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Mercados de proximidade ou e-commerce: quem conquistará o coração dos clientes após a pandemia?

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Em um mundo pós pandêmico, as pessoas vão estar carentes de presença física e loucas para sair de casa ou cada vez mais dispostas a continuar comprando pela internet? Essa é uma dúvida que vem inquietando os varejistas não apenas do Brasil, mas do mundo. O que poucos deles perceberam é que não precisa haver uma disputa entre os mercados de proximidade e os e-commerces. Cada um deles atende, à sua maneira, públicos distintos. Em alguns casos, inclusive, eles podem somar forças. Confira:

 

 

MERCADOS DE PROXIMIDADE

Direcionado para compras rápidas e selecionadas, os mercados de proximidade são ideais para quem gosta de ver de perto o que está comprando.

 

No caso de hortifrutis, por exemplo, muitas pessoas preferem escolher a dedo, pessoalmente, o que vão levar para casa. Esse tipo de consumidor,  que gosta de ver de perto o produto, não gosta de fazer compras por site ou aplicativo”, explica Vera Zaffari, arquiteta e fundadora da VZ&CO.

 

Para esse público, o mercado de proximidade é uma excelente opção. Localizados em pontos estratégicos — dentro de bairros com demanda para consumo — eles contam com opções diferenciadas de produtos. Grandes marcas como o Grupo Pão de Açúcar (GPA) e o Carrefour, já investem no conceito.

No Brasil, esse tipo de mercado já corresponde por 40% do volume de compras do varejo. Os dados são da GFK — empresa alemã especializada em estudos de mercado,

 

E-COMMERCE

Comprar pela internet é sinônimo de praticidade. No primeiro semestre do ano passado, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram compras online de acordo com um levantamento feito pela Ebit/Nelson — plataforma de opinião de consumidores do Brasil. A estimativa é que as vendas aumentem 26% em 2021.

 

O e-commerce não vai perder força. É um segmento que tem se reinventado e investido na melhoria da experiência dos clientes por meio de novas tecnologias, como a inteligência artificial”, comenta Rubiane Schneider, arquiteta da VZ&CO”.

 

O perfil de quem compra online, no entanto, é bem específico. Normalmente são pessoas que dominam as novas tecnologias da informação, levam uma vida corrida e não sentem prazer em sair para comprar alimentos. “Os clientes do e-commerce não são os mesmos dos mercados de proximidade. Em nossa experiência com arquitetura de varejo, fica claro que existe espaço para ambos”, destaca Vera.

 

SOMANDO FORÇAS

Grande marcas do varejo já entenderam que a melhor maneira de atender bem aos diferentes perfis de  consumidor é investindo em ambas as tendências. Por isso, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) fortaleceu suas plataformas de venda online em 2020 e, em paralelo, apostou na bandeira Minuto — uma versão menor e mais personalizada de seus mercados.

No início desse ano, a rede inaugurou mais uma loja na Avenida Marechal Mallet, em Praia Grande (SP). O projeto foi assinado pela VZ&Co, que está planejando outras quatros lojas, que serão inauguradas ainda este ano. No total, o GPA pretende lançar mais 30 lojas nesse conceito de proximidade.

Qual o resultado desses investimentos? Em 2020, as vendas da marca Pão de Açúcar — on-line e off-line —  cresceram 334,1% em relação ao ano anterior.  Um recorde de crescimento, que garantiu um faturamento líquido de R$  2,7 bilhões para o varejista.

Mercado de proximidade estreita relação do varejo com o cliente

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Fazer compras com segurança, pertinho de casa, em um ambiente aconchegante é mais que um desejo: é uma necessidade, especialmente em tempos de pandemia. Por isso, grandes marcas de supermercado estão apostando nos chamados mercados de proximidade — versões menores e mais requintadas de suas lojas, especializadas em oferecer uma experiência diferenciada para o consumidor.

No Brasil, as lojas de bairro já correspondem a mais de 40% do volume de vendas em alimentos, higiene e outros produtos encontrados em supermercados. Os dados são de uma pesquisa realizada em 2018 pela GFK — empresa de estudos de mercado alemã. Grandes varejistas como o Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Lojas Americanas investiram nesse novo segmento para melhor atender aos clientes.

“Os mercados de proximidade lembram uma boutique, a lojinha com beleza. É como se você entrasse em uma loja com conceito industrial”, explica Rubiane Schneider, arquiteta da VZ&CO responsável pelos projetos da bandeira Minuto do Grupo Pão de Açúcar, que se enquadra nesse conceito.

Ambiente aconchegante

Os mercadinhos da rede ficam localizados em bairros com demandas específicas de consumo e têm um portfólio próprio de produtos selecionados. Cada fruta, legume ou produto é escolhido a dedo, facilitando a vida do cliente que não precisa perder tempo escolhendo a melhor maçã ou o pão mais fresquinho. Ele pode passear pelos corredores da loja — desenhados para facilitar o deslocamento dele pelo ambiente — e descobrir uma série de novidades que tornarão seu dia a dia mais prazeroso.

 

Quando projetamos uma loja de proximidade, temos o cuidado de criar um ambiente aconchegante, com acessibilidade e ambientes bem setorizados, para facilitar a experiência de compra do cliente”, explica a Rubiane.

 

Na visão da arquiteta, investir nesse setor ajuda a ampliar a visibilidade da marca, já que essas lojas costumam ser abertas em locais estratégicos e atendem públicos diferenciados. “Quem frequenta esses mercados acaba estabelecendo um relacionamento mais forte com a marca, que ela passa a fazer parte da vizinhança e do seu dia a dia”, conclui,

 

Bandeira Minuto

Desde 2014, o Grupo Pão de Açúcar aposta na bandeira  Minuto —  lojas conceito que trabalham essa relação de maior proximidade com o cliente. A intenção da rede é lançar mais 30 unidades com essa visão. Os projetos terão a assinatura da VZ&CO, que assinou contrato em julho de 2020 com a varejista.

Já em fevereiro, inauguramos a primeira unidade na Avenida Marechal Mallet, em Praia Grande (SP). A loja, com 830 m2, é moderna, com acabamento industrial, forro aparente, iluminação com perfilados e blocos de fechamento também aparentes.

Pela conformação do terreno existem duas fachadas no projeto, uma para clientes, com estacionamento, e a outra fachada exclusiva para a carga e descarga de mercadorias. O salão de vendas possui uma área de adega, ao fundo, seguindo o padrão da marca. Também ao fundo, encontra-se uma área de padaria  integrada, com visores de vidros que permitem aos visitantes acompanhar todo o preparo dos pães e da fiambreria.

 

Principal diferencial

Para o Grupo Pão de Açúcar, o principal diferencial desse projeto foi a enorme quantidade de informações técnicas entregues pela VZ&CO.

É isso o que torna nossos projetos únicos: o detalhamento dos desenhos e dos estudos de viabilidade. Nós vamos até o local, estudamos a estrutura como um todo e conseguimos identificar todas as incompatibilidades entre o projeto e a obra,  prevenindo problemas de execução que implicariam em gastos extras para o cliente”, explica a arquiteta.

 

Além disso, todos os projetos da VZ&CO são modelados em BIM (Building Model Information), dentro de visões de 3D, 4D, 5D, 6D,  7D e 8D. “Na prática, a gente pré-constrói a obra no computador. Não entregamos apenas um desenho; entregamos um projeto rico em informações termoacústicas e estruturais. Isso é um ganho não só para o cliente, mas a construtora que vai  executar a obra, pois ela consegue orçar tudo com antecedência e precisão”, conclui.

 

Open Mall: a conveniência dos centros comerciais de proximidade

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A tendência mundial dos Open Malls, que está recriando os shoppings centers e transformando-os em centros comerciais a céu aberto, está ganhando força e, no Brasil, já está presente em diversas cidades brasileiras. O conceito que surgiu nos Estados Unidos nos anos 80 também é conhecido como Strip Mall ou Strip Center, é uma solução arquitetônica que viabiliza menores custos de manutenção e uma opção que resulta em um espaço mais agradável ao público.

O estilo de vida atual e as mudanças demográficas, em especial nas grandes cidades, vem aos poucos alterando a maneira como as pessoas vivem e também os locais onde buscam realizar as suas compras. Como consequência, centros comerciais mais próximos das residências ou locais de trabalho da população dessas cidades estão ganhando espaço. E, justamente por esse motivo, os Open Malls são uma tendência que vem se espalhando pelo Brasil e se apresentando como uma alternativa facilitadora do dia a dia.

Por serem erguidos, geralmente, em bairros residenciais com grande fluxo de pessoas, os empreendimentos se tornam ótimas opções para os clientes que estão em busca de fazer uma compra rápida e, preferencialmente, no caminho de volta para casa. As principais demandas cotidianas que mais se destacam são os segmentos de conveniência, serviços e alimentação — prioritários na composição do mix destes locais.

Quais são as características de um Projeto de Open Mall?

Normalmente, os Open Malls são estreitos, construções horizontais e contam com uma faixa (strip) de lojas com um amplo estacionamento em frente. Ou seja, necessitam de uma área maior para serem projetados. Como o investimento para aquisição de terrenos desse porte é muito alta em centros urbanos, as cidades menores ou regiões mais afastadas estão cada vez mais na mira desses investidores.

Estes locais reúnem lojas de diversos segmentos, tornando o centro de proximidade um local completo e variado. É possível encontrar livrarias, salão de beleza, lanchonete, floricultura, pet shop, docerias, cafeteria e até um pequeno supermercado — o que oferece aos moradores de um bairro um centro de compras completo, conveniente e diversificado, reunindo tudo em um só lugar.

No caso dos Open Malls não existe a necessidade de marcas âncoras como acontecem nos Shopping Centers pois já existe um varejo implementado. Todas as marcas fazem papel de âncora pela necessidade, sinergia e a conveniência que elas oferecem. Ter marcas líderes em seus respectivos segmentos fortalece o strip mall, mas a ausência deles não compromete o sucesso do empreendimento.

O principal objetivo destes espaços é proporcionar aos clientes uma compra rápida e eficiente, de forma que, através de uma única parada “one stop shop”, os mesmos possam satisfazer suas necessidades de consumo em curto espaço de tempo, através de uma agradável experiência, traduzida em um ambiente iluminado, agradável e seguro.

Além disso, esse modelo de empreendimento possui várias vantagens que são similares às de um shopping center. Como segurança, limpeza, manutenção, gestão profissional e o melhor: tudo isso sob uma taxa de condomínio menor que a dos shoppings tradicionais e com uma dinâmica de loja de rua.

Também é importante lembrar que o consumidor dos Open Malls e dos shoppings é o mesmo, apenas em momentos de consumo diferente. O strip center está no sentido going home do consumidor. Ele vai para um período de compra de 15, 30, no máximo, 40 minutos. Ao ir ao shopping, o cliente vai com mais tempo, com o objetivo de ter entretenimento e lazer, não para fazer compras de conveniência.

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Mudanças no consumo & pandemia 

A pandemia do COVID-19, mais do que provocar novos comportamentos, está acelerando mudanças que já se anunciavam. Uma dessas tendências é perda do protagonismo das regiões centrais das grandes metrópoles e a valorização das zonas residenciais e suas áreas de proximidade.

Há também um outro motivo importante para essa mudança de comportamento: o trânsito nas cidades. Os congestionamentos são cada vez mais frequentes nas grandes cidades e isso vem desestimulando as pessoas a utilizarem veículos para deslocamento — o que favorece o comércio próximo das casas e locais de trabalho das pessoas.

Novos comportamentos que estão surgindo:

– Lojas de alimentação, artigos de primeira necessidade e serviços em geral, terão prioridade para o consumidor;

– O consumo perto de casa deve crescer, seja em razão das pessoas saírem menos, seja em razão do aumento da prática do home office e delivery;

– As pessoas escolherão os espaços abertos e humanizados, evitando aglomerações;

– Estacionamento fácil e rápido, segurança, velocidade de compra e principalmente limpeza, serão fatores de decisão.

O que investidores e lojistas ganham com os Open Malls? 

Os Open Malls brasileiros têm se mostrado uma opção atraente para varejistas interessados em instalar suas lojas em polos comerciais de rua organizados, com boa estrutura, segurança, boa iluminação e custos compatíveis com suas necessidades.

Na verdade, os ganhos com os centros de proximidade são muitos. É um produto que se demonstrou muito sólido em um período de instabilidade econômica e uma das principais razões é o retorno financeiro pela fidelização do público do entorno. Nada mais cômodo que encontrar, perto de casa, um centro comercial com diversas lojas e serviços que facilitam o dia a dia. Isso faz com que o público fique cativo e opte pelo Open Mall ao invés de um Shopping mais distante e lotado.

Vale ressaltar que estudar a localização de onde se quer empreender para saber os aspectos positivos e negativos da região é uma estratégia cada vez mais comum adotada pelas empresas. Atendimento às necessidades do bairro, acessibilidade, fluxo de pedestres, estacionamento, higiene, segurança e diferentes opções de pontos comerciais são alguns tópicos que os empreendedores reparam quando vão investir em um negócio como esse.

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Vantagens de um Open Mall:

– Custo operacional bem inferior ao de um shopping center convencional;

– Uma loja de cada segmento;

– Sem espaço para mais de uma loja com os mesmos produtos ou serviços;

– Estrutura com amplo estacionamento;

– Grupo de lojas dispostas em fila com um grande estacionamento na frente;

– Ajuda no crescimento do bairro.

Open Malls e o meio ambiente

O consumidor está cada vez mais interessado em uma interação com o meio ambiente. Esse novo formato de centro de proximidade, com uma estrutura mais aberta e com mais áreas de convivência verdes, proporciona ao público uma sensação de estar passeando ao ar livre, porém com a mesma segurança e conforto que os shoppings centers oferecem.

O projeto paisagístico é um dos grandes diferenciais dos Open Malls. Além de estar aliado à sustentabilidade, os espaços são agradáveis, geralmente, bem arborizados, com jardins e espelhos d’água. Assim, além de oferecer um espaço interessante ao público, esse empreendimento também reduz custos com manutenção, devido ao aproveitamento de ventilação e luz natural com a criação das áreas verdes.

O que um Open Mall precisa para ter sucesso?

Os Open Malls devem possuir algumas características importantíssimas para darem certo e serem resilientes em momentos de crise:

  • Localização: devem estar em avenidas ou ruas movimentadas com grande fluxo de pessoas ou carros;

  • Visibilidade: o imóvel deve estar preferencialmente em esquinas onde será notado por pedestres e veículos que por ali passam;

  •  Projeto: deve ser pensado para facilitar a visualização do empreendimento, otimização da área bruta locável, o mix correto de lojas e as facilidades de acesso ao estacionamento;

  •  Estacionamento: ponto importantíssimo desses empreendimentos para que haja conveniência das pessoas estacionarem para consumir naquelas lojas sem nenhuma dificuldade;

  • Mix de Lojas: a seleção das lojas é muito importante para tornar possível que os usuários realizem tarefas num mesmo momento e lugar;

Os Open Malls estão conquistando uma fatia importante do consumo na sociedade e, cada vez mais, favorecendo o comércio local. Já os shopping centers, mais distantes de áreas de influência e de grande fluxo de pedestres, terão que investir em operações que sejam destino, na oferta de experiências diferenciadas, em lazer e entretenimento, e em um mix de lojas muito atraente que priorize a experiência do usuário.

Se você quiser conversar mais sobre esse assunto, você pode entrar em contato com o nosso time de arquitetos especialistas em projetos de arquitetura comercial.

News VZA | Vera Zaffari Arquitetura

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Confira as últimas notícias da VZA | Vera Zaffari Arquitetura no boletim eletrônico mensalNEWS_VZA_FEVEREIRO_2014

Arquitetura comercial deve impulsionar venda no varejo

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VZA-65 escolhida VeraEm crescimento, o segmento varejista tem apresentado bons resultados no início de 2014 – ano que promete grandes mudanças no setor. Conforme dados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo, referentes ao Índice Antecedente de Vendas (IAV-IDV), a expectativa para o primeiro semestre deste ano indica alta de 6,4%, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Alinhado ao desenvolvimento gradual está a necessidade de se construir um ambiente destinado a proporcionar experiência inspiradora ao consumidor, que busca, cada vez mais, autenticidade, conforto, praticidade e interatividade durante a compra.

Neste escopo, o investimento em arquitetura comercial pode contribuir para a melhoria do negócio. “O modelo tem por interesse garantir a identidade da marca, além de promover a permanência do público por maior tempo no ‘ponto de venda’”, explica Vera Zaffari, diretora do escritório VZA | Vera Zaffari arquitetura.

Para tanto, o projeto de arquitetura comercial – tais como redes de lojas, shopping, hiper e supermercados –, deve andar em paralelo com a estratégia de marketing da empresa.

Uma tendência crescente e aderida por varejistas internacionais e, em adaptação no mercado brasileiro, é o investimento em tecnologia de ponta e automação para o atendimento aos clientes nos Pontos de Venda (PDV). Porém, além da instalação da tecnologia é necessário criar uma infraestrutura para acomodar as inovações em ambientes já conhecidos pelos clientes.

Assim, é preciso criar projetos que sejam user friendly e intuitivos para quem faz compras.  “Adaptar o novo ao existente e orientar o cliente frente às novas tecnologias é uma missão para arquitetura comercial, que também busca entender estas novas formas de comportamento, e que introduz nos seus projetos espaços e ambientações que gerem experiências”, afirma a empresária.

Um exemplo de tecnologia, cujo formato foi debatido recentemente no Big Retail’s Show – feira de tendência varejista de Nova York –, é sistema utilizado no Virtual Style Pod. Serviço que permite aos consumidores provar roupas virtualmente, realizar ajustes de tamanho e de cores. Esta ferramenta, também desenvolvida pela inglesa Engage com a companhia Space3D, permite uma experiência única, interativa e considerável ganho em produtividade.

Outra solução, que também merece destaque no mercado, são os caixas de autoatendimento, que têm reduzido filas, agilizado o processo de pagamento e substituído o processo humano pelo mecânico.

Segundo a arquiteta, aproximar o envolvimento tático e emocional ao mercado varejista pode ser um ganho tanto para o setor quanto para o público, além de se destacar frente ao e-commerce. “As pessoas querem tocar, sentir, cheirar, experimentar, interagir, conviver, deixar-se encantar. É isto que faz com que uma pessoa queira ir à loja física”, pontua Vera Zaffari.

Nesse sentido, o investimento em arquitetura comercial para o varejo pode contribuir para o avanço das vendas e a satisfação dos clientes. Para 2014, o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), prevê uma injeção de R$ 7.8 bilhões no setor.

Varejo sustentável: o case da rede de supermercado U

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O case do Supermercado U é um sucesso no quesito de sustentabilidade em grandes redes de varejo. Para o conglomerado francês, a preservação do meio ambiente começa desde a construção das lojas. Projetar prédios que consomem menos energia e água, e que são melhores integrados em seu ambiente, se tornou uma prioridade para a marca. Por isso, as unidades U têm investido em diferentes técnicas para reduzir consumo de energia, potencializar fontes renováveis e estimular o cuidado com o Meio Ambiente.

Para reduzir o consumo de energia na produção de frio – já que a refrigeração de produtos frescos como carnes e frios utiliza muita energia – o Super U de Machecoul tomou duas medidas:

  • Utilização de cortinas noturnas que impedem a passagem de luz para unidades de refrigeração durante à noite e aos finais de semana,  que assim poupam energia quando o estabelecimento se encontra fechado.
  • Instalação de armários de congelados com portas – que abrem e fecham – para reduzir a produção de frio.

Ao combinar estas duas técnicas, a loja diminuiu seu gasto de energia em 11% no primeiro ano!

Energia renovável

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(Crédito Dilvulgação)

Além da economia no processo de refrigeração, os novos operadores da rede procuram reduzir o consumo total de energia no próprio projeto das unidades. Para fazer isso, eles usam diferentes técnicas como clarabóias que permitem que a loja use luz natural em vez de luz elétrica; bombas de calor que extraem calor armazenado no ar e no chão para criar uma energia limpa; e Iluminação eficiente de energia. A coleta da água da chuva também são processos incentivados nos projetos dos mercados, já que essa é uma forma eficaz de solucionar a escassez de água.

Já certas unidades preferem trabalhar com energia solar. As superfícies dos telhados dos estabelecimentos, por exemplo, permitem uma grande produção de energia limpa. Um case desta escolha é o Super G Prissé em Saone et Loire, que instalou em seus telhados 2500m2 de painéis solares,garantido a produção de 125,00 KW por ano.

Para o dono da unidade, a medida parecia óbvia: “Ao criar a loja, eu decidi alugar o telhado à uma empresa especializada na instalação de células fotovoltaicas. Assim, o telhado da loja produz energia vendida a EDF (companhia elétrica francesa), que depois a redistribuí na região. Ou seja, a abordagem é ecológica e econômica. Por que não participar do nascimento de uma energia limpa e renovável se temos a oportunidade de fazê-la?”?

O exemplo do Hyper U Les Arcs em Argens

Com esses investimentos, o Hyper U Les Arcs em Argens consome em média 30% menos energia e 50% menos água do que uma loja padrão

O Hyper U Les Arcs em Argens consome em média 30% menos energia e 50% menos água do que uma loja padrão (Crédito Dilvulgação)

O Hyper U Les Arcs, além de todas técnicas já citadas acima, cumpre os mais recentes métodos para limitar o impacto da loja sobre o meio ambiente. Esta loja tem um baixo consumo energético como as outras, mas também foi construída para integrar-se melhorem seus arredores e limitar o seu impacto sobre a fauna e flora locais.

Durante a construção desta unidade, um estudo realizado por uma empresa especializada em sustentabilidade identificou as várias espécies de flora e fauna, além de apontar recomendações para preservá-los. Neste contexto, uma parceria foi iniciada com a Liga para a Proteção das Aves e as associações ambientais locais.

Quase 10 anos de planeamento foram necessários para desenvolver este projeto, que irá receber certificação HQE (sigla de Haute Qualité Environnementale, Alta Qualidade Ambiental em português). Esta é uma certificação emitida pela Associação HQE a edifícios com elevado desempenho ambiental. O Hiper Les Arcs em Argens ganhou essa distinção através de planeamento e investimentos em eco-construção, ecogestão, conforto e saúde. Esta certificação tem altas exigências e corresponde a um desempenho da geral loja na preservação do meio ambiente.

Informações retiradas do original em francês.

Lojista gaúchos em NYC

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A participação da Vera Zaffari Arquitetura na 103ª Convenção da National Retail Federation (NRF), maior feira de varejo do mundo, é destaque em nota publicada no Correio do Povo de hoje. A nota também cita outros membros da comissão gaúcha em Nova York para visitar a feira.

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A climatização no varejo

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O arquiteto Henrique Rocha destaca importância da climatização do empreendimento.

O arquiteto Henrique Rocha destaca importância da climatização do empreendimento.

 

A publicação Revista Asbrav – da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar condicionado, Aquecimento e Ventilação – publicou uma matéria exclusiva com o Arquiteto Henrique Rocha, profissional da Vera Zaffari Arquitetura, sobre a importância dos detalhes da climatização no varejo.

 

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A matéria foi publicada na sessão “Dicas de Arquiteto” da edição de julho/agosto de 2013.