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Arquiteta de futuros

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O sotaque não deixa dúvidas: a arquiteta Vera Zaffari é gaúcha, nascida em Cachoeira do Sul. Filha de empresário da Construção Civil e de empresária no ramo de alimentação, ainda criança, descobriu sua paixão pela arquitetura. Em vez de pentear as bonecas, preferia criar casas e ambientes para elas. Interessada por aquele universo, passou a vivenciar com o pai nas obras e entendeu que ali estava o seu futuro. 

“A arquitetura foi sempre a minha paixão. O cheiro da obra, a convivência diária desde pequena em construções, me moldaram e me tornaram o que sou hoje”, comenta Vera, que além de arquiteta, é  uma empreendedora respeitada, com projetos espalhados pelo Brasil, Uruguai e Argentina. 

 

Formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), de Porto Alegre (RS), Vera aprendeu já no primeiro estágio a se destacar profissionalmente. Antes mesmo de se formar, assumiu a liderança de vários projetos, aprendendo a lidar não só com a execução de projetos, mas também com os clientes. Resultado? Aos 23 anos, foi  convidada a virar sócia do escritório onde atuava.

Depois de alguns anos na profissão, a arquiteta percebeu que havia adquirido uma especialização na área que mais lhe dava prazer: a arquitetura comercial, em função das empresas que atendia. Em 1998, ela deixou a antiga sociedade para empreender por conta própria. Apesar de sentir o frio na barriga —  por ser uma mulher em uma época em que a arquitetura era majoritariamente dominada por homens —, ela  não desanimou e encarou o desafio. Nascia assim a VZ&CO. 

“Não foi fácil impulsionar o meu próprio negócio, mas as portas foram se abrindo por conta da qualidade dos projetos e pela determinação de sair vencedora – era vencer ou vencer. Fui convidada a participar de uma rodada de seleção de escritórios de arquitetura para atender uma grande rede varejista multinacional”, recorda Vera. 

A disputa somou 44 escritórios e deu à Vera o segundo lugar na classificação geral. Foi o suficiente para ela ser contratada. Esse primeiro grande cliente está até hoje na VZ&CO — mais uma prova da excelência não só dos projetos, mas do atendimento do escritório ao varejista.

E vale destacar: a VZ&CO coleciona prêmios em Gestão de Qualidade e projetos de arquitetura, como você pode conferir nesta linha do tempo da empresa

 

GESTÃO INOVADORA  

Logo que começou a empreender, Vera entendeu a importância de ser inovadora para criar diferenciação. Por isso, ela investiu fortemente na qualidade da gestão e na entrega de resultados para os clientes. 

“Nunca quis que a VZ&CO fosse apenas mais uma empresa de arquitetura, mas sim um nome de referência no mercado. Por isso,  fiz inúmeros cursos e MBA em Gestão Empresarial para entender e saber como posicionar o escritório como uma corporação inovadora, que preza pela gestão da qualidade, para entregar resultados e confiabilidade aos clientes”, afirma. 

Há 22 anos no mercado,  a VZ&CO se especializou  em arquitetura comercial e de varejo, mas também tem em seu portfólio projetos em hotelaria, centros de distribuição, restaurantes, arquitetura hospitalar e projetos de renovação e restauro de prédios antigos. 

“Nosso compromisso é entregar um trabalho inovador de qualidade, por meio de tecnologias e práticas sustentáveis. Como gestora,  busco manter relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros, sempre pensando em como deixar o escritório alinhado com o futuro”, complementa Vera.

 

BIM


 

Inovação é um conceito importante na vida de Vera Zaffari. Sempre em busca de trazer mais e melhores resultados para os clientes, ela faz questão de investir em novas tecnologias capazes de agregar valor na realização de projetos, melhorando tanto a qualidade quanto o tempo de entrega.

Em 2014, depois de realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil , Vera decidiu implantar uma das mais modernas ferramentas de modelagem de projetos na VZ&CO: o Building Information Modeling (BIM). Objetivo? Tornar os projetos da empresa o mais precisos e confiáveis possível.

“Por meio do BIM, conseguimos impactar de forma positiva a cultura de trabalho dos nossos arquitetos e, também, os projetos apresentados aos clientes. Por ser uma ferramenta  com foco em resultados, o BIM  interliga todas as partes interessadas, diminui custos, acelera processos de execução e muito mais”, explica.

Sempre em busca de melhores processos e resultados, Vera e equipe estão sempre estudando novas funcionalidades e pluggins para a ferramenta, Com isso, a metodologia está sempre evoluindo, ajudando a VZ&CO a fazer a gestão de projetos de forma assertiva, otimizando a gestão do tempo de obras, evitando custos desnecessários, maximizando o investimento dos clientes.  Outro ponto importante é a visualização do projeto, que pode alcançar a dimensão até 8D ou mais.  

O uso do BIM  também facilita a colaboração e a comunicação a distância, fazendo com que os erros sejam reduzidos e a produtividade seja aumentada. Esse resultado traz confiança na documentação final”, conclui a executiva, que percebeu na sua experiência com a ferramenta uma oportunidade de negócio. Hoje, além de realizar projetos de arquitetura comercial,  a VZ&CO também apoia  empresas com grande fluxo de projetos comerciais a fazer a transição para o BIM. 

Para finalizar, Vera nos conta qual seria — para ela — o segredo do sucesso: “Eu acredito muito na tecnologia e na inovação, por isso as uso em favor de melhorar a qualidade do trabalho que entrego no meu escritório. Como gestora, faço questão de  oferecer o melhor para quem nos contrata e estamos sempre evoluindo para fazer a diferença e trazer resultados felizes para todas as partes interessadas”. 

Conheça o futuro da arquitetura de varejo

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As pessoas querem mais comodidade e não estão mais dispostas a perder tempo em filas intermináveis ou em ambientes que não lhes ofereçam uma experiência diferenciada. Em paralelo, as vendas online cresceram exponencialmente nos últimos meses e mudanças que levariam cinco anos para acontecer, foram aceleradas pela pandemia da Covid-19. Com isso, o varejo está tendo de se reinventar e a arquitetura que cuida desse setor também. 

O varejo bem-sucedido é aquele que se adapta à medida que as preferências, hábitos e tecnologia do consumidor mudam. E uma das mudanças mais proeminentes foi a mudança para o comércio eletrônico” explica Vera Zaffari, CEO da VZ&Co, escritório de arquitetura especializado em varejo.

Há mais de 20 anos atuando no mercado, ela nos conta sobre as principais tendências do varejo para os próximos anos, acelerados — segundo ela — pela pandemia do novo coronavírus. Confira:

Como você enxerga o futuro da arquitetura de varejo?

Vera Zaffari: Andando pelos centros de compras, mesmo aqueles mais consolidados e considerados nível A ou A+, é impossível não perceber os efeitos da pandemia no varejo de lojas físicas. Vários espaços, antes ocupados por lojas, estão fechados com tapumes no aguardo de novas locações ou soluções inovadoras que reinventem estes espaços. Neste período vimos que as vendas online cresceram exponencialmente no mundo inteiro. Mudanças que levariam 5 anos para acontecer, foram abreviadas e aconteceram em poucos meses. O que parece claro, entretanto, é que uma reformulação massiva da experiência de compra está em andamento. Este é o momento de acompanhar de perto o cenário do varejo que está em rápida evolução. Mudanças demográficas e aumento do comércio eletrônico são características da sociedade atual, ameaçando os shoppings tradicionais. Só que o design de experiência e a tecnologia são os ingredientes principais para o futuro bem-sucedido das compras off-line. Então, o varejo bem-sucedido é aquele que se adapta à medida que as preferências, hábitos e tecnologia do consumidor mudam. 

Quais são suas apostas para o futuro dos shoppings centers?

VZ: O ambiente competitivo está mudando, forçando-nos a repensar sobre o futuro da indústria de shopping center, desde quantos e que tipo de operações precisam abrigar e quão grande um equipamento deve ser para ter sucesso. Embora o e-commerce continue crescendo, a previsão é que em 2030, grande parte das compras ainda ocorrerão em lojas físicas e uma porcentagem ainda maior será influenciada por experiências em um ambiente físico, tornando-se crucial repensar o conceito atual. E me arrisco a fazer algumas previsões de como será o shopping do futuro, mesmo que saibamos que algumas poderão não se viabilizar.

 A conveniência terá um papel ainda maior no futuro do que hoje em função do e-commerce o click collect permanecerá vigente, alguns provavelmente na forma de mercearias de produtos frescos, onde os clientes podem comprar online e retirar os produtos prontos para serem consumidos. Os centros de coleta, operados por um varejista individual ou até mesmo pelo próprio centro de compras, também podem servir como locais onde as compras online sejam retiradas, devolvidas, alugadas e até revendidas. 

Sabemos que o espaço aberto é o marco para essa tendência. Por quê? 

VZ: Pesquisas já revelaram que os centros comerciais precisam ter áreas verdes, inspiradas em parques, e espaços para o cliente trabalhar, estudar, se divertir e até morar. Os espaços verdes podem substituir as grandes áreas de asfalto que cercam os centros comerciais de hoje, ocupando os espaços destinados aos estacionamentos, incentivando os consumidores a interagir com a natureza ou apenas desfrutar da paisagem. Esta possibilidade só se faz possível através do aumento do uso dos carros por aplicativo ou pela tendência de crescimento do uso da bicicleta, diminuindo a necessidade de tantas vagas de estacionamento.

Diante desse cenário, os Open Malls tendem a crescer?

Vera Zaffari: As instalações ao ar livre vêm ganhando popularidade nas compras offline porque permitem um distanciamento social mais confortável ao ar livre e por ser um local que aproveita a ventilação e luz natural. Os custos com manutenção acabam sendo reduzidos. Além disso, por serem construídos, em grande maioria, em bairros residenciais com grande fluxo de pessoas, acabam se tornando opções para quem está em busca de fazer compras rápidas e, preferencialmente, nos caminho de volta para casa já que eles costumam ser mais fáceis de acessar, estacionar e entrar do que muitos shopping centers e centros comerciais regionais. Um ambiente para reunir conveniência, serviços, alimentação e aquele espaço verde para descansar. É um local que os dois lados ganham: os varejistas e os clientes. 

Todas essas tendências que você citou foram provocadas pela pandemia de Covid-19 ou apenas potencializadas por ela?

VZ: Antes mesmo da crise sanitária, o mercado já estava investindo em projetos de Open Malls, mas com a pandemia isso se intensificou. Como estes locais são uma ótima opção para continuar mantendo o distanciamento com segurança, eu arrisco dizer que o período pandêmico foi um catalisador para esse mercado. A tendência é que os ambientes a céu aberto gerem mais energia e engajamento para os clientes do que os tradicionais shoppings fechados. 

Para completar, com o aumento de pessoas em home office, esses espaços poderão ser os locais utilizados para reuniões, apesar de mais raras, que precisam ocorrer de forma presencial. Os centros comerciais passarão a ser o ponto de marcar reuniões, espaços para trabalhar, almoçar, fazer compras, passar por uma consulta, ir à academia etc.

Quais são as vantagens de um open mall para os donos de shopping e lojistas

VZ: O custo operacional é inferior ao de um shopping tradicional. Nos Open Malls existem lojas de diversos segmentos e a estrutura costumam contar com amplo estacionamento. Além disso, esses empreendimentos possuem vantagens similares às de um shopping center, como a segurança, limpeza, gestão profissional etc. Mas o ponto interessante, qual gosto de destacar, é justamente a taxa de condomínio menor. Então é possível oferecer os mesmos recursos de um shopping tradicional, com uma dinâmica de loja de rua.

Quais os ganhos para o consumidor?

VZ: A rapidez para resolver demandas em um só ambiente como conveniência, serviços e alimentação. É um espaço que reúne lojas de diversos segmentos, tornando o centro de proximidade um local completo e variado. Além disso, como já mencionei, é um ótimo ambiente para descansar também por causa dos espaços verdes, caso o mesmo privilegie os espaços com um bom projeto paisagístico.

Falando em consumidor, o que pode ser feito para mantê-los presentes em espaços comerciais? 

VZ: No futuro, toda atividade comercial terá o consumidor como seu arquiteto ou fracassará. O sucesso do varejo – hoje e amanhã – começa e termina com o desenvolvimento de uma compreensão competitiva do consumidor. Cada varejista ou centro de compras precisará elaborar uma proposta de valor ou promessa de marca distinta e inequívoca centrada no cliente. 

Os novos consumidores claramente preferem interações personalizadas e autênticas com a marca, uma preferência geralmente combinada com a crença nos benefícios de criar e manter fortes conexões com suas comunidades locais. Então, enquanto os centros de compras do passado usavam a tecnologia de maneira puramente logística e transacional, os empreendedores do futuro devem aproveitar as tecnologias que lhes permitem interagir e se comunicar com os consumidores armados com suas próprias tecnologias de compras e entendê-los nas suas autênticas necessidades. 

Por que investir, então, em tecnologias para oferecer melhor experiência aos clientes? 

VZ: Porque os centros de compras do futuro serão ambientes onde as pessoas se reúnem para se relacionar com amigos, conectar-se com compradores com ideias semelhantes, buscar experiências únicas, reafirmar valores, e relacionar-se de forma interativa com as marcas em um nível pessoal. As transações serão um subproduto da socialização e do engajamento do consumidor.  Os centros de compras podem se parecer com os shoppings de hoje ou poderão ser bem diferentes. As lojas de varejo tradicionais podem ancorá-los ou podem ser ancorados por unidades residenciais especiais construídas para um propósito, um complexo de entretenimento, um centro esportivo, uma instituição educacional ou instalação de saúde, ou mesmo organizados em torno de um tema ou conceito.

Independentemente da forma, eles serão organizados em torno do “impulso” do consumidor.  A nova ênfase será em bens e serviços locais ou regionais, autênticos, orientados para valores ou ofertas que proporcionam experiências e formam a infraestrutura de conexão que permite e facilita a forma como vivemos, trabalhamos, nos socializamos e, é claro, fazemos compras. 

Mercados de proximidade ou e-commerce: quem conquistará o coração dos clientes após a pandemia?

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Em um mundo pós pandêmico, as pessoas vão estar carentes de presença física e loucas para sair de casa ou cada vez mais dispostas a continuar comprando pela internet? Essa é uma dúvida que vem inquietando os varejistas não apenas do Brasil, mas do mundo. O que poucos deles perceberam é que não precisa haver uma disputa entre os mercados de proximidade e os e-commerces. Cada um deles atende, à sua maneira, públicos distintos. Em alguns casos, inclusive, eles podem somar forças. Confira:

 

 

MERCADOS DE PROXIMIDADE

Direcionado para compras rápidas e selecionadas, os mercados de proximidade são ideais para quem gosta de ver de perto o que está comprando.

 

No caso de hortifrutis, por exemplo, muitas pessoas preferem escolher a dedo, pessoalmente, o que vão levar para casa. Esse tipo de consumidor,  que gosta de ver de perto o produto, não gosta de fazer compras por site ou aplicativo”, explica Vera Zaffari, arquiteta e fundadora da VZ&CO.

 

Para esse público, o mercado de proximidade é uma excelente opção. Localizados em pontos estratégicos — dentro de bairros com demanda para consumo — eles contam com opções diferenciadas de produtos. Grandes marcas como o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Carrefour, já investem no conceito.

No Brasil, esse tipo de mercado já corresponde por 40% do volume de compras do varejo. Os dados são da GFK — empresa alemã especializada em estudos de mercado,

 

E-COMMERCE

Comprar pela internet é sinônimo de praticidade. No primeiro semestre do ano passado, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram compras online de acordo com um levantamento feito pela Ebit/Nelson — plataforma de opinião de consumidores do Brasil. A estimativa é que as vendas aumentem 26% em 2021.

 

O e-commerce não vai perder força. É um segmento que tem se reinventado e investido na melhoria da experiência dos clientes por meio de novas tecnologias, como a inteligência artificial”, comenta Rubiane Schneider, arquiteta da VZ&CO”.

 

O perfil de quem compra online, no entanto, é bem específico. Normalmente são pessoas que dominam as novas tecnologias da informação, levam uma vida corrida e não sentem prazer em sair para comprar alimentos. “Os clientes do e-commerce não são os mesmos dos mercados de proximidade. Em nossa experiência com arquitetura de varejo, fica claro que existe espaço para ambos”, destaca Vera.

 

SOMANDO FORÇAS

Grande marcas do varejo já entenderam que a melhor maneira de atender bem aos diferentes perfis de  consumidor é investindo em ambas as tendências. Por isso, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) fortaleceu suas plataformas de venda online em 2020 e, em paralelo, apostou na bandeira Minuto — uma versão menor e mais personalizada de seus mercados.

No início desse ano, a rede inaugurou mais uma loja na Avenida Marechal Mallet, em Praia Grande (SP). O projeto foi assinado pela VZ&Co, que está planejando outras quatros lojas, que serão inauguradas ainda este ano. No total, o GPA pretende lançar mais 30 lojas nesse conceito de proximidade.

Qual o resultado desses investimentos? Em 2020, as vendas da marca Pão de Açúcar — on-line e off-line —  cresceram 334,1% em relação ao ano anterior.  Um recorde de crescimento, que garantiu um faturamento líquido de R$  2,7 bilhões para o varejista.

Arquitetura Paramétrica: o encontro perfeito entre a criatividade e a precisão matemática

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O desenho a mão dentro do contexto da arquitetura é um daqueles tópicos sobre os quais parece que quase todo mundo tem uma opinião forte, não é? Mas enquanto muitos lamentam o fato de que as práticas tradicionais estão em declínio desde a revolução industrial, hoje, uma nova geração de arquitetos e designers começou a redefinir e atualizar a noção do “feito a mão” para incluir as mais modernas técnicas de design e fabricação disponíveis. 

Mas fazer a mão ou artesanalmente na era digital é difícil de definir. Para alguns, este processo de desenhar a mão evoca uma pureza de estilo, uma preferência pela prática humana em vez da máquina. Para outros, o desenho arquitetônico feito a mão é uma ode à  arquitetura clássica.

Porém, independente da nossa compreensão do termo “artesanal” dentro da arquitetura, cada vez mais o conhecimento ancestral de pedreiros e artesãos está embutido em um processo de design inteligente usando modelos geométricos feitos em computador – desde montagens de móveis e projetos arquitetônicos que desafiam a gravidade até fluxos de trabalho complexos. 

Com a chegada das inovações, novas habilidades passaram a ser exigidas dos arquitetos. E quando falamos inovações como a arquitetura paramétrica, especificamente, o uso de algoritmos e softwares especializados nos permite expandir, imaginar e criar formas totalmente novas.

Zaha Hadid fez isso brilhantemente e se tornou um dos grandes nomes da arquitetura moderna. Marcou seu nome na história através de suas curvas e formas abstratas, que foram possíveis graças a eles: os algoritmos, os dados e os parâmetros.

Mas afinal, o que são arquitetura e design paramétricos? 

Para facilitar o entendimento de como a arquitetura paramétrica funciona, vamos por partes. 

Primeiro, o arquiteto organiza toda as diretrizes de desenho que precisam ser fornecidas ao software. É papel desse profissional, por exemplo, trazer um direcionamento sobre o tipo de estrutura que irá ser usada em uma fachada e o tipo de vedação. Outras informações como a carta solar, ventos predominantes e informações sobre a localização do projeto também são relevantes de serem inseridas para que o programa faça o cálculo. A partir disso, o software está apto a calcular como essa fachada poderia se formar. 

O programa, então, transforma essas informações em parâmetros, que vão orientar o profissional de arquitetura paramétrica na criação do desenho final. Pela existência da arquitetura paramétrica, é possível hoje, criar um desenho de projeto cheio de curvas abstratas e milimetricamente calculado para receber a quantidade ideal de luz do sol ou ventilação, por exemplo. 

Ainda, durante o processo de trabalho utilizando a arquitetura paramétrica é possível voltar, alterar e incluir informações para mudar as modelagens com muita facilidade. E essa praticidade no dia a dia de trabalho é o que permite que os arquitetos de hoje possam experimentar ainda mais sua criatividade. Mais do que isso, a arquitetura paramétrica reduz o tempo e o desenvolvimento de projetos complexos. 

Como aplicamos princípios da arquitetura paramétrica nos projetos VZ&CO?

Aqui na VZ&CO utilizamos o Dynamo, software de programação visual que torna possível a criação de rotinas, pensadas a partir da análise de fluxos de trabalho padrão dos nossos processos. Com essas práticas,  podemos automatizar todas as ações que são repetitivas, manuais ou mecânicas, economizando tempo e gerando resultados ainda mais confiáveis. Dessa maneira, o arquiteto acaba se tornando responsável somente pelas atividades que exijam dele o ato de pensar, como a criação e gerenciamento dos projetos. 

Na VZ&CO trabalhamos por meio da tecnologia BIM na concepção dos projetos, uma tecnologia que possibilita criar digitalmente modelos virtuais precisos e com informações que serão acompanhados em toda a vida útil de uma edificação. Dentro desta tecnologia existem várias ferramentas que apoiam e complementam o processo e uma delas é o Dynamo. 

Um dos grandes diferenciais do Dynamo é que ele produz rotinas de trabalho que minimizam tempo, falhas e otimizam o projeto. O processo de criação de uma rotina, por exemplo, passa por diversas etapas e a primeira delas é a identificação de um problema, essa etapa surge de um esforço conjunto – onde o problema pode ser identificado por qualquer membro da nossa equipe. Se o problema em questão não puder ser resolvido através do próprio Revit, de forma rápida e simples, observamos que ele possui um outro nível de complexidade, onde a programação visual (Dynamo) se torna necessária.

Para conseguirmos desenvolver uma solução através do Dynamo, precisamos identificar inicialmente as informações fornecidas pelo próprio Revit (dados de entrada). Em seguida tentamos fixar um objetivo (dados de saída), ou seja, a solução que buscamos, que podem ser tarefas, extração de informações do modelo, quantitativos ou até mesmo modelagem e graficação do projeto dentro do Revit. 

Após essa etapa inicial tentamos criar um fluxograma, que tem o objetivo de transformar esses dados de entrada em dados de saída. Nessa etapa é essencial que tenhamos a capacidade de identificar subproblemas e a existência de dados intermediários, pois só assim conseguimos aos poucos ir separando o problema inicial em pequenos problemas. O que fazemos dentro desse fluxo nada mais é do que trabalhar e manipular informações/dados para retirar deles aquilo que precisamos. 

Por fim, nosso fluxo se torna uma rotina, passível a ser utilizada por qualquer membro da equipe de forma simples e rápida, pulando etapas de trabalho e tornando os resultados mais assertivos. Porém, é bom frisarmos que todas as rotinas passam por processo de manutenção após serem criadas e, assim como os demais processos dentro do escritório, as rotinas também estão em constante processo de melhoria e adaptação.

Esse posicionamento surgiu a partir do desejo de otimizar, cada vez mais, nossas entregas – direcionando ao máximo a nossa atenção ao cliente e suas necessidades particulares. 

Por aqui, também acreditamos que o artesanal e o digital caminham de mãos dadas, criando uma mistura que nos permite avançar e inovar todos os dias em nossas entregas.

Hotel Laghetto Viverone Canela – aconchego é o “novo luxo”

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Anteriormente, quando se pensava no projeto de um hotel, o foco da arquitetura estava ligado à valorização do luxo buscando a ostentação nos detalhes, no requinte dos revestimentos, nas escadas em mármore, em grandes esculturas e obras de arte nos halls de entrada. O luxo sempre teve um apelo muito visual, o que está totalmente associado à arquitetura. Entendia-se que o público buscava por este luxo e este era o maior valor da hotelaria. Com os novos tempos e as novas formas de se pensar, os hotéis foram se modernizando e entendendo o que o público buscava. Neste âmbito surge o conceito do novo luxo, que não está mais ligado à ostentação, à materialidade – o novo luxo está mais ligado às experiências não tangíveis, ao vivenciar, ao sentir.

Aliado a este novo conceito, desenvolver o projeto de um hotel é explorar todos os condicionantes do lugar, é entender o que público busca em uma hospedagem proporcionando a vivência do clima, trazendo o lazer para as áreas internas e que esta hospedagem seja escolhida não mais pela ostentação das materialidades empregadas no ambiente, mas sim, por toda a experiência que se pode ter.

A materialidade aliada ao conceito

Na concepção do projeto do Hotel Laghetto Viverone Canela, a maior preocupação foi o unir o clima da serra gaúcha à paisagem local, inserindo o projeto de forma sútil sem destoar do entorno. Todo o conceito do projeto é baseado na palavra aconchego. Desde o início da concepção até a escolhas dos materiais a serem empregados nas fachadas, sempre esteve muito forte o ideal em buscar um projeto acolhedor, dentro do padrão pré estabelecido pelo município, e ao mesmo tempo inovador e contemporâneo. Baseado nisso, buscamos materiais que sejam originários da serra gaúcha como o basalto, em superfície bruta mas com formatos regulares. A tonalidade cinza que remete ao frio da serra aparece na escolha da telha, na cor da pintura das fachadas, nos perfis das esquadrias e vidros. Para contrapor com a frieza do cinza, escolhemos o revestimento amadeirado que dá o calor e remete ao aconchego que tanto buscamos nesta concepção.

Para ilustrar um pouco como chegamos nas escolhas dos revestimentos para o projeto, trazemos uma prática do nosso processo de criação interno, chamada moodboard, é uma espécie de painel gráfico que une as texturas e cores do projeto para ilustrar visualmente estas combinações. Ele auxilia nas escolhas e na apresentação para o cliente, assim conseguimos ilustrar anteriormente as combinações de texturas que serão empregadas nas fachadas.

Neste painel podemos entender um pouco mais como fica a combinação do cinza com a tonalidade mais fria e sóbria através do basalto, e da madeira que tem um tom mais quente e acolhedor.

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 Ainda sobre o conceito do novo luxo empregado ao projeto do hotel Laghetto Viverone Canela, todo o programa de necessidades do hotel foi desenvolvido buscando a experiência do hóspede como um todo, tudo dentro de um só lugar. O projeto contém, além das diversas tipologias de suítes que vão desde as suítes simples até as suítes “família” que possibilitam a conexão de dois quartos, onde grandes grupos possam se hospedar em quartos conjugados, um restaurante com área interna e externa conectada à paisagem, espaço para eventos (casamentos, convenções, workshops, entre outros), academia, espaço kids, sala de jogos, piscina e sauna, todos de forma integrada, que possibilitam uma experiência completa de um hotel cinco estrelas. Todo o conforto e bem estar estão associados ao conceito principal do projeto.

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O projeto além do uso – cuidados com a operação

Com a evolução da arquitetura e dos novos formatos de hospedagem, buscamos sempre estar à frente da arquitetura, com soluções inovadoras que, além de proporcionar uma boa experiência aos usuários, proporcione ao operador deste serviço – no caso a bandeira Laghetto Viverone – fácil manutenção e custo reduzido de operação, durabilidade nas escolhas, facilidade nas reproduções sem perder o luxo, o requinte. Todos estes fatores resultam no sucesso da operação de um hotel.

Não basta pensar apenas no uso, mas também na operação destes serviços. O uso dos recursos naturais de forma responsável também faz parte do nosso projeto. Pensar em fachadas inteligentes, com vidros solares que minimizem a radiação e o calor interno, reduzindo o consumo de energia através dos condicionadores de ar, bem como a iluminação natural que se dá através das aberturas posicionadas de forma estratégica a explorar a orientação solar. Trazer ao projeto soluções como telhados verdes que proporcionam melhor condicionamento térmico aos ambientes através do resfriamento das lajes. Todos estes fatores foram inseridos no projeto para, além de reduzir o consumo de recursos naturais, reduzem o custo de operação.

Conclusão – o papel do arquiteto e o “novo luxo”

Um novo projeto é sempre um desafio, desenvolver este projeto em si, foi ainda mais desafiador, considerando um programa de necessidades extenso, com limitações de utilização do terreno em função das restrições dos regimes urbanísticos, aliados aos entraves das legislações de incêndio, com uma topografia ainda mais desafiadora e ainda assim, trazendo todo o conceito do projeto implícito em cada detalhe.

O papel do arquiteto, em tempos do novo luxo, é possibilitar que as pessoas aproveitem um dos bens mais importantes que se tem – o tempo – de forma confortável, vivenciando o melhor da hospedagem em um lugar acolhedor, que traga a experiência de se estar “em casa”, “mesmo longe dela”. O novo luxo pode ser um café em um lugar bacana, um almoço ao ar livre, ou até mesmo um passeio na serra, nós arquitetos estamos integrados a estes pequenos desejos pensando e projetando espaços para as pessoas desfrutarem, para as pessoas experienciarem, cada vez mais frequente a procura por lugares com diferenciais, que trazem estas pequenas felicidades que contemplam o conceito de novo luxo.

E para você o que é o novo luxo?

Rollout no Varejo e a Transformação Digital

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O varejo está passando por muitas mudanças para acompanhar os novos comportamentos do consumidor 4.0. Estas mudanças geraram transformações na indústria e agora impulsionam o varejo a inovar para atingir e atender este consumidor a partir das novas premissas de comportamento – onde nunca foi tão importante ter o foco do cliente nas decisões na forma como se relacionar com ele.

O comércio eletrônico, após o advento da popularização da internet mostrou que, para sobreviver, era preciso inovar, e o faz bem até hoje. Agora é a vez do varejo físico passar por esse processo de transformação digital, se reinventar através da arquitetura e oferecer novas experiências de compra para o consumidor de hoje, cada vez mais exigente.

Esta adequação ao novo consumidor precisa ser a base de um novo conceito e soluções adotadas na arquitetura e layout da loja física, consolidadas e replicadas para as demais unidades da rede. A isto chamamos de rollout.

Impacto do e-commerce na experiência da loja física

Urge as experiências on line e off line andarem juntas. Com a explosão do e-commerce, as lojas não são apenas pontos de transação, mas um ponto de contato em potencial em uma jornada maior do cliente. Este novo consumidor busca encontrar na loja física a mesma conveniência do digital, mas com uma experiência mais humana nas relações. Sendo assim, inovar na loja física não é mais uma opção – é mandatório. Quem continuar fazendo o mesmo, vendendo da mesma forma que sempre vendeu, não terá mais espaço no mercado.

As grandes redes de varejo, assim como as redes de bancos e hotéis com atuação regional ou nacional, precisam replicar os conceitos da suas propostas de valor através da arquitetura dos espaços, seja na implantação de novos pontos físicos ou na reforma dos pontos já existentes. Neste sentido, o rollout de projeto é quando todos os conceitos e inovações que são implementados precisam ser disseminados para toda a empresa. Rollout é uma tecnologia aplicada no layout – um novo processo de abastecimento ou novas formas de atendimento, após serem criados, testados e aprovados, padronizam-se os processos e, a partir disso, inicia-se a busca da próxima transformação em vários sites. Por isso o rollout é tão importante para a arquitetura de varejo.

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Arquitetura de varejo com rollout

No projeto são definidos o conceito e os itens que farão a composição do espaço em relação a layout, tecnologias, equipamentos, revestimentos, instalações e atendimento a todas as necessidades do novo consumidor. Esse projeto é desdobrado e adequado a cada novo espaço existente, o que permite ao empreendimento ganho em escalas e a certeza de que as melhores práticas já testadas e consolidadas serão implementadas.

O rollout no varejo é um passo natural para todo varejista que deseja expandir sua rede, se manter competitivo no mercado e à frente dos seus concorrentes a partir da entrega de novos produtos, serviços e conceitos inovadores. Os desafios existem, mas é possível superá-los com a ajuda de bons parceiros. São eles que tornarão essa jornada fluída, sem atrito, no menor tempo e custo possível. E a tecnologia aplicada ao processo de expansão das lojas físicas será a nova aliada do segmento para ser ainda mais competitivo na indústria 4.0.

A prática do rollout significa escalar o projeto que deu certo e adotá-lo de maneira abrangente. É estender o que deu certo em uma loja para toda a sua rede. É amplificar os resultados finais e compartilhar os benefícios de implementação benfeita. Para isso, existem inúmeros critérios a serem considerados antes, durante e depois de um rollout. O uso da inovação e de novas tecnologias ajudam na forma de conseguir eficiência operacional, como é o caso do uso do BIM em toda a cadeia do processo de expansão.

A implantação do rollout de um novo conceito, uma nova marca ou uma nova oferta em um grande número de locais de varejo como lojas, concessionárias, franquias, restaurantes ou postos de gasolina, pode ser um esforço extremamente complexo para uma empresa em nível nacional. Não é incomum que muitas dessas iniciativas sofram grandes atrasos ou falhas. Ainda mais comuns são os casos em que as lideranças não possuem visibilidade do progresso ou descobrem tarde demais que as metas de implantação não serão atingidas.

Metodologia BIM na arquitetura de varejo

A partir do uso da modelagem de informações na construção de um projeto 3D / 4D (BIM – Building Information Modeling), é possível implementar várias tecnologias de ponta que viabilizam a transformação digital da área de rollout dos pontos de venda fornecendo design, informações, dados, implementação e distribuição do varejo mais inteligentes e econômicos nos ciclos de vida do projeto. Com o uso da tecnologia BIM é possível se obter desenhos com maior qualidade e confiabilidade, antecipadamente, resultando em menos pedidos de alteração na obra ou geração de custos extras, facilitando aberturas mais rápidas, no prazo. A metodologia BIM não somente gera um projeto com entrega mais eficiente da loja, mas também às operações de instalação por meio do desenvolvimento de banco de dados confiável, conferindo melhores resultados a todo o processo.

Com o uso da tecnologia BIM, o processo de arquitetura (projeto e obra) são vinculados a um banco de dados onde é possível ter toda a inteligência e informações ao seu alcance, não importa onde você esteja. Ter o seu modelo BIM na nuvem significa que você terá acesso a informações detalhadas e atualizadas do projeto em qualquer dispositivo, em qualquer lugar que você esteja.

roll out rollout arquitetura varejo

Conclusão: A tecnologia acelera o futuro da arquitetura

Com o avanço rápido da tecnologia, agora existem muitas ferramentas que permitem aos arquitetos e projetistas simular situações como a luz solar durante diferentes horários do dia e estações do ano – buscando a redução de recursos naturais. A tecnologia BIM também pode calcular o desempenho energético da construção, o que pode ajudar os engenheiros e outros membros da equipe do projeto na busca de maior eficiência das soluções adotadas.

O BIM permite que todas as disciplinas envolvidas no projeto interajam sobre um mesmo modelo, ao mesmo tempo, garantindo que as possíveis interferências de uma disciplina na outra sejam resolvidas ainda em projeto.

Também é possível, através da utilização de tecnologias de Realidade Aumentada, visualizar na obra ou no local onde o mesmo será construído, como o projeto elaborado em BIM se comportará no ambiente quando concluído. Qual o nível de interferências e problemas que podem ser resolvidos antes mesmo da obra iniciar, gerando ganhos de tempo e de redução de custos extras no futuro.

Através da aplicação de novas tecnologias aplicadas sobre o projeto digital, é possível o acompanhamento da obra e dos seus estágios, comparando projeto com a realidade que que está sendo construída no conforto da sua casa ou escritório, assim como em qualquer lugar que você estiver.

O uso do BIM é a base da transformação digital do setor de expansão das empresas e pode se tornar um grande aliado nos processos de rollout do varejo.

PROJETO ASSINADO PELA VZA, NOVO CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO DO GRUPO HIMALAIA É INAUGURADO

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Com necessidade de expandir operações de negócios e realocar a infraestrutura de suas atividades, o Grupo Himalaia inaugurou em agosto deste ano um novo centro de distribuição de produtos em Eldorado do Sul/RS. A equipe Vera Zaffari Arquitetura participou do processo desde a concepção, projeto e orçamentação da obra, dedicando toda sua expertise técnica e conhecimento em centros de distribuição para atingir o melhor custo do empreendimento e eficiência na viabilização da execução da obra.

Os tons de branco, azul e vermelho da edificação respeitam a identidade visual da marca. Quatro vezes maior do que a infraestrutura anterior, a nova sede do CD Himalaia acompanha um padrão moderno em nível tecnológico.

Vista aérea do CD Himalaia

Vista aérea do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

Tecnologia de alta geração está presente em todos os equipamentos do CD Himalaia

As instalações contam com um prédio administrativo, um armazém, um restaurante aberto ao público interno e externo, além de todas as áreas técnicas e de apoio necessárias ao funcionamento de um centro de distribuição.

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Sede administrativa com 2.000m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Armazém com 6.800m² de área construída

Restaurante aberto ao público

Restaurante aberto ao público

Enquanto a estrutura antiga possuía apenas cinco docas, o novo CD abriga 26 docas que atendem todo o fluxo de recebimento e expedição, com espaço para a manobra das carretas e fácil acessibilidade à rodovia. Com o crescimento das dependências do centro, aumentou também o número de funcionários do grupo, totalizando mais de cem colaboradores no quadro funcional.

Docas cobertas

Docas cobertas

Além do padrão moderno em nível tecnológico, o CD Himalaia é referência em sustentabilidade. Com o objetivo de economizar recursos naturais, o fechamento do prédio foi feito com materiais mais eficientes e isolantes, minimizando a carga térmica do ar condicionado e reduzindo o consumo de energia. As dependências são cobertas com isolante térmico e contam com lâmpadas sustentáveis, bem como iluminação natural, possibilitando menor consumo de energia. O uso de gerador em horário de ponta viabiliza uma economia mensal de 20%.

Ainda, aeradores nas torneiras, mictórios e torneiras com temporizador e bacias sanitárias com acionamento duplo resultam em uma economia de água de 49%. O reaproveitamento do calor excedente do ar condicionado é previsto para aquecer a água dos chuveiros dos funcionários.

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Cobertura com telha zipada, isolamento térmico e acústico e iluminação natural

Por tudo isso, o empreendimento está sendo apresentado pela VZA a outros clientes do mercado coorporativo, incluindo shoppings, hotéis e varejo, como modelo de sustentabilidade, economia e prospecção de marca.

 

 

 

VZA projeta expansão de Lojas Eliane

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eliane2O escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura elaborou o novo projeto dos pontos de venda das Lojas Eliane, rede de varejo de roupas e calçados em franca expansão pelo interior dos estados de São Paulo e Paraná.

elianeAs mudanças representam uma mudança de posicionamento da empresa, que iniciou suas atividades com uma pequena loja em Carlópolis (PR) e hoje busca uma profissionalização em sua gestão.

eliane3“O projeto de Piraju, quarta loja, tem como premissas básicas favorecer o autosserviço e criar ambientes que conversem com seu público-alvo, sem perder o jeito de ser de cidade do interior, onde todos se conhecem”, especifica Vera Zaffari. Facilitar a operação para poder crescer sem perder a identidade é o principal desafio a ser vencido pelo projeto de arquitetura comercial. “Trabalhar com um projeto de loja que seja facilmente replicável, mas que tenha uma conceituação firme, consistente, se faz necessário no momento de expansão das redes de varejo”, ensina a arquiteta.

 

Veja os novos ambientes da Luel projetados pela VZA

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Luel_fachada-1024x682Um dos mais recentes projetos finalizados pelo escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura é o da loja Luel, localizada na Av. Ipiranga, em Porto Alegre.

A proposta era remodelar o espaço, que a partir de agora é destinado para variados segmentos de decoração e móveis planejados. Era preciso criar ambientes como em uma residência, para que o público entrasse e vislumbrasse a sala de estar, a cozinha, a sala de jantar, o quarto, o closet. “Vera Zaffari e sua equipe captaram com exatidão e sensibilidade essa ideia. Tudo ficou melhor do que imaginávamos”, atesta Elvete de Oliveira Garcia Sá, diretora da loja.

Confira os ambientes projetados por Vera Zaffari e como ficou a nova loja Luel:

SALA DE ESTAR

Luel4

 SALA DE JANTAR

Luel

COZINHA

Luel5

 QUARTO DO CASAL

Luel6

 QUARTO DE SOLTEIRO

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Graciela Zaffari e o trabalho pela qualidade na VZA

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Foto: Tiago TrindadeO padrão de qualidade do escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura é construído diariamente, com práticas de gestão atuais e de resultado comprovado – um trabalho reconhecido pelo Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) com a Medalha (2012) e o Troféu Bronze (2013). Braço direito de Vera Zaffari no escritório, a arquiteta Graciela Zaffari (foto) trabalha para garantir essa qualidade. Como gerente de produção, ela organiza o trabalho, equilibra demandas, chama parceiros das áreas complementares para demandar projetos e otimiza o trabalho para que tudo ande de forma fluída – e para que novos projetos possam ser entregues ao cliente atendendo às suas necessidades. “Com o PGQP, aprendemos a identificar necessidades instrumentais que melhor nos ajudam na organização dos sistemas. Procuramos distribuir os projetos de acordo com os perfis de nossos profissionais para atendermos as necessidades dos clientes com excelência, rapidez e inovação”, teoriza.

VZA_GMMUma das atividades que integram o plano de ação na gestão de qualidade da VZA é o Good Morning Meeting. Trata-se de uma reunião semanal, sempre às segundas-feiras pela manhã, em que os líderes de equipe trocam informações sobre os novos projetos, atualizam os dados dos trabalhos em andamento e discutem indicadores e ideias para novas ações na empresa. “Filtramos todos os projetos do escritório e os organizamos, unificando a linguagem para o cliente”, conta Graciela. O tema da reunião é escolhido conforme a demanda. Reuniões quinzenais e um fórum de melhorias também fazem parte do escopo do trabalho pela busca de qualidade no dia a dia do escritório. “A comunicação entre os arquitetos é fundamental. Projetos de grandes clientes, dos quais vários profissionais participam, precisam estar alinhados. Nas reuniões podemos esclarecer dados, tirar dúvidas, vemos no que um e outro pode auxiliar, estabelecemos prioridades, orientamos mudanças”, especifica Graciela.

verazaffariA trajetória, o conhecimento e as experiências de Graciela colaboram em seu trabalho de busca da qualidade. Ela destaca o trabalho na Enia, em Paris (acima, Graciela e Vera Zaffari com diretores da agência). “Trata-se de um escritório no estilo ‘descolado’, como o Google costuma ser. Eles participam de muitos concursos, o que é comum na Europa. O fato de trabalharem com projetos grandes, empreendimentos de até 70 mil metros quadrados, renovou minha experiência. Lá os projetos são mais direcionados à criação e os profissionais visitam mais a obra, o arquiteto tem maior poder de decisão”, relata.