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BIM e metaverso: como preparar o mercado para a tendência

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Até 2024, o metaverso receberá R$ 4,5 trilhões em investimentos, segundo levantamento realizado pela Bloomberg Intelligence empresa global de pesquisa do mercado financeiro. Todos os setores da economia serão impactados, inclusive a arquitetura de varejo. E para deixá-lo por dentro do que vem por aí,  fizemos uma entrevista exclusiva com o arquiteto e urbanista, Rogério Lima. Doutorando na Universidade de Lisboa, em Portugal, é mestre em arquitetura pela UFRJ, professor universitário há 21 anos e diretor acadêmico do Master Internacional em BIM Management, da Zigurat. Além disso, realiza pesquisas na área de Sistemas Gerativos aplicados ao BIM. Confira:

O metaverso está em alta e já existem empresas apostando na tecnologia para acompanhar essa nova tendência. Na arquitetura e no BIM, qual será o impacto dessas tecnologias?

RL: Na ótica da arquitetura e do BIM, não existe nada muito definido. O que temos são especulações de como o metaverso será útil para o nosso mercado. Tanto o BIM quanto o metaverso são inovações que trabalham em um ambiente tridimensional.  Existem algumas possibilidades que poderão acontecer quando essa tecnologia estiver mais sólida, como o desenvolvimento de  softwares de projetos totalmente imersivos, permitindo a modelagem das construções diretamente no metaverso

E como seria essa modelagem feita em BIM, utilizando a tecnologia do metaverso?

RL: Na hora de projetar, essa modelagem imersiva vai aumentar a interatividade do projeto. Vai ser como se estivéssemos dentro do projeto, mudando escalas em tempo real, por meio da realidade virtual. E  já que estaremos em um ambiente de criação,  poderei  empurrar a parede, puxar um pouco do teto, mover um objeto do lugar, isso tudo em uma escala real, não só naquela dimensão da projeção em 3D.

Além disso, dentro do BIM, a gente fala muito em colaboração. Há ambientes já criados na metodologia para permitir essa forma de trabalho, como o Common Data Environment (CDE ou Ambiente Comum de Dados, em livre tradução). Eu vejo que o metaverso pode viabilizar a criação de um CDE imersivo, para a coordenação de projetos de arquitetura. Esse espaço vai possibilitar que eu “entre” com a minha equipe — cada um com o seu avatar — e, ali, a gente começa a cocriar um projeto, por exemplo. Poderemos debater as escalas e as diretrizes do projeto como se estivéssemos em uma reunião presencial.

O metaverso nada mais é do que um universo digital. E quando falamos sobre desenvolver projetos de arquitetura para edifícios, lojas comerciais etc, como esse espaço virtual pode impactar no seu desenvolvimento?

RL: O que acho interessante é que, no metaverso, nós não vamos ter restrições físicas. Eu não tenho gravidade no metaverso. O que eu tenho são intempéries. Então não faz frio, não faz calor etc. Talvez, vamos nos preocupar apenas com o  tamanho do lote, mas como não existem limites para criatividade,  a projeção de um prédio no metaverso poderá ser muito mais interessante e muito mais ousado do que um prédio real. Nós, arquitetos, vamos poder experimentar mais possibilidades, mais arte dentro da arquitetura que não conseguimos fazer no mundo real por conta de custo e restrições legais. Então, eu acho que o metaverso vai ser um ótimo lugar de experimentação para a gente criar, inovar, ter um termo artístico mais forte, identidade forte, que tenha uma comunicação forte com aquilo que se está projetando, porque isso vai ter um respaldo aqui fora.

Se essas especulações sobre o metaverso estiverem certas, quais serão os ganhos para o mercado?

RL: Estamos, ainda, em um momento em que tudo está um pouco nebuloso. O que eu digo, agora, não é 100 % certeza de acontecer, mas dá para a gente saber que vai ter, sim, um mercado em funcionamento. Inclusive, algumas empresas  já iniciaram as suas atividades no metaverso. E quando digo “mercado”, é de maneira geral, não só a arquitetura. Já é possível comprar sapatos, roupas, televisão etc no mundo do metaverso. Os produtos são vendidos para um avatar, mas quem paga são pessoas reais.

As mudanças já estão acontecendo, mas em quanto tempo esse universo do metaverso estará consolidado para o BIM e para a arquitetura?

RL: Em média cinco anos para a gente estar com essa ideia mais formatada e, até mesmo, em funcionamento. Até lá, muitos testes serão feitos, assim como as experimentações. Muita gente vai quebrar a cara, Muita gente vai se dar muito bem! Hoje, de maneira geral, já existem muitas empresas empolgadas e tentando criar o seu negócio dentro do metaverso e tudo são fases de especulações e experimentações. Assim como, também, têm as que estão mais retraídas.

Qual é o seu conselho para os comerciantes, empresários e varejistas interessados em atuar no metaverso?

 

RL: Ainda está tudo um pouco incerto, mas eu acho que, independente do seu posicionamento — se está retraído ou empolgado —, você não pode virar as costas para o que está acontecendo. Mesmo que o seu negócio não esteja no metaverso agora, o mínimo a fazer é se instruir sobre o assunto. É preciso entender  como isso pode  afetar a sua empresa, como isso vai impactar a sua vida. Inclusive. Embora eu ache que leve cinco anos mais ou menos para acontecer, haverá oportunidades de  trabalho para as pessoas no metaverso. É uma construção e você precisa estar preparado para quando chegar o momento!


BÔNUS

Em fevereiro deste ano, Rogério Lima  se reuniu com a nossa equipe para debater, um pouco, a relação entre BIM e metaverso. A conversa está disponível em seu canal do Youtube, o BIMverso. Acesse: Metaverso: e o BIM com isso?

BIM e arquitetura: como essa união aumenta a produtividade na Construção Civil

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O futuro da indústria da construção civil já começou. Em 2017, um estudo apresentado no Fórum Econômico Mundial apontou que, nos 10 anos seguintes, essa indústria passaria por transformações tecnológicas e de inovação para tornar os processos mais produtivos, evitando desperdícios. E tudo isso seria possível por meio dos projetos desenvolvidos em BIM — metodologia utilizada para projetar, gerenciar e compatibilizar todas informações de um projeto ou obra.

De acordo com o Fórum, a perspectiva é que a  construção civil seja planejada e simulada em todas as etapas por meio do BIM por se tratar de uma tecnologia que oferece recursos e condições para gerar mais impacto de produtividade na indústria 4.0. Para se ter uma base, a implementação do sistema pode reduzir os custos totais do ciclo de vida de uma construção em 20%, assegurando melhorias no tempo de conclusão.

Nas construções de prédios comerciais, por exemplo, o estudo de caso realizado pelo Boston Consulting Group empresa de consultoria americana especializada , apontou que o impacto no custo total do ciclo de vida reduziria em 15%. Já no tempo de construção, em 30%.

Passados cinco anos da divulgação do estudo, é possível perceber como o BIM e suas tecnologias vêm impactando positivamente a indústria da arquitetura e da construção civil. Tendo em vista os resultados positivos na eficiência e economia de recursos com o uso da metodologia, em 2017 foi criado o Comitê Estratégico de Implementação da plataforma BIM, com o intuito de definir estratégias e diretrizes para estimular o desenvolvimento e implantação da tecnologia no Brasil. Para a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a expectativa é que ocorra um aumento de 10% na produtividade do setor com a implementação da metodologia BIM em larga escala no país.

Nos projetos de arquitetura, o BIM, além de conseguir simular todas as etapas de qualquer obra [antes, durante e o pós-construção], permite o acompanhamento real dos projetos e simulação digital da construção. As representações dos projetos em BIM são feitas em 3D e possibilita a detecção de conflitos entre disciplinas envolvidas.

Além da modelagem de um projeto de arquitetura, o BIM conta com uma logística segura, auxilia no controle de custo, possui ferramentas com foco na sustentabilidade e é totalmente interdisciplinar. 

Um passo à frente

Três anos antes do BIM ser citado no Fórum Econômico Mundial, a VZ&CO já tinha implementado a metodologia  por meio do Revit. A tecnologia otimizou a gestão entre as diferentes equipes, garantindo projetos significativamente mais compatibilizados e assertivos, dando mais eficiência no fornecimento de dados e precisão nas informações de um projeto.

Por ser uma metodologia totalmente inovadora e tecnológica, o BIM também permite a criação de aprimoramentos [plugins e ferramentas] dentro do sistema para melhorar não só o funcionamento de cada etapa do projeto de arquitetura ou engenharia, mas a possibilidade de colaboração e comunicação entre os envolvidos da obra. Esse processo reduz erros e aumenta a agilidade na produção da documentação final do projeto – a metodologia BIM permite a compatibilização de todas as informações de um projeto em um sistema seguro de banco de dados.

Benefícios do BIM para setores da construção civil

Redução de erros e incompatibilidades do projeto O BIM é focado em resultados, por isso a tecnologia permite cálculos precisos e assertivos para evitar erros dentro de um projeto de arquitetura ou engenharia. Com as informações compatibilizadas no banco de dados, o BIM permite prever as possíveis incompatibilidades da obra evitando refações durante a construção.

Produtividade – A tecnologia BIM permite o mapeamento de todas as etapas e uma estimativa mais precisa do tempo de execução do projeto e da obra. Por ter um sistema totalmente digital e seguro, com todas as disciplinas envolvidas, é possível monitorar o que está sendo feito  em todas as áreas. Além disso, o BIM reforça a importância do trabalho em equipe por promover  a multidisciplinaridade nos projetos.  

Práticas sustentáveis – O BIM auxilia na redução dos impactos ambientais. Por possuir ferramentas que possibilitam detalhar e medir tudo o que será utilizado em uma obra, a tecnologia permite realizar o mapeamento  do consumo de água, gera dados sobre a eficiência energética do edifício e consegue calcular o consumo de todos os materiais a serem utilizados na construção, o que nos permite buscar soluções mais sustentáveis e que gerem menor quantidade de resíduos durante a etapa de projeto.


Você sabia? 

O governo federal brasileiro publicou, em 2020, o Decreto 10.306 para regulamentar o uso do BIM na execução direta ou indireta de obras e serviços de engenharia ou arquitetura realizada por órgãos e pelas entidades da administração pública federal. A fase de implementação passou a valer a partir de 2021. Países como Reino Unido, Austrália, Canadá e Estados Unidos já exigiam a utilização do sistema  BIM em projetos custeados por seus governos.  

O impacto do metaverso na arquitetura de varejo

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O mercado está mais digital e com o foco bem centrado ao metaverso  universo digital que explora diversas tecnologias, como realidade aumentada, inteligência artificial para criar interações e muito mais. Com a ascensão tecnológica e o avanço da era digital, lojistas e varejistas têm se adaptado para seguir o ritmo e adequar suas lojas físicas às lojas virtuais para continuar oferecendo experiências diferenciadas ao público. Se você ainda está pensando em como o metaverso vai impactar o seu negócio no varejo, nós temos uma excelente notícia: o método abre diversas possibilidades dentro da arquitetura de varejo, permitindo que profissionais da arquitetura desenvolvam soluções inteligentes e que são adaptáveis tanto às lojas físicas, quanto às virtuais.

Até 2024, a previsão é que o mercado do metaverso cresça cerca de R$ 4,5 trilhões e movimente a economia. Os dados são de um levantamento realizado pela Bloomberg Intelligence — empresa global de pesquisa sobre o mercado financeiro.

Pensando na imersão do metaverso e como ele pode transformar o mercado, o Facebook mudou o nome para Meta com o intuito de se aprofundar neste universo virtual e explorar diferentes formas de oferecer experiências diferenciadas aos clientes. Além disso, a gigante da tecnologia pretende abrir lojas físicas no varejo  para ampliar produtos e serviços da marca, como óculos com câmeras embutidas e modelos do Oculus para atrelar a vivência da loja física à tecnologia do metaverso. Excelente estratégia dentro do varejo para atrair o público aos espaços físicos, inovar no atendimento e impulsionar a venda dentro da loja.

Apesar do metaverso ter ganho destaque por causa do anúncio feito por Mark Zuckerberg à sua companhia, grandes marcas do varejo, como a Gucci, Nike, Renner e Carrefour já estão investindo na tecnologia para expandir a atuação e unificar serviços de lojas físicas às digitais.

O varejo no metaverso

Realidade virtual famosa em empresas de tecnologia, o metaverso ganhou espaço no mercado de varejo para ampliar as experiências dos clientes nas lojas e potencializar as vendas no setor. A Renner, cliente da VZ&CO desde 2010, já adentrou neste mercado inovador para expandir o nome da marca e comercializar os produtos das lojas. Em parceria com o Fortnitejogo multiplayer que já trabalha com o conceito de metaverso com diferentes marcas do varejo —, a rede varejista de moda inaugurou uma loja virtual dentro da plataforma online, e ainda realizou um levantamento interativo com os jogadores para selecionar estampas dos catálogos presentes nas lojas físicas da rede de varejo

No varejo de supermercados, o grupo francês Carrefour comprou um terreno no The Sandbox para ampliar a experiência de compras dos clientes da rede de varejo. O domínio corresponde a 30 supermercados e é um investimento para que a rede de supermercados  entenda o que o metaverso proporciona e como ele pode impulsionar as vendas no mercado de varejo.  

Arquitetura de varejo e projetos para o metaverso

Assim como as lojas físicas precisam de um plano de arquitetura, as lojas virtuais dentro do metaverso precisarão seguir um projeto arquitetônico capaz de interligar funcionalidades tecnológicas, programação e design à arquitetura destes espaços para oferecer experiências diferenciadas aos internautas.

Dentro do mercado de metaverso, a arquitetura pode ser feita por meio de uma criação virtual, e ainda ser comercializada por meio de criptomoedas e NFTs. O espaço, além de ser aberto, permite a interação de diferentes profissionais, como arquitetos, designers e programadores, em busca de desenvolver interfaces diferenciadas e de fácil acesso. E isso não está longe do que já é feito dentro da arquitetura e o uso do BIM.

A metodologia digital é utilizada dentro da arquitetura e construção civil para fazer representações em 3D das construções, permitindo a visualização de cada etapa do projeto arquitetônico. No metaverso, o BIM pode ser utilizado para desenvolver e potencializar os projetos de lojas virtuais.  

Confira algumas vantagens:

O BIM é uma metodologia inteligente e focada em resultados. O método, que já fornece representações digitais em 3D, pode ir além do seu uso tradicional, simulando comportamentos reais de uma maneira digital;

Por ser uma inteligência digital, os projetos de arquitetura podem ser adaptados para funcionarem dentro do mundo virtual;

Os dados digitais dos projetos  no metaverso podem ser transferidos e compatibilizados ao sistema BIM.

 

Aplicações estratégicas do BIM na arquitetura de varejo

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A arquitetura comercial é aliada para aumentar o fluxo de clientes e as vendas dentro das lojas de varejo. Ainda mais quando se trata de projetar espaços atemporais, inovadores e de qualidade, pois a arquitetura comercial e de varejo utiliza técnicas e soluções inteligentes para garantir o funcionamento de cada loja dentro do mercado e que ofereçam não só comodidade aos clientes, mas experiências diferenciadas. Uma delas é o uso do Building Information Modeling (BIM) — metodologia utilizada dentro da arquitetura e construção civil para projetar, gerenciar e consolidar todas informações de etapas, processos e execuções de qualquer construção.

Por meio do seu sistema automatizado e totalmente digital, é possível unir todas as disciplinas de um projeto de arquitetura [arquitetos, engenheiros e construtores] e criar modelos virtuais precisos de uma edificação, permitindo a inclusão de dados como o cálculo energético, controle de materiais, orçamento e muito mais! Essas informações, além de auxiliar no fluxo de um projeto de arquitetura, também permitem a visualização completa do que está sendo feito. E como a inteligência é focada em resultados, ela diminui refações de um layout arquitetônico, aumenta a produtividade e ainda reduz gastos e o risco mitigado de uma construção.

O BIM NA PRÁTICA

Implementado em nosso escritório de arquitetura desde 2014, inicialmente através do Revit, o BIM já mostrou a sua essencialidade estratégica dentro dos nossos projetos de arquitetura para o varejo e revolucionou os trabalho feito pelo time da VZ&CO, pois além da confiabilidade das informações, ele automatizou processos repetitivos com segurança e ampliou a comunicação entre as disciplinas.   

Com o apoio da inteligência aos projetos de arquitetura, é possível acompanhar todas as etapas de uma obra de forma digital, desde a fase inicial de planejamento até mesmo o pós-construção. O que é uma vantagem para os lojistas e varejistas, pois o BIM prevê a funcionalidade das lojas e o seu desempenho com os insumos até chegar o momento das primeiras manutenções da edificação.

“O BIM permite cálculos precisos e facilita a compreensão de quando uma loja de varejo vai precisar de manutenção ou alguma reforma simples. Como a metodologia une uma série de informações em uma base de dados, a gente consegue prever processos e já se antecipar para reduzir gastos”, comenta a arquiteta Alexia Becker, arquiteta especializada em arquitetura comercial de varejo.  

Além disso, ele prevê as incompatibilidades no projeto de arquitetura, a percepção de possíveis interferências e riscos durante o ciclo de vida da construção. Confira, abaixo, como o uso da metodologia BIM é estratégica para os projetos de arquitetura comercial e de varejo, e saiba a importância dele ao seu negócio:

Redução de erros nos projetos de arquitetura e minimização de gastos com materiais – Uma das vantagens de se projetar aplicando o BIM aos projetos de arquitetura comercial e de varejo, é estimar custos com mais precisão e certeza. Assim, com as informações todas consolidadas, o arquivo digital permite a gestão e organização do  que vai ser gasto com material para a construção . A cada alteração que for realizada no modelo do projeto de arquitetura,  o BIM atualiza, automaticamente, o quantitativo da obra e salva as informações em tabelas detalhadas, facilitando a compreensão do que foi feito, pelo cliente e todas as disciplinas envolvidas no projeto.

Coordenação aprimorada e visualização completa de um projeto de arquitetura – O BIM é uma metodologia interdisciplinar e multifuncional. Ele auxilia no processamento de projetos de arquitetura simples e complexos, sempre focando nos resultados. Por se tratar de um modelo digital, a colaboração e comunicação a distância entre as disciplinas se tornam possíveis e ajuda na construção dos processos projetuais e no desempenho de cada execução do projeto. 

Ele entrega mais do que a representação do projeto em 3D, pois o BIM constrói um conjunto de bancos de dados digitais com informações gráficas e não gráficas do projeto de arquitetura. As informações ficam registradas e salvas, podendo chegar até 8 dimensões de informação que tornam a estrutura do projeto arquitetônico mais precisa e eficiente.

Gestão de qualidade, manutenção de lojas e sustentabilidade – Aplicar o BIM aos projetos de arquitetura comercial de varejo permite a coordenação das operações e manutenção das instalações, rastreando os dados da construção com segurança, além de possibilitar planos de manutenção e suporte técnico. Além disso, o BIM permite análises sustentáveis de energia e consumo a partir do modelo gerado, ajudando a reduzir o consumo de recursos naturais e permitindo o controle de desperdícios.

Uso de templates – Com a aplicação do BIM, conseguimos realizar projetos de forma muito mais ágil, através de templates no modelo. Dessa forma, conseguimos ter todos os padrões do cliente, com informações de materiais, descrição de itens de construção já pré-configurados, o que facilita muito a modelagem do projeto e garante informações e dados do modelo muito mais assertivos e padronizados, sem necessidade de extensas revisões.

Complementações de ferramentas – o BIM permite a implementação de meios para complementar a compreensão dos projetos de arquitetura para que os clientes entendam cada etapa da implementação. O nosso escritório aprimorou alguns plugins dentro da metodologia para apoiar na resolução de problemas, garantindo agilidade e precisão dentro dos modelos de projetos. 

Utilizamos a nuvem de pontos para ter um ganho exponencial na precisão dos levantamentos das lojas; o Navisworks para prever falhas de compatibilização; o Dynamo para automatizar tarefas e a Visualização 360º para permitir que o cliente tenha uma visão mais clara do projeto de arquitetura.

 

Supermercados: arquitetura é estratégica para crescimento do setor

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A afirmação acima é de Ernesto Ortiz, gerente de expansão de uma das maiores redes de supermercados do Rio Grande do Sul, a Asun Supermercados. Ele nos procurou no final do ano passado com um desafio: desenvolver uma loja física litorânea, com identidade visual diferenciada, capaz de preservar a leveza, as cores e os valores da marca Asun.

Com o brieffing na mão, nós começamos a projetar um layout de supermercado inovador e, ao mesmo tempo, funcional. O edifício terá pé direito alto, iluminação natural e uma fachada de tirar o fôlego.

Com 38 supermercados espalhados pelo Rio Grande do Sul — sendo 14 no litoral, 9 em Porto Alegre e 15 na região metropolitana —, a Asun Supermercados está em fase de expansão, com planos para inaugurar mais três lojas físicas até 2023.

Nós já sabíamos que a VZ&CO era referência em arquitetura de varejo e, quando os planos para expandir a rede se tornaram reais, tivemos a oportunidade de conversar com o escritório e firmar uma parceria para desenvolver algo único e funcional” explica o gerente de expansão da Asun Supermercados, Ernesto Ortiz.

A VZ&CO ficou responsável por projetar o supermercado que dará início ao ciclo de inaugurações da rede, localizada em Xangri-lá (RS) a segunda do Asun na cidade. Para entrar no clima da praia, projetamos uma fachada com painéis coloridos que, com certeza, encantarão os clientes.

Confira, a seguir, mais detalhes sobre o projeto. Com a palavra, Ernesto Ortiz, que falará um pouco mais sobre como a arquitetura de varejo pode ajudar a potencializar o mercado de supermercados.

Como a arquitetura pode ajudar o mercado de supermercados a crescer?

EO: Engana-se quem diz que a arquitetura é só decoração. A arquitetura está além, ela é a organização de espaços para fazer os nossos supermercados funcionarem de forma mais estratégica e eficiente. É um trabalho conjunto: arquitetura e bom atendimento.

Por que vocês decidiram contratar a VZ&CO para ajudá-los nesse processo de expansão dos supermercados da Asun?

EO: O que nos chamou a atenção foi a vasta experiência na arquitetura de varejo e a agilidade para propor soluções eficientes. Quando falamos em arquitetura, pensamos em um conjunto de linguagem que vai desde o acabamento até o edifício pronto. A VZ&CO se diferencia por fazer uma extensa pesquisa de quais  tendências ou soluções se encaixam melhor às nossas necessidades. Como um projeto de loja física é pensado para o funcionamento de 20, 30 anos, a VZ&CO propôs alternativas inteligentes de forma rápida e sem delongas. Além disso, o escritório tem profissionais competentes que sabem o que estão fazendo, estão por dentro das principais tendências do mercado da arquitetura de varejo. Saber o que está disponível, o que pode ser ou não usado, é essencial em um projeto.

O supermercado de Xangri-lá está sendo projetado em BIM. Como a metodologia auxilia nos resultados do projeto de arquitetura

EO: Não tenho dúvida que esse formato facilita e agiliza o processo. Temos compatibilização, conseguimos conciliar o projeto de arquitetura às disciplinas complementares, as alterações que surgem durante o percurso são rapidamente alteradas. É tudo muito ágil. 

Como está sendo o desenvolvimento desse projeto de supermercado para vocês?

EO: Nós estamos na etapa inicial e tudo está caminhando bem. A comunicação é rápida, as soluções arquitetônicas estão sendo bem assertivas e estamos em constante troca para continuarmos alinhando as informações até o fim dessa primeira etapa. Neste período, já conseguimos desenvolver a parte da composição e linguagem de fachada do supermercado e definimos alguns materiais que serão utilizados, como grafites, tijolos, metais etc.

Para finalizar, como foi o processo da Asun Supermercados até chegar ao conceito arquitetônico que a marca segue em suas lojas?

EO: Desde o início, a Asun foi passando por transformações e experimentando acabamentos para construir uma identidade arquitetônica que representasse bem os nossos valores nos supermercados. Testamos forros, granito, porcelanato e outros materiais para encontrarmos as melhores opções. Viajamos para conhecer o mercado, fizemos levantamentos e estudamos bem o segmento para começarmos a melhorar os nossos espaços e garantir o funcionamento de cada loja. Antigamente, logo no começo, tínhamos corredores com 1,4 a 1,6 metros de largura, e achávamos que estava tudo certo. Hoje, compreendemos ser preciso ter 2 metros no mínimo para garantir a boa circulação dos clientes.  

O diferencial dos espaços dos nossos supermercados é que nós trazemos sempre um elemento novo para cada loja física, que tenha a cara da região onde ela foi construída. Sempre é uma loja nova, uma arquitetura nova. Um estilo diferente.

Curiosidades do projeto de supermercado

O novo supermercado da Asun Supermercados está inserido numa área de 5.000m², com 2.400m² de área construída e 1.700m² de área de venda. Está sendo trabalhado para destacar a região litorânea.

A fachada do supermercado é diferenciada, com painéis coloridos e partes envidraçadas para permitir a entrada de luz natural. Toda a construção da loja física está sendo pensada para utilizar grafites, tijolos e até mesmo um revestimento ondulado em metal para dar vibração no espaço.

Varejo 4.0: como o 5G vai potencializar as lojas físicas e os supermercados

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A tecnologia vai trazer as pessoas de volta para as lojas físicas. Não, você não leu errado! Até julho deste ano, 26 capitais brasileiras e o Distrito Federal deverão estar conectadas ao 5G. É o que prevê o cronograma da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com isso, o varejo poderá se conectar em altíssima velocidade a programas de inteligência artificial, realidade aumentada e até mesmo ao tão falado metaverso, atraindo consumidores ávidos por novas experiências de consumo. 

“O 5G é mais do que uma rede de conexão à internet de alta velocidade. Ele é uma tecnologia capaz de tornar a experiência dos consumidores nas lojas físicas melhor do que as que ele teria em uma loja virtual, por meio de realidade aumentada ou inteligência artificial. Percebo que a pandemia acelerou a transformação digital e o público ficou ainda mais exigente. Estar atento ao 5G e aos avanços da tecnologia é de suma importância para quem quer inovar e conquistar clientes”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO.

De fato, o 5G tem potencial para deixar as lojas físicas muito mais atraentes e gostosas de visitar. Justamente por isso, a Amazon — marketplace que nasceu digital — agora aposta em lojas físicas repletas de novas tecnologias. As chamadas Amazon Go são lojas de conveniência 100% automatizadas, que já são um referência de comodidade para o consumidor. Você entra, escolhe o que quer e sai da unidade física sem precisar passar por um caixa. Como?  Sensores identificam tudo o que você coloca no carrinho e vai computando os valores automaticamente por meio de uma inteligência artificial. Quando você deixa a loja de varejo, ela envia a informação direto para o seu cartão de crédito.  Tudo é feito digitalmente, sem check-out e sem delongas. Um procedimento que já existe, mas que será potencializado com a chegada do 5G, garantindo a velocidade e a segurança da operação.

Hoje, nos Estados Unidos, existem pelo menos 27 lojas físicas abertas neste modelo, incluindo o Amazon Go Grocery — tipo de estabelecimento que oferece produtos, jantares prontos e itens essenciais para a casa.

Nova realidade no varejo e supermercados

Aqui no Brasil, grandes redes do varejo, como a C&A —  cliente da VZ&CO desde 2020 —  estão avaliando novas maneiras de  potencializar as vendas por meio do 5G.  O objetivo é deixar as lojas mais inteligentes, otimizar processos e aumentar a comodidade do cliente, que contará em breve com novas possibilidades de efetuar pagamentos, sem necessariamente passar por um caixa. Já está em estudo, também, a implantação de um centro de distribuição totalmente operado por robôs. Fala-se, inclusive, na possibilidade de utilizar drones para transportar mercadorias nesses ambientes.

Para os supermercados e demais lojas físicas, o 5G também abre uma gama de novas oportunidades, como os controles inteligentes e automatizados dos estoques, ferramentas para controle de consumo de luz e robôs que facilitem a administração dos negócios aos varejistas.

E já que a tecnologia está em processo de implementação no Brasil, confira um pouco do que ela pode oferecer ao seu negócio e transformar ainda mais o funcionamento de suas lojas físicas:

União do metaverso para evoluir as experiências do cliente – se estamos falando em como a tecnologia 5G transformará as lojas físicas e o varejo em breve, não podemos deixar de lado o uso do metaverso para potencializar as experiências. A terminologia para explicar um universo digital, imersivo, compartilhado e colaborativo, utiliza  realidade aumentada, inteligência artificial e outras tecnologias para criar um mundo totalmente online, capaz de oferecer inúmeras formas de interação e relações.

A tecnologia já está sendo utilizada por várias marcas do varejo para atrelar experiências físicas às digitais, como a Nike, Gucci, Renner e muito mais. A Renner, que é nossa cliente, inaugurou uma loja dentro do Fortnite para convidar o público a votarem em estampas e produtos que serão comercializados em suas lojas físicas. Outros gigantes da indústria que estão se preparando para essa nova tecnologia são Carrefour e Walmart. 

“Arquitetura e tecnologia caminham de mãos dadas. Uma prova disso é o BIM, que hoje já cria projetos totalmente digitais e em 3D. Eficiente para quem precisa construir lojas nesse mundo e adaptá-las para uma nova realidade de vendas digitais e físicas”, comenta a arquiteta, Vera Zaffari.

Otimização de serviços – com os avanços tecnológicos, as pessoas querem mais comodidade e opções de consumo. Além da alta velocidade de conexão, o 5G permitirá novas experiências de compras, até mesmo com pagamentos touchless, otimizando o tempo e até dando mais transparência aos clientes sobre produtos e serviços. 

Por meio do 5G, é possível que o consumidor tenha acesso mais rápido e em tempo real com o que está comprando, conseguindo monitorar a origem dos alimentos, o tempo que levou para ser colhido, dicas de receitas e até mesmo combinar com os ingredientes que já têm em casa por meio de tecnologias, como é o caso da rede Hema Supermarket — supermercado de loja física do Grupo Alibaba, na China. Por meio de uma tecnologia de leitura digital, o consumidor consegue mirar a câmera do celular no código de barras e acessar todas as informações de determinado produto.

Eficiência e ecossistema – além de todas as experiências de compra, o 5G, com o uso da internet das coisas, também será um grande aliado para empresas que buscam maior eficiência operacional, reduzindo o consumo de recursos naturais e tornando mais eficaz o controle de desperdícios. A tecnologia facilitará a conexão dos equipamentos e suas bases de controle, tornando a manutenção das lojas físicas uma verdadeira ciência exata, baseada em dados.  

Outra possibilidade é o suporte que a tecnologia dará para aumentar a produtividade dentro de uma obra, pois será possível utilizar mais equipamentos e inteligências para auxiliar na redução de desperdício e obtenção de projetos mais sustentáveis.


Serviços que já funcionam e serão otimizados para expandir o varejo

Velocidade e uso simultâneo da rede para compras mais rápidas  — já que um dos lemas do 5G é velocidade, por que não permitir um acesso rápido aos clientes? A conexão mais ágil ajuda na hora que um cliente quiser fazer um pagamento por Pix ou utilizar alguma plataforma de pagamento dentro da loja física. Sem contar que a tecnologia será potente, o que facilita a múltiplas conexões de usuários sem gerar instabilidade e oscilações no ambiente.

A rede francesa de supermercados, Carrefour, utiliza a tecnologia Scan & Go — que permite escanear o código de barras dos produtos nas lojas físicas e fazer o pagamento direto no aplicativo, sem necessidade de enfrentar caixa — em algumas unidades Express. No varejo de moda, a Renner conta com um serviço que já permite os clientes realizarem pagamentos pelo celular.  

Atendimento personalizado com a Internet das Coisas — alguns dos projetos que realizamos para lojas físicas da Centauro já contam com  provadores inovadores, munidos de inteligência artificial. O cliente pode escolher produtos por meio do escaneamento do código de barra, visualizá-lo em diferentes cores e tamanhos e ver quais outros ítens combinam com ele. Tudo isso, sem precisar sair da cabine. E se decidir pelo produto, ele pode ser pago diretamente do provador.

Como o rollout ajuda na expansão das lojas físicas no varejo?

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Um método seguro, eficiente e que gera ainda mais agilidade na hora de projetar e construir uma obra. São essas as principais características de um projeto rollout — processo utilizado na arquitetura para manter o padrão de qualidade de uma rede. O método garante a padronização de uma marca em qualquer lugar do mundo, permitindo a adaptação e replicação dos pontos físicos com segurança, sem deixar de preservar todos os conceitos e referências da marca. Além disso, quando o rollout é utilizado, é possível identificar melhorias que podem ser aplicadas em todos os espaços da rede, tanto em uma reforma quanto em uma loja nova.

Com o avanço tecnológico e a vivência do “novo normal”, grandes varejistas aplicam essa solução arquitetônica para expandir suas unidades no varejo, oferecendo experiências diferenciadas ao consumidor em um espaço totalmente planejado, aconchegante e com a mesma padronização. Isso tudo acontece, pois o método é focado em entregar resultados de longo prazo.

Na arquitetura de varejo, a técnica é essencial para deixar uma rede de lojas mais competitiva, transformando cada melhoria em um processo fácil de replicação em todas as unidades. Investir em rollout é um passo importante para empresas interessadas em expandir seu nome no varejo de forma segura, rápida e de um jeito inovador.

Confira, abaixo, alguns ganhos do rollout para o seu negócio:

Padronização e preservação da identidade visual em qualquer lugar – O consumidor se encanta com o visual e os diferenciais da loja física. Por isso, a essência do rollout está em preservar cada detalhe, como as cores, a iluminação, os revestimentos e acabamentos, além de pensar no fluxo de pessoas. Quando dizemos sobre manter o padrão de um ambiente físico, também pensamos nos pontos estratégicos da loja. Isso envolve o mobiliário, onde e como os produtos serão expostos, a localização de cada seção, sempre adequada às peculiaridades da região onde está inserida a loja. Ao entrar em determinada loja física, o consumidor vai saber exatamente onde ir e o que procurar sem dificuldade. 

Agilidade nos processos de execução – Por ser focado em entregar qualidade de longo prazo, com um sistema de gestão eficiente, a implementação do rollout é ágil e econômica. Com o objetivo de agilizar etapas, os layouts em rollout já apresentam o que cada projeto deve conter, por isso a padronização é importante. Com os conceitos e padrões definidos,  é possível saber o que vai ser feito e aplicar tudo de uma maneira inteligente, abrangendo a rede completa.

Por exemplo: para as lojas Renner, temos um rollout definido. Sempre que iniciamos alguma reforma ou uma obra nova, verificamos o processo para aplicá-lo ao nosso projeto de arquitetura. Em sincronia com o cliente e o uso do BIM, construímos, digitalmente, a edificação seguindo a padronização e vamos analisando todos os possíveis problemas, aplicação de novas tecnologias no ponto de venda integrando stakeholders, antecipando inviabilidades no processo e, também, possibilitando o desenvolvimento simultâneo de mais projetos.  

Diminuição de custos e uso de materiais –  Um bom projeto de rollout é capaz de reduzir gastos desnecessários para uma empresa. Isso acontece, por exemplo, pois o método busca sempre incluir insumos e equipamentos iguais e disponíveis em qualquer região do país através de negociações de grandes aquisições. Na hora de aplicar o método, os materiais e revestimentos são estudados, pesquisados e atualizados sempre no seu arquivo. Além dos valores, tudo é pensado para que eles se adaptem aos diversos locais de instalação, condições climáticas e regionalidade. 

Antecipação de tendências e replicação – Aplicar rollout nos projetos de arquitetura é entender o que funcionou. A cada aplicação, é possível estudar todo o espaço e entender o que está dando certo e o que não está. Quando uma melhoria é identificada, ela passa a ser replicada nos próximos projetos para garantir a eficiência operacional em toda a cadeia do processo de expansão de uma rede.

Em 2021, projetamos diversas lojas Renner. Uma delas foi a unidade no centro de Bagé, no Rio Grande do Sul. Nessa loja, adaptamos o projeto de rollout da marca para aplicá-lo utilizando a cor branca para a pintura das instalações, equilibrando a iluminação e amplitude de todo o espaço que possuía um pé direito existente baixo.

Você sabe como funciona um projeto de rollout na arquitetura?

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Está precisando expandir a sua rede de lojas físicas no varejo, mantendo a mesma qualidade e padrão, mas ainda não sabe como? Não se preocupe, pois existe uma solução arquitetônica inteligente que garante o crescimento do negócio com segurança, eficácia e ainda aumenta a competitividade dentro do mercado varejista! Trata-se do rollout — técnica utilizada na arquitetura para projetar layouts precisos e replicá-los em qualquer lugar do mundo.

Na prática, um bom projeto de rollout assegura a replicação dos valores, identidade e princípios de uma marca por meio da arquitetura de seus espaços físicos. Assim, sempre que o consumidor entrar numa loja de varejo — não importa que ela esteja no interior, em uma capital ou até mesmo em outro país —, ele reconhecerá aquele ambiente e terá uma experiência de compras muito mais agradável e afetiva.

Outra vantagem do rollout é o fato de ele ser adaptável. Sempre que identificamos alguma solução que esteja funcionando muito bem em uma loja  [tecnologias, equipamentos, instalações, revestimentos etc], é possível replicar as melhorias nos próximos projetos ou até mesmo em reformas.

Vale destacar: grandes marcas do varejo e clientes da VZ&CO, como a Renner, C&A, Lojas Americanas, Centauro, Decathlon, Via Laser e Boticário já aplicam o método em suas unidades físicas, em diferentes regiões, dentro e fora do Brasil. E eles fazem isso justamente por compreender a importância e os benefícios dessa solução arquitetônica.

AS VANTAGENS DO ROLLOUT NO VAREJO

Dentro do mercado, o rollout apoia a expansão segura e prática de uma rede. Por meio dos layouts padronizados e um sistema de gestão de qualidade, a implementação do modelo costuma ser econômica e assertiva. 

Por manter a padronização e identificar melhorias para serem replicadas, o rollout de arquitetura agiliza etapas, antecipa tendências e se sobressai frente à concorrência, pois a tecnologia amplia a competitividade. 

ETAPAS E METODOLOGIA APLICADAS NA VZ&CO

Nosso escritório se especializou em projetos de rollout para oferecer sempre as melhores soluções arquitetônicas para os varejistas. A cada novo projeto, implementamos melhorias para serem estendidas a toda rede. 

Utilizando o BIM, construímos digitalmente a representação da construção com dados e análises de possíveis interferências. A técnica permite o desenvolvimento simultâneo de um maior número de projetos.

Na prática, nossos projetos de rollout seguem três etapas:

Pesquisa – fase inicial de qualquer projeto. Aqui, nossos arquitetos entendem os processos, desejos e padrões dos clientes. Essa etapa é essencial para que consigamos deixar claro a essência da marca na criação do layout arquitetônico, garantindo que todos os novos estabelecimentos físicos sejam coerentes à padronização.

Estratégia – Depois de compreender os processos, criamos a estratégia de desenvolvimento para ser estruturado ao BIM. Para cada cliente, desenvolvemos templates exclusivos, reunindo todos os dados coletados para garantir que o processo seja ágil e assertivo, com a certeza de padronização em todas as unidades físicas da rede.

Criação do projeto em BIM – O projeto é desenvolvido no Revit, adaptando estratégias e soluções às lojas. Aqui, unimos tudo para garantir a funcionalidade de todos os projetos complementares e priorizamos o fluxo contínuo de melhorias para gerar, em cada projeto, insumos para aprimorar todas as etapas.

“Talento é mais importante do que presença física”

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Após dois anos de pandemia, muita coisa mudou na VZ&CO. A começar pela forma como trabalhamos. Percebemos que o trabalho remoto não afetou o desempenho da equipe e ainda abriu novas oportunidades para o escritório. Prova disso, é que agora abrimos nossas portas para arquitetos e estagiários de todo o Brasil que, além de terem interesse em BIM, se encaixam ao perfil de valores e cultura do nosso escritório. Hoje, dos 24 profissionais que trabalham conosco, 4 vivem em outros estados — o que trouxe maior diversidade para o time. 

“Antes mesmo da pandemia, fizemos um planejamento de migração para dar suporte a dois profissionais que estavam pensando em morar fora do Brasil. Sabíamos que eram excelentes profissionais. Então procuramos soluções para mantê-los no time, mesmo não estando mais fisicamente conosco. Esse processo prévio nos auxiliou quando precisamos adaptar o trabalho remoto a todos quando começou a crise sanitária”, explica a gestora de produção da VZ&CO, Graciela Zaffari. 

Segundo a executiva, o processo de migração do trabalho presencial para  o remoto no escritório foi fluido, já que a VZ&CO sempre esteve na vanguarda das novas tecnologias. Confira a entrevista:

Vocês tiveram dificuldades para implementar o novo modelo de trabalho?

GZ: Não tivemos e foi um processo simples, ainda bem. Como já tínhamos organizado um ambiente “online” para alinhar a rotina do escritório às tarefas dos nossos arquitetos que foram para o exterior, a migração foi rápida. No dia seguinte, todos já tinham acesso remoto ao sistema da VZ&CO e conseguiam trabalhar normalmente. A adaptação mesmo foi na comunicação. Presencialmente,  usávamos pacotes do Google e fomos fazendo mais estudos para ampliar a comunicação ágil dentro do escritório. Usamos o Slack e o Rocket Chat até migrarmos para o Teams, que é a ferramenta usada para o nosso dia a dia. 

Como foi a decisão de ampliar a divulgação de vagas no escritório para todo o Brasil?

GZ: Nós tínhamos preferência em contratar pessoas perto da gente, especialmente de Porto Alegre (RS). Ainda mais os estagiários, pois pensávamos no acompanhamento profissional, aprendizagens e o percurso entre faculdade e trabalho também. Não queríamos que ficasse pesado e que eles conseguissem desfrutar ao máximo a experiência, com aproveitamento! 

Aos poucos, fomos percebendo que não fazia sentido ficarmos presos a esse pensamento, uma vez que já tínhamos pessoas de outros lugares trabalhando conosco.

O processo de expansão das oportunidades para outros estados começou quando? 

GZ: Agora, em 2021. Primeiro, abrimos oportunidades remotas para arquitetos e foi um processo muito divertido! Recebemos diversos talentos de todos os cantos do Brasil e conseguimos selecionar o que mais se encaixava ao perfil VZ&CO. Depois, com a convivência e os resultados positivos, decidimos ampliar e buscar novos talentos de outros estados brasileiros para compor o nosso time de estagiários. Foi uma seleção acirrada, pois recebemos inúmeros perfis interessantes de cada canto do país. A experiência tem sido única, pois conseguimos expandir nossa visão para encontrar diversos talentos e agregar valor. 

A VZ&CO tem colaboradores em quais estados brasileiros? 

GZ: Hoje, temos arquitetos e estagiários trabalhando conosco do Rio Grande do Sul, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Inclusive, dois dos nossos sócios residem em São Paulo.

Quais foram os ganhos trazidos pelo trabalho remoto?

GZ: Esse modelo nos dá possibilidade de não ficar preso apenas ao eixo do sul, por exemplo. Isso inclui tudo: arquitetos, estagiários, clientes, os nossos parceiros de outras disciplinas etc. Outro ponto importante é a interação entre o time. O sistema digital permite que todos interajam entre si e troquem informações, ideias, estratégias e muito mais. Não há “paredes” ou salas que atrapalhem a comunicação.  É um espaço para todos e é bem legal ver como o trabalho em equipe é forte!  

Para mim, como gestora de produção, também facilitou a implementação de uma comunicação mais  rápida com todos. Antes, quando tinha de passar alguma informação, planejar estratégias e outros assuntos com alguém, precisava esperar a sala de reunião desocupar. Agora, com ajuda das ferramentas digitais de conversação que temos no escritório, conseguimos manter o nosso espaço de conversa bem fluído e rapidamente resolvemos o que tem de resolver.

Como é a interação da equipe? 

GZ: Nos adaptamos para manter a aproximação como se estivéssemos na sede física da VZ&CO. Realizamos dinâmicas para termos um momento de descontração da equipe, fazemos reuniões virtuais diariamente para alinharmos nossas demandas da produção, os projetos que estão sendo executados ou estudados. Isso facilita a organização de cada time. Além disso, mantivemos a nossa reunião de produção e inovação. São reuniões que fazemos para discutirmos ideias, melhorias para as nossas ferramentas, métodos inteligentes de plugins etc. Tudo para manter a qualidade de sempre e tem dado certo. 

Qual a sua visão para o futuro? 

GZ: São inúmeras visões, mas o que penso é: como fazer o trabalho remoto continuar funcionando para todos? Nós tivemos sucesso em 2021 e para 2022, pretendemos seguir o modelo de trabalho que satisfaça toda a nossa equipe, sem exceção. Temos relatos de colaboradores que preferem o modelo remoto, porque gastam menos tempo com deslocamento; temos mães que conseguiram adaptar a rotina e ficar mais tempo com os filhos; pessoas que conseguem se concentrar mais em casa e outras, no escritório; e tem gente que sente falta do ambiente profissional. Estamos atentos a todos. Essa é a visão que tenho, como gestora: um trabalho híbrido e que não exclua ninguém.

Lojas Renner Torres: os desafios de uma loja litorânea

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Projetar lojas no litoral é sempre um desafio! Além de otimizar espaços, pensar na usabilidade do ambiente e atender ao modelo de rollout do cliente, precisamos entender as particularidades da região, como a alta umidade, fortes ventos, o calor e a presença de salitre —  responsáveis pela oxidação de metais e desgaste de determinados materiais de construção e acabamentos.

Pensando nisso: ao projetarmos a Renner Torres — no primeiro shopping center da cidade, localizado no litoral gaúcho — tivemos atenção redobrada para compor soluções de projetos que se adaptassem ao local. Afinal, a loja fica localizada em uma rua com acesso direto ao mar, bem na entrada do Vésta Shopping. 

Vale destacar: esta é a terceira loja litorânea feita pela VZ&CO no Rio Grande do Sul.

Fachada da loja na entrada do shopping

NUVEM DE PONTOS

Para ter êxito nesse novo projeto, precisamos estudar todo o local para entender não só a área disponível da construção, mas a delimitação e exigências do shopping. A loja foi composta pela junção de 10 pequenas salas, além dessa peculiaridade, o espaço também possui várias paredes inclinadas e algumas curvas, por isso o escaneamento por nuvem de pontos foi essencial para fazer o mapeamento preciso do espaço disponível. 

Com as informações levantadas e os estudos realizados, conseguimos oferecer as melhores soluções de arquitetura e criar um projeto de qualidade, funcional e que atendesse todas as partes envolvidas. Além disso, o espaço foi todo adaptado para reforçar a experiência omnichannel que o cliente tem apostado para melhorar a vivência do consumidor nas lojas físicas.

PARTICULARIDADES ARQUITETÔNICAS

O shopping foge do padrão que estamos acostumados, possui todas suas lojas voltadas e abertas para a rua. Devido a isso foram também pensadas soluções que contemplassem a constante entrada de sol e a forte incidência de ventos no local. Para a primeira questão foi aplicado nos vidros voltados para a área externa película solar e cortinas rolô, já para solucionar as fortes rajadas de ventos, foi projetada uma antecâmara formada por 2 portas automáticas de correr junto ao acesso.

Lateral da loja

ADAPTAÇÃO DO ROLLOUT

A Renner é um cliente que aplica o método de rollout em seus projetos de arquitetura para manter o padrão de qualidade em todas as lojas físicas. Na loja de Torres, precisamos adaptar algumas partes para atender o cliente e as regras do shopping.

O Vésta Shopping é revestido por pastilhas pretas em seus pilares, vigas e paredes e em sua maior parte possui a fachada envidraçada. Para trazer a marca para a fachada do local, foi revestida a viga do shopping com ACM vermelho, criando a faixa padrão da marca, inserindo a logomarca iluminada em pontos estratégicos. Em alguns pontos também foi criada vitrine para exposição dos produtos e da marca, além de o acesso ser marcado com um pórtico em ACM cinza para estimular a visualização do cliente para este local.

EXPERIÊNCIA DO CLIENTE

A Renner Torres conta com três pavimentos, dois são destinados aos clientes e um para os funcionários. O espaço interno é bastante marcado por pilares, justamente em função de ter sido projetado para várias pequenas lojas. Por isso, foi importante a análise de como deixar o espaço mais permeável apesar das várias barreiras visuais. Para tal foram utilizados pilares com espelhos e uma comunicação visual mais intensa para direcionar o cliente. 

Além disso a loja possui várias áreas de pé direito duplo junto às fachadas, esses espaços foram aproveitados para criar uma sensação de amplitude e também para circulação vertical, deixando a escada de clientes bem visível tanto do lado interno quanto externo da loja.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


FICHA TÉCNICA

  • Nome do cliente: Renner
  • Localização: Torres (RS)
  • Categoria: Arquitetura de Varejo
  • Ano: 2021 Área: 1454.99²
  • Contexto: O clima descontraído e leve da praia recebendo uma novidade no litoral do Rio Grande do Sul: uma nova unidade das lojas Renner na cidade de Torres.
  • Desafio central: Oferecer soluções arquitetônicas para criar um espaço funcional, bastante aberto para a rua, seguro e que atende as todas as necessidades do cliente e do shopping.
  • Diferenciais: – Totalidade da loja com os limites em esquadria voltados para rua; Cuidado com escolha da posição e configuração do acesso devido ao corredor de vento característico de regiões litorâneas.