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Por uma arquitetura mais verde

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Sustentabilidade não é mais uma tendência, mas uma necessidade no universo da arquitetura e da construção civil. Em meio ao aquecimento global, à crise hídrica e à preocupação com a preservação do meio ambiente, não basta projetar edifícios bonitos e funcionais. Eles precisam ser eficientes do ponto de vista socioambiental, sem desperdício de materiais de construção, pensando na reciclagem de recursos e — de preferência — prezando pela eficiência térmica, hídrica e energética do projeto. E isso apenas do ponto de vista ambiental. Em relação ao impacto humano, ele precisa promover a economia local e cuidar do bem-estar dos trabalhadores envolvidos na obra e de seus futuros usuários. 

“Pensar em arquitetura sustentável é buscar alternativas e soluções capazes de diminuir impactos ambientais, como utilização de materiais/revestimentos locais, o aproveitamento de energia solar e a reutilização da água da chuva”, explica a arquiteta da VZ&CO, Caroline Malaggi. 

Um projeto de arquitetura comercial sustentável respeita os conceitos e os padrões de uma marca, mas também busca reduzir os impactos ambientais que ele possa provocar. Nesses casos, os arquitetos podem sugerir soluções mais “verdes”, como a escolha de materiais reciclados, a construção de reservatório de captação de água ou iluminações naturais que reduzam a necessidade do uso de energia elétrica. 

“Antes de iniciar um projeto, conversamos com os nossos clientes para saber quais são as suas necessidades e também fazer sugestões do que podemos utilizar em uma obra. Baseadas nos levantamentos do terreno e da obra, sempre buscamos entregar projetos que atendam às premissas da sustentabilidade”, comenta a arquiteta.

GREEN BIM

Desperdício com material de obra não faz parte do vocabulário da VZ&CO. Justamente por isso, desenvolvemos todos os nossos projetos em BIM — metodologia que permite um projeto mais preciso, possibilitando a extração de quantitativos e racionalização dos materiais que serão utilizados em obra.

“Além de ter os custos reduzidos, obras projetadas em BIM têm o consumo de água e energia otimizados. Justamente por isso, os governos de países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos só contratam projetos desenvolvidos em BIM. Aqui, no Brasil, o governo federal estuda adotar a mesma prática e grandes varejistas, como a Renner, que é nosso cliente, também só trabalham com essa metodologia em seus projetos de lojas”, conta Vera Zaffari, CEO e arquiteta da VZ&CO.

Vale destacar: o problema do desperdício de materiais no setor da construção é real e precisa ser combatido. Para se ter ideia, somente em 2019, foram geradas  290,5 toneladas de entulho por dia no Brasil. Destes, apenas 21% são recicláveis. Os dados da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) alertam para uma realidade que precisa ser modificada.

Quer mais um motivo para realizar projetos sustentáveis? Cerca de 87% dos brasileiros preferem consumir produtos e serviços de empresas que adotam e preservam práticas sustentáveis. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em 2019, resultado de um estudo feito pela Union + Webster — agência  de pesquisa norte-americana.

SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

Conheça algumas estratégias aplicadas pela VZ&CO em seus projetos arquitetônicos para reduzir o impacto ambiental dos mesmos:

Utilização de placas solares – Ao aproveitar a luz do sol para gerar energia elétrica, empresas economizam na conta de luz e ainda aliviam a pressão que existe hoje sobre o sistema de geração de energia elétrica no Brasil — que sofre com a baixa dos reservatórios de água. Utilizar fontes de energia renováveis é importante na hora de criar um projeto e, por isso, recomenda-se a instalação de placas solares sempre que possível.  

Um dado interessante para empreendimento com mais de uma loja e com o mesmo CNPJ:  caso a energia solar gerada pelas placas de um estabelecimento seja maior do que a utilizada, a empresa poderá transferir os quilowatts remanescentes para outras lojas, mesmo que elas não tenham placas instaladas.

Iluminação natural – O aproveitamento de luz natural pode ser feito por meio de soluções como as clarabóias, zenitais e grandes aberturas. Quando sugeridas aberturas em fachadas, é importante realizar um estudo da incidência solar para que não haja interferência no conforto térmico interno, exigindo um maior tratamento por meio de sistemas de condicionamento de ar.

Automatização de sistemas – Quem disse que não dá para inovar com sustentabilidade? Um método eficiente para ajudar na redução de gastos desnecessários de energia é o uso de sistemas de iluminação inteligente.

“Mesmo com a iluminação natural, alguns empreendimentos precisam de luminárias, mesmo durante o dia. Então, esses sensores verificam se há presença de luz natural suficiente ou não. Se sim, automaticamente as luminárias são desligadas”, exemplifica Caroline.

 

Isolamento térmico – Existem diversas formas de tratamento térmico para deixar os ambientes mais agradáveis, além dos equipamentos de condicionamento de ar. Estratégias como o tratamento de coberturas feitas de mantas e telhados com isolamento térmico reduzem a carga do ambiente, assim como o uso de películas solares em vidros ou a utilização de sistemas brises, que controlam a incidência da entrada de luz de acordo com a orientação solar da fachada.

Reaproveitamento de água pluvial e piso permeável – Aeradores nas torneiras e vaso com caixas acopladas para controlar a vazão da água e telhados com sistemas de aproveitamento da água da chuva por meio de cisternas, são soluções sustentáveis para racionalização e uso da água. As chamadas águas cinzas (água de reaproveitamento), podem ser utilizadas para irrigação, lavagem de calçadas e até mesmo em bacias sanitárias. As técnicas, além de sustentáveis, trazem grandes economias em edificações, principalmente nas de grande escala — condomínios, hotéis, supermercados etc.

Análise de materiais no projeto para  otimização da execução – Especificar e sugerir materiais com fornecimento local nos projetos facilita o transporte, assim otimizando o tempo, a distância da entrega e diminuindo as emissões de carbono.  A construção seca, e quando possível modular, não só diminui desperdícios em obras, mas também acelera o tempo de construção e aumenta a facilidade futura de manutenção do edifício.

Você sabe a diferença entre dark stores, transit points e galpões logísticos?

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Essas três soluções de logística trazem ganhos diferentes para quem vende seus produtos online e deseja melhorar sua performance de entregas.

Antes da pandemia, receber um produto em casa em até  três dias era visto com muito bons olhos pelo consumidor. Então, tudo mudou! Agora, o coração do cliente tende a bater mais forte por quem entrega o produto no mesmo dia ou no menor espaço de tempo. E a melhor maneira de fazer isso, é investindo em uma ou mais das seguintes soluções logísticas:

1. Centros de distribuição/Galpões logísticosProjeto de CD do Centro Himalaia

Esses dois nomes são utilizados para definir espaços de armazenagem de produtos localizados em pontos  estratégicos, com acesso às principais rodovias. O objetivo é facilitar a logística das entregas, além de acelerar processos e beneficiar os dois lados — cliente e varejista

“O galpão logístico é estratégico, pois facilita a entrega dos produtos de modo contínuo e direto, reduzindo a necessidade de estoque e, consequentemente, gerando ganhos entre o custo, a armazenagem e o transporte”, explica Vera Zaffari, arquiteta fundadora da VZ&CO.

Para completar, essas estruturas garantem controle de estocagem e distribuição por centralizarem toda a logística de uma operação. Sendo assim, exigem grandes áreas para serem implementados. Seu funcionamento é focado em receber, movimentar, armazenar, separar e expedir mercadorias de forma prática e centralizada. 

Uma das empresas que aposta pesado na estratégia dos centros logísticos é a Amazon — uma das principais referências globais em agilidade de entrega e satisfação do consumidor. Somente aqui no Brasil, ela possui galpões em São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Essas unidades viabilizam a realização de entregas em até 24 horas nas grandes capitais.

2. Transit points

Diferentemente dos centros de distribuição, o transit point mantém a ideia de acelerar as entregas, mas com uma outra proposta de logística. As mercadorias que chegam a esses espaços já têm seus destinos definidos. Elas chegam com a nota fiscal endereçada aos consumidores finais, podendo ser liberados imediatamente para a entrega local.

“Os transit points são menores no tamanho e maiores em quantidade, garantindo a gestão eficiente das mercadorias, trazendo maior a agilidade para a entregas de produtos comprados em lojas físicas ou na internet. Para a indústria, é um local de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores. Lá, esses produtos serão organizados e distribuídos às redes de lojas ou consumidores”, exemplifica Vera. 

As operações realizadas nesses espaços são essenciais para organizar processos, reduzir gastos e melhorar a gestão de riscos e dos estoques. E assim como os centros logísticos, os transit points são econômicos na construção e manutenção dos espaços, por se tratar de uma estrutura simples e gerencial para controlar a distribuição de mercadorias e exigirem uma área menor para implantação.

3. Dark Stores

Eis aqui a mais nova tendência do mercado de varejo. As dark stores são espaços voltados à armazenagem, separação e envio de produtos comprados pela internet. Diferente dos transit point e centros logísticos tradicionais, elas se parecem como um comércio de proximidade, com espaço menor,  localizadas em centros urbanos, mas fechadas ao público.

Um dos projetos de dark store feito pela VZ&CO

Apesar de as dark stores serem fechadas ao público, elas complementam as lojas físicas e seus e-commerces, permitindo que o cliente retire o produto no local ou receba em casa no mesmo dia ou em poucas horas, garantindo a conveniência tão esperada pelo consumidor. Boa parte das dark stores permite ao consumidor retirar suas compras 24 horas por dia, 7 dias por semana. É o máximo de flexibilidade na hora de realizar uma compra. 

“Particularmente, considero uma solução logística inteligente. As dark stores não demandam grandes investimentos de arquitetura ou manutenção, costumam ter localização central, exigem áreas físicas menores, aumentam a visibilidade da marca e ainda ampliam a satisfação do cliente — que pode retirar o produto comprado de forma rápida e prática, como o clique e retire”, complementa a CEO da VZ&CO.

Agora que você já entendeu a diferença entre essas três soluções logísticas, que tal conversar conosco sobre qual delas seria melhor para a sua marca? Estamos à disposição para ajudá-lo!

Visão de negócios, gestão de projetos e inovação são a chave do sucesso da VZ&CO

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A arquitetura de varejo faz mais do que projetar espaços de compras atraentes e de fácil circulação. Ela ajuda a construir um relacionamento sólido entre o consumidor e a marca, ajudando o varejista a oferecer  uma melhor experiência de compras para seus clientes. 

A VZ&CO se especializou no assunto e oferece as melhores soluções arquitetônicas para o mercado de varejo. E como encantar o cliente faz parte do nosso negócio, desenvolvemos estratégias para oferecer a quem nos contrata a  melhor experiência possível, desde os levantamentos iniciais até o processos executivos do projeto.

“Por aqui, a gente não pensa só em projetar com qualidade, porque isso é o mínimo esperado de um escritório.  Nosso foco é fazer arquitetura comercial com um olhar de negócios, com foco nos resultados. Exploramos e desenvolvemos projetos para melhorar a experiência não só dos nossos clientes, mas dos clientes dos nossos clientes, para gerar resultados para todas as partes envolvidas” explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO. 

INOVAÇÃO EM FOCO

Buscar os melhores métodos para atingir resultados é tradição na VZ&CO. Ainda em 2014, após realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil, implementamos a metodologia Building Information Modeling (BIM) em nossos projetos, para torná-los mais assertivos e confiáveis.

“O BIM impactou de forma positiva a cultura de trabalho do nosso time e trouxe benefícios para os nossos clientes. Por ser focado em resultados, conseguimos interligar todas as partes de um projeto para automatizar, diminuir custos na obra, acelerar processos de execução e muito mais”, exemplifica Vera.

A metodologia também facilita a colaboração e a comunicação à distância entre os diferentes profissionais envolvidos no projeto, seja dentro ou fora do nosso escritório. Como o diálogo e a troca de informações é constante e sempre documentada, conseguimos reduzir erros e aumentar a produtividade do time. Para completar, como todo o projeto é construído conjuntamente, existe um significativo aumento na confiabilidade da documentação final entregue ao cliente. 

 

 

“O modelo em BIM ajuda nos processos simples e complexos de um projeto. Alguns exemplos vão desde a visualização a partir de um modelo integrado em três dimensões até a gestão e manutenção do edifício construído”, exemplifica. Ele permite, ainda, trabalhar de maneira interdisciplinar, atendendo até mesmo às demandas de custos, como o de planejamento e sustentabilidade. 

GESTÃO DE QUALIDADE

A equipe da VZ&CO é treinada e qualificada, constantemente, para oferecer as melhores e mais modernas  soluções arquitetônicas para os clientes.  “Desde o início, prezamos pela inovação, por gestão de qualidade e referência no mercado para entregar resultados e confiança aos clientes, por meio de um trabalho único, aliado às mais novas  tecnologias e as melhoras práticas sustentáveis”, pondera.

“Sempre que iniciamos um projeto novo, nossa equipe se divide para entender e atender a todas as necessidades do cliente. Organizamos uma estratégia. Um integrante da equipe fica responsável por desenvolver o template e, o outro, responsável por entender o padrão do cliente para verificar quais as oportunidades de automatizar alguma tarefa e os documentos que serão entregues em cada etapa de projeto, a fim de realizar uma entrega com excelência” explica a sócia e arquiteta da VZ&CO, Alexia Becker. 

Os projetos da VZ&CO são feitos a partir de uma profunda compreensão do programa, do local, das normas que impactam, das necessidades a serem atendidas, dos conceitos a serem mantidos sem deixar de descobrir o potencial do que pode ser entregue no fim. 

“Nossa experiência, conhecimento e recursos são mais eficazes quando ouvimos um ao outro. Trabalhamos uns com os outros e aprendemos uns com os outros. Afinal, além de entregar projetos eficientes, acreditamos na força da experiência, colaboração e na construção de relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros. Sempre olhando para o futuro” finaliza Vera Zaffari. 

Sobre a VZ&CO

Há 22 anos trazendo soluções inteligentes e inovadoras de arquitetura para o mercado, a VZ&CO atua na área comercial e de varejo, além de contar, em seu portfólio, projetos em hotelaria, centros logísticos e de distribuição, restaurantes, centros médicos, shoppings, redes de lojas, supermercados, projetos de renovação e restauro de prédios antigos.

Transit Point: investimento com retorno certo!

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Com a pandemia, as vendas pela internet dispararam no Brasil. Foram 301 milhões de compras apenas em 2020, de acordo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Alta de 68% em relação ao ano anterior. Nesse cenário,  cresceu também a pressão por entregas mais rápidas a custo cada vez menores, fato que tem levado grandes varejistas a reverem seus processos de logística e distribuição. Para eles, temos uma ótima notícia: existe uma solução arquitetônica econômica e eficiente, capaz de reduzir significativamente os custos e os prazos de entrega de uma loja virtual. Trata-se dos  transit points —  pontos intermediários de armazenagem e logística que atende regiões distantes dos armazéns centrais. 

“Com o crescimento do e-commerce, cresce a demanda por galpões logísticos menores e em maior quantidade, localizados mais próximos dos centros urbanos para atender mais regiões e com mais agilidade. Muitas empresas adicionaram ao modelo tradicional de ter um centro de distribuição central, vários transit poits, com várias unidades menores e mais dispersas geograficamente”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO, escritório de arquitetura especializado em varejo, com histórico de projetos voltados aos centros de distribuição, transit point, cross docking, condomínio logístico etc.

Investir em transit points é uma  estratégia-chave para empresas interessadas em expandir suas operações online.

“A gestão eficiente da logística confere um melhor desempenho para o varejo.  Para a indústria, é um espaço de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores, para serem consolidadas e enviadas para as redes de lojas ou consumidores”, acrescenta Vera. 

As operações realizadas em transit point são fundamentais para  reduzir  custos, organizar processos, eliminar pontos de estrangulamento, melhorar a gestão de riscos e dos estoques, além de agilizar a distribuição dos produtos. Assim, a empresa é capaz de oferecer ao cliente uma melhor experiência na compra, fato que aumenta a satisfação, a fidelidade e os índices de recompra. 

 

AS VANTAGENS DO TRANSIT POINT NO VAREJO

Diferentemente dos centros de armazenagem comuns, o transit point é um galpão logístico menor e não um espaço para o estoque de produtos.  Por ser menor e estar estrategicamente localizado nos pontos mais próximos dos centros urbanos, eles são capazes de atender com mais eficiência e rapidez as áreas mais afastadas dos armazéns centrais, atuando como um corredor de passagem das mercadorias. 

Por não exigir grandes estruturas de armazenagem, eles são financeiramente econômicos tanto no momento da construção quanto na manutenção dos espaços. 

“Os transit points  não necessitam de um grande investimento construtivo. Trata-se de uma estrutura mais simples e gerencial, para controlar a distribuição dos produtos”, exemplifica Vera. 

Outra característica importante destes galpões: as mercadorias que chegam já têm seus destinos definidos. Cada produto  já chega com a respectiva nota fiscal endereçada aos clientes finais, podendo ser expedidos imediatamente para a entrega local. Isso acaba otimizando e conferindo maior agilidade às operações da empresa. 

PROJETOS DA VZ&CO 

 

A VZ&CO tem em seu portfólio diversos  projetos na área de transit point, centros de distribuição (CD) e galpões logísticos. No momento, temos dois projetos em execução: a expansão de um CD da Leroy Merlin e um armazém logístico que será inaugurado nos próximos meses na cidade de Dois Irmãos (RS).  

A expansão do CD da Leroy Merlin visa a automatização do sistema integrado de armazenagem de pisos. A área total conta com 21.163m², aproximadamente.

“Este será o primeiro CD da Leroy Merlin para armazenagem de pisos e sua aplicação implica em cuidados especiais no Brasil. Desenvolvemos o layout implementando as salas de administrativos, sanitários, docas de recebimento e expedição, circulação externa e interna etc, e estamos atuando ativamente na compatibilização dos projetos complementares de contenção, estruturas de concreto e metálica”, explica o arquiteto Bruno Garcia, da VZ&CO.

Além dessa expansão, o escritório também está em curso com o case de um armazém logístico na cidade de Dois Irmãos (RS). Em um espaço de quase 37000 m², a VZ&CO projetou o plano de arquitetura para o melhor funcionamento do condomínio logístico, além de agilizar processos. 

“Fizemos um estudo do terreno para saber o que iria funcionar. Era mais estreito, com a largura inferior ao comprimento, então projetamos com atenção para a circulação de caminhões, com o pátio de manobras e as docas em apenas um lado do galpão industrial. Isso auxilia a logística de operação do cliente”, conta Vera Zaffari. 

Outro ponto importante da execução da obra: os arquitetos do projeto também pensaram em possíveis ampliações do espaço conforme a necessidade das demandas. “O projeto está sendo desenvolvido em fases e tem previsão de duas ampliações no futuro. Por isso, norteamos a setorização do CD, determinando a posição das docas, do estacionamento e da área administrativa em espaços que podem ser ampliados”, finaliza Vera.  

 

Desmistificando o BIM

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Uma ferramenta prática, eficiente e que foca resultados. Esse é um resumo das entregas do Building Information Modeling (BIM), uma das metodologias de modelagem de projetos mais potentes do mercado. Se você ainda está em dúvidas sobre migrar seus projetos para ele, precisa ler esta matéria.  Aqui, a VZ&CO — que utiliza o BIM em seus projetos desde 2014 — desconstrói 4 mitos sobre a implantação da ferramenta. Confira:

1 – Arquitetura em BIM é mais cara? 

Quando se fala em implementar o BIM, a maioria das pessoas reluta por achar que a mudança pode ser muito cara — um pensamento estranho para quem conhece os benefícios de um projeto correto na execução de uma obra, como os arquitetos. É fato que existe um custo inicial para a mudança dos processos de trabalho, mas assim como em qualquer reforma, o investimento se paga e traz retorno.  Especialmente porque  todo o valor de implantação é compensado pelo ganho de eficiência dos processos internos. Afinal, no BIM evita desperdícios, refação de trabalhos e gera mais confiança para o cliente orçar a obra.  

Outro ponto importante: o sistema conta com uma logística segura. Isso facilita o cálculo da construção e agiliza o processo.

“Uma das vantagens de projetar utilizando o BIM é estimar custos com maior precisão, gerir e diminuir os gastos com processos materiais. À medida em que vamos alterando informações no modelo, o quantitativo é alterado simultaneamente. As informações ficam salvas em tabelas explicativas, dando mais clareza para o cliente entender o que foi feito”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari.  

2 – O BIM é complexo?

 Não, não é. Assim como em qualquer outro sistema informatizado, é  fundamental treinar a equipe na ferramenta para que ela possa aproveitar todas as funcionalidades do BIM.  Mas a modelagem, em si, não é difícil de executar. Nós, da VZ&CO, buscamos facilitar a introdução dos nossos clientes no processo BIM, junto aos seus setores internos de projetos e obras, facilitando o processo e o manuseio do modelo, assim como agilizando o aprendizado do time.

3 – O BIM é só mais uma representação de modelo 3D

De jeito nenhum!  Por mais que o BIM faça uma representação visual do projeto, ele entrega muito mais do que visualização em três dimensões.  O sistema ajuda a produzir conjuntos de dados digitais e bancos de dados com informações gráficas e não gráficas do projeto. Além do detalhamento de forma virtual, os projetos gerados pode m ser quantificados, coordenados, planejados e podem ter informações recuperadas a qualquer momento, pois o registro fica salvo. São até 8 dimensões de informação que tornam a modelagem do projeto muito mais precisa e eficiente.

4 – O BIM é um software 

 Engana-se quem pensa assim. O BIM não é um software, é uma metodologia de modelagem capaz de aumentar significativamente a precisão e a previsibilidade de um projeto.  A implementação dele traz mudanças em pessoas, processos e tecnologias. Além disso, facilita a comunicação e a colaboração, deixando a modelagem de projetos mais ágil, facilitando os fluxos e a conversa à distância entre diferentes disciplinas. Essa melhoria na gestão do projeto reflete diretamente na redução de erros e no aumento da produtividade de todo o time. 


Otimizando o BIM  

A VZ&CO é referência no suporte à implantação do BIM em empresas. Desde 2014, trabalhamos com essa tecnologia e, desde então, aprendemos a otimizar a metodologia para  impulsionar, ainda mais, nossos  resultados e a qualidade da gestão. 

Listamos, a seguir,  alguns aplicativos complementares que podem ser adicionados ao BIM.  Saiba como elas são aplicadas ao nosso escritório e  como podem ser vantajosas para o seu negócio:

Navisworks – É um software criado para prever falhas de compatibilização, realizar a gestão do projeto ou a obra com a possibilidade de coordenação, integração, análise de custos e logística. Com essa ferramenta, é possível mapear elementos que só eram percebidos na obra. 

Visualização 360º – Com essa ferramenta, é possível oferecer ao cliente uma visualização mais clara do projeto, realizando uma verdadeira tour virtual pelo projeto para que ele consiga entender o espaço. 

Automação com Dynamo ou Phyton – Uma complementação que permite automatizar tarefas e  entregar resultados ainda mais confiáveis, tendo o especial cuidado no gerenciamento, que deve ser  entregue dentro do prazo. 

A  implementação dessas ferramentas trouxeram  resultados positivos na cultura do trabalho, permitindo a colaboração e agilidade nos processos. Os clientes também sentiram a melhora e os benefícios ao receberem os projetos detalhados, por exemplo.

Arquiteta de futuros

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O sotaque não deixa dúvidas: a arquiteta Vera Zaffari é gaúcha, nascida em Cachoeira do Sul. Filha de empresário da Construção Civil e de empresária no ramo de alimentação, ainda criança, descobriu sua paixão pela arquitetura. Em vez de pentear as bonecas, preferia criar casas e ambientes para elas. Interessada por aquele universo, passou a vivenciar com o pai nas obras e entendeu que ali estava o seu futuro. 

“A arquitetura foi sempre a minha paixão. O cheiro da obra, a convivência diária desde pequena em construções, me moldaram e me tornaram o que sou hoje”, comenta Vera, que além de arquiteta, é  uma empreendedora respeitada, com projetos espalhados pelo Brasil, Uruguai e Argentina. 

 

Formada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), de Porto Alegre (RS), Vera aprendeu já no primeiro estágio a se destacar profissionalmente. Antes mesmo de se formar, assumiu a liderança de vários projetos, aprendendo a lidar não só com a execução de projetos, mas também com os clientes. Resultado? Aos 23 anos, foi  convidada a virar sócia do escritório onde atuava.

Depois de alguns anos na profissão, a arquiteta percebeu que havia adquirido uma especialização na área que mais lhe dava prazer: a arquitetura comercial, em função das empresas que atendia. Em 1998, ela deixou a antiga sociedade para empreender por conta própria. Apesar de sentir o frio na barriga —  por ser uma mulher em uma época em que a arquitetura era majoritariamente dominada por homens —, ela  não desanimou e encarou o desafio. Nascia assim a VZ&CO. 

“Não foi fácil impulsionar o meu próprio negócio, mas as portas foram se abrindo por conta da qualidade dos projetos e pela determinação de sair vencedora – era vencer ou vencer. Fui convidada a participar de uma rodada de seleção de escritórios de arquitetura para atender uma grande rede varejista multinacional”, recorda Vera. 

A disputa somou 44 escritórios e deu à Vera o segundo lugar na classificação geral. Foi o suficiente para ela ser contratada. Esse primeiro grande cliente está até hoje na VZ&CO — mais uma prova da excelência não só dos projetos, mas do atendimento do escritório ao varejista.

E vale destacar: a VZ&CO coleciona prêmios em Gestão de Qualidade e projetos de arquitetura, como você pode conferir nesta linha do tempo da empresa

 

GESTÃO INOVADORA  

Logo que começou a empreender, Vera entendeu a importância de ser inovadora para criar diferenciação. Por isso, ela investiu fortemente na qualidade da gestão e na entrega de resultados para os clientes. 

“Nunca quis que a VZ&CO fosse apenas mais uma empresa de arquitetura, mas sim um nome de referência no mercado. Por isso,  fiz inúmeros cursos e MBA em Gestão Empresarial para entender e saber como posicionar o escritório como uma corporação inovadora, que preza pela gestão da qualidade, para entregar resultados e confiabilidade aos clientes”, afirma. 

Há 22 anos no mercado,  a VZ&CO se especializou  em arquitetura comercial e de varejo, mas também tem em seu portfólio projetos em hotelaria, centros de distribuição, restaurantes, arquitetura hospitalar e projetos de renovação e restauro de prédios antigos. 

“Nosso compromisso é entregar um trabalho inovador de qualidade, por meio de tecnologias e práticas sustentáveis. Como gestora,  busco manter relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros, sempre pensando em como deixar o escritório alinhado com o futuro”, complementa Vera.

 

BIM


 

Inovação é um conceito importante na vida de Vera Zaffari. Sempre em busca de trazer mais e melhores resultados para os clientes, ela faz questão de investir em novas tecnologias capazes de agregar valor na realização de projetos, melhorando tanto a qualidade quanto o tempo de entrega.

Em 2014, depois de realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil , Vera decidiu implantar uma das mais modernas ferramentas de modelagem de projetos na VZ&CO: o Building Information Modeling (BIM). Objetivo? Tornar os projetos da empresa o mais precisos e confiáveis possível.

“Por meio do BIM, conseguimos impactar de forma positiva a cultura de trabalho dos nossos arquitetos e, também, os projetos apresentados aos clientes. Por ser uma ferramenta  com foco em resultados, o BIM  interliga todas as partes interessadas, diminui custos, acelera processos de execução e muito mais”, explica.

Sempre em busca de melhores processos e resultados, Vera e equipe estão sempre estudando novas funcionalidades e pluggins para a ferramenta, Com isso, a metodologia está sempre evoluindo, ajudando a VZ&CO a fazer a gestão de projetos de forma assertiva, otimizando a gestão do tempo de obras, evitando custos desnecessários, maximizando o investimento dos clientes.  Outro ponto importante é a visualização do projeto, que pode alcançar a dimensão até 8D ou mais.  

O uso do BIM  também facilita a colaboração e a comunicação a distância, fazendo com que os erros sejam reduzidos e a produtividade seja aumentada. Esse resultado traz confiança na documentação final”, conclui a executiva, que percebeu na sua experiência com a ferramenta uma oportunidade de negócio. Hoje, além de realizar projetos de arquitetura comercial,  a VZ&CO também apoia  empresas com grande fluxo de projetos comerciais a fazer a transição para o BIM. 

Para finalizar, Vera nos conta qual seria — para ela — o segredo do sucesso: “Eu acredito muito na tecnologia e na inovação, por isso as uso em favor de melhorar a qualidade do trabalho que entrego no meu escritório. Como gestora, faço questão de  oferecer o melhor para quem nos contrata e estamos sempre evoluindo para fazer a diferença e trazer resultados felizes para todas as partes interessadas”. 

Conheça o futuro da arquitetura de varejo

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As pessoas querem mais comodidade e não estão mais dispostas a perder tempo em filas intermináveis ou em ambientes que não lhes ofereçam uma experiência diferenciada. Em paralelo, as vendas online cresceram exponencialmente nos últimos meses e mudanças que levariam cinco anos para acontecer, foram aceleradas pela pandemia da Covid-19. Com isso, o varejo está tendo de se reinventar e a arquitetura que cuida desse setor também. 

O varejo bem-sucedido é aquele que se adapta à medida que as preferências, hábitos e tecnologia do consumidor mudam. E uma das mudanças mais proeminentes foi a mudança para o comércio eletrônico” explica Vera Zaffari, CEO da VZ&Co, escritório de arquitetura especializado em varejo.

Há mais de 20 anos atuando no mercado, ela nos conta sobre as principais tendências do varejo para os próximos anos, acelerados — segundo ela — pela pandemia do novo coronavírus. Confira:

Como você enxerga o futuro da arquitetura de varejo?

Vera Zaffari: Andando pelos centros de compras, mesmo aqueles mais consolidados e considerados nível A ou A+, é impossível não perceber os efeitos da pandemia no varejo de lojas físicas. Vários espaços, antes ocupados por lojas, estão fechados com tapumes no aguardo de novas locações ou soluções inovadoras que reinventem estes espaços. Neste período vimos que as vendas online cresceram exponencialmente no mundo inteiro. Mudanças que levariam 5 anos para acontecer, foram abreviadas e aconteceram em poucos meses. O que parece claro, entretanto, é que uma reformulação massiva da experiência de compra está em andamento. Este é o momento de acompanhar de perto o cenário do varejo que está em rápida evolução. Mudanças demográficas e aumento do comércio eletrônico são características da sociedade atual, ameaçando os shoppings tradicionais. Só que o design de experiência e a tecnologia são os ingredientes principais para o futuro bem-sucedido das compras off-line. Então, o varejo bem-sucedido é aquele que se adapta à medida que as preferências, hábitos e tecnologia do consumidor mudam. 

Quais são suas apostas para o futuro dos shoppings centers?

VZ: O ambiente competitivo está mudando, forçando-nos a repensar sobre o futuro da indústria de shopping center, desde quantos e que tipo de operações precisam abrigar e quão grande um equipamento deve ser para ter sucesso. Embora o e-commerce continue crescendo, a previsão é que em 2030, grande parte das compras ainda ocorrerão em lojas físicas e uma porcentagem ainda maior será influenciada por experiências em um ambiente físico, tornando-se crucial repensar o conceito atual. E me arrisco a fazer algumas previsões de como será o shopping do futuro, mesmo que saibamos que algumas poderão não se viabilizar.

 A conveniência terá um papel ainda maior no futuro do que hoje em função do e-commerce o click collect permanecerá vigente, alguns provavelmente na forma de mercearias de produtos frescos, onde os clientes podem comprar online e retirar os produtos prontos para serem consumidos. Os centros de coleta, operados por um varejista individual ou até mesmo pelo próprio centro de compras, também podem servir como locais onde as compras online sejam retiradas, devolvidas, alugadas e até revendidas. 

Sabemos que o espaço aberto é o marco para essa tendência. Por quê? 

VZ: Pesquisas já revelaram que os centros comerciais precisam ter áreas verdes, inspiradas em parques, e espaços para o cliente trabalhar, estudar, se divertir e até morar. Os espaços verdes podem substituir as grandes áreas de asfalto que cercam os centros comerciais de hoje, ocupando os espaços destinados aos estacionamentos, incentivando os consumidores a interagir com a natureza ou apenas desfrutar da paisagem. Esta possibilidade só se faz possível através do aumento do uso dos carros por aplicativo ou pela tendência de crescimento do uso da bicicleta, diminuindo a necessidade de tantas vagas de estacionamento.

Diante desse cenário, os Open Malls tendem a crescer?

Vera Zaffari: As instalações ao ar livre vêm ganhando popularidade nas compras offline porque permitem um distanciamento social mais confortável ao ar livre e por ser um local que aproveita a ventilação e luz natural. Os custos com manutenção acabam sendo reduzidos. Além disso, por serem construídos, em grande maioria, em bairros residenciais com grande fluxo de pessoas, acabam se tornando opções para quem está em busca de fazer compras rápidas e, preferencialmente, nos caminho de volta para casa já que eles costumam ser mais fáceis de acessar, estacionar e entrar do que muitos shopping centers e centros comerciais regionais. Um ambiente para reunir conveniência, serviços, alimentação e aquele espaço verde para descansar. É um local que os dois lados ganham: os varejistas e os clientes. 

Todas essas tendências que você citou foram provocadas pela pandemia de Covid-19 ou apenas potencializadas por ela?

VZ: Antes mesmo da crise sanitária, o mercado já estava investindo em projetos de Open Malls, mas com a pandemia isso se intensificou. Como estes locais são uma ótima opção para continuar mantendo o distanciamento com segurança, eu arrisco dizer que o período pandêmico foi um catalisador para esse mercado. A tendência é que os ambientes a céu aberto gerem mais energia e engajamento para os clientes do que os tradicionais shoppings fechados. 

Para completar, com o aumento de pessoas em home office, esses espaços poderão ser os locais utilizados para reuniões, apesar de mais raras, que precisam ocorrer de forma presencial. Os centros comerciais passarão a ser o ponto de marcar reuniões, espaços para trabalhar, almoçar, fazer compras, passar por uma consulta, ir à academia etc.

Quais são as vantagens de um open mall para os donos de shopping e lojistas

VZ: O custo operacional é inferior ao de um shopping tradicional. Nos Open Malls existem lojas de diversos segmentos e a estrutura costumam contar com amplo estacionamento. Além disso, esses empreendimentos possuem vantagens similares às de um shopping center, como a segurança, limpeza, gestão profissional etc. Mas o ponto interessante, qual gosto de destacar, é justamente a taxa de condomínio menor. Então é possível oferecer os mesmos recursos de um shopping tradicional, com uma dinâmica de loja de rua.

Quais os ganhos para o consumidor?

VZ: A rapidez para resolver demandas em um só ambiente como conveniência, serviços e alimentação. É um espaço que reúne lojas de diversos segmentos, tornando o centro de proximidade um local completo e variado. Além disso, como já mencionei, é um ótimo ambiente para descansar também por causa dos espaços verdes, caso o mesmo privilegie os espaços com um bom projeto paisagístico.

Falando em consumidor, o que pode ser feito para mantê-los presentes em espaços comerciais? 

VZ: No futuro, toda atividade comercial terá o consumidor como seu arquiteto ou fracassará. O sucesso do varejo – hoje e amanhã – começa e termina com o desenvolvimento de uma compreensão competitiva do consumidor. Cada varejista ou centro de compras precisará elaborar uma proposta de valor ou promessa de marca distinta e inequívoca centrada no cliente. 

Os novos consumidores claramente preferem interações personalizadas e autênticas com a marca, uma preferência geralmente combinada com a crença nos benefícios de criar e manter fortes conexões com suas comunidades locais. Então, enquanto os centros de compras do passado usavam a tecnologia de maneira puramente logística e transacional, os empreendedores do futuro devem aproveitar as tecnologias que lhes permitem interagir e se comunicar com os consumidores armados com suas próprias tecnologias de compras e entendê-los nas suas autênticas necessidades. 

Por que investir, então, em tecnologias para oferecer melhor experiência aos clientes? 

VZ: Porque os centros de compras do futuro serão ambientes onde as pessoas se reúnem para se relacionar com amigos, conectar-se com compradores com ideias semelhantes, buscar experiências únicas, reafirmar valores, e relacionar-se de forma interativa com as marcas em um nível pessoal. As transações serão um subproduto da socialização e do engajamento do consumidor.  Os centros de compras podem se parecer com os shoppings de hoje ou poderão ser bem diferentes. As lojas de varejo tradicionais podem ancorá-los ou podem ser ancorados por unidades residenciais especiais construídas para um propósito, um complexo de entretenimento, um centro esportivo, uma instituição educacional ou instalação de saúde, ou mesmo organizados em torno de um tema ou conceito.

Independentemente da forma, eles serão organizados em torno do “impulso” do consumidor.  A nova ênfase será em bens e serviços locais ou regionais, autênticos, orientados para valores ou ofertas que proporcionam experiências e formam a infraestrutura de conexão que permite e facilita a forma como vivemos, trabalhamos, nos socializamos e, é claro, fazemos compras. 

Comércio de proximidade ou e-commerce: quem conquistará o coração dos clientes após a pandemia?

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Em um mundo pós pandêmico, as pessoas vão estar carentes de presença física e loucas para sair de casa ou cada vez mais dispostas a continuar comprando pela internet? Essa é uma dúvida que vem inquietando os varejistas não apenas do Brasil, mas do mundo. O que poucos deles perceberam é que não precisa haver uma disputa entre os mercados de proximidade e os e-commerces. Cada um deles atende, à sua maneira, públicos distintos. Em alguns casos, inclusive, eles podem somar forças. Confira:

 

 

MERCADOS DE PROXIMIDADE

Direcionado para compras rápidas e selecionadas, os mercados de proximidade são ideais para quem gosta de ver de perto o que está comprando.

 

No caso de hortifrutis, por exemplo, muitas pessoas preferem escolher a dedo, pessoalmente, o que vão levar para casa. Esse tipo de consumidor,  que gosta de ver de perto o produto, não gosta de fazer compras por site ou aplicativo”, explica Vera Zaffari, arquiteta e fundadora da VZ&CO.

 

Para esse público, o mercado de proximidade é uma excelente opção. Localizados em pontos estratégicos — dentro de bairros com demanda para consumo — eles contam com opções diferenciadas de produtos. Grandes marcas como o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Carrefour, já investem no conceito.

No Brasil, esse tipo de mercado já corresponde por 40% do volume de compras do varejo. Os dados são da GFK — empresa alemã especializada em estudos de mercado,

 

E-COMMERCE

Comprar pela internet é sinônimo de praticidade. No primeiro semestre do ano passado, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram compras online de acordo com um levantamento feito pela Ebit/Nelson — plataforma de opinião de consumidores do Brasil. A estimativa é que as vendas aumentem 26% em 2021.

 

O e-commerce não vai perder força. É um segmento que tem se reinventado e investido na melhoria da experiência dos clientes por meio de novas tecnologias, como a inteligência artificial”, comenta Rubiane Schneider, arquiteta da VZ&CO”.

 

O perfil de quem compra online, no entanto, é bem específico. Normalmente são pessoas que dominam as novas tecnologias da informação, levam uma vida corrida e não sentem prazer em sair para comprar alimentos. “Os clientes do e-commerce não são os mesmos dos mercados de proximidade. Em nossa experiência com arquitetura de varejo, fica claro que existe espaço para ambos”, destaca Vera.

 

SOMANDO FORÇAS

Grande marcas do varejo já entenderam que a melhor maneira de atender bem aos diferentes perfis de  consumidor é investindo em ambas as tendências. Por isso, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) fortaleceu suas plataformas de venda online em 2020 e, em paralelo, apostou na bandeira Minuto — uma versão menor e mais personalizada de seus mercados.

No início desse ano, a rede inaugurou mais uma loja na Avenida Marechal Mallet, em Praia Grande (SP). O projeto foi assinado pela VZ&Co, que está planejando outras quatros lojas, que serão inauguradas ainda este ano. No total, o GPA pretende lançar mais 30 lojas nesse conceito de proximidade.

Qual o resultado desses investimentos? Em 2020, as vendas da marca Pão de Açúcar — on-line e off-line —  cresceram 334,1% em relação ao ano anterior.  Um recorde de crescimento, que garantiu um faturamento líquido de R$  2,7 bilhões para o varejista.

Arquitetura Paramétrica: o encontro perfeito entre a criatividade e a precisão matemática

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O desenho a mão dentro do contexto da arquitetura é um daqueles tópicos sobre os quais parece que quase todo mundo tem uma opinião forte, não é? Mas enquanto muitos lamentam o fato de que as práticas tradicionais estão em declínio desde a revolução industrial, hoje, uma nova geração de arquitetos e designers começou a redefinir e atualizar a noção do “feito a mão” para incluir as mais modernas técnicas de design e fabricação disponíveis. 

Mas fazer a mão ou artesanalmente na era digital é difícil de definir. Para alguns, este processo de desenhar a mão evoca uma pureza de estilo, uma preferência pela prática humana em vez da máquina. Para outros, o desenho arquitetônico feito a mão é uma ode à  arquitetura clássica.

Porém, independente da nossa compreensão do termo “artesanal” dentro da arquitetura, cada vez mais o conhecimento ancestral de pedreiros e artesãos está embutido em um processo de design inteligente usando modelos geométricos feitos em computador – desde montagens de móveis e projetos arquitetônicos que desafiam a gravidade até fluxos de trabalho complexos. 

Com a chegada das inovações, novas habilidades passaram a ser exigidas dos arquitetos. E quando falamos inovações como a arquitetura paramétrica, especificamente, o uso de algoritmos e softwares especializados nos permite expandir, imaginar e criar formas totalmente novas.

Zaha Hadid fez isso brilhantemente e se tornou um dos grandes nomes da arquitetura moderna. Marcou seu nome na história através de suas curvas e formas abstratas, que foram possíveis graças a eles: os algoritmos, os dados e os parâmetros.

Mas afinal, o que são arquitetura e design paramétricos? 

Para facilitar o entendimento de como a arquitetura paramétrica funciona, vamos por partes. 

Primeiro, o arquiteto organiza toda as diretrizes de desenho que precisam ser fornecidas ao software. É papel desse profissional, por exemplo, trazer um direcionamento sobre o tipo de estrutura que irá ser usada em uma fachada e o tipo de vedação. Outras informações como a carta solar, ventos predominantes e informações sobre a localização do projeto também são relevantes de serem inseridas para que o programa faça o cálculo. A partir disso, o software está apto a calcular como essa fachada poderia se formar. 

O programa, então, transforma essas informações em parâmetros, que vão orientar o profissional de arquitetura paramétrica na criação do desenho final. Pela existência da arquitetura paramétrica, é possível hoje, criar um desenho de projeto cheio de curvas abstratas e milimetricamente calculado para receber a quantidade ideal de luz do sol ou ventilação, por exemplo. 

Ainda, durante o processo de trabalho utilizando a arquitetura paramétrica é possível voltar, alterar e incluir informações para mudar as modelagens com muita facilidade. E essa praticidade no dia a dia de trabalho é o que permite que os arquitetos de hoje possam experimentar ainda mais sua criatividade. Mais do que isso, a arquitetura paramétrica reduz o tempo e o desenvolvimento de projetos complexos. 

Como aplicamos princípios da arquitetura paramétrica nos projetos VZ&CO?

Aqui na VZ&CO utilizamos o Dynamo, software de programação visual que torna possível a criação de rotinas, pensadas a partir da análise de fluxos de trabalho padrão dos nossos processos. Com essas práticas,  podemos automatizar todas as ações que são repetitivas, manuais ou mecânicas, economizando tempo e gerando resultados ainda mais confiáveis. Dessa maneira, o arquiteto acaba se tornando responsável somente pelas atividades que exijam dele o ato de pensar, como a criação e gerenciamento dos projetos. 

Na VZ&CO trabalhamos por meio da tecnologia BIM na concepção dos projetos, uma tecnologia que possibilita criar digitalmente modelos virtuais precisos e com informações que serão acompanhados em toda a vida útil de uma edificação. Dentro desta tecnologia existem várias ferramentas que apoiam e complementam o processo e uma delas é o Dynamo. 

Um dos grandes diferenciais do Dynamo é que ele produz rotinas de trabalho que minimizam tempo, falhas e otimizam o projeto. O processo de criação de uma rotina, por exemplo, passa por diversas etapas e a primeira delas é a identificação de um problema, essa etapa surge de um esforço conjunto – onde o problema pode ser identificado por qualquer membro da nossa equipe. Se o problema em questão não puder ser resolvido através do próprio Revit, de forma rápida e simples, observamos que ele possui um outro nível de complexidade, onde a programação visual (Dynamo) se torna necessária.

Para conseguirmos desenvolver uma solução através do Dynamo, precisamos identificar inicialmente as informações fornecidas pelo próprio Revit (dados de entrada). Em seguida tentamos fixar um objetivo (dados de saída), ou seja, a solução que buscamos, que podem ser tarefas, extração de informações do modelo, quantitativos ou até mesmo modelagem e graficação do projeto dentro do Revit. 

Após essa etapa inicial tentamos criar um fluxograma, que tem o objetivo de transformar esses dados de entrada em dados de saída. Nessa etapa é essencial que tenhamos a capacidade de identificar subproblemas e a existência de dados intermediários, pois só assim conseguimos aos poucos ir separando o problema inicial em pequenos problemas. O que fazemos dentro desse fluxo nada mais é do que trabalhar e manipular informações/dados para retirar deles aquilo que precisamos. 

Por fim, nosso fluxo se torna uma rotina, passível a ser utilizada por qualquer membro da equipe de forma simples e rápida, pulando etapas de trabalho e tornando os resultados mais assertivos. Porém, é bom frisarmos que todas as rotinas passam por processo de manutenção após serem criadas e, assim como os demais processos dentro do escritório, as rotinas também estão em constante processo de melhoria e adaptação.

Esse posicionamento surgiu a partir do desejo de otimizar, cada vez mais, nossas entregas – direcionando ao máximo a nossa atenção ao cliente e suas necessidades particulares. 

Por aqui, também acreditamos que o artesanal e o digital caminham de mãos dadas, criando uma mistura que nos permite avançar e inovar todos os dias em nossas entregas.

Hotel Laghetto Viverone Canela – aconchego é o “novo luxo”

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Anteriormente, quando se pensava no projeto de um hotel, o foco da arquitetura estava ligado à valorização do luxo buscando a ostentação nos detalhes, no requinte dos revestimentos, nas escadas em mármore, em grandes esculturas e obras de arte nos halls de entrada. O luxo sempre teve um apelo muito visual, o que está totalmente associado à arquitetura. Entendia-se que o público buscava por este luxo e este era o maior valor da hotelaria. Com os novos tempos e as novas formas de se pensar, os hotéis foram se modernizando e entendendo o que o público buscava. Neste âmbito surge o conceito do novo luxo, que não está mais ligado à ostentação, à materialidade – o novo luxo está mais ligado às experiências não tangíveis, ao vivenciar, ao sentir.

Aliado a este novo conceito, desenvolver o projeto de um hotel é explorar todos os condicionantes do lugar, é entender o que público busca em uma hospedagem proporcionando a vivência do clima, trazendo o lazer para as áreas internas e que esta hospedagem seja escolhida não mais pela ostentação das materialidades empregadas no ambiente, mas sim, por toda a experiência que se pode ter.

A materialidade aliada ao conceito

Na concepção do projeto do Hotel Laghetto Viverone Canela, a maior preocupação foi o unir o clima da serra gaúcha à paisagem local, inserindo o projeto de forma sútil sem destoar do entorno. Todo o conceito do projeto é baseado na palavra aconchego. Desde o início da concepção até a escolhas dos materiais a serem empregados nas fachadas, sempre esteve muito forte o ideal em buscar um projeto acolhedor, dentro do padrão pré estabelecido pelo município, e ao mesmo tempo inovador e contemporâneo. Baseado nisso, buscamos materiais que sejam originários da serra gaúcha como o basalto, em superfície bruta mas com formatos regulares. A tonalidade cinza que remete ao frio da serra aparece na escolha da telha, na cor da pintura das fachadas, nos perfis das esquadrias e vidros. Para contrapor com a frieza do cinza, escolhemos o revestimento amadeirado que dá o calor e remete ao aconchego que tanto buscamos nesta concepção.

Para ilustrar um pouco como chegamos nas escolhas dos revestimentos para o projeto, trazemos uma prática do nosso processo de criação interno, chamada moodboard, é uma espécie de painel gráfico que une as texturas e cores do projeto para ilustrar visualmente estas combinações. Ele auxilia nas escolhas e na apresentação para o cliente, assim conseguimos ilustrar anteriormente as combinações de texturas que serão empregadas nas fachadas.

Neste painel podemos entender um pouco mais como fica a combinação do cinza com a tonalidade mais fria e sóbria através do basalto, e da madeira que tem um tom mais quente e acolhedor.

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 Ainda sobre o conceito do novo luxo empregado ao projeto do hotel Laghetto Viverone Canela, todo o programa de necessidades do hotel foi desenvolvido buscando a experiência do hóspede como um todo, tudo dentro de um só lugar. O projeto contém, além das diversas tipologias de suítes que vão desde as suítes simples até as suítes “família” que possibilitam a conexão de dois quartos, onde grandes grupos possam se hospedar em quartos conjugados, um restaurante com área interna e externa conectada à paisagem, espaço para eventos (casamentos, convenções, workshops, entre outros), academia, espaço kids, sala de jogos, piscina e sauna, todos de forma integrada, que possibilitam uma experiência completa de um hotel cinco estrelas. Todo o conforto e bem estar estão associados ao conceito principal do projeto.

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O projeto além do uso – cuidados com a operação

Com a evolução da arquitetura e dos novos formatos de hospedagem, buscamos sempre estar à frente da arquitetura, com soluções inovadoras que, além de proporcionar uma boa experiência aos usuários, proporcione ao operador deste serviço – no caso a bandeira Laghetto Viverone – fácil manutenção e custo reduzido de operação, durabilidade nas escolhas, facilidade nas reproduções sem perder o luxo, o requinte. Todos estes fatores resultam no sucesso da operação de um hotel.

Não basta pensar apenas no uso, mas também na operação destes serviços. O uso dos recursos naturais de forma responsável também faz parte do nosso projeto. Pensar em fachadas inteligentes, com vidros solares que minimizem a radiação e o calor interno, reduzindo o consumo de energia através dos condicionadores de ar, bem como a iluminação natural que se dá através das aberturas posicionadas de forma estratégica a explorar a orientação solar. Trazer ao projeto soluções como telhados verdes que proporcionam melhor condicionamento térmico aos ambientes através do resfriamento das lajes. Todos estes fatores foram inseridos no projeto para, além de reduzir o consumo de recursos naturais, reduzem o custo de operação.

Conclusão – o papel do arquiteto e o “novo luxo”

Um novo projeto é sempre um desafio, desenvolver este projeto em si, foi ainda mais desafiador, considerando um programa de necessidades extenso, com limitações de utilização do terreno em função das restrições dos regimes urbanísticos, aliados aos entraves das legislações de incêndio, com uma topografia ainda mais desafiadora e ainda assim, trazendo todo o conceito do projeto implícito em cada detalhe.

O papel do arquiteto, em tempos do novo luxo, é possibilitar que as pessoas aproveitem um dos bens mais importantes que se tem – o tempo – de forma confortável, vivenciando o melhor da hospedagem em um lugar acolhedor, que traga a experiência de se estar “em casa”, “mesmo longe dela”. O novo luxo pode ser um café em um lugar bacana, um almoço ao ar livre, ou até mesmo um passeio na serra, nós arquitetos estamos integrados a estes pequenos desejos pensando e projetando espaços para as pessoas desfrutarem, para as pessoas experienciarem, cada vez mais frequente a procura por lugares com diferenciais, que trazem estas pequenas felicidades que contemplam o conceito de novo luxo.

E para você o que é o novo luxo?