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Arquitetura para Supermercados: Rollout como tecnologia para expansão de redes

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As tendências de consumo são reflexos da situação econômica de um país e também são determinadas pelas alterações de comportamento do consumidor. No cenário atual, em função da pandemia do coronavirus, surgem alterações no comportamento de compra das famílias, trabalho remoto, a valorização da casa, o consumo de itens in natura e o cozinhar em casa, aumentou a demanda de lojas de proximidade. Com isso surge a necessidade de adaptação e multiplicação de lojas físicas e o conceito de rollout passa a ser uma solução.

Atualmente, quem vem utilizando esta técnica são as redes de supermercados. O Rollout gera ganhos de agilidade e eficiência, pois essa tecnologia pressupõe usar da padronização do melhor processo e das melhores soluções adotadas no ponto de venda física para agilizar os processo de expansão com melhor performance. Através de estudos de consumo, é possível prever melhorias nos processos internos, layouts de lojas que não são funcionais e que não atendem a demanda, resultantes da nova forma de consumir. No chamado novo normal, faz-se importante a ampliação dos espaços para permitir os distanciamentos necessários, além de trazer mais tecnologia para as lojas físicas, otimizando os tempos de compra nos supermercados. 

Pensar em um projeto de um supermercado é entender de várias áreas não somente da arquitetura, é pensar nos públicos que buscamos atender, nas formas que este público consome, nas novas demandas que mudam a cada dia, nos fluxos. É necessário entender muito mais de funcionalidade do que de estética. Esta conjugação de expertises gera um projeto de arquitetura bem sucedido, que atende às expectativas do cliente que busca o resultado final no aumento de venda.

Projeto piloto de rollout

Quando a empresa busca expandir e preservar a cultura é necessário organizar as diretrizes e anseios de todos que gravitam em torno dela, transformando as práticas bem sucedidas da operação em uma forma de processo que possa ser replicado. Este é o conceito do rollout. Antes da elaboração do projeto piloto, o varejista precisa entender muito bem do seu processo, entender as tendências do mercado e da concorrência. Este estudo inicial fornece subsídios para a arquitetura esboçar em forma de projeto a padronização esperada, onde o projeto represente a força e valores da marca.

Em um projeto de uma rede de supermercados cada metro quadrado importa. A otimização dos espaços de áreas de apoio (retaguarda) são fundamentais para trazer maior aproveitamento para as áreas de vendas. Em paralelo, as áreas de apoio precisam ser funcionais e atenderem as legislações pertinentes. Estes ambientes precisam estar padronizados permitindo a replicação não só do projeto mas também da operação, aproveitando o conceito de rede e aproveitamento do melhor processo de operação.

Buscar o uso de materiais e revestimentos que estejam disponíveis em qualquer região do país e que se adequem aos diversos locais de instalação, condições climáticas e regionalidade são muito importantes em um processo de rollout para supermercado. É preciso sempre pensar no tempo de duração que esta padronização será renovada, pois muitas vezes os produtos são descontinuados e a replicação é impactada, precisando ser revista.

Bem como a facilidade de se obter os materiais, o projeto precisa estar aliado à durabilidade do mesmo. Em um projeto de uma rede de supermercados não existem momentos de inatividade da operação para grandes manutenções. Por isso é tão importante escolher recursos com baixa manutenção para não impactar a operação.

Entre outras soluções que precisam ser bem avaliadas previamente, para inserção no projeto piloto de rollout, está a agilidade de implementação dos sistemas construtivos adotados. No varejo, os tempos do processo de projeto e obra são diferentes de outras tipologias de projetos. Com os valores dos aluguéis cada vez mais altos e a necessidade de rapidez nas inaugurações, o mercado exige obras simplificadas e em tempos recordes.

Antes de dar seguimento ao processo de expansão de uma rede de supermercados, entendemos que é imprescindível a elaboração do projeto piloto de arquitetura de rollout. Ele nos permitirá testar todas as soluções adotadas na prática, desde a gestão, a operação até a implementação. Aliar os conceitos de arquitetura aos da operação e ter em mente que a melhoria é contínua e que o projeto piloto precisa estar em constante evolução para estar alinhado às expectativas do consumidor.

Principais desafios de um projeto de supermercado de rollout

Para a elaboração de um projeto de rollout, sendo ele uma reforma ou nova construção, é preciso entender e respeitar a padronização do cliente para poder expressar no projeto todo o aprendizado, principalmente em obras de reforma, onde precisamos adaptar o padrão ao existente. É neste momento que surgem as maiores dificuldades de se fazer um projeto de arquitetura de rollout para supermercado.

Algumas redes de supermercados atendidas pelo time da VZ&CO, por terem um conceito de loja de tipologia bairro, necessitam expandir a sua rede com um projeto de rollout em pré existências, em pequenos núcleos comerciais que muitas vezes não estariam preparados para receber uma loja desta rede. Primeiramente estudamos as particularidades de cada edificação e buscamos extrair todos os pontos passíveis de problemas para a operação, assim como os pontos favoráveis a serem exaltados, ambos aliados às expectativas do cliente, potencializando o que é valor para ele.

O entendimento dos principais fluxos externos para concepção dos acessos é um dos maiores fatores para o sucesso da operação, bem como os fluxos internos para melhor disposição do layout da loja, aliados a cultura e padrão do cliente. A prática de rollout para lojas novas ou reformas, precisa seguir a mesma lógica de distribuição. As dificuldades e os desafios são diferentes mas o padrão a ser seguido é sempre o mesmo.

Sendo o grande desafio de um projeto de rollout, manter a padronização do cliente em todos os projetos — disseminando a cultura e garantindo a qualidade na reprodução em grande escala — nós da VZ&CO conseguimos manter esse nível de controle através da metodologia BIM. Dentro dos templates no software Revit, inserimos todo o padrão do cliente, preservando a padronização e ganhando agilidade nas disposições de layout. O modelo gerado através desta metodologia poderá ser de uso inclusive na operação futura do supermercados, gerenciando todos os itens inseridos em projeto, facilitando a manutenção e o mapeamento de logística

As dificuldades de um projeto de arquitetura comercial são muitas. Num projeto de rollout de supermercados a arquitetura precisa estar muito alinhada à operação para a tradução de um bom projeto, em menor tempo de implementação e menor custo de execução.

Novas tendências de tipologias de supermercado

Com as demandas da pandemia, muitos pequenos varejistas também registraram crescimento e necessidade de expansão, pois o movimento de consumir e apoiar os pequenos empreendedores, bem como a busca por alternativas locais, próximas às moradias, fortaleceu o surgimento de tipologias de supermercados menores, com conceito quase de lojas de conveniência, pequenos abastecimentos diários e uma linha de consumo voltados a primeira necessidade. Este movimento tem ganho espaço nos bairros em pequenos núcleos comerciais, dentro de condomínios, nos térreos de prédios residenciais e comerciais, entre outros.

Dentro desta nova tipologia de supermercado, desenvolver um projeto de arquitetura em rollout pode ser uma ótima alternativa; com um layout racionalizado, com um mix de produtos que atenda o público local de forma que ele não precise se deslocar para grandes supermercados, para as suas necessidades do dia a dia, trazendo também serviços como padaria e hortifruti mas em pequena escala, sem grandes demandas de estoque. Cada vez mais a população busca por atendimentos que gerem experiências, e em supermercados de pequena escala, o varejista consegue proporcionar aos clientes atendimentos personalizados que entendem as necessidades do público local.

O Rollout é um passo natural para a arquitetura de supermercados

O formato de rollout na arquitetura é um passo natural para todo o varejista que busca expandir seu negócio, sendo um pequeno empreendedor ou uma grande rede de supermercados. Alguns fundamentos são a base de um projeto de rollout como a preservação da cultura da marca, manter o padrão de identidade visual e qualidade, economia de recursos, documentar experiências bem sucedidas para replicação, padronização de layout através do estudo de consumo, entender os problemas da operação e transformá-los em uma solução conjunta. Contudo, é necessário fidelizar parcerias tornando a equipe de projetos alinhadas ao propósito da empresa, investir em tecnologia e estar sempre por dentro das tendências de mercado bem como dos principais concorrentes. Com todo este processo alinhado, sem dúvida, a prática de expansão será um case de sucesso.

 

VZA projeta novo layout e decoração da Luel

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nova logo LUELO escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura foi o escolhido para realizar o novo projeto de layout e decoração da Luel, loja de móveis e decoração que reinaugura nesta sexta-feira, 9 de maio, na Av. Ipiranga, 7464, em Porto Alegre.

Fundada por Luiz Mário Magalhães Sá e Elvete de Oliveira Garcia Sá, a Luel está estabelecida desde o ano passado no moderno edifício Central Business Park, no bairro Jardim Botânico. Inicialmente voltada para a comercialização de móveis planejados, agora a Luel passa a atuar em variados segmentos de decoração, representando fabricantes conceituados de móveis planejados em MDF, sofás, poltronas, mesas, cadeiras e outros objetos. E Vera Zaffari, com sua expertise em arquitetura comercial, projetou a nova loja.

Inspiração: hotel Axis Viana Business & Spa, em Portugal

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viannaA Complexo Magazine, de Portugal, uniu referenciais como qualidade, preço e design exterior e interior – incluindo o uso da arte, organização, ordenação do espaço, estética e ornamento da estrutura – para apontar os 10 hotéis com arquitetura mais surpreendente do mundo.

vianna vistaEntre eles está o Axis Viana Business & Spa, localizado na cidade histórica de Viana do Castelo, no litoral norte de Portugal. Trata-se de um edifício composto por cinco blocos horizontais de alumínio e pedra verde. A modernidade da arquitetura contrasta com a geografia e os resquícios medievais do lugar.

Viana do Castelo fica na foz do Rio Lima e é serpenteada pelo Oceano Atlântico, com diversas praias e montanhas, na região do Minho, onde o vinho verde a gastronomia autêntica portuguesa complementam o cenário.

Chile vibra com projeto de novo centro cultural

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CHILESeguindo a transformação implementada no bairro Bellavista, em Santiago, o fundo de investimentos Cimenta convocou um concurso fechado para construir um novo centro gastronômico e cultural. O projeto vencedor mostra como um espaço vazio em uma zona homogênea pode ser o ponto de partida para uma criação fenomenal.

Além da beleza e da praticidade do espaço, a sustentabilidade é um dos pontos de destaque do projeto, que contempla um sistema de espaços verdes em superfícies horizontais e verticais em todos os seus níveis. O objetivo principal da proporção e configuração do verde aumenta as superfícies permeáveis e reduz os efeitos de ilha de calor. Um subsistema de água de três fontes e tanques interconectados também auxiliam nesse objetivo principal. E a flexibilidade dos limites do projeto permite o fechamento eventual durante a noite, com a utilização de portões desmontáveis, alcançando as condições de segurança requeridas.

O centro será vizinho ao acesso do Parque Metropolitano, do zoológico, da Casa Museo La Chascona del Poeta Pablo Neruda e do Pátio Bellavista.

 

Forever 21 usa cremalheiras embutidas

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cremalheirasUma das lojas mais aguardadas nos últimos tempos no Brasil, a Forever 21 chegou em São Paulo e chama a atenção pela disposição dos produtos no ponto de venda. Destaca-se o uso das cremalheiras, embutidas em uma falsa parede de tijolos, como bem observa o blog Falando de Varejo.

As cremalheiras geralmente são consideradas equipamentos inferiores a expositores como gôndolas e displays. Mas com criatividade e bom uso da arquitetura comercial no ponto de venda, é possível transformá-las em ótima alternativa. Composta por um perfil metálico perfurado, que possibilita a colocação de bandejas e porta-gancheiras, é preciso ter uma superfície para instalá-las, para sua fixação e sustentação.

Rede alemã recria ambientes de destinos de aventura

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RedeAlemãAntenada com as novas tendências do varejo mundial – proporcionais experiências inusitadas aos consumidores, utilizando a tecnologia e a arquitetura comercial -, a rede de lojas de artigos esportivos alemã Globetrotter simula as condições que os aventureiros encontrarão na natureza. 

Itens impermeáveis podem ser testados em uma cabine onde a água cai como se fosse chuva. Casacos e sacos de dormir especiais para a neve podem ser provados em um ambiente com temperatura negativa. Paredes de escalada podem ser usadas por quem quiser comprar materiais para a atividade e uma piscina que parece um pequeno lago fica disponível para os clientes que quiserem navegar com os caiaques à venda.

Veja mais: http://bit.ly/1jxXQRF .

 

 

Inspiração para o varejo: Cabine de Tendências

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642-334-post_blog_evento_blogueiras_tendecia_look_primavera_verao,0Vera Zaffari destaca uma ação diferenciada da loja Pernambucanas, realizada em sua filial do Shopping Interlagos, em São Paulo. A partir da leitura das etiquetas escolhidas pelo consumidor, é feito o reconhecimento da peça. A ambientação do provador, chamado de Cabine de Tendências, traz o clima que mais tem a ver com a roupa escolhida. “É o varejo buscando gerar novas experiências no ponto de venda, coisa que o varejo digital não consegue gerar”, aponta Vera Zaffari.

A criação da ID mostra aos clientes da loja de onde vem a inspiração do look que ele escolheu para provar, trocando cenário, aroma e música de acordo com cada look detectado.

Veja a reação dos consumidores: http://bit.ly/1hnBC0b .

 

 

Customização chega aos alimentos: o caso mymuesli

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mymuesli-schale2Uma das tendências de consumo e venda apontadas na Retail’s Big Show, promovida pela National Retail Federation (NRF – Federação Norte-Americana de Varejo) em Nova York, em janeiro, foi a customização de produtos, como o caso do mymuesli, que oferece a possibilidade dos clientes terem o produto ajustado às suas necessidades e gostos pessoais.

No site, fundado por três jovens alemães, o consumidor pode escolher a “fórmula” para o seu Muesli, um cereal matinal, misturando e personalizando seus componentes, como sementes, aveia, nozes ou frutas. São mais de 80 ingredientes diferentes e mais de 566 quatrilhões de combinações possíveis. Além de criar a mistura do zero, podem escolhê-la a partir de opções pré-definidas. O nome do mix de cereais também é escolhido pelo cliente, que o leva impresso na embalagem. Para terminar, os clientes podem optar por receber o produto em casa ou na loja mymuesli mais próxima, e ainda escolher o Click & Collect para evitar os custos de entrega.

Contudo, engana-se quem pensa que a loja física é coisa do passado – e a Mymuesli também sabe disso. “Eles também servem de exemplo para um negócio no varejo que iniciou no formato digital e sentiu necessidade de ter uma loja física para promover a troca pessoal com o seu consumidor”, assinala Vera Zaffari. De fato, nas lojas mymuesli, brilha a boa arquitetura comercial. O interior da loja é intencionalmente decorado em branco com destaques em madeira, para orientar a atenção dos visitantes para as caixas cilíndricas contendo as misturas. Como cada cilindro é o único na cor e no design, a aparência da loja muda cada vez que é reorganizada.

Arquitetura comercial impulsiona vendas

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nacional gramadoO investimento em tecnologia de ponta e automação no atendimento aos clientes nos Pontos de Venda (PDV) é uma realidade no varejo internacional e começa a chegar com tudo ao mercado brasileiro. Mas, além da instalação da tecnologia, é preciso criar uma infraestrutura adequada para acomodar as inovações em ambientes já conhecidos pelos clientes. Entra aí o desafio e as soluções da Arquitetura Comercial. “Adaptar o novo ao existente e orientar o cliente frente às novas tecnologias é uma missão para a Arquitetura Comercial, que também busca entender as novas formas de comportamento do consumidor. E passa a introduzir, em seus projetos, espaços e ambientações que geram novas experiências”, resume a arquiteta Vera Zaffari, expert no tema. É do escritório VZA l Vera Zaffari Arquitetura o projeto do supermercado Nacional na cidade de Gramado (RS), por exemplo (veja outros projetos clicando aqui).

Os ambientes no varejo devem proporcionar experiências inspiradoras ao consumidor, que busca autenticidade, conforto, praticidade e interatividade durante a compra. Nesse escopo, o investimento em Arquitetura Comercial pode contribuir para a melhoria do negócio. “Mas é preciso ter cuidado. O novo modelo deve seguir garantindo a identidade da marca e promovendo a permanência do público por mais tempo no PDV, situação que hoje compete com a experiência virtual”, ressalta Vera.

Assim, aproximar o envolvimento tátil e emocional garante pontos para o mercado varejista se destacar frente ao e-commerce. “As pessoas querem tocar, sentir, cheirar, experimentar, interagir, conviver, deixar-se encantar. É isto que faz com que uma pessoa queira ir à loja física”, afirma Vera Zaffari. Nesse sentido, o investimento em Arquitetura Comercial para o varejo pode contribuir para o avanço das vendas e garantir clientes mais satisfeitos.

Vera Zaffari é destaque no Jornal do Comércio

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O jornalista Eduardo Bins Ely destaca as ideias de Vera Zaffari em sua coluna desta sexta-feira, 7 de março, no Jornal do Comércio (RS). O texto traça um perfil de Vera e de seu trabalho à frente da VZA Arquitetura, fala de seus gostos pessoais e de sua visão sobre o que quer o consumidor brasileiro.

Bins Ely conta um pouco da trajetória da arquiteta, as conquistas dos prêmios do PGQP em 2012 e 2013, as preferências da profissional e o destaque da VZA no mercado de arquitetura ao apostar em inovação, gestão e busca de metas para qualificar processos e atender as expectativas dos clientes.