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Arquitetura Paramétrica: o encontro perfeito entre a criatividade e a precisão matemática

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O desenho a mão dentro do contexto da arquitetura é um daqueles tópicos sobre os quais parece que quase todo mundo tem uma opinião forte, não é? Mas enquanto muitos lamentam o fato de que as práticas tradicionais estão em declínio desde a revolução industrial, hoje, uma nova geração de arquitetos e designers começou a redefinir e atualizar a noção do “feito a mão” para incluir as mais modernas técnicas de design e fabricação disponíveis. 

Mas fazer a mão ou artesanalmente na era digital é difícil de definir. Para alguns, este processo de desenhar a mão evoca uma pureza de estilo, uma preferência pela prática humana em vez da máquina. Para outros, o desenho arquitetônico feito a mão é uma ode à  arquitetura clássica.

Porém, independente da nossa compreensão do termo “artesanal” dentro da arquitetura, cada vez mais o conhecimento ancestral de pedreiros e artesãos está embutido em um processo de design inteligente usando modelos geométricos feitos em computador – desde montagens de móveis e projetos arquitetônicos que desafiam a gravidade até fluxos de trabalho complexos. 

Com a chegada das inovações, novas habilidades passaram a ser exigidas dos arquitetos. E quando falamos inovações como a arquitetura paramétrica, especificamente, o uso de algoritmos e softwares especializados nos permite expandir, imaginar e criar formas totalmente novas.

Zaha Hadid fez isso brilhantemente e se tornou um dos grandes nomes da arquitetura moderna. Marcou seu nome na história através de suas curvas e formas abstratas, que foram possíveis graças a eles: os algoritmos, os dados e os parâmetros.

Mas afinal, o que são arquitetura e design paramétricos? 

Para facilitar o entendimento de como a arquitetura paramétrica funciona, vamos por partes. 

Primeiro, o arquiteto organiza toda as diretrizes de desenho que precisam ser fornecidas ao software. É papel desse profissional, por exemplo, trazer um direcionamento sobre o tipo de estrutura que irá ser usada em uma fachada e o tipo de vedação. Outras informações como a carta solar, ventos predominantes e informações sobre a localização do projeto também são relevantes de serem inseridas para que o programa faça o cálculo. A partir disso, o software está apto a calcular como essa fachada poderia se formar. 

O programa, então, transforma essas informações em parâmetros, que vão orientar o profissional de arquitetura paramétrica na criação do desenho final. Pela existência da arquitetura paramétrica, é possível hoje, criar um desenho de projeto cheio de curvas abstratas e milimetricamente calculado para receber a quantidade ideal de luz do sol ou ventilação, por exemplo. 

Ainda, durante o processo de trabalho utilizando a arquitetura paramétrica é possível voltar, alterar e incluir informações para mudar as modelagens com muita facilidade. E essa praticidade no dia a dia de trabalho é o que permite que os arquitetos de hoje possam experimentar ainda mais sua criatividade. Mais do que isso, a arquitetura paramétrica reduz o tempo e o desenvolvimento de projetos complexos. 

Como aplicamos princípios da arquitetura paramétrica nos projetos VZ&CO?

Aqui na VZ&CO utilizamos o Dynamo, software de programação visual que torna possível a criação de rotinas, pensadas a partir da análise de fluxos de trabalho padrão dos nossos processos. Com essas práticas,  podemos automatizar todas as ações que são repetitivas, manuais ou mecânicas, economizando tempo e gerando resultados ainda mais confiáveis. Dessa maneira, o arquiteto acaba se tornando responsável somente pelas atividades que exijam dele o ato de pensar, como a criação e gerenciamento dos projetos. 

Na VZ&CO trabalhamos por meio da tecnologia BIM na concepção dos projetos, uma tecnologia que possibilita criar digitalmente modelos virtuais precisos e com informações que serão acompanhados em toda a vida útil de uma edificação. Dentro desta tecnologia existem várias ferramentas que apoiam e complementam o processo e uma delas é o Dynamo. 

Um dos grandes diferenciais do Dynamo é que ele produz rotinas de trabalho que minimizam tempo, falhas e otimizam o projeto. O processo de criação de uma rotina, por exemplo, passa por diversas etapas e a primeira delas é a identificação de um problema, essa etapa surge de um esforço conjunto – onde o problema pode ser identificado por qualquer membro da nossa equipe. Se o problema em questão não puder ser resolvido através do próprio Revit, de forma rápida e simples, observamos que ele possui um outro nível de complexidade, onde a programação visual (Dynamo) se torna necessária.

Para conseguirmos desenvolver uma solução através do Dynamo, precisamos identificar inicialmente as informações fornecidas pelo próprio Revit (dados de entrada). Em seguida tentamos fixar um objetivo (dados de saída), ou seja, a solução que buscamos, que podem ser tarefas, extração de informações do modelo, quantitativos ou até mesmo modelagem e graficação do projeto dentro do Revit. 

Após essa etapa inicial tentamos criar um fluxograma, que tem o objetivo de transformar esses dados de entrada em dados de saída. Nessa etapa é essencial que tenhamos a capacidade de identificar subproblemas e a existência de dados intermediários, pois só assim conseguimos aos poucos ir separando o problema inicial em pequenos problemas. O que fazemos dentro desse fluxo nada mais é do que trabalhar e manipular informações/dados para retirar deles aquilo que precisamos. 

Por fim, nosso fluxo se torna uma rotina, passível a ser utilizada por qualquer membro da equipe de forma simples e rápida, pulando etapas de trabalho e tornando os resultados mais assertivos. Porém, é bom frisarmos que todas as rotinas passam por processo de manutenção após serem criadas e, assim como os demais processos dentro do escritório, as rotinas também estão em constante processo de melhoria e adaptação.

Esse posicionamento surgiu a partir do desejo de otimizar, cada vez mais, nossas entregas – direcionando ao máximo a nossa atenção ao cliente e suas necessidades particulares. 

Por aqui, também acreditamos que o artesanal e o digital caminham de mãos dadas, criando uma mistura que nos permite avançar e inovar todos os dias em nossas entregas.

1º ENCONTRO BIM ASBEA RS e GRAPHO SOFTWARE

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Dia 26 de setembro aconteceu o 1º Evento BIM da Asbea RS em parceria com a Grapho Software, no auditório do Sinduscon. A VZA marcou presença através dos arquitetos Camila Sfreddo, Fernanda Demarco e Gabriel Bachilli. “Foi uma rica experiência ver a apresentação de cases de projetos complexos produzidos em BIM. Os palestrantes trouxeram depoimentos do dia-a-dia da implantação desta metodologia e como ela altera nosso processo de projeto”, comenta a equipe da VZA.

EVENTO BEST SUL

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A VZA busca conhecimento de softwares BIM que sejam mais adequados à realidade e necessidades do escritório e de seus clientes. No dia 06, os arquitetos Camila Sfreddo e Gabriel Bachilli estiveram presentes no evento da empresa Best Sul, que apresentava as novidades da linha Autodesk 2014 através de cases de sucesso.

“Gostei de ver a integração de várias disciplinas envolvidas em um projeto de arquitetura”. Gabriel Bachilli

MODELO BIM

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Nova geração de desenhos auxiliados por computador altera a cultura das empresas de arquitetura

No teatro Jimbocho, em Tóquio, 650 arquitetos utilizaram o modelo BIM para coordenar por três meses o projeto que gerenciou complexibilidade e arte na obra.

No teatro Jimbocho, em Tóquio, 650 arquitetos utilizaram o modelo BIM para coordenar por três meses o projeto.

A VZA caminha para o BIM (Building Information Modeling ou Modelagem da Informação na Construção), uma referência no desenvolvimento de projetos de arquitetura, modelo para quem busca segurança e agilidade em projetos. O uso traz um conceito diferenciado das ferramentas e tecnologias tradicionais no mercado, requerendo uma adequação não apenas dos profissionais, mas também de todos os processos de gestão da empresa.

O investimento em capacitação, software e hardware que atendem o modelo é grande. Os resultados, porém, compensam de acordo com o arquiteto Gabriel Bachilli, profissional da VZA | Vera Zaffari Arquitetura.

“O BIM permite que a interação entre todas as disciplinas envolvidas nos projetos, mesmo os mais complexos, aconteça de forma ágil e confiável. Além disso, com a possibilidade de alimentação do seu banco de dados é possível estimar o valor de uma construção com bastante rigor ainda na fase de projeto”, diz Gabriel.

O BIM é a nova geração do CAD (computer-aided design, desenho auxiliado por computador), e está alterando a maneira de projetar. “Enquanto no CAD um projeto é desenhado de forma muito similar à régua T, no BIM somos levados a pensar de forma diferente. Saímos da linha e do micro para uma concepção mais detalhada que conduz a um processo mais completo, reduzindo retrabalhos e otimizando o tempo, o que é de grande valia aos nossos clientes.” comenta Gabriel Bachilli.

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No Japão, cerca de 650 arquitetos coordenaram por três meses o projeto do teatro Jimbocho, em Tóquio, com a ferramenta BIM: http://www.piniweb.com.br/construcao/arquitetura/bim-esta-mudando-a-maneira-de-projetar-no-mundo-inteiro-93523-1.asp

“Para a arquitetura, o BIM requer uma mudança…

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bim… de cultura no modo de trabalhar, pois é preciso pensar em todo o projeto de maneira mais integrada. A tecnologia diminui o retrabalho. Pelo BIM, cada detalhe que modificamos se reproduz automaticamente em todos os pontos que teriam impacto no projeto. Hoje, a maior parte do mercado brasileiro ainda costuma usar os recursos de informática disponíveis de uma forma muito similar à régua paralela e à régua T de antigamente. O trabalho braçal é enorme para revisar alterações de projeto e repassá-las a todos os projetistas envolvidos no processo”.

(Gabriel Bachilli, arquiteto da VZA)