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Por que é tão importante entender o cliente do varejo?

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Nada é mais frustrante para um cliente do que perceber que o fornecedor não entende o que ele deseja e — no caso da arquitetura de varejo — não consegue traduzir, em um projeto, a visão de negócios e os valores da empresa.

Justamente por isso, antes de iniciar qualquer projeto na VZ&CO, o nosso time se preocupa em captar todas as informações necessárias para entregar não somente soluções de arquitetura de varejo inteligentes e duradouras, mas uma gestão de projetos que o deixe completamente satisfeito com os resultados apresentados. 

“Um dos nossos maiores desafios é entender, a fundo, o cliente do varejo. Buscamos compreender desde os aspectos mais amplos, absorvendo o que ele considera importante para o seu negócio, o conceito da marca e o que as lojas representam, como é a comunicação com o consumidor final”, exemplifica a arquiteta e BIM Manager da VZ&CO, Amanda Diesel. “Só depois partimos  para questões mais práticas, como o entendimento do fluxo e funcionamento das lojas, padrões executivos e técnicos, pontos de atenção, o que deve ser aprimorado e muito mais”.

Para entender melhor como fazemos a gestão de projetos em nosso escritório, sempre com foco na satisfação do cliente de varejo, confira a entrevista a seguir: 

Como a VZ&CO faz para entender o pensamento de um novo cliente de varejo, quando recebe uma demanda de projeto

Amanda Diesel: Nosso time foi capacitado para fazer um verdadeiro processo de imersão na cultura dos novos clientes de varejo que chegam ao escritório. Nosso modelo de gestão de projetos prevê a realização de um estudo que engloba  a compreensão de projetos anteriores, dos valores da marca, das necessidades e das expectativas desses varejistas. Só depois de entender o que eles desejam de fato, começamos a buscar soluções de arquitetura de varejo capazes de atender ao que ele realmente precisa. É necessário entender a identidade da marca antes de colocar em prática.

O que é mais importante no processo de entender a cultura do cliente de varejo: as entrevistas, as pesquisas realizadas pela equipe ou a análise de projetos anteriores?

AD: Acho que todas as etapas são muito importantes na gestão do projeto, mas, geralmente, as conversas com os clientes tendem a ser mais  enriquecedoras. Quando fazemos reuniões com o cliente, mesmo que por videochamada, conseguimos perceber detalhes a mais e não ficamos só restritos a projetos  e pesquisas anteriores. Nessas conversas, conseguimos entender melhor o que ele pensa, como enxerga o negócio, até mesmo o jeito como se comunica conosco  nos ajuda  a compreendê-lo. Também nessas entrevistas — que são uma etapa fixa da nossa gestão de projetos —, conseguimos analisar juntos, refletir, pensar em soluções de arquitetura de varejo assertivas e que possam contribuir positivamente para a expansão da marca. Essas conversas sempre geram uma maior proximidade entre nós e o cliente. 

Qual é a devolutiva dos novos clientes em relação a esse cuidado que a VZ&CO tem de tentar compreender a cultura de uma marca antes de iniciar um projeto de varejo

AD: Tem sido positiva e acho que é resultado do esforço do nosso time para compreender além do que um cliente nos diz. Também somos bem abertos à colaboração, entendemos que um projeto de arquitetura de varejo não é unilateral. Ele não é pensado só pelo cliente de varejo e nem só pelo escritório que os atende. Foi isso o que vimos, por exemplo, com a Decathlon, que recentemente inaugurou seu primeiro projeto conosco. Nós não fizemos apenas um processo de compreensão de padrão da marca, mas sugerimos soluções técnicas de arquitetura de varejo capazes de trazer melhores resultados para o negócio, alinhados com a visão de futuro da marca.  Foi  um trabalho em conjunto, que envolve muito conhecimento de arquitetura e de gestão de projetos, além da nossa grande experiência com clientes de varejo.

Quais são os ganhos concretos — para a VZ&CO e para o cliente de varejo — desse processo de imersão do escritório na cultura da marca?

AD: Os ganhos são inúmeros! Mas o que mais acho interessante é que conseguimos ser assertivos quando há compreensão das duas partes, pois o projeto fica objetivo, alinhado e rápido. Isso é uma boa gestão de projetos.

Como uma boa relação com o cliente ajuda o escritório a desenvolver seus projetos de arquitetura de varejo?

AD: Traz confiança, tanto do nosso lado quanto do lado do cliente, o que nos dá também autonomia. O cliente fica tranquilo sabendo que o seu projeto está sendo desenvolvido nos padrões de qualidade que espera, e nós nos sentimos confiantes de desenvolver um projeto de excelência.  Os  processos se tornam mais ágeis, o projeto mais seguro e com mais qualidade. Dessa forma, conseguimos que a arquitetura de varejo traga bons resultados para o varejista, para os arquitetos e, principalmente, para os consumidores. E a cada projeto concluído, costumamos avaliar os resultados obtidos para aprimorar ainda mais a nossa gestão de projetos, entregando projetos cada vez melhores. 

BIM e metaverso: como preparar o mercado para a tendência

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Até 2024, o metaverso receberá R$ 4,5 trilhões em investimentos, segundo levantamento realizado pela Bloomberg Intelligence empresa global de pesquisa do mercado financeiro. Todos os setores da economia serão impactados, inclusive a arquitetura de varejo. E para deixá-lo por dentro do que vem por aí,  fizemos uma entrevista exclusiva com o arquiteto e urbanista, Rogério Lima. Doutorando na Universidade de Lisboa, em Portugal, é mestre em arquitetura pela UFRJ, professor universitário há 21 anos e diretor acadêmico do Master Internacional em BIM Management, da Zigurat. Além disso, realiza pesquisas na área de Sistemas Gerativos aplicados ao BIM. Confira:

O metaverso está em alta e já existem empresas apostando na tecnologia para acompanhar essa nova tendência. Na arquitetura e no BIM, qual será o impacto dessas tecnologias?

RL: Na ótica da arquitetura e do BIM, não existe nada muito definido. O que temos são especulações de como o metaverso será útil para o nosso mercado. Tanto o BIM quanto o metaverso são inovações que trabalham em um ambiente tridimensional.  Existem algumas possibilidades que poderão acontecer quando essa tecnologia estiver mais sólida, como o desenvolvimento de  softwares de projetos totalmente imersivos, permitindo a modelagem das construções diretamente no metaverso

E como seria essa modelagem feita em BIM, utilizando a tecnologia do metaverso?

RL: Na hora de projetar, essa modelagem imersiva vai aumentar a interatividade do projeto. Vai ser como se estivéssemos dentro do projeto, mudando escalas em tempo real, por meio da realidade virtual. E  já que estaremos em um ambiente de criação,  poderei  empurrar a parede, puxar um pouco do teto, mover um objeto do lugar, isso tudo em uma escala real, não só naquela dimensão da projeção em 3D.

Além disso, dentro do BIM, a gente fala muito em colaboração. Há ambientes já criados na metodologia para permitir essa forma de trabalho, como o Common Data Environment (CDE ou Ambiente Comum de Dados, em livre tradução). Eu vejo que o metaverso pode viabilizar a criação de um CDE imersivo, para a coordenação de projetos de arquitetura. Esse espaço vai possibilitar que eu “entre” com a minha equipe — cada um com o seu avatar — e, ali, a gente começa a cocriar um projeto, por exemplo. Poderemos debater as escalas e as diretrizes do projeto como se estivéssemos em uma reunião presencial.

O metaverso nada mais é do que um universo digital. E quando falamos sobre desenvolver projetos de arquitetura para edifícios, lojas comerciais etc, como esse espaço virtual pode impactar no seu desenvolvimento?

RL: O que acho interessante é que, no metaverso, nós não vamos ter restrições físicas. Eu não tenho gravidade no metaverso. O que eu tenho são intempéries. Então não faz frio, não faz calor etc. Talvez, vamos nos preocupar apenas com o  tamanho do lote, mas como não existem limites para criatividade,  a projeção de um prédio no metaverso poderá ser muito mais interessante e muito mais ousado do que um prédio real. Nós, arquitetos, vamos poder experimentar mais possibilidades, mais arte dentro da arquitetura que não conseguimos fazer no mundo real por conta de custo e restrições legais. Então, eu acho que o metaverso vai ser um ótimo lugar de experimentação para a gente criar, inovar, ter um termo artístico mais forte, identidade forte, que tenha uma comunicação forte com aquilo que se está projetando, porque isso vai ter um respaldo aqui fora.

Se essas especulações sobre o metaverso estiverem certas, quais serão os ganhos para o mercado?

RL: Estamos, ainda, em um momento em que tudo está um pouco nebuloso. O que eu digo, agora, não é 100 % certeza de acontecer, mas dá para a gente saber que vai ter, sim, um mercado em funcionamento. Inclusive, algumas empresas  já iniciaram as suas atividades no metaverso. E quando digo “mercado”, é de maneira geral, não só a arquitetura. Já é possível comprar sapatos, roupas, televisão etc no mundo do metaverso. Os produtos são vendidos para um avatar, mas quem paga são pessoas reais.

As mudanças já estão acontecendo, mas em quanto tempo esse universo do metaverso estará consolidado para o BIM e para a arquitetura?

RL: Em média cinco anos para a gente estar com essa ideia mais formatada e, até mesmo, em funcionamento. Até lá, muitos testes serão feitos, assim como as experimentações. Muita gente vai quebrar a cara, Muita gente vai se dar muito bem! Hoje, de maneira geral, já existem muitas empresas empolgadas e tentando criar o seu negócio dentro do metaverso e tudo são fases de especulações e experimentações. Assim como, também, têm as que estão mais retraídas.

Qual é o seu conselho para os comerciantes, empresários e varejistas interessados em atuar no metaverso?

 

RL: Ainda está tudo um pouco incerto, mas eu acho que, independente do seu posicionamento — se está retraído ou empolgado —, você não pode virar as costas para o que está acontecendo. Mesmo que o seu negócio não esteja no metaverso agora, o mínimo a fazer é se instruir sobre o assunto. É preciso entender  como isso pode  afetar a sua empresa, como isso vai impactar a sua vida. Inclusive. Embora eu ache que leve cinco anos mais ou menos para acontecer, haverá oportunidades de  trabalho para as pessoas no metaverso. É uma construção e você precisa estar preparado para quando chegar o momento!


BÔNUS

Em fevereiro deste ano, Rogério Lima  se reuniu com a nossa equipe para debater, um pouco, a relação entre BIM e metaverso. A conversa está disponível em seu canal do Youtube, o BIMverso. Acesse: Metaverso: e o BIM com isso?

“Talento é mais importante do que presença física”

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Após dois anos de pandemia, muita coisa mudou na VZ&CO. A começar pela forma como trabalhamos. Percebemos que o trabalho remoto não afetou o desempenho da equipe e ainda abriu novas oportunidades para o escritório. Prova disso, é que agora abrimos nossas portas para arquitetos e estagiários de todo o Brasil que, além de terem interesse em BIM, se encaixam ao perfil de valores e cultura do nosso escritório. Hoje, dos 24 profissionais que trabalham conosco, 4 vivem em outros estados — o que trouxe maior diversidade para o time. 

“Antes mesmo da pandemia, fizemos um planejamento de migração para dar suporte a dois profissionais que estavam pensando em morar fora do Brasil. Sabíamos que eram excelentes profissionais. Então procuramos soluções para mantê-los no time, mesmo não estando mais fisicamente conosco. Esse processo prévio nos auxiliou quando precisamos adaptar o trabalho remoto a todos quando começou a crise sanitária”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari. 

Segundo a executiva, o processo de migração do trabalho presencial para  o remoto no escritório foi fluido, já que a VZ&CO sempre esteve na vanguarda das novas tecnologias. Confira a entrevista:

Vocês tiveram dificuldades para implementar o novo modelo de trabalho?

GZ: Não tivemos e foi um processo simples, ainda bem. Como já tínhamos organizado um ambiente “online” para alinhar a rotina do escritório às tarefas dos nossos arquitetos que foram para o exterior, a migração foi rápida. No dia seguinte, todos já tinham acesso remoto ao sistema da VZ&CO e conseguiam trabalhar normalmente. A adaptação mesmo foi na comunicação. Presencialmente,  usávamos pacotes do Google e fomos fazendo mais estudos para ampliar a comunicação ágil dentro do escritório. Usamos o Slack e o Rocket Chat até migrarmos para o Teams, que é a ferramenta usada para o nosso dia a dia. 

Como foi a decisão de ampliar a divulgação de vagas no escritório para todo o Brasil?

GZ: Nós tínhamos preferência em contratar pessoas perto da gente, especialmente de Porto Alegre (RS). Ainda mais os estagiários, pois pensávamos no acompanhamento profissional, aprendizagens e o percurso entre faculdade e trabalho também. Não queríamos que ficasse pesado e que eles conseguissem desfrutar ao máximo a experiência, com aproveitamento! 

Aos poucos, fomos percebendo que não fazia sentido ficarmos presos a esse pensamento, uma vez que já tínhamos pessoas de outros lugares trabalhando conosco.

O processo de expansão das oportunidades para outros estados começou quando? 

GZ: Agora, em 2021. Primeiro, abrimos oportunidades remotas para arquitetos e foi um processo muito divertido! Recebemos diversos talentos de todos os cantos do Brasil e conseguimos selecionar o que mais se encaixava ao perfil VZ&CO. Depois, com a convivência e os resultados positivos, decidimos ampliar e buscar novos talentos de outros estados brasileiros para compor o nosso time de estagiários. Foi uma seleção acirrada, pois recebemos inúmeros perfis interessantes de cada canto do país. A experiência tem sido única, pois conseguimos expandir nossa visão para encontrar diversos talentos e agregar valor. 

A VZ&CO tem colaboradores em quais estados brasileiros? 

GZ: Hoje, temos arquitetos e estagiários trabalhando conosco do Rio Grande do Sul, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Inclusive, dois dos nossos sócios residem em São Paulo.

Quais foram os ganhos trazidos pelo trabalho remoto?

GZ: Esse modelo nos dá possibilidade de não ficar preso apenas ao eixo do sul, por exemplo. Isso inclui tudo: arquitetos, estagiários, clientes, os nossos parceiros de outras disciplinas etc. Outro ponto importante é a interação entre o time. O sistema digital permite que todos interajam entre si e troquem informações, ideias, estratégias e muito mais. Não há “paredes” ou salas que atrapalhem a comunicação.  É um espaço para todos e é bem legal ver como o trabalho em equipe é forte!  

Para mim, como gestora de produção, também facilitou a implementação de uma comunicação mais  rápida com todos. Antes, quando tinha de passar alguma informação, planejar estratégias e outros assuntos com alguém, precisava esperar a sala de reunião desocupar. Agora, com ajuda das ferramentas digitais de conversação que temos no escritório, conseguimos manter o nosso espaço de conversa bem fluído e rapidamente resolvemos o que tem de resolver.

Como é a interação da equipe? 

GZ: Nos adaptamos para manter a aproximação como se estivéssemos na sede física da VZ&CO. Realizamos dinâmicas para termos um momento de descontração da equipe, fazemos reuniões virtuais diariamente para alinharmos nossas demandas da produção, os projetos que estão sendo executados ou estudados. Isso facilita a organização de cada time. Além disso, mantivemos a nossa reunião de produção e inovação. São reuniões que fazemos para discutirmos ideias, melhorias para as nossas ferramentas, métodos inteligentes de plugins etc. Tudo para manter a qualidade de sempre e tem dado certo. 

Qual a sua visão para o futuro? 

GZ: São inúmeras visões, mas o que penso é: como fazer o trabalho remoto continuar funcionando para todos? Nós tivemos sucesso em 2021 e para 2022, pretendemos seguir o modelo de trabalho que satisfaça toda a nossa equipe, sem exceção. Temos relatos de colaboradores que preferem o modelo remoto, porque gastam menos tempo com deslocamento; temos mães que conseguiram adaptar a rotina e ficar mais tempo com os filhos; pessoas que conseguem se concentrar mais em casa e outras, no escritório; e tem gente que sente falta do ambiente profissional. Estamos atentos a todos. Essa é a visão que tenho, como gestora: um trabalho híbrido e que não exclua ninguém.

Villa Mercato e VZ&CO: uma parceria para inovar o varejo

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Com o aumento das compras online, nasceu a ideia do cliente Villa Mercato, um projeto inovador que promete entrega rápida e de qualidade, com atendimento personalizado. 

O começo

Buscando atender um público altamente selecionado, que prioriza a comodidade em compras de supermercado,  a  Villa Mercato criou seu primeiro aplicativo. E para  viabilizar a logística da plataforma, com todas as necessidades que o projeto de implantação demandava, o cliente procurou a VZ&CO — em função da nossa experiência no atendimento de grandes redes de supermercados.

No briefing, o cliente nos trouxe algumas necessidades do negócio que precisariam estar contempladas no processo, como agilidade e confiabilidade, além de um baixo custo de implantação inicial do Centro de Distribuição (denominado dark store) para atender a plataforma digital.

O projeto contempla o atendimento da plataforma digital através de um Centro de Distribuição que ao invés de separar os produtos selecionados no pedido, diretamente da gôndolas do próprio supermercado, ele conta com um estoque dedicado ao e-commerce, funcionando como uma loja fechada ao público. Por isso a denominação de dark store (loja escura), com shopper’s exclusivos para essa seleção. Com esse processo, a operação ganha agilidade e qualidade, que é o diferencial prometido pelo cliente.

O projeto

Para atender às demandas do cliente na implantação do  projeto, trabalhamos em conjunto com o cliente durante o desenvolvimento da plataforma digital. Nesse processo, entendemos as principais preocupações  da operação e traduzimos em um layout funcional, com iluminação adequada e a mesma identidade que está sendo criada digitalmente.

Além do espaço denominado dark store, o projeto também conta com a implantação de lojas de proximidades para atender o público de forma física, melhorando ainda mais a experiência de compra ao cliente — o que fortalece o produto digital e a marca. Essas lojas serão inicialmente implantadas na cidade de Maringá (PR), sendo a primeira junto à dark store.

O projeto foi dividido em duas etapas de execução: dark store (que será inicialmente implantada) e loja de proximidades. O terreno escolhido foi em um antigo galpão logístico, onde anteriormente estava instalada uma empresa de distribuição de laticínios. Portanto, todas as câmaras frias existentes, deveriam ser reaproveitadas no projeto.

Dark Store

O layout da área da dark store foi desenvolvido em parceria com uma consultoria de logística e as gôndolas foram distribuídas configurando ruas internas, que permitirão uma rápida separação dos pedidos.

Desenvolvemos um conceito de caráter industrial para o espaço, valorizando as gôndolas/porta paletes, neutralizando o restante com pinturas onde a cor da marca está presente e valorizada. A comunicação visual foi o ponto mais explorado do projeto, que precisaria ser funcional.  Através da logomarca do cliente, exploramos formas que delimitam espaços e humanizaram o ambiente.

Projeto da dark store feita pela VZ&CO

Os tons neutros de cinza foram aplicados no piso e nas paredes com intuito de contribuir na eficiência da iluminação. Para o projeto luminotécnico, foi contratada uma consultoria que analisou todos os condicionantes para propiciar um ambiente agradável e com iluminação adequada, já que a iluminação natural em grande escala não seria possível pois a edificação está implantada nas divisas do terreno, e o pé direito do ambiente seria alto em relação à escala humana. 

Linhas de iluminação foram criadas entre os corredores — com espaço de rebaixamento de forro nas áreas onde estão dispostos os setores de checkout e hortifruti — para possibilitar uma iluminação mais pontual.

Para viabilizar a implantação da dark store a baixo custo e com aproveitamento máximo da infraestrutura existente, o telhado foi mantido. Está prevista apenas a realização de uma  manutenção e pintura, que ajudará no condicionamento térmico interno melhorado pela instalação de  máquinas climatizadoras.

Área de hortifruti

As câmaras frias foram reaproveitadas e adequadas ao novo uso, bem como as áreas de escritórios e funcionários, que receberam o mesmo conceito industrial. Os ambientes foram repaginados com pequenas alterações e na comunicação visual — através de pinturas e demais elementos — que deixaram o ambiente  mais agradável.

Loja de proximidade

O conceito da marca foi criado com base nas antigas vilas italianas. A ideia é trazer a experiência de compra dessas antigas vilas, com produtos frescos, de qualidade e, principalmente, com atendimento personalizado. Nosso maior desafio foi traduzir esse conceito em um ambiente contemporâneo, trazendo elementos de composição baseado nas vilas italianas que, ao mesmo tempo, trouxessem toda a modernidade que o app Villa Mercato oferece.

No conceito do projeto, trouxemos revestimentos que relembram uma vila italiana, como a pedra e a madeira, juntamente com elementos de composição como cestarias e caixas artesanais, toldos externos e floreiras. Em contraponto, trouxemos elementos contemporâneos através de instalações aparentes e sem forro, além do tratamento em cimento queimado nas paredes, pilares e laje de cobertura. As gôndolas em metalon também fortalecem o conceito mais industrial.

O terreno configura um formato em ‘L” no qual o espaço escolhido para implantação da primeira loja de proximidades fica na fachada principal, sendo a outra fachada para a doca da dark store, com os fluxos totalmente separados e distintos.

Operação

A operação da loja física oferecerá serviços como atendimento de padaria e açougue, que se diferenciam da concorrência. O pão quentinho e a carne em cortes personalizados são as grandes apostas do cliente para oferecer, ao consumidor final, a melhor experiência de compra. Com isso, introduzimos no layout esses espaços ao fundo da loja, com aberturas que permitem a visualização da dark store, integrando as operações e — ao mesmo tempo — fortalecendo o conceito de trazer maior confiabilidade ao e-commerce.

Todo layout da loja foi pensando para explorar ao máximo o número de expositores e gôndolas. Com uma área relativamente pequena para uma loja de proximidades, foi necessário ampliar o espaço, crescendo parte para a área já construída e parte no plano da fachada. 

A loja abrigará, em média, 3 mil itens variados, distribuídos em 78 gôndolas que possuem tamanhos diversos de altura. Para compor todas as situações do layout, utilizamos gôndolas centrais mais altas, bem como nas paredes, e gôndolas mais baixas em corredores mais estreitos — minimizando a sensação de enclausuramento. O projeto foi desenvolvido sempre levando em consideração as visualizações internas, de modo que o cliente consiga fazer uma leitura total do ambiente de qualquer ponto da loja, valorizando as exposições de produtos.

Também criamos, em ambientes estratégicos, rebaixamentos do forro, com tratamento em madeira e iluminação pontual decorativa. O hortifruti traz um caráter de feira, onde as luminárias pendentes serão em cestaria.  Já na adega trabalhamos com o forro amadeirado e luminárias pendentes industriais na mesma cor dos perfilados.

Rollout

Todo o projeto da loja de proximidades foi desenvolvido com base em um conceito de replicação. Como a ideia do cliente é ter mais lojas nesse formato, buscamos materialidades de fácil acesso, gôndolas de linha para possibilitar replicação em grande escala e  pontos em marcenaria em pequenos detalhes para possibilitar a criação de um padrão de rollout.

Visão de negócios, gestão de projetos e inovação são a chave do sucesso da VZ&CO

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A arquitetura de varejo faz mais do que projetar espaços de compras atraentes e de fácil circulação. Ela ajuda a construir um relacionamento sólido entre o consumidor e a marca, ajudando o varejista a oferecer  uma melhor experiência de compras para seus clientes. 

A VZ&CO se especializou no assunto e oferece as melhores soluções arquitetônicas para o mercado de varejo. E como encantar o cliente faz parte do nosso negócio, desenvolvemos estratégias para oferecer a quem nos contrata a  melhor experiência possível, desde os levantamentos iniciais até o processos executivos do projeto.

“Por aqui, a gente não pensa só em projetar com qualidade, porque isso é o mínimo esperado de um escritório.  Nosso foco é fazer arquitetura comercial com um olhar de negócios, com foco nos resultados. Exploramos e desenvolvemos projetos para melhorar a experiência não só dos nossos clientes, mas dos clientes dos nossos clientes, para gerar resultados para todas as partes envolvidas” explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO. 

INOVAÇÃO EM FOCO

Buscar os melhores métodos para atingir resultados é tradição na VZ&CO. Ainda em 2014, após realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil, implementamos a metodologia Building Information Modeling (BIM) em nossos projetos, para torná-los mais assertivos e confiáveis.

“O BIM impactou de forma positiva a cultura de trabalho do nosso time e trouxe benefícios para os nossos clientes. Por ser focado em resultados, conseguimos interligar todas as partes de um projeto para automatizar, diminuir custos na obra, acelerar processos de execução e muito mais”, exemplifica Vera.

A metodologia também facilita a colaboração e a comunicação à distância entre os diferentes profissionais envolvidos no projeto, seja dentro ou fora do nosso escritório. Como o diálogo e a troca de informações é constante e sempre documentada, conseguimos reduzir erros e aumentar a produtividade do time. Para completar, como todo o projeto é construído conjuntamente, existe um significativo aumento na confiabilidade da documentação final entregue ao cliente. 

 

 

“O modelo em BIM ajuda nos processos simples e complexos de um projeto. Alguns exemplos vão desde a visualização a partir de um modelo integrado em três dimensões até a gestão e manutenção do edifício construído”, exemplifica. Ele permite, ainda, trabalhar de maneira interdisciplinar, atendendo até mesmo às demandas de custos, como o de planejamento e sustentabilidade. 

GESTÃO DE QUALIDADE

A equipe da VZ&CO é treinada e qualificada, constantemente, para oferecer as melhores e mais modernas  soluções arquitetônicas para os clientes.  “Desde o início, prezamos pela inovação, por gestão de qualidade e referência no mercado para entregar resultados e confiança aos clientes, por meio de um trabalho único, aliado às mais novas  tecnologias e as melhoras práticas sustentáveis”, pondera.

“Sempre que iniciamos um projeto novo, nossa equipe se divide para entender e atender a todas as necessidades do cliente. Organizamos uma estratégia. Um integrante da equipe fica responsável por desenvolver o template e, o outro, responsável por entender o padrão do cliente para verificar quais as oportunidades de automatizar alguma tarefa e os documentos que serão entregues em cada etapa de projeto, a fim de realizar uma entrega com excelência” explica a sócia e arquiteta da VZ&CO, Alexia Becker. 

Os projetos da VZ&CO são feitos a partir de uma profunda compreensão do programa, do local, das normas que impactam, das necessidades a serem atendidas, dos conceitos a serem mantidos sem deixar de descobrir o potencial do que pode ser entregue no fim. 

“Nossa experiência, conhecimento e recursos são mais eficazes quando ouvimos um ao outro. Trabalhamos uns com os outros e aprendemos uns com os outros. Afinal, além de entregar projetos eficientes, acreditamos na força da experiência, colaboração e na construção de relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros. Sempre olhando para o futuro” finaliza Vera Zaffari. 

Sobre a VZ&CO

Há 22 anos trazendo soluções inteligentes e inovadoras de arquitetura para o mercado, a VZ&CO atua na área comercial e de varejo, além de contar, em seu portfólio, projetos em hotelaria, centros logísticos e de distribuição, restaurantes, centros médicos, shoppings, redes de lojas, supermercados, projetos de renovação e restauro de prédios antigos.

Gestão da qualidade: um diferencial em escritórios de arquitetura

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 Confira artigo publicado no Jornal do Comércio por Vera Zaffari sobre práticas de gestão!


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Na foto, Daniela Cattani ao lado do mediador e consultor de sustentabilidade Ricardo Voltolini.

A arquiteta Daniela Cattani esteve representando a VZA | Vera Zaffari Arquitetura no 3° FÓRUM DE SUSTENTABILIDADE FECOMÉRCIO-RS. O evento ocorreu na última quarta-feira (26/06) com o tema “Conversas com Líderes Sustentáveis”.

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GESTÃO DE QUALIDADE


A VZA – Vera Zaffari Arquitetura está focada no rumo da excelência, querendo envolver sócios, colaboradores e parceiros de trabalho em todos os projetos que desenvolve. Para isso, o escritório trabalha nas diretrizes do Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade – PGQP e expande os conhecimentos relacionados que adquire.
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