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Por uma arquitetura mais verde

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Sustentabilidade não é mais uma tendência, mas uma necessidade no universo da arquitetura e da construção civil. Em meio ao aquecimento global, à crise hídrica e à preocupação com a preservação do meio ambiente, não basta projetar edifícios bonitos e funcionais. Eles precisam ser eficientes do ponto de vista socioambiental, sem desperdício de materiais de construção, pensando na reciclagem de recursos e — de preferência — prezando pela eficiência térmica, hídrica e energética do projeto. E isso apenas do ponto de vista ambiental. Em relação ao impacto humano, ele precisa promover a economia local e cuidar do bem-estar dos trabalhadores envolvidos na obra e de seus futuros usuários. 

“Pensar em arquitetura sustentável é buscar alternativas e soluções capazes de diminuir impactos ambientais, como utilização de materiais/revestimentos locais, o aproveitamento de energia solar e a reutilização da água da chuva”, explica a arquiteta da VZ&CO, Caroline Malaggi. 

Um projeto de arquitetura comercial sustentável respeita os conceitos e os padrões de uma marca, mas também busca reduzir os impactos ambientais que ele possa provocar. Nesses casos, os arquitetos podem sugerir soluções mais “verdes”, como a escolha de materiais reciclados, a construção de reservatório de captação de água ou iluminações naturais que reduzam a necessidade do uso de energia elétrica. 

“Antes de iniciar um projeto, conversamos com os nossos clientes para saber quais são as suas necessidades e também fazer sugestões do que podemos utilizar em uma obra. Baseadas nos levantamentos do terreno e da obra, sempre buscamos entregar projetos que atendam às premissas da sustentabilidade”, comenta a arquiteta.

GREEN BIM

Desperdício com material de obra não faz parte do vocabulário da VZ&CO. Justamente por isso, desenvolvemos todos os nossos projetos em BIM — metodologia que permite um projeto mais preciso, possibilitando a extração de quantitativos e racionalização dos materiais que serão utilizados em obra.

“Além de ter os custos reduzidos, obras projetadas em BIM têm o consumo de água e energia otimizados. Justamente por isso, os governos de países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos só contratam projetos desenvolvidos em BIM. Aqui, no Brasil, o governo federal estuda adotar a mesma prática e grandes varejistas, como a Renner, que é nosso cliente, também só trabalham com essa metodologia em seus projetos de lojas”, conta Vera Zaffari, CEO e arquiteta da VZ&CO.

Vale destacar: o problema do desperdício de materiais no setor da construção é real e precisa ser combatido. Para se ter ideia, somente em 2019, foram geradas  290,5 toneladas de entulho por dia no Brasil. Destes, apenas 21% são recicláveis. Os dados da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) alertam para uma realidade que precisa ser modificada.

Quer mais um motivo para realizar projetos sustentáveis? Cerca de 87% dos brasileiros preferem consumir produtos e serviços de empresas que adotam e preservam práticas sustentáveis. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em 2019, resultado de um estudo feito pela Union + Webster — agência  de pesquisa norte-americana.

SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

Conheça algumas estratégias aplicadas pela VZ&CO em seus projetos arquitetônicos para reduzir o impacto ambiental dos mesmos:

Utilização de placas solares – Ao aproveitar a luz do sol para gerar energia elétrica, empresas economizam na conta de luz e ainda aliviam a pressão que existe hoje sobre o sistema de geração de energia elétrica no Brasil — que sofre com a baixa dos reservatórios de água. Utilizar fontes de energia renováveis é importante na hora de criar um projeto e, por isso, recomenda-se a instalação de placas solares sempre que possível.  

Um dado interessante para empreendimento com mais de uma loja e com o mesmo CNPJ:  caso a energia solar gerada pelas placas de um estabelecimento seja maior do que a utilizada, a empresa poderá transferir os quilowatts remanescentes para outras lojas, mesmo que elas não tenham placas instaladas.

Iluminação natural – O aproveitamento de luz natural pode ser feito por meio de soluções como as clarabóias, zenitais e grandes aberturas. Quando sugeridas aberturas em fachadas, é importante realizar um estudo da incidência solar para que não haja interferência no conforto térmico interno, exigindo um maior tratamento por meio de sistemas de condicionamento de ar.

Automatização de sistemas – Quem disse que não dá para inovar com sustentabilidade? Um método eficiente para ajudar na redução de gastos desnecessários de energia é o uso de sistemas de iluminação inteligente.

“Mesmo com a iluminação natural, alguns empreendimentos precisam de luminárias, mesmo durante o dia. Então, esses sensores verificam se há presença de luz natural suficiente ou não. Se sim, automaticamente as luminárias são desligadas”, exemplifica Caroline.

 

Isolamento térmico – Existem diversas formas de tratamento térmico para deixar os ambientes mais agradáveis, além dos equipamentos de condicionamento de ar. Estratégias como o tratamento de coberturas feitas de mantas e telhados com isolamento térmico reduzem a carga do ambiente, assim como o uso de películas solares em vidros ou a utilização de sistemas brises, que controlam a incidência da entrada de luz de acordo com a orientação solar da fachada.

Reaproveitamento de água pluvial e piso permeável – Aeradores nas torneiras e vaso com caixas acopladas para controlar a vazão da água e telhados com sistemas de aproveitamento da água da chuva por meio de cisternas, são soluções sustentáveis para racionalização e uso da água. As chamadas águas cinzas (água de reaproveitamento), podem ser utilizadas para irrigação, lavagem de calçadas e até mesmo em bacias sanitárias. As técnicas, além de sustentáveis, trazem grandes economias em edificações, principalmente nas de grande escala — condomínios, hotéis, supermercados etc.

Análise de materiais no projeto para  otimização da execução – Especificar e sugerir materiais com fornecimento local nos projetos facilita o transporte, assim otimizando o tempo, a distância da entrega e diminuindo as emissões de carbono.  A construção seca, e quando possível modular, não só diminui desperdícios em obras, mas também acelera o tempo de construção e aumenta a facilidade futura de manutenção do edifício.

Dark stores: solução inteligente para logística

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As vendas no comércio eletrônico já se tornaram realidade na vida dos brasileiros. Apenas entre janeiro e março de 2021, as compras online somaram R$ 35,2 bilhões, registrando o aumento de 72,2% comparado ao ano anterior. Os dados são da Neotrust. 

Para acompanhar o ritmo de expansão, grandes marcas do varejo investem em soluções inteligentes para complementar a oferta das lojas físicas e também de seus e-commerces. E um jeito eficiente de fazer isso é apostando nas dark stores — espaços para armazenagem, separação e envio de produtos comprados online. Diferentemente dos galpões logísticos tradicionais, as dark stores parecem lojas comuns localizadas em centros urbanos, mas fechadas ao público.  

Gigantes do mundo do varejo, como Carrefour e Walmart, estão inaugurando “lojas escuras” em diferentes regiões do mundo. Em alguns estabelecimentos, os clientes podem inclusive retirar os produtos comprados pela internet nesses pequenos galpões. Como esses espaços não são pensados para receber pessoas, eles não podem acessar, mas conseguem retirar a compra já embalada, em um sistema drive through ou “clique e retire”

Para explicar o potencial das dark stores para o mercado de varejo, convidamos uma especialista no assunto: a arquiteta Vera Zaffari, CEO da VZ&CO. Confira: 

Por que os varejistas deveriam investir na construção de dark stores

VZ: Esse modelo de galpão logístico está ganhando espaço, porque ajuda a melhorar a experiência e conveniência do cliente, que pode escolher se prefere receber o produto  em casa em um breve tempo ou retirá-lo na loja física. Além de facilitar o atendimento pelos canais de compras, esse modelo oferece conveniência, qualidade e o investimento ao varejista é reduzido. Afinal, esses espaços de armazenagem são menores do que um galpão logístico tradicional. Na prática, esses empreendimentos lembram o tamanho e localidade de um comércio de proximidade, pois normalmente estão localizados em centros urbanos. 

O conceito de dark stores não é novo, mas tem se tornado mais popular agora, depois da pandemia. Por que isso aconteceu? 

VZ: É praxe que os consumidores busquem mais comodidade, qualidade e valor na hora de fazer suas compras. A pandemia apenas acelerou esse movimento, que já era crescente, de ampliação do consumo online. Acontece que muitas lojas físicas não estavam preparadas para atender as demandas de seus e-commerces. Muitas não tinham um planejamento logístico consistente, com centros de distribuições, transit points e dark stores.  Agora, o varejo começou a buscar soluções de arquitetura para se adaptar a essa realidade e, por isso, aumentou o interesse pelas dark stores. Particularmente, considero uma estratégia inteligente porque essas lojas não demandam grandes investimentos de arquitetura ou manutenção, têm localização central, exigem áreas físicas menores, aumentam a visibilidade da marca e ainda ampliam a satisfação do cliente — que pode retirar o produto comprado de forma rápida e prática, como o clique e retire.

Você disse que uma das vantagens desse modelo no varejo é a conveniência. Por quê?  

VZ: Se pararmos para pensar, ninguém quer passar horas para realizar uma compra, nem esperar muito tempo para receber um produto em casa. As dark stores solucionam esses dois problemas. Isso porque elas oferecem economia ativa, 24 horas por dia e 7 dias por semana, possibilitando o máximo de flexibilidade ao cliente para realizar uma compra. Tudo sem fila, espaços lotados e sem problema de estacionamento. Assim é mais fácil compreender o porquê dessa logística funcionar. 

Quais os ganhos dessa solução para os varejistas? 

VZ: Como são modelos menores de galpões logísticos, o investimento não é tão alto quanto investir em um centro de distribuição, por exemplo. E eles são colocados em áreas residenciais, em pontos estratégicos para atender a todos. Pelo espaço não oferecer essa opção de presença física para comprar, os lugares podem ser menores e exigirão menores custos na manutenção estética. O projeto de arquitetura é otimizado, focando na organização do espaço e em estratégias para facilitar as retiradas dos produtos. Além disso, a qualidade e o frescor dos produtos (no caso de alimentos) poderão ser melhor gerenciados. Pelos produtos serem vendidos online, poderão ser armazenados em condições ideais, sem exageros e sem a preocupação de algo faltar. Além disso, nas dark stores os donos do varejo podem controlar melhor o estoque, evitando desperdícios. 

E para os clientes? 

VZ: Oferecer a possibilidade de escolher se quer receber o produto ou fazer a retirada, passa segurança e satisfação. Se o consumidor tiver urgência e preferir não esperar o serviço de entrega, a opção do clique e retire é rápida e com fácil acesso, já que o espaço não está distante de bairros residenciais. Além disso, pelo lugar estar bem localizado, o valor do frete também é reduzido na hora do fechamento da compra.

Arquiteta de futuros

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O sotaque não deixa dúvidas: a arquiteta Vera Zaffari é gaúcha, nascida em Cachoeira do Sul. Filha de empresário da Construção Civil e de empresária no ramo de alimentação, ainda criança, descobriu sua paixão pela arquitetura. Em vez de pentear as bonecas, preferia criar casas e ambientes para elas. Interessada por aquele universo, passou a vivenciar com o pai nas obras e entendeu que ali estava o seu futuro. 

“A arquitetura foi sempre a minha paixão. O cheiro da obra, a convivência diária desde pequena em construções, me moldaram e me tornaram o que sou hoje”, comenta Vera, que além de arquiteta, é  uma empreendedora respeitada, com projetos espalhados pelo Brasil, Uruguai e Argentina. 

 

Formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), de Porto Alegre (RS), Vera aprendeu já no primeiro estágio a se destacar profissionalmente. Antes mesmo de se formar, assumiu a liderança de vários projetos, aprendendo a lidar não só com a execução de projetos, mas também com os clientes. Resultado? Aos 23 anos, foi  convidada a virar sócia do escritório onde atuava.

Depois de alguns anos na profissão, a arquiteta percebeu que havia adquirido uma especialização na área que mais lhe dava prazer: a arquitetura comercial, em função das empresas que atendia. Em 1998, ela deixou a antiga sociedade para empreender por conta própria. Apesar de sentir o frio na barriga —  por ser uma mulher em uma época em que a arquitetura era majoritariamente dominada por homens —, ela  não desanimou e encarou o desafio. Nascia assim a VZ&CO. 

“Não foi fácil impulsionar o meu próprio negócio, mas as portas foram se abrindo por conta da qualidade dos projetos e pela determinação de sair vencedora – era vencer ou vencer. Fui convidada a participar de uma rodada de seleção de escritórios de arquitetura para atender uma grande rede varejista multinacional”, recorda Vera. 

A disputa somou 44 escritórios e deu à Vera o segundo lugar na classificação geral. Foi o suficiente para ela ser contratada. Esse primeiro grande cliente está até hoje na VZ&CO — mais uma prova da excelência não só dos projetos, mas do atendimento do escritório ao varejista.

E vale destacar: a VZ&CO coleciona prêmios em Gestão de Qualidade e projetos de arquitetura, como você pode conferir nesta linha do tempo da empresa

 

GESTÃO INOVADORA  

Logo que começou a empreender, Vera entendeu a importância de ser inovadora para criar diferenciação. Por isso, ela investiu fortemente na qualidade da gestão e na entrega de resultados para os clientes. 

“Nunca quis que a VZ&CO fosse apenas mais uma empresa de arquitetura, mas sim um nome de referência no mercado. Por isso,  fiz inúmeros cursos e MBA em Gestão Empresarial para entender e saber como posicionar o escritório como uma corporação inovadora, que preza pela gestão da qualidade, para entregar resultados e confiabilidade aos clientes”, afirma. 

Há 22 anos no mercado,  a VZ&CO se especializou  em arquitetura comercial e de varejo, mas também tem em seu portfólio projetos em hotelaria, centros de distribuição, restaurantes, arquitetura hospitalar e projetos de renovação e restauro de prédios antigos. 

“Nosso compromisso é entregar um trabalho inovador de qualidade, por meio de tecnologias e práticas sustentáveis. Como gestora,  busco manter relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros, sempre pensando em como deixar o escritório alinhado com o futuro”, complementa Vera.

 

BIM


 

Inovação é um conceito importante na vida de Vera Zaffari. Sempre em busca de trazer mais e melhores resultados para os clientes, ela faz questão de investir em novas tecnologias capazes de agregar valor na realização de projetos, melhorando tanto a qualidade quanto o tempo de entrega.

Em 2014, depois de realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil , Vera decidiu implantar uma das mais modernas ferramentas de modelagem de projetos na VZ&CO: o Building Information Modeling (BIM). Objetivo? Tornar os projetos da empresa o mais precisos e confiáveis possível.

“Por meio do BIM, conseguimos impactar de forma positiva a cultura de trabalho dos nossos arquitetos e, também, os projetos apresentados aos clientes. Por ser uma ferramenta  com foco em resultados, o BIM  interliga todas as partes interessadas, diminui custos, acelera processos de execução e muito mais”, explica.

Sempre em busca de melhores processos e resultados, Vera e equipe estão sempre estudando novas funcionalidades e pluggins para a ferramenta, Com isso, a metodologia está sempre evoluindo, ajudando a VZ&CO a fazer a gestão de projetos de forma assertiva, otimizando a gestão do tempo de obras, evitando custos desnecessários, maximizando o investimento dos clientes.  Outro ponto importante é a visualização do projeto, que pode alcançar a dimensão até 8D ou mais.  

O uso do BIM  também facilita a colaboração e a comunicação a distância, fazendo com que os erros sejam reduzidos e a produtividade seja aumentada. Esse resultado traz confiança na documentação final”, conclui a executiva, que percebeu na sua experiência com a ferramenta uma oportunidade de negócio. Hoje, além de realizar projetos de arquitetura comercial,  a VZ&CO também apoia  empresas com grande fluxo de projetos comerciais a fazer a transição para o BIM. 

Para finalizar, Vera nos conta qual seria — para ela — o segredo do sucesso: “Eu acredito muito na tecnologia e na inovação, por isso as uso em favor de melhorar a qualidade do trabalho que entrego no meu escritório. Como gestora, faço questão de  oferecer o melhor para quem nos contrata e estamos sempre evoluindo para fazer a diferença e trazer resultados felizes para todas as partes interessadas”. 

Hotel Laghetto Viverone Canela – aconchego é o “novo luxo”

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projeto hotel laghetto viverone canela luxo

Anteriormente, quando se pensava no projeto de um hotel, o foco da arquitetura estava ligado à valorização do luxo buscando a ostentação nos detalhes, no requinte dos revestimentos, nas escadas em mármore, em grandes esculturas e obras de arte nos halls de entrada. O luxo sempre teve um apelo muito visual, o que está totalmente associado à arquitetura. Entendia-se que o público buscava por este luxo e este era o maior valor da hotelaria. Com os novos tempos e as novas formas de se pensar, os hotéis foram se modernizando e entendendo o que o público buscava. Neste âmbito surge o conceito do novo luxo, que não está mais ligado à ostentação, à materialidade – o novo luxo está mais ligado às experiências não tangíveis, ao vivenciar, ao sentir.

Aliado a este novo conceito, desenvolver o projeto de um hotel é explorar todos os condicionantes do lugar, é entender o que público busca em uma hospedagem proporcionando a vivência do clima, trazendo o lazer para as áreas internas e que esta hospedagem seja escolhida não mais pela ostentação das materialidades empregadas no ambiente, mas sim, por toda a experiência que se pode ter.

A materialidade aliada ao conceito

Na concepção do projeto do Hotel Laghetto Viverone Canela, a maior preocupação foi o unir o clima da serra gaúcha à paisagem local, inserindo o projeto de forma sútil sem destoar do entorno. Todo o conceito do projeto é baseado na palavra aconchego. Desde o início da concepção até a escolhas dos materiais a serem empregados nas fachadas, sempre esteve muito forte o ideal em buscar um projeto acolhedor, dentro do padrão pré estabelecido pelo município, e ao mesmo tempo inovador e contemporâneo. Baseado nisso, buscamos materiais que sejam originários da serra gaúcha como o basalto, em superfície bruta mas com formatos regulares. A tonalidade cinza que remete ao frio da serra aparece na escolha da telha, na cor da pintura das fachadas, nos perfis das esquadrias e vidros. Para contrapor com a frieza do cinza, escolhemos o revestimento amadeirado que dá o calor e remete ao aconchego que tanto buscamos nesta concepção.

Para ilustrar um pouco como chegamos nas escolhas dos revestimentos para o projeto, trazemos uma prática do nosso processo de criação interno, chamada moodboard, é uma espécie de painel gráfico que une as texturas e cores do projeto para ilustrar visualmente estas combinações. Ele auxilia nas escolhas e na apresentação para o cliente, assim conseguimos ilustrar anteriormente as combinações de texturas que serão empregadas nas fachadas.

Neste painel podemos entender um pouco mais como fica a combinação do cinza com a tonalidade mais fria e sóbria através do basalto, e da madeira que tem um tom mais quente e acolhedor.

projeto hotel laghetto viverone canela luxo

 Ainda sobre o conceito do novo luxo empregado ao projeto do hotel Laghetto Viverone Canela, todo o programa de necessidades do hotel foi desenvolvido buscando a experiência do hóspede como um todo, tudo dentro de um só lugar. O projeto contém, além das diversas tipologias de suítes que vão desde as suítes simples até as suítes “família” que possibilitam a conexão de dois quartos, onde grandes grupos possam se hospedar em quartos conjugados, um restaurante com área interna e externa conectada à paisagem, espaço para eventos (casamentos, convenções, workshops, entre outros), academia, espaço kids, sala de jogos, piscina e sauna, todos de forma integrada, que possibilitam uma experiência completa de um hotel cinco estrelas. Todo o conforto e bem estar estão associados ao conceito principal do projeto.

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O projeto além do uso – cuidados com a operação

Com a evolução da arquitetura e dos novos formatos de hospedagem, buscamos sempre estar à frente da arquitetura, com soluções inovadoras que, além de proporcionar uma boa experiência aos usuários, proporcione ao operador deste serviço – no caso a bandeira Laghetto Viverone – fácil manutenção e custo reduzido de operação, durabilidade nas escolhas, facilidade nas reproduções sem perder o luxo, o requinte. Todos estes fatores resultam no sucesso da operação de um hotel.

Não basta pensar apenas no uso, mas também na operação destes serviços. O uso dos recursos naturais de forma responsável também faz parte do nosso projeto. Pensar em fachadas inteligentes, com vidros solares que minimizem a radiação e o calor interno, reduzindo o consumo de energia através dos condicionadores de ar, bem como a iluminação natural que se dá através das aberturas posicionadas de forma estratégica a explorar a orientação solar. Trazer ao projeto soluções como telhados verdes que proporcionam melhor condicionamento térmico aos ambientes através do resfriamento das lajes. Todos estes fatores foram inseridos no projeto para, além de reduzir o consumo de recursos naturais, reduzem o custo de operação.

Conclusão – o papel do arquiteto e o “novo luxo”

Um novo projeto é sempre um desafio, desenvolver este projeto em si, foi ainda mais desafiador, considerando um programa de necessidades extenso, com limitações de utilização do terreno em função das restrições dos regimes urbanísticos, aliados aos entraves das legislações de incêndio, com uma topografia ainda mais desafiadora e ainda assim, trazendo todo o conceito do projeto implícito em cada detalhe.

O papel do arquiteto, em tempos do novo luxo, é possibilitar que as pessoas aproveitem um dos bens mais importantes que se tem – o tempo – de forma confortável, vivenciando o melhor da hospedagem em um lugar acolhedor, que traga a experiência de se estar “em casa”, “mesmo longe dela”. O novo luxo pode ser um café em um lugar bacana, um almoço ao ar livre, ou até mesmo um passeio na serra, nós arquitetos estamos integrados a estes pequenos desejos pensando e projetando espaços para as pessoas desfrutarem, para as pessoas experienciarem, cada vez mais frequente a procura por lugares com diferenciais, que trazem estas pequenas felicidades que contemplam o conceito de novo luxo.

E para você o que é o novo luxo?

PROJETO ASSINADO PELA VZA, NOVO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DO GRUPO HIMALAIA É INAUGURADO

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Com necessidade de expandir operações de negócios e realocar a infraestrutura de suas atividades, o Grupo Himalaia inaugurou em agosto deste ano um novo centro de distribuição de produtos em Eldorado do Sul/RS. A equipe Vera Zaffari Arquitetura participou do processo desde a concepção, projeto e orçamentação da obra, dedicando toda sua expertise técnica e conhecimento em centros de distribuição para atingir o melhor custo do empreendimento e eficiência na viabilização da execução da obra.

Os tons de branco, azul e vermelho da edificação respeitam a identidade visual da marca. Quatro vezes maior do que a infraestrutura anterior, a nova sede do CD Himalaia acompanha um padrão moderno em nível tecnológico.

Vista aérea do CD Himalaia

Vista aérea do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

As instalações contam com um prédio administrativo, um armazém, um restaurante aberto ao público interno e externo, além de todas as áreas técnicas e de apoio necessárias ao funcionamento de um centro de distribuição.

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Restaurante aberto ao público

Restaurante aberto ao público

Enquanto a estrutura antiga possuía apenas cinco docas, o novo CD abriga 26 docas que atendem todo o fluxo de recebimento e expedição, com espaço para a manobra das carretas e fácil acessibilidade à rodovia. Com o crescimento das dependências do centro, aumentou também o número de funcionários do grupo, totalizando mais de cem colaboradores no quadro funcional.

Docas cobertas

Docas cobertas

Além do padrão moderno em nível tecnológico, o CD Himalaia é referência em sustentabilidade. Com o objetivo de economizar recursos naturais, o fechamento do prédio foi feito com materiais mais eficientes e isolantes, minimizando a carga térmica do ar condicionado e reduzindo o consumo de energia. As dependências são cobertas com isolante térmico e contam com lâmpadas sustentáveis, bem como iluminação natural, possibilitando menor consumo de energia. O uso de gerador em horário de ponta viabiliza uma economia mensal de 20%.

Ainda, aeradores nas torneiras, mictórios e torneiras com temporizador e bacias sanitárias com acionamento duplo resultam em uma economia de água de 49%. O reaproveitamento do calor excedente do ar condicionado é previsto para aquecer a água dos chuveiros dos funcionários.

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Por tudo isso, o empreendimento está sendo apresentado pela VZA a outros clientes do mercado coorporativo, incluindo shoppings, hotéis e varejo, como modelo de sustentabilidade, economia e prospecção de marca.

 

 

 

VZA projeta expansão de Lojas Eliane

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eliane2O escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura elaborou o novo projeto dos pontos de venda das Lojas Eliane, rede de varejo de roupas e calçados em franca expansão pelo interior dos estados de São Paulo e Paraná.

elianeAs mudanças representam uma mudança de posicionamento da empresa, que iniciou suas atividades com uma pequena loja em Carlópolis (PR) e hoje busca uma profissionalização em sua gestão.

eliane3“O projeto de Piraju, quarta loja, tem como premissas básicas favorecer o autosserviço e criar ambientes que conversem com seu público-alvo, sem perder o jeito de ser de cidade do interior, onde todos se conhecem”, especifica Vera Zaffari. Facilitar a operação para poder crescer sem perder a identidade é o principal desafio a ser vencido pelo projeto de arquitetura comercial. “Trabalhar com um projeto de loja que seja facilmente replicável, mas que tenha uma conceituação firme, consistente, se faz necessário no momento de expansão das redes de varejo”, ensina a arquiteta.

 

Veja os novos ambientes da Luel projetados pela VZA

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Luel_fachada-1024x682Um dos mais recentes projetos finalizados pelo escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura é o da loja Luel, localizada na Av. Ipiranga, em Porto Alegre.

A proposta era remodelar o espaço, que a partir de agora é destinado para variados segmentos de decoração e móveis planejados. Era preciso criar ambientes como em uma residência, para que o público entrasse e vislumbrasse a sala de estar, a cozinha, a sala de jantar, o quarto, o closet. “Vera Zaffari e sua equipe captaram com exatidão e sensibilidade essa ideia. Tudo ficou melhor do que imaginávamos”, atesta Elvete de Oliveira Garcia Sá, diretora da loja.

Confira os ambientes projetados por Vera Zaffari e como ficou a nova loja Luel:

SALA DE ESTAR

Luel4

 SALA DE JANTAR

Luel

COZINHA

Luel5

 QUARTO DO CASAL

Luel6

 QUARTO DE SOLTEIRO

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Graciela Zaffari e o trabalho pela qualidade na VZA

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Foto: Tiago TrindadeO padrão de qualidade do escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura é construído diariamente, com práticas de gestão atuais e de resultado comprovado – um trabalho reconhecido pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) com a Medalha (2012) e o Troféu Bronze (2013). Braço direito de Vera Zaffari no escritório, a arquiteta Graciela Zaffari (foto) trabalha para garantir essa qualidade. Como gerente de produção, ela organiza o trabalho, equilibra demandas, chama parceiros das áreas complementares para demandar projetos e otimiza o trabalho para que tudo ande de forma fluída – e para que novos projetos possam ser entregues ao cliente atendendo às suas necessidades. “Com o PGQP, aprendemos a identificar necessidades instrumentais que melhor nos ajudam na organização dos sistemas. Procuramos distribuir os projetos de acordo com os perfis de nossos profissionais para atendermos as necessidades dos clientes com excelência, rapidez e inovação”, teoriza.

VZA_GMMUma das atividades que integram o plano de ação na gestão de qualidade da VZA é o Good Morning Meeting. Trata-se de uma reunião semanal, sempre às segundas-feiras pela manhã, em que os líderes de equipe trocam informações sobre os novos projetos, atualizam os dados dos trabalhos em andamento e discutem indicadores e ideias para novas ações na empresa. “Filtramos todos os projetos do escritório e os organizamos, unificando a linguagem para o cliente”, conta Graciela. O tema da reunião é escolhido conforme a demanda. Reuniões quinzenais e um fórum de melhorias também fazem parte do escopo do trabalho pela busca de qualidade no dia a dia do escritório. “A comunicação entre os arquitetos é fundamental. Projetos de grandes clientes, dos quais vários profissionais participam, precisam estar alinhados. Nas reuniões podemos esclarecer dados, tirar dúvidas, vemos no que um e outro pode auxiliar, estabelecemos prioridades, orientamos mudanças”, especifica Graciela.

verazaffariA trajetória, o conhecimento e as experiências de Graciela colaboram em seu trabalho de busca da qualidade. Ela destaca o trabalho na Enia, em Paris (acima, Graciela e Vera Zaffari com diretores da agência). “Trata-se de um escritório no estilo ‘descolado’, como o Google costuma ser. Eles participam de muitos concursos, o que é comum na Europa. O fato de trabalharem com projetos grandes, empreendimentos de até 70 mil metros quadrados, renovou minha experiência. Lá os projetos são mais direcionados à criação e os profissionais visitam mais a obra, o arquiteto tem maior poder de decisão”, relata.

Museu em Miami expõe arenas da Copa

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beirarioO Coral Gables Museum, na Grande Miami, apresenta a exibição “12 Stadiums, 12 Cities”, que traz imagens e maquetes de todos os estádios projetados para a Copa do Mundo no Brasil. O foco é a arquitetura esportiva de ponta, a sustentabilidade dos estádios e a diversidade cultural do Brasil representada pelo conjunto das 12 cidades (na foto, o Beira-Rio, em Porto Alegre).

12Stadiums12Cities-dates-440-logoDurante a exposição, que pode ser conferida até 14 de setembro, o museu também apresenta uma programação paralela, que inclui a transmissão dos jogos da Copa na praça externa do Museu, uma palestra com arquitetos que projetaram alguns dos estádios, a exibição de filmes e palestras sobre cultura brasileira, música, e futebol, além de oficinas de arte e cultura brasileira para crianças.

 

 

Vinícolas reinventam-se através da arquitetura

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Em recente viagem à Europa, a arquiteta Vera Zaffari pode constatar o que já havia visto e avaliado em seus estudos no Brasil: as vinícolas descobriram a arquitetura como grande aliada na reinvenção de seus negócios.

“A nova arquitetura, moderna, renovada, transformou-se em mais um atrativo para quem visita as vinícolas, que estão descobrindo uma nova forma de receber seus visitantes”, conta a arquiteta. Os atrativos para o fortalecimento da marca e para reter o cliente mais tempo nos estabelecimentos vão para além do bom vinho e da boa gastronomia. “O visitante busca os prazeres do paladar e do olfato, mas também passa a apreciar o belo, a beleza das construções, a mistura da tradição com novos conceitos de arquitetura e design de interiores. E as empresas querem que suas instalações demonstrem que sua tradição, mas também que elas estão se modernizando e atualizando.”

Veja algumas das vinícolas visitadas por Vera Zaffari na Europa, em fotos feitas pela própria arquiteta:

Bodegas Baigorri (Alava - Espanha) (1)Bodegas Baigorri – A vinícola, localizada em Samaniego, Espanha, promove até sessões de yoga. A paisagem colabora para a meditação. Detalhes: http://bit.ly/UFzXA4 .

Bodega Cepa 21 (Ribera del Duero - Espanha) (3)Cepa 21 – Para além da qualidade dos vinhos, o lugar virou um centro de eventos disputado. Detalhes: http://bit.ly/1jtZvp1 .

Bodega Marqués do Riscal (3)Marqués de Riscal – Frank Gehry, que projetou o museu Guggenheim de Bilbao, criou o novo perfil da vinícola. Detalhes: http://bit.ly/1lrHEio .

Cantina Petra (Toscana - Itália) (7)I Vini Petra – Na Toscana, a memória de gregos e etruscos ecoa. Detalhes: http://bit.ly/SNpzED .

As vinícolas também estão transformando suas instalações em hotéis e spas no Rio Grande do Sul.

spadovinhoÉ o caso do Hotel Spa do Vinho, localizado em Bento Gonçalves, que tem projeto de Vera Zaffari. A arquiteta explica: “o projeto teve como base conceitual uma releitura das Cantinas da região da Toscana, Itália, localizadas junto aos vinhedos e onde são produzidos os seus vinhos. Esses locais também oferecem excelente hotelaria e gastronomia, assim como recebem visitas para degustação e venda de seus produtos. Algumas cantinas ainda oferecem os serviços de Spa, com produtos feitos à base do polifenol das uvas”.

O Spa do Vinho tem como premissa contemplar todas estas situações: um projeto de hotel inserido na região do Vale dos Vinhedos, tendo sua implantação no alto de uma colina em meio às vinhas e à região, produtora dos melhores vinhos e espumantes do Brasil. Há um restaurante com gastronomia diferenciada, onde se descortina o visual deslumbrante da região. Também um SPA foi concebido dentro dos melhores padrões técnicos para propiciar um ambiente relaxante aos hóspedes. “No topo do hotel, junto à cobertura, um espaço gourmet permite ao hospede que ele mesmo junte amigos e cozinhe para eles, apoiado por uma área externa configurada por ser um dos pontos mais altos da região”, emenda Vera.

O Hotel possui 128 apartamentos e uma estrutura de apoio com infraestrutura dimensionada para realizar grandes eventos.

Confira: http://bit.ly/1lHXj1V .