posicionadas de forma estratégica a explorar a orientação solar. Trazer ao projeto soluções como telhados verdes que proporcionam melhor condicionamento térmico aos ambientes através do resfriamento das lajes. Todos estes fatores foram inseridos no projeto para, além de reduzir o consumo de recursos naturais, reduzem o custo de operação.

Conclusão – o papel do arquiteto e o “novo luxo”

Um novo projeto é sempre um desafio, desenvolver este projeto em si, foi ainda mais desafiador, considerando um programa de necessidades extenso, com limitações de utilização do terreno em função das restrições dos regimes urbanísticos, aliados aos entraves das legislações de incêndio, com uma topografia ainda mais desafiadora e ainda assim, trazendo todo o conceito do projeto implícito em cada detalhe.

O papel do arquiteto, em tempos do novo luxo, é possibilitar que as pessoas aproveitem um dos bens mais importantes que se tem – o tempo – de forma confortável, vivenciando o melhor da hospedagem em um lugar acolhedor, que traga a experiência de se estar “em casa”, “mesmo longe dela”. O novo luxo pode ser um café em um lugar bacana, um almoço ao ar livre, ou até mesmo um passeio na serra, nós arquitetos estamos integrados a estes pequenos desejos pensando e projetando espaços para as pessoas desfrutarem, para as pessoas experienciarem, cada vez mais frequente a procura por lugares com diferenciais, que trazem estas pequenas felicidades que contemplam o conceito de novo luxo.

E para você o que é o novo luxo?

Rollout no Varejo e a Transformação Digital

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roll out rollout arquitetura varejo

O varejo está passando por muitas mudanças para acompanhar os novos comportamentos do consumidor 4.0. Estas mudanças geraram transformações na indústria e agora impulsionam o varejo a inovar para atingir e atender este consumidor a partir das novas premissas de comportamento – onde nunca foi tão importante ter o foco do cliente nas decisões na forma como se relacionar com ele.

O comércio eletrônico, após o advento da popularização da internet mostrou que, para sobreviver, era preciso inovar, e o faz bem até hoje. Agora é a vez do varejo físico passar por esse processo de transformação digital, se reinventar através da arquitetura e oferecer novas experiências de compra para o consumidor de hoje, cada vez mais exigente.

Esta adequação ao novo consumidor precisa ser a base de um novo conceito e soluções adotadas na arquitetura e layout da loja física, consolidadas e replicadas para as demais unidades da rede. A isto chamamos de rollout.

Impacto do e-commerce na experiência da loja física

Urge as experiências on line e off line andarem juntas. Com a explosão do e-commerce, as lojas não são apenas pontos de transação, mas um ponto de contato em potencial em uma jornada maior do cliente. Este novo consumidor busca encontrar na loja física a mesma conveniência do digital, mas com uma experiência mais humana nas relações. Sendo assim, inovar na loja física não é mais uma opção – é mandatório. Quem continuar fazendo o mesmo, vendendo da mesma forma que sempre vendeu, não terá mais espaço no mercado.

As grandes redes de varejo, assim como as redes de bancos e hotéis com atuação regional ou nacional, precisam replicar os conceitos da suas propostas de valor através da arquitetura dos espaços, seja na implantação de novos pontos físicos ou na reforma dos pontos já existentes. Neste sentido, o rollout de projeto é quando todos os conceitos e inovações que são implementados precisam ser disseminados para toda a empresa. Rollout é uma tecnologia aplicada no layout – um novo processo de abastecimento ou novas formas de atendimento, após serem criados, testados e aprovados, padronizam-se os processos e, a partir disso, inicia-se a busca da próxima transformação em vários sites. Por isso o rollout é tão importante para a arquitetura de varejo.

roll out rollout arquitetura varejo

Arquitetura de varejo com rollout

No projeto são definidos o conceito e os itens que farão a composição do espaço em relação a layout, tecnologias, equipamentos, revestimentos, instalações e atendimento a todas as necessidades do novo consumidor. Esse projeto é desdobrado e adequado a cada novo espaço existente, o que permite ao empreendimento ganho em escalas e a certeza de que as melhores práticas já testadas e consolidadas serão implementadas.

O rollout no varejo é um passo natural para todo varejista que deseja expandir sua rede, se manter competitivo no mercado e à frente dos seus concorrentes a partir da entrega de novos produtos, serviços e conceitos inovadores. Os desafios existem, mas é possível superá-los com a ajuda de bons parceiros. São eles que tornarão essa jornada fluída, sem atrito, no menor tempo e custo possível. E a tecnologia aplicada ao processo de expansão das lojas físicas será a nova aliada do segmento para ser ainda mais competitivo na indústria 4.0.

A prática do rollout significa escalar o projeto que deu certo e adotá-lo de maneira abrangente. É estender o que deu certo em uma loja para toda a sua rede. É amplificar os resultados finais e compartilhar os benefícios de implementação benfeita. Para isso, existem inúmeros critérios a serem considerados antes, durante e depois de um rollout. O uso da inovação e de novas tecnologias ajudam na forma de conseguir eficiência operacional, como é o caso do uso do BIM em toda a cadeia do processo de expansão.

A implantação do rollout de um novo conceito, uma nova marca ou uma nova oferta em um grande número de locais de varejo como lojas, concessionárias, franquias, restaurantes ou postos de gasolina, pode ser um esforço extremamente complexo para uma empresa em nível nacional. Não é incomum que muitas dessas iniciativas sofram grandes atrasos ou falhas. Ainda mais comuns são os casos em que as lideranças não possuem visibilidade do progresso ou descobrem tarde demais que as metas de implantação não serão atingidas.

Metodologia BIM na arquitetura de varejo

A partir do uso da modelagem de informações na construção de um projeto 3D / 4D (BIM – Building Information Modeling), é possível implementar várias tecnologias de ponta que viabilizam a transformação digital da área de rollout dos pontos de venda fornecendo design, informações, dados, implementação e distribuição do varejo mais inteligentes e econômicos nos ciclos de vida do projeto. Com o uso da tecnologia BIM é possível se obter desenhos com maior qualidade e confiabilidade, antecipadamente, resultando em menos pedidos de alteração na obra ou geração de custos extras, facilitando aberturas mais rápidas, no prazo. A metodologia BIM não somente gera um projeto com entrega mais eficiente da loja, mas também às operações de instalação por meio do desenvolvimento de banco de dados confiável, conferindo melhores resultados a todo o processo.

Com o uso da tecnologia BIM, o processo de arquitetura (projeto e obra) são vinculados a um banco de dados onde é possível ter toda a inteligência e informações ao seu alcance, não importa onde você esteja. Ter o seu modelo BIM na nuvem significa que você terá acesso a informações detalhadas e atualizadas do projeto em qualquer dispositivo, em qualquer lugar que você esteja.

roll out rollout arquitetura varejo

Conclusão: A tecnologia acelera o futuro da arquitetura

Com o avanço rápido da tecnologia, agora existem muitas ferramentas que permitem aos arquitetos e projetistas simular situações como a luz solar durante diferentes horários do dia e estações do ano – buscando a redução de recursos naturais. A tecnologia BIM também pode calcular o desempenho energético da construção, o que pode ajudar os engenheiros e outros membros da equipe do projeto na busca de maior eficiência das soluções adotadas.

O BIM permite que todas as disciplinas envolvidas no projeto interajam sobre um mesmo modelo, ao mesmo tempo, garantindo que as possíveis interferências de uma disciplina na outra sejam resolvidas ainda em projeto.

Também é possível, através da utilização de tecnologias de Realidade Aumentada, visualizar na obra ou no local onde o mesmo será construído, como o projeto elaborado em BIM se comportará no ambiente quando concluído. Qual o nível de interferências e problemas que podem ser resolvidos antes mesmo da obra iniciar, gerando ganhos de tempo e de redução de custos extras no futuro.

Através da aplicação de novas tecnologias aplicadas sobre o projeto digital, é possível o acompanhamento da obra e dos seus estágios, comparando projeto com a realidade que que está sendo construída no conforto da sua casa ou escritório, assim como em qualquer lugar que você estiver.

O uso do BIM é a base da transformação digital do setor de expansão das empresas e pode se tornar um grande aliado nos processos de rollout do varejo.

PROJETO ASSINADO PELA VZA, NOVO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DO GRUPO HIMALAIA É INAUGURADO

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Com necessidade de expandir operações de negócios e realocar a infraestrutura de suas atividades, o Grupo Himalaia inaugurou em agosto deste ano um novo centro de distribuição de produtos em Eldorado do Sul/RS. A equipe Vera Zaffari Arquitetura participou do processo desde a concepção, projeto e orçamentação da obra, dedicando toda sua expertise técnica e conhecimento em centros de distribuição para atingir o melhor custo do empreendimento e eficiência na viabilização da execução da obra.

Os tons de branco, azul e vermelho da edificação respeitam a identidade visual da marca. Quatro vezes maior do que a infraestrutura anterior, a nova sede do CD Himalaia acompanha um padrão moderno em nível tecnológico.

Vista aérea do CD Himalaia

Vista aérea do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

As instalações contam com um prédio administrativo, um armazém, um restaurante aberto ao público interno e externo, além de todas as áreas técnicas e de apoio necessárias ao funcionamento de um centro de distribuição.

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Restaurante aberto ao público

Restaurante aberto ao público

Enquanto a estrutura antiga possuía apenas cinco docas, o novo CD abriga 26 docas que atendem todo o fluxo de recebimento e expedição, com espaço para a manobra das carretas e fácil acessibilidade à rodovia. Com o crescimento das dependências do centro, aumentou também o número de funcionários do grupo, totalizando mais de cem colaboradores no quadro funcional.

Docas cobertas

Docas cobertas

Além do padrão moderno em nível tecnológico, o CD Himalaia é referência em sustentabilidade. Com o objetivo de economizar recursos naturais, o fechamento do prédio foi feito com materiais mais eficientes e isolantes, minimizando a carga térmica do ar condicionado e reduzindo o consumo de energia. As dependências são cobertas com isolante térmico e contam com lâmpadas sustentáveis, bem como iluminação natural, possibilitando menor consumo de energia. O uso de gerador em horário de ponta viabiliza uma economia mensal de 20%.

Ainda, aeradores nas torneiras, mictórios e torneiras com temporizador e bacias sanitárias com acionamento duplo resultam em uma economia de água de 49%. O reaproveitamento do calor excedente do ar condicionado é previsto para aquecer a água dos chuveiros dos funcionários.

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Por tudo isso, o empreendimento está sendo apresentado pela VZA a outros clientes do mercado coorporativo, incluindo shoppings, hotéis e varejo, como modelo de sustentabilidade, economia e prospecção de marca.

 

 

 

Painéis termoisolantes na fachada: temperatura interna amena

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225759_412482125517225_1119328311_nUma das preocupações da arquitetura comercial recai sobre a sustentabilidade e a climatização dos ambientes. Um bom exemplo de resolução positiva do problema ocorreu no North Shopping Sobral, no Ceará, que optou pela instalação de painéis termoisolantes em sua fachada.

Região caracterizada pelas altas temperaturas durante o dia, a refrigeração dos shoppings é um dos itens de maior peso no cálculo dos custos de operação destes estabelecimentos por lá. Assim, todo o projeto do shopping Sobral foi orientado no sentido de minimizar os efeitos da incidência direta de sol nas alvenarias de fechamento e nas superfícies translúcidas.

Os arquitetos optaram pelo sistema de fachada ventilada e por cores menos absorventes de calor para o telhamento e os beirais de proteção dos vidros. Na fachada, o material utilizado para auxiliar na manutenção da temperatura interna em 22ºC foram os painéis termoisolantes TermoWall, que têm revestimento em aço e núcleo isolante em poliuretano (PUR). Os 4,6 mil m² de TermoWall utilizados foram fixados a 0,50 m de distância das paredes em blocos de concreto, criando um colchão de ar renovável que atenua a transferência de calor para o interior dos ambientes.

Fonte: PiniWeb.

Nova sede da Google em Amsterdã explode em cores

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Google“Nós fornecemos o melhor ambiente possível e vocês fazem o melhor trabalho possível”, costuma afirmar o CEO do Google, Larry Page, a seus funcionários. E ele entrega o que promete, vide a nova sede da empresa em Amsterdã, inspirada na garagem onde a gigante da internet nasceu.

Cores fortes, materiais texturizados e padrões vibrantes, distribuídos numa área de três mil m2, reforçam a experiência retro e celebram a cultura local – na entrada, uma mesa em forma de bicicleta remete à maior frota de magrelas por habitantes do mundo, presente na Holanda.

google3O espaço corporativo foi concebido numa linguagem visual urbana e jovial, que parte desde a estampa de tijolos expostos nas paredes e ilustrações em grafite até as nostálgicas luminárias em neon e mobiliários que lembram brinquedos dos anos 1980, tudo desenvolvido com materiais sustentáveis.

Mesas de pebolim, espreguiçadeiras, sofás com grandes encostos acolchoados e diferentes espaços de convivência reforçam o jeito Google de ser e trabalhar.

Veja mais: http://bit.ly/1rM4VVA .

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Supermercado em Berlim adota a embalagem zero

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474259719_640Se você estiver em Berlim e resolver fazer suas compras para casa no supermercado Original Unverpackt, vá preparado: o estabelecimento não vende produtos em embalagens. Isso mesmo. Lá, para comprar shampoos, verduras e outros itens é preciso levar seus recipientes de casa.

No supermercado tudo é conservado em grandes silos e as mercadorias são vendidas apenas por peso. Os consumidores podem trazer recipientes reutilizáveis de casa ou encontrá-los na loja, juntamente com sacos de papel rigorosamente reciclados. O sistema permite que os clientes comprem  produtos sem embalagens desnecessárias e na quantidade que quiserem – tudo contra o desperdício de alimentos.

Veja na foto como ficará a disposição dos produtos na loja: um desafio também para quem trabalha com arquitetura comercial.

 

Maior encontro sobre arquitetura sustentável no Brasil ocorre em agosto

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construcao-civil-sustentavel2De 5 a 7 de agosto ocorre, em São Paulo, o Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional e Expo, principal evento sobre construção sustentável no Brasil. Já estão confirmados entre os participantes alguns dos maiores nomes da arquitetura e do setor da construção do Brasil e do exterior, como André Belloni, engenheiro técnico e designer de iluminação, Bruna Barbieri, coordenadora de projeto e sustentabilidade, e Chris Pyke, vice-presidente de pesquisa do Green Building Council nos Estados Unidos.

O encontro ocorre desde 2010 e costuma reunir profissionais e acadêmicos que são referência no assunto para mostrarem a importância vital da conscientização ambiental, da existência de políticas públicas de sustentabilidade e da capacitação profissional do ramo da arquitetura sustentável.

A programação conta com sessão plenária e palestras técnicas simultâneas, para apresentação de casos práticos, com importantes palestrantes nacionais e internacionais. Uma exposição ocorre de 4 a 7 de Agosto, no Transamérica Expo Center, proporcionando oportunidades de negócios e networking junto ao seleto público que costuma visitar o evento.