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Retrofit de shopping

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O mercado de varejo, especialmente o dos shoppings centers, precisou se adaptar para sobreviver e acompanhar o cenário pós-pandemia. Para atender a este novo momento, que veio como uma avalanche para todos, empresários e donos de shoppings repensaram as suas estratégias de negócio para oferecer uma nova experiência  a um novo consumidor, que agora quer unir compras e lazer em um mesmo passeio. 

“Quando pensamos sobre o futuro dos shoppings centers, temos de pensar primeiro no comportamento do consumidor. Com a retomada da importância das lojas físicas, o consumidor já não é o mesmo e não busca o que buscava antes, quando ia aos shoppings centers. Hoje ele quer mais e entender este novo consumidor, pós pandêmico, é um desafio grande”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO, especialista em arquitetura comercial e de varejo.

Para Vera, existe uma solução dentro da arquitetura, capaz de transformar os espaços do shopping: o retrofit  redesign de edificações existentes. “O retrofit é conhecido mundialmente por garantir um melhor funcionamento das instalações de uma construção, além de modernizá-la para acompanhar os avanços do mercado”, comenta.

Com mais de 20 anos atuando com arquitetura comercial e de varejo, a CEO da VZ&CO conta como a tendência do retrofit impacta o setor de shopping center. Confira: 

Sabemos que para pensar no futuro dos shoppings centers, precisamos entender o comportamento do consumidor e as suas mudanças. Para você, como é a relação do consumidor e os espaços para eles?  

VZ: A onda omnichannel (convergência de todos os canais utilizados por uma empresa para melhorar a experiência do cliente) é uma tendência que veio para ficar. O físico e o digital estão juntos, então os shoppings centers precisam pensar nisso sempre. Se você parar para analisar, vai perceber que os serviços de delivery aumentaram, o home office se consolidou seguindo aquela linha ‘Anywhere’, que a pessoa pode trabalhar em locais diversos, não só em suas casas, necessariamente.  O retrofit vai acompanhar todas essas mudanças, tornando os espaços mais adequados e modernos, dentro da nova tendência de consumo, para que eles fiquem mais agradáveis para os consumidores. Hoje, as pessoas querem se resolver em um só lugar e há muito tempo esse ‘resolver’ não condiz só a comprar, consumir. Por isso, os shoppings centers estão alterando a sua arquitetura, inserindo novos usos como hotéis, food halls, centros médicos, escolas, coworkings, etc. 

Na sua visão, então, como os shoppings centers devem lidar com os novos comportamentos de consumo que vieram no pós-pandemia? 

VZ: O shopping não é apenas mais um espaço de vendas, mas sim um ponto de encontro, de conveniência e novas experiências. Ele é um ambiente para se estar com a família, com amigos ou até sozinho, em momentos de lazer, por isso deve inspirar conforto, confiança e segurança.  

E como o retrofit pode ajudar o shopping a se adequar a esse novo momento? 

VZ: O retrofit vai ajudar os shoppings a ampliar e modernizar espaços já construídos, tornando-os mais atraentes para o consumidor. Após a pandemia, percebemos um novo comportamento de compra dos consumidores. Quando ele vai a um shopping center, ele não quer só comprar. Ele busca por sensações positivas dentro de uma loja, experiências diferenciadas. Ele vai querer olhar, experimentar, escolher, adquirir. Então esses espaços precisam divertir, gerar novas descobertas, abrigar encontros, solucionar problemas. Oferecer bem-estar de forma geral. Por isso é importante a arquitetura de experiências, justamente para ressignificar o ambiente. 

Qual o retorno que os clientes da VZ&CO que apostam em  retrofit costumam ter?

 VZ: O retrofit potencializa o que já está construído, adaptando todos os espaços para trazer mais tecnologia, trazendo soluções de sustentabilidade, ajudando o shopping center a oferecer melhores experiências de consumo. Além disso, essa reconceituação da arquitetura de um shopping ajuda a trazer novos clientes e ainda reforça a fidelização dos mais antigos. No fim das contas, acredito que o retrofit é uma maneira inteligente de atender aos desejos do consumidor em constante transformação. E isso é o mais importante para o negócio, pois — em última instância — são os clientes que fazem o varejo girar. 

Como a VZ&CO aplica o retrofit em seus projetos?

VZ: Esse ano, nós iniciamos dois projetos de retrofit para suprir não só as necessidades dos nossos clientes, mas dos consumidores. Como falei anteriormente, o shopping center, hoje, oferece mais do que um mix de lojas para compras; ele também está preocupado em oferecer bem-estar e entretenimento. Por isso, a tendência é aumentar os espaços de alimentação e lazer. Em um dos nossos projetos, que está sendo desenvolvido em parceria com o Shopping Lajeado, no Rio Grande do Sul, estamos trabalhando na implementação de um food hall — seção de lojas para oferta de diversas experiências gastronômicas —  para possibilitar experiências diferenciadas para quem for visitar o espaço.  

E quais seriam essas experiências? 

VZ: Experiências de lazer, como a possibilidade de realização de aulas de gastronomia, shows de música, etc. Com a construção de um food hall, por exemplo, o shopping ganha espaço para ofertar esse tipo de experiência e passa a ter uma nova âncora de atração de clientes. É isso que o consumidor espera: que o shopping funcione como um centro de entretenimento e lazer.

Laghetto Viverone: quando a arquitetura de hotel gera valor para a marca

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O mais novo hotel da rede Laghetto Viverone, localizado na cidade de Canela, na Serra Gaúcha, tem a assinatura da VZ&CO. O conceito do projeto traduz a cultura e o aconchego da região, famosa por sua hospitalidade e um dos destinos turísticos mais visitados do país.

Em 2016, recebemos o convite da Forma Espaços — cliente com o qual já desenvolvemos outros projetos de arquitetura de hotel — para projetar um novo complexo para a rede Viverone. Para tanto, tivemos de unir um programa de necessidades bem arrojado, em um terreno repleto de desafios e, ainda, atender à legislação municipal, que nos trazia várias limitações.

O programa de necessidades buscava, além de um projeto de arquitetura de hotel, uma experiência completa de hospedagem em um espaço contemporâneo, multifuncional e ainda aconchegante, que traduzisse a experiência de hospedagem da Serra Gaúcha. Buscamos, através da escolha dos materiais, traduzir essa cultura que tanto se buscava: os tons de cinza remetem ao frio e a madeira traz o aconchego da hospitalidade.

Além da hospedagem, esse projeto de arquitetura de hotel contempla, no pavimento do acesso principal, espaços do lobby e vários lounges. Junto a estes, projetamos espaços de lazer como piscina térmica, espaço fitness, sauna, kids, jogos, além de um restaurante, um centro de convenções e ambientes com cobertura de vidro que fazem a ligação entre as torres na base.

O terreno possui um aclive de mais ou menos 4m, que foram totalmente aproveitados na proposta de projeto de arquitetura do hotel. Como tínhamos restrições de altura em função da legislação, aproveitamos o declive para criar áreas de subsolo semi-enterradas, viabilizando então o estacionamento e as áreas de serviço que não demandam conexão com o meio externo.

Todo o projeto de arquitetura do hotel foi desenvolvido através da metodologia BIM, que nos proporcionou elaborar estudos precisos e completos da topografia local. Conseguimos entender os volumes de escavação e aterro para definir, junto ao cliente, os níveis de projeto e custos de implantação.

Com os níveis validados, tivemos de realizar diversos estudos de layout que atendesse todo o programa de necessidades que a rede Laghetto Viverone exigia para o padrão desta arquitetura de hotel. Com isso, o projeto foi dividido em base e torres. Estas últimas foram divididas em três para atender tanto às exigências da legislação local quanto ao número de apartamentos necessários à operação do hotel. As torres abrigam os apartamentos, que são conectados através da base/térreo onde se encontram todas as áreas de lazer e recepção.

Soluções de projeto

Entre as soluções do projeto de arquitetura de hotel, podemos destacar algumas determinantes para a estratégia de aproveitamento máximo do terreno e de viabilidade para a obra:

Aproveitamento do aclive do terreno para concepção do subsolo

Tiramos partido da topografia do terreno, aliado às estratégias de setorização dos usos, deixando todas áreas de serviço no espaço menos nobre do terreno. Também mostramos ao cliente um estudo de custos de movimentações de terra, antes mesmo de a obra começar — uma análise que só foi possível pelo uso da metodologia BIM.

 Aproveitamento máximo das alturas limites da legislação

Como tínhamos uma limitação de altura em função da legislação municipal, realizamos o aproveitamento máximo das alturas permitidas no projeto de arquitetura do hotel. Nas áreas de sótão, sob o telhado, inserimos suítes com o madeiramento do telhado aparente. Tal solução proporciona um ambiente aconchegante, trazendo um ganho de áreas e uma experiência diferenciada ao hóspede, similar às residências da Serra Gaúcha. Esse aproveitamento foi fruto de muitos estudos no BIM em relação às alturas do telhado, respeitando os valores mínimos exigidos e o conforto dos usuários.

Tecnologias construtivas para reduzir o tempo de obra

Na base das torres tivemos de utilizar um sistema construtivo convencional com vigas, pilares e vedações em função dos grandes vãos exigidos pelos usos. Já nas torres, pela facilidade de modulação, conseguimos viabilizar o uso de alvenaria estrutural e steel frame no sótão — tecnologias construtivas que proporcionam uma maior velocidade e assertividade na obra, reduzindo os tempos de execução. Diversas compatibilizações foram realizadas no BIM para proporcionar essa conexão entre tecnologias construtivas diversas e modulações.

Coberturas leves na conexão entre torres

Para ampliarmos as áreas de lounge/lazer na base e ainda proporcionar a conexão entre as torres, coberturas metálicas foram projetadas para dar maior permeabilidade e leveza ao projeto. Essas coberturas foram pensadas de forma a criar espaços mais contemplativos e conectados ao ambiente externo, com o seu teto e painéis em vidro que permitem uma maior visualização sem contar com a ampliação da iluminação natural nesses espaços.

Planejando um conceito

Aconchego, conforto, experiência e a sensação de lar, esses foram os conceitos utilizados para criação da arquitetura de hotel do Laghetto Viverone Canela. Trazer aos hóspedes do hotel, uma experiência diferenciada e única, através da arquitetura. 

Pensamos em cada detalhe no projeto para que a arquitetura estivesse totalmente conectada a paisagem da Serra Gaúcha, criando espaços contemplativos, materialidades da região e que traduzisse essa experiência.

O conceito do projeto mescla o contemporâneo e a cultura através do uso de telhado, pele de vidro, grandes aberturas de vãos e tudo conectado em meio às cores que se mesclam à paisagem. Nossa maior preocupação foi sempre privilegiar o espaço onde estamos inseridos, respeitando o entorno. 

Projeto de interiores: Silvia Benedetti

Visão estratégica

A contratação da VZ&CO para a realização deste projeto de arquitetura de hotel agregou enorme valor ao Hotel Laghetto Viverone. Nossa equipe conseguiu ampliar a capacidade de hospedagem do empreendimento, aumentando, portanto, sua capacidade de gerar resultados.  Além disso, nossa experiência no mercado de varejo trouxe ao empreendimento uma visão mais estratégica de como potencializar a experiência do hóspede em espaços de uso comum, como o restaurante, as lojas de conveniência e os salões de eventos.

Para completar, o uso da metodologia BIM trouxe mais precisão para o projeto e assertividade para a obra. Um projeto de arquitetura de hotel que tem tudo para conquistar a Serra Gaúcha.

Projeto de interiores: Silvia Benedetti

 

GALERIA DE FOTOS


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Forma Espaços
  • Projeto: Hotel Laghetto Viverone
  • Localização: Canela (RS)
  • Categoria: Hotel
  • Ano: 2020 Área: 11.389,57m²
  • Desafio: Criar um complexo hoteleiro multifuncional, que oferecesse uma experiência completa ao cliente, unindo hospedagem de alto padrão, comodidade, lazer, gastronomia e a possibilidade de participar/realizar grandes evento
  • Diferenciais: Projeto realizado dentro de um terreno em aclive, aproveitando ao máximo os espaços disponíveis; Adequação à legislação do município, prevendo o uso de telhados e de materiais originais da Serra, para combinar os elementos e traduzi-los em projeto de arquitetura de hotel contemporâneo e de destaque para a cidade; Além de projetar áreas de lazer aos hóspedes, o projeto de arquitetura do hotel também previu espaços para abrigar eventos de grande porte, com salas de convenções em um pavimento exclusivo.

BIM e arquitetura: como essa união aumenta a produtividade na Construção Civil

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O futuro da indústria da construção civil já começou. Em 2017, um estudo apresentado no Fórum Econômico Mundial apontou que, nos 10 anos seguintes, essa indústria passaria por transformações tecnológicas e de inovação para tornar os processos mais produtivos, evitando desperdícios. E tudo isso seria possível por meio dos projetos desenvolvidos em BIM — metodologia utilizada para projetar, gerenciar e compatibilizar todas informações de um projeto ou obra.

De acordo com o Fórum, a perspectiva é que a  construção civil seja planejada e simulada em todas as etapas por meio do BIM por se tratar de uma tecnologia que oferece recursos e condições para gerar mais impacto de produtividade na indústria 4.0. Para se ter uma base, a implementação do sistema pode reduzir os custos totais do ciclo de vida de uma construção em 20%, assegurando melhorias no tempo de conclusão.

Nas construções de prédios comerciais, por exemplo, o estudo de caso realizado pelo Boston Consulting Group empresa de consultoria americana especializada , apontou que o impacto no custo total do ciclo de vida reduziria em 15%. Já no tempo de construção, em 30%.

Passados cinco anos da divulgação do estudo, é possível perceber como o BIM e suas tecnologias vêm impactando positivamente a indústria da arquitetura e da construção civil. Tendo em vista os resultados positivos na eficiência e economia de recursos com o uso da metodologia, em 2017 foi criado o Comitê Estratégico de Implementação da plataforma BIM, com o intuito de definir estratégias e diretrizes para estimular o desenvolvimento e implantação da tecnologia no Brasil. Para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a expectativa é que ocorra um aumento de 10% na produtividade do setor com a implementação da metodologia BIM em larga escala no país.

Nos projetos de arquitetura, o BIM, além de conseguir simular todas as etapas de qualquer obra [antes, durante e o pós-construção], permite o acompanhamento real dos projetos e simulação digital da construção. As representações dos projetos em BIM são feitas em 3D e possibilita a detecção de conflitos entre disciplinas envolvidas.

Além da modelagem de um projeto de arquitetura, o BIM conta com uma logística segura, auxilia no controle de custo, possui ferramentas com foco na sustentabilidade e é totalmente interdisciplinar. 

Um passo à frente

Três anos antes do BIM ser citado no Fórum Econômico Mundial, a VZ&CO já tinha implementado a metodologia  por meio do Revit. A tecnologia otimizou a gestão entre as diferentes equipes, garantindo projetos significativamente mais compatibilizados e assertivos, dando mais eficiência no fornecimento de dados e precisão nas informações de um projeto.

Por ser uma metodologia totalmente inovadora e tecnológica, o BIM também permite a criação de aprimoramentos [plugins e ferramentas] dentro do sistema para melhorar não só o funcionamento de cada etapa do projeto de arquitetura ou engenharia, mas a possibilidade de colaboração e comunicação entre os envolvidos da obra. Esse processo reduz erros e aumenta a agilidade na produção da documentação final do projeto – a metodologia BIM permite a compatibilização de todas as informações de um projeto em um sistema seguro de banco de dados.

Benefícios do BIM para setores da construção civil

Redução de erros e incompatibilidades do projeto O BIM é focado em resultados, por isso a tecnologia permite cálculos precisos e assertivos para evitar erros dentro de um projeto de arquitetura ou engenharia. Com as informações compatibilizadas no banco de dados, o BIM permite prever as possíveis incompatibilidades da obra evitando refações durante a construção.

Produtividade – A tecnologia BIM permite o mapeamento de todas as etapas e uma estimativa mais precisa do tempo de execução do projeto e da obra. Por ter um sistema totalmente digital e seguro, com todas as disciplinas envolvidas, é possível monitorar o que está sendo feito  em todas as áreas. Além disso, o BIM reforça a importância do trabalho em equipe por promover  a multidisciplinaridade nos projetos.  

Práticas sustentáveis – O BIM auxilia na redução dos impactos ambientais. Por possuir ferramentas que possibilitam detalhar e medir tudo o que será utilizado em uma obra, a tecnologia permite realizar o mapeamento  do consumo de água, gera dados sobre a eficiência energética do edifício e consegue calcular o consumo de todos os materiais a serem utilizados na construção, o que nos permite buscar soluções mais sustentáveis e que gerem menor quantidade de resíduos durante a etapa de projeto.


Você sabia? 

O governo federal brasileiro publicou, em 2020, o Decreto 10.306 para regulamentar o uso do BIM na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia ou arquitetura realizada por órgãos e pelas entidades da administração pública federal. A fase de implementação passou a valer a partir de 2021. Países como Reino Unido, Austrália, Canadá e Estados Unidos já exigiam a utilização do sistema  BIM em projetos custeados por seus governos.  

O impacto do metaverso na arquitetura de varejo

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O mercado está mais digital e com o foco bem centrado ao metaverso  universo digital que explora diversas tecnologias, como realidade aumentada, inteligência artificial para criar interações e muito mais. Com a ascensão tecnológica e o avanço da era digital, lojistas e varejistas têm se adaptado para seguir o ritmo e adequar suas lojas físicas às lojas virtuais para continuar oferecendo experiências diferenciadas ao público. Se você ainda está pensando em como o metaverso vai impactar o seu negócio no varejo, nós temos uma excelente notícia: o método abre diversas possibilidades dentro da arquitetura de varejo, permitindo que profissionais da arquitetura desenvolvam soluções inteligentes e que são adaptáveis tanto às lojas físicas, quanto às virtuais.

Até 2024, a previsão é que o mercado do metaverso cresça cerca de R$ 4,5 trilhões e movimente a economia. Os dados são de um levantamento realizado pela Bloomberg Intelligence — empresa global de pesquisa sobre o mercado financeiro.

Pensando na imersão do metaverso e como ele pode transformar o mercado, o Facebook mudou o nome para Meta com o intuito de se aprofundar neste universo virtual e explorar diferentes formas de oferecer experiências diferenciadas aos clientes. Além disso, a gigante da tecnologia pretende abrir lojas físicas no varejo  para ampliar produtos e serviços da marca, como óculos com câmeras embutidas e modelos do Oculus para atrelar a vivência da loja física à tecnologia do metaverso. Excelente estratégia dentro do varejo para atrair o público aos espaços físicos, inovar no atendimento e impulsionar a venda dentro da loja.

Apesar do metaverso ter ganho destaque por causa do anúncio feito por Mark Zuckerberg à sua companhia, grandes marcas do varejo, como a Gucci, Nike, Renner e Carrefour já estão investindo na tecnologia para expandir a atuação e unificar serviços de lojas físicas às digitais.

O varejo no metaverso

Realidade virtual famosa em empresas de tecnologia, o metaverso ganhou espaço no mercado de varejo para ampliar as experiências dos clientes nas lojas e potencializar as vendas no setor. A Renner, cliente da VZ&CO desde 2010, já adentrou neste mercado inovador para expandir o nome da marca e comercializar os produtos das lojas. Em parceria com o Fortnitejogo multiplayer que já trabalha com o conceito de metaverso com diferentes marcas do varejo —, a rede varejista de moda inaugurou uma loja virtual dentro da plataforma online, e ainda realizou um levantamento interativo com os jogadores para selecionar estampas dos catálogos presentes nas lojas físicas da rede de varejo

No varejo de supermercados, o grupo francês Carrefour comprou um terreno no The Sandbox para ampliar a experiência de compras dos clientes da rede de varejo. O domínio corresponde a 30 supermercados e é um investimento para que a rede de supermercados  entenda o que o metaverso proporciona e como ele pode impulsionar as vendas no mercado de varejo.  

Arquitetura de varejo e projetos para o metaverso

Assim como as lojas físicas precisam de um plano de arquitetura, as lojas virtuais dentro do metaverso precisarão seguir um projeto arquitetônico capaz de interligar funcionalidades tecnológicas, programação e design à arquitetura destes espaços para oferecer experiências diferenciadas aos internautas.

Dentro do mercado de metaverso, a arquitetura pode ser feita por meio de uma criação virtual, e ainda ser comercializada por meio de criptomoedas e NFTs. O espaço, além de ser aberto, permite a interação de diferentes profissionais, como arquitetos, designers e programadores, em busca de desenvolver interfaces diferenciadas e de fácil acesso. E isso não está longe do que já é feito dentro da arquitetura e o uso do BIM.

A metodologia digital é utilizada dentro da arquitetura e construção civil para fazer representações em 3D das construções, permitindo a visualização de cada etapa do projeto arquitetônico. No metaverso, o BIM pode ser utilizado para desenvolver e potencializar os projetos de lojas virtuais.  

Confira algumas vantagens:

O BIM é uma metodologia inteligente e focada em resultados. O método, que já fornece representações digitais em 3D, pode ir além do seu uso tradicional, simulando comportamentos reais de uma maneira digital;

Por ser uma inteligência digital, os projetos de arquitetura podem ser adaptados para funcionarem dentro do mundo virtual;

Os dados digitais dos projetos  no metaverso podem ser transferidos e compatibilizados ao sistema BIM.

 

Como o rollout ajuda na expansão das lojas físicas no varejo?

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Um método seguro, eficiente e que gera ainda mais agilidade na hora de projetar e construir uma obra. São essas as principais características de um projeto rollout — processo utilizado na arquitetura para manter o padrão de qualidade de uma rede. O método garante a padronização de uma marca em qualquer lugar do mundo, permitindo a adaptação e replicação dos pontos físicos com segurança, sem deixar de preservar todos os conceitos e referências da marca. Além disso, quando o rollout é utilizado, é possível identificar melhorias que podem ser aplicadas em todos os espaços da rede, tanto em uma reforma quanto em uma loja nova.

Com o avanço tecnológico e a vivência do “novo normal”, grandes varejistas aplicam essa solução arquitetônica para expandir suas unidades no varejo, oferecendo experiências diferenciadas ao consumidor em um espaço totalmente planejado, aconchegante e com a mesma padronização. Isso tudo acontece, pois o método é focado em entregar resultados de longo prazo.

Na arquitetura de varejo, a técnica é essencial para deixar uma rede de lojas mais competitiva, transformando cada melhoria em um processo fácil de replicação em todas as unidades. Investir em rollout é um passo importante para empresas interessadas em expandir seu nome no varejo de forma segura, rápida e de um jeito inovador.

Confira, abaixo, alguns ganhos do rollout para o seu negócio:

Padronização e preservação da identidade visual em qualquer lugar – O consumidor se encanta com o visual e os diferenciais da loja física. Por isso, a essência do rollout está em preservar cada detalhe, como as cores, a iluminação, os revestimentos e acabamentos, além de pensar no fluxo de pessoas. Quando dizemos sobre manter o padrão de um ambiente físico, também pensamos nos pontos estratégicos da loja. Isso envolve o mobiliário, onde e como os produtos serão expostos, a localização de cada seção, sempre adequada às peculiaridades da região onde está inserida a loja. Ao entrar em determinada loja física, o consumidor vai saber exatamente onde ir e o que procurar sem dificuldade. 

Agilidade nos processos de execução – Por ser focado em entregar qualidade de longo prazo, com um sistema de gestão eficiente, a implementação do rollout é ágil e econômica. Com o objetivo de agilizar etapas, os layouts em rollout já apresentam o que cada projeto deve conter, por isso a padronização é importante. Com os conceitos e padrões definidos,  é possível saber o que vai ser feito e aplicar tudo de uma maneira inteligente, abrangendo a rede completa.

Por exemplo: para as lojas Renner, temos um rollout definido. Sempre que iniciamos alguma reforma ou uma obra nova, verificamos o processo para aplicá-lo ao nosso projeto de arquitetura. Em sincronia com o cliente e o uso do BIM, construímos, digitalmente, a edificação seguindo a padronização e vamos analisando todos os possíveis problemas, aplicação de novas tecnologias no ponto de venda integrando stakeholders, antecipando inviabilidades no processo e, também, possibilitando o desenvolvimento simultâneo de mais projetos.  

Diminuição de custos e uso de materiais –  Um bom projeto de rollout é capaz de reduzir gastos desnecessários para uma empresa. Isso acontece, por exemplo, pois o método busca sempre incluir insumos e equipamentos iguais e disponíveis em qualquer região do país através de negociações de grandes aquisições. Na hora de aplicar o método, os materiais e revestimentos são estudados, pesquisados e atualizados sempre no seu arquivo. Além dos valores, tudo é pensado para que eles se adaptem aos diversos locais de instalação, condições climáticas e regionalidade. 

Antecipação de tendências e replicação – Aplicar rollout nos projetos de arquitetura é entender o que funcionou. A cada aplicação, é possível estudar todo o espaço e entender o que está dando certo e o que não está. Quando uma melhoria é identificada, ela passa a ser replicada nos próximos projetos para garantir a eficiência operacional em toda a cadeia do processo de expansão de uma rede.

Em 2021, projetamos diversas lojas Renner. Uma delas foi a unidade no centro de Bagé, no Rio Grande do Sul. Nessa loja, adaptamos o projeto de rollout da marca para aplicá-lo utilizando a cor branca para a pintura das instalações, equilibrando a iluminação e amplitude de todo o espaço que possuía um pé direito existente baixo.

Você sabe como funciona um projeto de rollout na arquitetura?

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Está precisando expandir a sua rede de lojas físicas no varejo, mantendo a mesma qualidade e padrão, mas ainda não sabe como? Não se preocupe, pois existe uma solução arquitetônica inteligente que garante o crescimento do negócio com segurança, eficácia e ainda aumenta a competitividade dentro do mercado varejista! Trata-se do rollout — técnica utilizada na arquitetura para projetar layouts precisos e replicá-los em qualquer lugar do mundo.

Na prática, um bom projeto de rollout assegura a replicação dos valores, identidade e princípios de uma marca por meio da arquitetura de seus espaços físicos. Assim, sempre que o consumidor entrar numa loja de varejo — não importa que ela esteja no interior, em uma capital ou até mesmo em outro país —, ele reconhecerá aquele ambiente e terá uma experiência de compras muito mais agradável e afetiva.

Outra vantagem do rollout é o fato de ele ser adaptável. Sempre que identificamos alguma solução que esteja funcionando muito bem em uma loja  [tecnologias, equipamentos, instalações, revestimentos etc], é possível replicar as melhorias nos próximos projetos ou até mesmo em reformas.

Vale destacar: grandes marcas do varejo e clientes da VZ&CO, como a Renner, C&A, Lojas Americanas, Centauro, Decathlon, Via Laser e Boticário já aplicam o método em suas unidades físicas, em diferentes regiões, dentro e fora do Brasil. E eles fazem isso justamente por compreender a importância e os benefícios dessa solução arquitetônica.

AS VANTAGENS DO ROLLOUT NO VAREJO

Dentro do mercado, o rollout apoia a expansão segura e prática de uma rede. Por meio dos layouts padronizados e um sistema de gestão de qualidade, a implementação do modelo costuma ser econômica e assertiva. 

Por manter a padronização e identificar melhorias para serem replicadas, o rollout de arquitetura agiliza etapas, antecipa tendências e se sobressai frente à concorrência, pois a tecnologia amplia a competitividade. 

ETAPAS E METODOLOGIA APLICADAS NA VZ&CO

Nosso escritório se especializou em projetos de rollout para oferecer sempre as melhores soluções arquitetônicas para os varejistas. A cada novo projeto, implementamos melhorias para serem estendidas a toda rede. 

Utilizando o BIM, construímos digitalmente a representação da construção com dados e análises de possíveis interferências. A técnica permite o desenvolvimento simultâneo de um maior número de projetos.

Na prática, nossos projetos de rollout seguem três etapas:

Pesquisa – fase inicial de qualquer projeto. Aqui, nossos arquitetos entendem os processos, desejos e padrões dos clientes. Essa etapa é essencial para que consigamos deixar claro a essência da marca na criação do layout arquitetônico, garantindo que todos os novos estabelecimentos físicos sejam coerentes à padronização.

Estratégia – Depois de compreender os processos, criamos a estratégia de desenvolvimento para ser estruturado ao BIM. Para cada cliente, desenvolvemos templates exclusivos, reunindo todos os dados coletados para garantir que o processo seja ágil e assertivo, com a certeza de padronização em todas as unidades físicas da rede.

Criação do projeto em BIM – O projeto é desenvolvido no Revit, adaptando estratégias e soluções às lojas. Aqui, unimos tudo para garantir a funcionalidade de todos os projetos complementares e priorizamos o fluxo contínuo de melhorias para gerar, em cada projeto, insumos para aprimorar todas as etapas.

Arquitetura e varejo: conheça os detalhes da nova loja C&A

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Iniciar um novo cliente é sempre uma aventura maravilhosa, com muitas trocas e muitos desafios! São reuniões frequentes de alinhamento para entender expectativas e sanar todas as dúvidas para aprender o padrão existente da marca; pensar na aplicabilidade de cada loja e atender o modelo de rollout para garantir a expansão no varejo.

Em 2020, tivemos o prazer de comemorar a conquista de vários novos clientes, entre eles a C&A uma das maiores redes de varejo do mundo. A rede varejista procurou a VZ&CO com um desafio: projetar espaços físicos funcionais que atendesse as necessidades da marca, mantendo a padronização de qualidade para continuar oferecendo as melhores experiências aos clientes.

Alinhamentos iniciais com o cliente

Nós, da VZ&CO, procuramos ir sempre além do que é proposto, visualizando possibilidades de melhoria nos nossos processos internos para não só otimizar, mas oferecer ainda mais qualidade na entrega do resultado final. No caso da C&A, a partir das soluções de padronização recebidas, estruturamos um template BIM com todas as informações necessárias, configurações de materialidade e famílias a serem aplicadas aos projetos para termos a extração de quantitativos mais apurada.  Além disso, criamos checklists e cronogramas para possibilitar a visualização de informações importantes ao decorrer do projeto,  garantindo a qualidade das entregas.

Desenvolvimento do projeto

Em novembro, tivemos a oportunidade de participar da inauguração de um projeto da nossa autoria: a C&A Park Shopping Canoas, localizada na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Ter uma loja inaugurando próxima a nossa sede nos proporcionou uma experiência que ainda não tínhamos vivenciado com esse cliente. 

Toda a equipe realizou  o mapeamento preciso do espaço disponível, acompanhou o andamento da obra desde a demolição do shell existente. Essa supervisão possibilitou  a visualização de  interferências e peculiaridades da loja desde o primeiro momento, permitindo que o nosso time compreendesse todo o conceito do projeto para oferecer as melhores soluções de arquitetura e evitar  o surgimento de surpresas no decorrer da obra.

 

Diferenciais e desafios do projeto

O grande diferencial dessa loja é a quantidade de área de fachada para os corredores do shopping. Junto à equipe de arquitetura da C&A, tivemos atenção redobrada para compor uma solução que fizesse sentido em relação ao shopping: estudamos as circulações verticais e horizontais, os sentidos e a intensidade dos fluxos. 

Resultado? Planejamos um acesso totalmente estratégico em frente a subida das escadas rolantes, aplicamos revestimento 3D e logo da C&A em pontos com boa visualização dos consumidores inclusive de outros pavimentos do shopping, com vitrines e fachadas envidraçadas para melhor  visualização dos produtos e  interior da loja.

Outro grande desafio desse projeto foi a coordenação e compatibilização dos projetos de infraestrutura em relação ao projeto estrutural do mezanino. Com o auxílio da visualização 3D dos modelos, a utilização de plugins que detectam colisões e diversos alinhamentos com nossos parceiros, tivemos maior facilidade para organizar o entreforro e entregar um projeto bem resolvido aos executores.

Sucesso na entrega do projeto C&A Park Shopping Canoas

A constante troca entre cliente, projetistas, gerenciadora e construtora foi fundamental para cumprir essa entrega com êxito! A colaboração de todos os interessados em ver essa linda loja inaugurada enriqueceu o processo, ultrapassando os obstáculos encontrados pelo caminho e resultou em uma loja eficiente e completa para seu público e colaboradores.


FICHA TÉCNICA

  • Dados do projeto: C&A Park Shopping Canoas.
  • Endereço: Av. Farroupilha, 4545, Canoas / RS.
  • Ano: 2021 Área: 494.42 m² ABL  e aproximadamente 2.000 m² construídos.
  • Arquitetos: Arq. Vera Zaffari, Arq. Alexia Becker, Arq. Luisa Nunes, Acad. Gabriel Crispim, Acad. Giovanna Parisotto, Acad. Kamila Santos.

Villa Mercato e VZ&CO: uma parceria para inovar o varejo

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Com o aumento das compras online, nasceu a ideia do cliente Villa Mercato, um projeto inovador que promete entrega rápida e de qualidade, com atendimento personalizado. 

O começo

Buscando atender um público altamente selecionado, que prioriza a comodidade em compras de supermercado,  a  Villa Mercato criou seu primeiro aplicativo. E para  viabilizar a logística da plataforma, com todas as necessidades que o projeto de implantação demandava, o cliente procurou a VZ&CO — em função da nossa experiência no atendimento de grandes redes de supermercados.

No briefing, o cliente nos trouxe algumas necessidades do negócio que precisariam estar contempladas no processo, como agilidade e confiabilidade, além de um baixo custo de implantação inicial do Centro de Distribuição (denominado dark store) para atender a plataforma digital.

O projeto contempla o atendimento da plataforma digital através de um Centro de Distribuição que ao invés de separar os produtos selecionados no pedido, diretamente da gôndolas do próprio supermercado, ele conta com um estoque dedicado ao e-commerce, funcionando como uma loja fechada ao público. Por isso a denominação de dark store (loja escura), com shopper’s exclusivos para essa seleção. Com esse processo, a operação ganha agilidade e qualidade, que é o diferencial prometido pelo cliente.

O projeto

Para atender às demandas do cliente na implantação do  projeto, trabalhamos em conjunto com o cliente durante o desenvolvimento da plataforma digital. Nesse processo, entendemos as principais preocupações  da operação e traduzimos em um layout funcional, com iluminação adequada e a mesma identidade que está sendo criada digitalmente.

Além do espaço denominado dark store, o projeto também conta com a implantação de lojas de proximidades para atender o público de forma física, melhorando ainda mais a experiência de compra ao cliente — o que fortalece o produto digital e a marca. Essas lojas serão inicialmente implantadas na cidade de Maringá (PR), sendo a primeira junto à dark store.

O projeto foi dividido em duas etapas de execução: dark store (que será inicialmente implantada) e loja de proximidades. O terreno escolhido foi em um antigo galpão logístico, onde anteriormente estava instalada uma empresa de distribuição de laticínios. Portanto, todas as câmaras frias existentes, deveriam ser reaproveitadas no projeto.

Dark Store

O layout da área da dark store foi desenvolvido em parceria com uma consultoria de logística e as gôndolas foram distribuídas configurando ruas internas, que permitirão uma rápida separação dos pedidos.

Desenvolvemos um conceito de caráter industrial para o espaço, valorizando as gôndolas/porta paletes, neutralizando o restante com pinturas onde a cor da marca está presente e valorizada. A comunicação visual foi o ponto mais explorado do projeto, que precisaria ser funcional.  Através da logomarca do cliente, exploramos formas que delimitam espaços e humanizaram o ambiente.

Projeto da dark store feita pela VZ&CO

Os tons neutros de cinza foram aplicados no piso e nas paredes com intuito de contribuir na eficiência da iluminação. Para o projeto luminotécnico, foi contratada uma consultoria que analisou todos os condicionantes para propiciar um ambiente agradável e com iluminação adequada, já que a iluminação natural em grande escala não seria possível pois a edificação está implantada nas divisas do terreno, e o pé direito do ambiente seria alto em relação à escala humana. 

Linhas de iluminação foram criadas entre os corredores — com espaço de rebaixamento de forro nas áreas onde estão dispostos os setores de checkout e hortifruti — para possibilitar uma iluminação mais pontual.

Para viabilizar a implantação da dark store a baixo custo e com aproveitamento máximo da infraestrutura existente, o telhado foi mantido. Está prevista apenas a realização de uma  manutenção e pintura, que ajudará no condicionamento térmico interno melhorado pela instalação de  máquinas climatizadoras.

Área de hortifruti

As câmaras frias foram reaproveitadas e adequadas ao novo uso, bem como as áreas de escritórios e funcionários, que receberam o mesmo conceito industrial. Os ambientes foram repaginados com pequenas alterações e na comunicação visual — através de pinturas e demais elementos — que deixaram o ambiente  mais agradável.

Loja de proximidade

O conceito da marca foi criado com base nas antigas vilas italianas. A ideia é trazer a experiência de compra dessas antigas vilas, com produtos frescos, de qualidade e, principalmente, com atendimento personalizado. Nosso maior desafio foi traduzir esse conceito em um ambiente contemporâneo, trazendo elementos de composição baseado nas vilas italianas que, ao mesmo tempo, trouxessem toda a modernidade que o app Villa Mercato oferece.

No conceito do projeto, trouxemos revestimentos que relembram uma vila italiana, como a pedra e a madeira, juntamente com elementos de composição como cestarias e caixas artesanais, toldos externos e floreiras. Em contraponto, trouxemos elementos contemporâneos através de instalações aparentes e sem forro, além do tratamento em cimento queimado nas paredes, pilares e laje de cobertura. As gôndolas em metalon também fortalecem o conceito mais industrial.

O terreno configura um formato em ‘L” no qual o espaço escolhido para implantação da primeira loja de proximidades fica na fachada principal, sendo a outra fachada para a doca da dark store, com os fluxos totalmente separados e distintos.

Operação

A operação da loja física oferecerá serviços como atendimento de padaria e açougue, que se diferenciam da concorrência. O pão quentinho e a carne em cortes personalizados são as grandes apostas do cliente para oferecer, ao consumidor final, a melhor experiência de compra. Com isso, introduzimos no layout esses espaços ao fundo da loja, com aberturas que permitem a visualização da dark store, integrando as operações e — ao mesmo tempo — fortalecendo o conceito de trazer maior confiabilidade ao e-commerce.

Todo layout da loja foi pensando para explorar ao máximo o número de expositores e gôndolas. Com uma área relativamente pequena para uma loja de proximidades, foi necessário ampliar o espaço, crescendo parte para a área já construída e parte no plano da fachada. 

A loja abrigará, em média, 3 mil itens variados, distribuídos em 78 gôndolas que possuem tamanhos diversos de altura. Para compor todas as situações do layout, utilizamos gôndolas centrais mais altas, bem como nas paredes, e gôndolas mais baixas em corredores mais estreitos — minimizando a sensação de enclausuramento. O projeto foi desenvolvido sempre levando em consideração as visualizações internas, de modo que o cliente consiga fazer uma leitura total do ambiente de qualquer ponto da loja, valorizando as exposições de produtos.

Também criamos, em ambientes estratégicos, rebaixamentos do forro, com tratamento em madeira e iluminação pontual decorativa. O hortifruti traz um caráter de feira, onde as luminárias pendentes serão em cestaria.  Já na adega trabalhamos com o forro amadeirado e luminárias pendentes industriais na mesma cor dos perfilados.

Rollout

Todo o projeto da loja de proximidades foi desenvolvido com base em um conceito de replicação. Como a ideia do cliente é ter mais lojas nesse formato, buscamos materialidades de fácil acesso, gôndolas de linha para possibilitar replicação em grande escala e  pontos em marcenaria em pequenos detalhes para possibilitar a criação de um padrão de rollout.

Lojas Renner Torres: os desafios de uma loja litorânea

Tempo de leitura: 4 minutos

Projetar lojas no litoral é sempre um desafio! Além de otimizar espaços, pensar na usabilidade do ambiente e atender ao modelo de rollout do cliente, precisamos entender as particularidades da região, como a alta umidade, fortes ventos, o calor e a presença de salitre —  responsáveis pela oxidação de metais e desgaste de determinados materiais de construção e acabamentos.

Pensando nisso: ao projetarmos a Renner Torres — no primeiro shopping center da cidade, localizado no litoral gaúcho — tivemos atenção redobrada para compor soluções de projetos que se adaptassem ao local. Afinal, a loja fica localizada em uma rua com acesso direto ao mar, bem na entrada do Vésta Shopping. 

Vale destacar: esta é a terceira loja litorânea feita pela VZ&CO no Rio Grande do Sul.

Fachada da loja na entrada do shopping

NUVEM DE PONTOS

Para ter êxito nesse novo projeto, precisamos estudar todo o local para entender não só a área disponível da construção, mas a delimitação e exigências do shopping. A loja foi composta pela junção de 10 pequenas salas, além dessa peculiaridade, o espaço também possui várias paredes inclinadas e algumas curvas, por isso o escaneamento por nuvem de pontos foi essencial para fazer o mapeamento preciso do espaço disponível. 

Com as informações levantadas e os estudos realizados, conseguimos oferecer as melhores soluções de arquitetura e criar um projeto de qualidade, funcional e que atendesse todas as partes envolvidas. Além disso, o espaço foi todo adaptado para reforçar a experiência omnichannel que o cliente tem apostado para melhorar a vivência do consumidor nas lojas físicas.

PARTICULARIDADES ARQUITETÔNICAS

O shopping foge do padrão que estamos acostumados, possui todas suas lojas voltadas e abertas para a rua. Devido a isso foram também pensadas soluções que contemplassem a constante entrada de sol e a forte incidência de ventos no local. Para a primeira questão foi aplicado nos vidros voltados para a área externa película solar e cortinas rolô, já para solucionar as fortes rajadas de ventos, foi projetada uma antecâmara formada por 2 portas automáticas de correr junto ao acesso.

Lateral da loja

ADAPTAÇÃO DO ROLLOUT

A Renner é um cliente que aplica o método de rollout em seus projetos de arquitetura para manter o padrão de qualidade em todas as lojas físicas. Na loja de Torres, precisamos adaptar algumas partes para atender o cliente e as regras do shopping.

O Vésta Shopping é revestido por pastilhas pretas em seus pilares, vigas e paredes e em sua maior parte possui a fachada envidraçada. Para trazer a marca para a fachada do local, foi revestida a viga do shopping com ACM vermelho, criando a faixa padrão da marca, inserindo a logomarca iluminada em pontos estratégicos. Em alguns pontos também foi criada vitrine para exposição dos produtos e da marca, além de o acesso ser marcado com um pórtico em ACM cinza para estimular a visualização do cliente para este local.

EXPERIÊNCIA DO CLIENTE

A Renner Torres conta com três pavimentos, dois são destinados aos clientes e um para os funcionários. O espaço interno é bastante marcado por pilares, justamente em função de ter sido projetado para várias pequenas lojas. Por isso, foi importante a análise de como deixar o espaço mais permeável apesar das várias barreiras visuais. Para tal foram utilizados pilares com espelhos e uma comunicação visual mais intensa para direcionar o cliente. 

Além disso a loja possui várias áreas de pé direito duplo junto às fachadas, esses espaços foram aproveitados para criar uma sensação de amplitude e também para circulação vertical, deixando a escada de clientes bem visível tanto do lado interno quanto externo da loja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Renner
  • Localização: Torres (RS)
  • Categoria: Arquitetura de Varejo
  • Ano: 2021 Área: 1454.99²
  • Contexto: O clima descontraído e leve da praia recebendo uma novidade no litoral do Rio Grande do Sul: uma nova unidade das lojas Renner na cidade de Torres.
  • Desafio central: Oferecer soluções arquitetônicas para criar um espaço funcional, bastante aberto para a rua, seguro e que atende as todas as necessidades do cliente e do shopping.
  • Diferenciais: – Totalidade da loja com os limites em esquadria voltados para rua; Cuidado com escolha da posição e configuração do acesso devido ao corredor de vento característico de regiões litorâneas.

Atemporal Records: quando o projeto é um conceito

Tempo de leitura: 4 minutos

A Atemporal Records é uma gravadora musical, com predominância no estilo pop. E com o intuito de construir sua primeira sede física, procurou a VZ&CO para compor não só um espaço funcional, mas um conceito que estivesse alinhado ao propósito da marca.

Localizado na grande São Paulo, o estúdio da Atemporal Records é o primeiro projeto conceito da VZ&CO na área de música. Para executá-lo, nossa equipe buscou as melhores soluções para atender às particularidades deste tipo de projeto, garantindo uma operação futura com qualidade.

Com a complexidade do tratamento acústico, presente em um estúdio de áudio e vídeo, buscamos formas de compor o conceito e trazer elementos para apoiar a atenuação do som. Resultado? Projetamos um espaço multiuso, onde as necessidades de músicos e empresários fossem atendidas em um ambiente capaz de interligar todas as atividades — executivas e artísticas.

Confira, a seguir, alguns detalhes do projeto:

CONCEITO ARQUITETÔNICO

A logomarca do cliente foi o ponto de partida para iniciarmos a construção do conceito. Realizamos a releitura do triângulo, formado pela letra A de Atemporal Records, e desconstruímos a forma para criar uma grande malha, repetindo-a em vários pontos do projeto.

O PROJETO

Proposta do lounge do estúdio musical

É possível visualizar as salas de instrumentos e de audição

Para entender melhor o pensamento do cliente, realizamos reuniões de briefing que nos permitiram entender a necessidade de criar um espaço onde a arte convivesse em harmonia com as necessidades executivas da empresa.

Dividido em duas grandes áreas — áudio e vídeo —, o estúdio de audiovisual conta com uma sala de vídeo equipada com sistemas de bloqueio da luz para abrigar gravações de videoclipes, entrevistas e muito mais. Na parte de áudio, as salas de produção/controle, cabine de voz e instrumentos, foram setorizadas. Assim como a área administrativa, que tem uma sala de reunião. Todos os ambientes são voltados ao centro do espaço, onde é localizado o lounge e o bar para dar apoio aos demais usos.

DIFERENCIAIS 

O projeto tem predominância de tons escuros a pedido do cliente, trazendo espaços harmoniosos capazes de estimular a concentração e criação para os artistas comporem. Além disso, utilizamos revestimentos amadeirados para dar a sensação de aconchego no local, bem como os detalhes do mobiliário solto que ganham um pouco de cor. 

Os triângulos estão presentes no projeto em vários pontos estratégicos, realizando a valorização da marca. Um deles é a divisória que criamos junto às salas administrativas, onde eles possibilitam a permeabilidade dos espaços, sem tirar a privacidade. Também estão presentes em elementos de painéis amadeirados, forro e portas, em diversas materialidades e formas de composição. 

Sala de audição

Grande malha distribuída do A da Atemporal Records

SOLUÇÕES INTELIGENTES

Para ampliar o espaço, utilizamos divisórias em vidro duplo e com tratamento acústico em todas as salas voltadas ao lounge. Essa solução permite que todos os espaços se tornem integrados. E como existiam algumas aberturas fixas para a fachada, optamos por setorizar a área de vídeo nesse local para termos mais soluções de controlar o bloqueio de luz sem alterar as características da fachada externa. 

No lado oposto da sala, inserimos a sala de áudio e realizamos revestimentos para auxiliar no tratamento acústico e impedir o vazamento para o lado externo.

A fim de valorizar o estilo do cliente, trouxemos, no projeto, elementos contemporâneos com tons neutros e destaques por meio de iluminação. No hall de entrada, a aplicação da marca retroiluminada junto a uma tela metálica, traz um jogo de luz e sombra, criando impacto já na primeira experiência.

Hall de entrada do estúdio musical

FRASE

“Vivo nesse universo de gravações, shows e sou uma verdadeira apaixonada por música! Projetar esse estúdio foi uma experiência incrível e fez com que eu compreendesse como funciona na técnica. Estou feliz com o que a VZ&CO conseguiu fazer”, celebra a arquiteta Rubiane Schneider.

Junto ao cliente, que depositou toda a confiança em nosso trabalho, conseguimos construir o conceito do primeiro espaço físico da produtora de música. Um projeto único e que nos deixou com a sensação de dever cumprido!

GALERIA DE FOTOS


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Atemporal Records
  • Localização: São Paulo
  • Categoria: Estúdio musical
  • Ano: 2021 Área: 161m²
  • Projeto: Criar o conceito arquitetônico para o primeiro espaço físico da gravadora de audiovisual.
  • Desafio central: Elencar, por meio da arquitetura, soluções para garantir 100% a funcionalidade do estúdio e oferecer um ambiente contemporâneo e de convivência para os artistas trabalharem.
  • Diferenciais: Fazer um bom briefing para entender as vontades e necessidades do cliente.