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Arquitetura e varejo: conheça os detalhes da nova loja C&A

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Iniciar um novo cliente é sempre uma aventura maravilhosa, com muitas trocas e muitos desafios! São reuniões frequentes de alinhamento para entender expectativas e sanar todas as dúvidas para aprender o padrão existente da marca; pensar na aplicabilidade de cada loja e atender o modelo de rollout para garantir a expansão no varejo.

Em 2020, tivemos o prazer de comemorar a conquista de vários novos clientes, entre eles a C&A uma das maiores redes de varejo do mundo. A rede varejista procurou a VZ&CO com um desafio: projetar espaços físicos funcionais que atendesse as necessidades da marca, mantendo a padronização de qualidade para continuar oferecendo as melhores experiências aos clientes.

Alinhamentos iniciais com o cliente

Nós, da VZ&CO, procuramos ir sempre além do que é proposto, visualizando possibilidades de melhoria nos nossos processos internos para não só otimizar, mas oferecer ainda mais qualidade na entrega do resultado final. No caso da C&A, a partir das soluções de padronização recebidas, estruturamos um template BIM com todas as informações necessárias, configurações de materialidade e famílias a serem aplicadas aos projetos para termos a extração de quantitativos mais apurada.  Além disso, criamos checklists e cronogramas para possibilitar a visualização de informações importantes ao decorrer do projeto,  garantindo a qualidade das entregas.

Desenvolvimento do projeto

Em novembro, tivemos a oportunidade de participar da inauguração de um projeto da nossa autoria: a C&A Park Shopping Canoas, localizada na região metropolitana de Porto Alegre (RS). Ter uma loja inaugurando próxima a nossa sede nos proporcionou uma experiência que ainda não tínhamos vivenciado com esse cliente. 

Toda a equipe realizou  o mapeamento preciso do espaço disponível, acompanhou o andamento da obra desde a demolição do shell existente. Essa supervisão possibilitou  a visualização de  interferências e peculiaridades da loja desde o primeiro momento, permitindo que o nosso time compreendesse todo o conceito do projeto para oferecer as melhores soluções de arquitetura e evitar  o surgimento de surpresas no decorrer da obra.

 

Diferenciais e desafios do projeto

O grande diferencial dessa loja é a quantidade de área de fachada para os corredores do shopping. Junto à equipe de arquitetura da C&A, tivemos atenção redobrada para compor uma solução que fizesse sentido em relação ao shopping: estudamos as circulações verticais e horizontais, os sentidos e a intensidade dos fluxos. 

Resultado? Planejamos um acesso totalmente estratégico em frente a subida das escadas rolantes, aplicamos revestimento 3D e logo da C&A em pontos com boa visualização dos consumidores inclusive de outros pavimentos do shopping, com vitrines e fachadas envidraçadas para melhor  visualização dos produtos e  interior da loja.

Outro grande desafio desse projeto foi a coordenação e compatibilização dos projetos de infraestrutura em relação ao projeto estrutural do mezanino. Com o auxílio da visualização 3D dos modelos, a utilização de plugins que detectam colisões e diversos alinhamentos com nossos parceiros, tivemos maior facilidade para organizar o entreforro e entregar um projeto bem resolvido aos executores.

Sucesso na entrega do projeto C&A Park Shopping Canoas

A constante troca entre cliente, projetistas, gerenciadora e construtora foi fundamental para cumprir essa entrega com êxito! A colaboração de todos os interessados em ver essa linda loja inaugurada enriqueceu o processo, ultrapassando os obstáculos encontrados pelo caminho e resultou em uma loja eficiente e completa para seu público e colaboradores.


FICHA TÉCNICA

  • Dados do projeto: C&A Park Shopping Canoas.
  • Endereço: Av. Farroupilha, 4545, Canoas / RS.
  • Ano: 2021 Área: 494.42 m² ABL  e aproximadamente 2.000 m² construídos.
  • Arquitetos: Arq. Vera Zaffari, Arq. Alexia Becker, Arq. Luisa Nunes, Acad. Gabriel Crispim, Acad. Giovanna Parisotto, Acad. Kamila Santos.

Sustentabilidade em BIM

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O BIM (Building Information Modeling) é mais do que um método para modelar. Ele é um importante aliado de arquitetos e escritórios comprometidos com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, pois permite detalhar todas informações do ciclo de vida de um projeto, calculando com precisão o tempo, os recursos e os custos de materiais para evitar desperdícios. 

“Obras projetadas em BIM têm o consumo de água, energia e materiais de construção otimizados. Por ser um método inteligente e focado em resultados, conseguimos reduzir resíduos e propor soluções sustentáveis, como o melhor  aproveitamento de recursos naturais, reciclagem, aproveitamento de materiais etc”, explica a arquiteta e CEO da VZ&CO, Vera Zaffari.

Por meio da metodologia, arquitetos e clientes conseguem comparar e calcular o que será utilizado com maior exatidão em uma obra. Isso permite a compreensão de todas as partes envolvidas, facilitando o entendimento dos materiais e recursos que serão efetivamente necessários. Além disso, o BIM consegue criar simulações de possíveis cenários futuros, o que ajuda a prever o que pode ser mais útil para manter uma construção sustentável. Para se ter uma ideia, os profissionais podem fazer cálculo solar em telhados, planejar o melhor projeto de redes de energia e infraestrutura, assim como medir o uso de água.

Soluções sustentáveis feitas em BIM e que ajudam a diminuir as toneladas de entulhos produzidos diariamente no setor da construção civil. Números bem claros, chegando a registrar 290,5 toneladas de entulhos por dia em 2019. Destes, somente 21% eram recicláveis. Os dados são da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon).

E para ajudar nesse processo de modificação, preparamos uma listinha com algumas combinações do BIM e sustentabilidade:

Utilização de água na construção – A inteligência permite calcular o quanto de água será utilizado em uma determinada obra. Com isso, é possível pensar em estratégias para reutilizar a água durante a execução da obra e consumir menos.

Uso de materiais – Utilizar o BIM para gerenciar o que será usado na construção reduzem, significativamente, resíduos. Justamente por ser uma metodologia focada em resultados, ela quantifica os materiais e reduz desperdício com métricas mais precisas. Além disso, a tecnologia amplia a visão para selecionar soluções sustentáveis para reduzir o impacto ambiental de um edifício.   

Consumo de energia – O BIM é ótimo para avaliar a eficiência energética de um edifício! Quando combinado com software especializado, ele consegue realizar testes de cada parte da construção para simular e otimizar o que pode ou não melhorar o desempenho de energia do lugar. 

Carbono – Na plataforma, é possível fazer testes para medir e encontrar a melhor alternativa com o menor impacto de carbono. Isso nos ajuda a identificar possibilidades de baixo consumo e que reduzam as emissões durante a obra.  Outro ponto importante para ressaltar é que por meio do BIM, detectamos opções viáveis de economia para manter testes posteriores durante toda a construção. 

Menos refação de trabalho – Quando se projeta em BIM, a interferência durante a obra é mínima. Uma vez que o projeto é todo detalhado e compatibilizado. Com isso, além de não ter que gastar tempo com retrabalho e gastos desnecessários de materiais ou recursos não previstos, o cronograma segue o tempo estimado, com menos correções e idas e vindas de projetos subdivididos. Afinal, o tempo do trabalho humano também é sustentável. 


Na VZ&CO, o BIM é aplicado aos projetos desde 2014 e não é segredo a eficácia do método. Sua aplicação não só permite o desenvolvimento de projetos confiáveis e inovadores, com informações detalhadas, mas precisos por ter uma série de funções que ampliam a visão de uma forma geral. Isso permite grandes vantagens para alinharmos sustentabilidade à arquitetura, pois conseguimos mensurar as informações para aplicá-las, sem exageros, em um projeto arquitetônico. 

VOCÊ SABIA?
Na arquitetura, o ”Green BIM”  ficou conhecido por aplicar técnicas sustentáveis aos projetos por meio da metodologia. Traduzido para o português, o BIM Verde além de auxiliar o arquiteto na hora de projetar, ajudando-o a fazer decisões importantes, ele garante maior impacto referentes ao desempenho e eficiência, pois permite o detalhamento dos recursos e materiais que poderão ser utilizados em uma construção.

Por uma arquitetura mais verde

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Sustentabilidade não é mais uma tendência, mas uma necessidade no universo da arquitetura e da construção civil. Em meio ao aquecimento global, à crise hídrica e à preocupação com a preservação do meio ambiente, não basta projetar edifícios bonitos e funcionais. Eles precisam ser eficientes do ponto de vista socioambiental, sem desperdício de materiais de construção, pensando na reciclagem de recursos e — de preferência — prezando pela eficiência térmica, hídrica e energética do projeto. E isso apenas do ponto de vista ambiental. Em relação ao impacto humano, ele precisa promover a economia local e cuidar do bem-estar dos trabalhadores envolvidos na obra e de seus futuros usuários. 

“Pensar em arquitetura sustentável é buscar alternativas e soluções capazes de diminuir impactos ambientais, como utilização de materiais/revestimentos locais, o aproveitamento de energia solar e a reutilização da água da chuva”, explica a arquiteta da VZ&CO, Caroline Malaggi. 

Um projeto de arquitetura comercial sustentável respeita os conceitos e os padrões de uma marca, mas também busca reduzir os impactos ambientais que ele possa provocar. Nesses casos, os arquitetos podem sugerir soluções mais “verdes”, como a escolha de materiais reciclados, a construção de reservatório de captação de água ou iluminações naturais que reduzam a necessidade do uso de energia elétrica. 

“Antes de iniciar um projeto, conversamos com os nossos clientes para saber quais são as suas necessidades e também fazer sugestões do que podemos utilizar em uma obra. Baseadas nos levantamentos do terreno e da obra, sempre buscamos entregar projetos que atendam às premissas da sustentabilidade”, comenta a arquiteta.

GREEN BIM

Desperdício com material de obra não faz parte do vocabulário da VZ&CO. Justamente por isso, desenvolvemos todos os nossos projetos em BIM — metodologia que permite um projeto mais preciso, possibilitando a extração de quantitativos e racionalização dos materiais que serão utilizados em obra.

“Além de ter os custos reduzidos, obras projetadas em BIM têm o consumo de água e energia otimizados. Justamente por isso, os governos de países como Reino Unido, Canadá e Estados Unidos só contratam projetos desenvolvidos em BIM. Aqui, no Brasil, o governo federal estuda adotar a mesma prática e grandes varejistas, como a Renner, que é nosso cliente, também só trabalham com essa metodologia em seus projetos de lojas”, conta Vera Zaffari, CEO e arquiteta da VZ&CO.

Vale destacar: o problema do desperdício de materiais no setor da construção é real e precisa ser combatido. Para se ter ideia, somente em 2019, foram geradas  290,5 toneladas de entulho por dia no Brasil. Destes, apenas 21% são recicláveis. Os dados da Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição (Abrecon) alertam para uma realidade que precisa ser modificada.

Quer mais um motivo para realizar projetos sustentáveis? Cerca de 87% dos brasileiros preferem consumir produtos e serviços de empresas que adotam e preservam práticas sustentáveis. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) em 2019, resultado de um estudo feito pela Union + Webster — agência  de pesquisa norte-americana.

SOLUÇÕES SUSTENTÁVEIS

Conheça algumas estratégias aplicadas pela VZ&CO em seus projetos arquitetônicos para reduzir o impacto ambiental dos mesmos:

Utilização de placas solares – Ao aproveitar a luz do sol para gerar energia elétrica, empresas economizam na conta de luz e ainda aliviam a pressão que existe hoje sobre o sistema de geração de energia elétrica no Brasil — que sofre com a baixa dos reservatórios de água. Utilizar fontes de energia renováveis é importante na hora de criar um projeto e, por isso, recomenda-se a instalação de placas solares sempre que possível.  

Um dado interessante para empreendimento com mais de uma loja e com o mesmo CNPJ:  caso a energia solar gerada pelas placas de um estabelecimento seja maior do que a utilizada, a empresa poderá transferir os quilowatts remanescentes para outras lojas, mesmo que elas não tenham placas instaladas.

Iluminação natural – O aproveitamento de luz natural pode ser feito por meio de soluções como as clarabóias, zenitais e grandes aberturas. Quando sugeridas aberturas em fachadas, é importante realizar um estudo da incidência solar para que não haja interferência no conforto térmico interno, exigindo um maior tratamento por meio de sistemas de condicionamento de ar.

Automatização de sistemas – Quem disse que não dá para inovar com sustentabilidade? Um método eficiente para ajudar na redução de gastos desnecessários de energia é o uso de sistemas de iluminação inteligente.

“Mesmo com a iluminação natural, alguns empreendimentos precisam de luminárias, mesmo durante o dia. Então, esses sensores verificam se há presença de luz natural suficiente ou não. Se sim, automaticamente as luminárias são desligadas”, exemplifica Caroline.

 

Isolamento térmico – Existem diversas formas de tratamento térmico para deixar os ambientes mais agradáveis, além dos equipamentos de condicionamento de ar. Estratégias como o tratamento de coberturas feitas de mantas e telhados com isolamento térmico reduzem a carga do ambiente, assim como o uso de películas solares em vidros ou a utilização de sistemas brises, que controlam a incidência da entrada de luz de acordo com a orientação solar da fachada.

Reaproveitamento de água pluvial e piso permeável – Aeradores nas torneiras e vaso com caixas acopladas para controlar a vazão da água e telhados com sistemas de aproveitamento da água da chuva por meio de cisternas, são soluções sustentáveis para racionalização e uso da água. As chamadas águas cinzas (água de reaproveitamento), podem ser utilizadas para irrigação, lavagem de calçadas e até mesmo em bacias sanitárias. As técnicas, além de sustentáveis, trazem grandes economias em edificações, principalmente nas de grande escala — condomínios, hotéis, supermercados etc.

Análise de materiais no projeto para  otimização da execução – Especificar e sugerir materiais com fornecimento local nos projetos facilita o transporte, assim otimizando o tempo, a distância da entrega e diminuindo as emissões de carbono.  A construção seca, e quando possível modular, não só diminui desperdícios em obras, mas também acelera o tempo de construção e aumenta a facilidade futura de manutenção do edifício.

Visão de negócios, gestão de projetos e inovação são a chave do sucesso da VZ&CO

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A arquitetura de varejo faz mais do que projetar espaços de compras atraentes e de fácil circulação. Ela ajuda a construir um relacionamento sólido entre o consumidor e a marca, ajudando o varejista a oferecer  uma melhor experiência de compras para seus clientes. 

A VZ&CO se especializou no assunto e oferece as melhores soluções arquitetônicas para o mercado de varejo. E como encantar o cliente faz parte do nosso negócio, desenvolvemos estratégias para oferecer a quem nos contrata a  melhor experiência possível, desde os levantamentos iniciais até o processos executivos do projeto.

“Por aqui, a gente não pensa só em projetar com qualidade, porque isso é o mínimo esperado de um escritório.  Nosso foco é fazer arquitetura comercial com um olhar de negócios, com foco nos resultados. Exploramos e desenvolvemos projetos para melhorar a experiência não só dos nossos clientes, mas dos clientes dos nossos clientes, para gerar resultados para todas as partes envolvidas” explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO. 

INOVAÇÃO EM FOCO

Buscar os melhores métodos para atingir resultados é tradição na VZ&CO. Ainda em 2014, após realizar diversas pesquisas dentro e fora do Brasil, implementamos a metodologia Building Information Modeling (BIM) em nossos projetos, para torná-los mais assertivos e confiáveis.

“O BIM impactou de forma positiva a cultura de trabalho do nosso time e trouxe benefícios para os nossos clientes. Por ser focado em resultados, conseguimos interligar todas as partes de um projeto para automatizar, diminuir custos na obra, acelerar processos de execução e muito mais”, exemplifica Vera.

A metodologia também facilita a colaboração e a comunicação à distância entre os diferentes profissionais envolvidos no projeto, seja dentro ou fora do nosso escritório. Como o diálogo e a troca de informações é constante e sempre documentada, conseguimos reduzir erros e aumentar a produtividade do time. Para completar, como todo o projeto é construído conjuntamente, existe um significativo aumento na confiabilidade da documentação final entregue ao cliente. 

 

 

“O modelo em BIM ajuda nos processos simples e complexos de um projeto. Alguns exemplos vão desde a visualização a partir de um modelo integrado em três dimensões até a gestão e manutenção do edifício construído”, exemplifica. Ele permite, ainda, trabalhar de maneira interdisciplinar, atendendo até mesmo às demandas de custos, como o de planejamento e sustentabilidade. 

GESTÃO DE QUALIDADE

A equipe da VZ&CO é treinada e qualificada, constantemente, para oferecer as melhores e mais modernas  soluções arquitetônicas para os clientes.  “Desde o início, prezamos pela inovação, por gestão de qualidade e referência no mercado para entregar resultados e confiança aos clientes, por meio de um trabalho único, aliado às mais novas  tecnologias e as melhoras práticas sustentáveis”, pondera.

“Sempre que iniciamos um projeto novo, nossa equipe se divide para entender e atender a todas as necessidades do cliente. Organizamos uma estratégia. Um integrante da equipe fica responsável por desenvolver o template e, o outro, responsável por entender o padrão do cliente para verificar quais as oportunidades de automatizar alguma tarefa e os documentos que serão entregues em cada etapa de projeto, a fim de realizar uma entrega com excelência” explica a sócia e arquiteta da VZ&CO, Alexia Becker. 

Os projetos da VZ&CO são feitos a partir de uma profunda compreensão do programa, do local, das normas que impactam, das necessidades a serem atendidas, dos conceitos a serem mantidos sem deixar de descobrir o potencial do que pode ser entregue no fim. 

“Nossa experiência, conhecimento e recursos são mais eficazes quando ouvimos um ao outro. Trabalhamos uns com os outros e aprendemos uns com os outros. Afinal, além de entregar projetos eficientes, acreditamos na força da experiência, colaboração e na construção de relacionamentos duradouros com os nossos clientes e parceiros. Sempre olhando para o futuro” finaliza Vera Zaffari. 

Sobre a VZ&CO

Há 22 anos trazendo soluções inteligentes e inovadoras de arquitetura para o mercado, a VZ&CO atua na área comercial e de varejo, além de contar, em seu portfólio, projetos em hotelaria, centros logísticos e de distribuição, restaurantes, centros médicos, shoppings, redes de lojas, supermercados, projetos de renovação e restauro de prédios antigos.

Transit Point: investimento com retorno certo!

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Com a pandemia, as vendas pela internet dispararam no Brasil. Foram 301 milhões de compras apenas em 2020, de acordo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Alta de 68% em relação ao ano anterior. Nesse cenário,  cresceu também a pressão por entregas mais rápidas a custo cada vez menores, fato que tem levado grandes varejistas a reverem seus processos de logística e distribuição. Para eles, temos uma ótima notícia: existe uma solução arquitetônica econômica e eficiente, capaz de reduzir significativamente os custos e os prazos de entrega de uma loja virtual. Trata-se dos  transit points —  pontos intermediários de armazenagem e logística que atende regiões distantes dos armazéns centrais. 

“Com o crescimento do e-commerce, cresce a demanda por galpões logísticos menores e em maior quantidade, localizados mais próximos dos centros urbanos para atender mais regiões e com mais agilidade. Muitas empresas adicionaram ao modelo tradicional de ter um centro de distribuição central, vários transit poits, com várias unidades menores e mais dispersas geograficamente”, explica Vera Zaffari, CEO da VZ&CO, escritório de arquitetura especializado em varejo, com histórico de projetos voltados aos centros de distribuição, transit point, cross docking, condomínio logístico etc.

Investir em transit points é uma  estratégia-chave para empresas interessadas em expandir suas operações online.

“A gestão eficiente da logística confere um melhor desempenho para o varejo.  Para a indústria, é um espaço de armazenamento de produtos saídos da linha de produção. Para o comércio, é um armazém logístico para organizar mercadorias vindas de diversos fornecedores, para serem consolidadas e enviadas para as redes de lojas ou consumidores”, acrescenta Vera. 

As operações realizadas em transit point são fundamentais para  reduzir  custos, organizar processos, eliminar pontos de estrangulamento, melhorar a gestão de riscos e dos estoques, além de agilizar a distribuição dos produtos. Assim, a empresa é capaz de oferecer ao cliente uma melhor experiência na compra, fato que aumenta a satisfação, a fidelidade e os índices de recompra. 

 

AS VANTAGENS DO TRANSIT POINT NO VAREJO

Diferentemente dos centros de armazenagem comuns, o transit point é um galpão logístico menor e não um espaço para o estoque de produtos.  Por ser menor e estar estrategicamente localizado nos pontos mais próximos dos centros urbanos, eles são capazes de atender com mais eficiência e rapidez as áreas mais afastadas dos armazéns centrais, atuando como um corredor de passagem das mercadorias. 

Por não exigir grandes estruturas de armazenagem, eles são financeiramente econômicos tanto no momento da construção quanto na manutenção dos espaços. 

“Os transit points  não necessitam de um grande investimento construtivo. Trata-se de uma estrutura mais simples e gerencial, para controlar a distribuição dos produtos”, exemplifica Vera. 

Outra característica importante destes galpões: as mercadorias que chegam já têm seus destinos definidos. Cada produto  já chega com a respectiva nota fiscal endereçada aos clientes finais, podendo ser expedidos imediatamente para a entrega local. Isso acaba otimizando e conferindo maior agilidade às operações da empresa. 

PROJETOS DA VZ&CO 

 

A VZ&CO tem em seu portfólio diversos  projetos na área de transit point, centros de distribuição (CD) e galpões logísticos. No momento, temos dois projetos em execução: a expansão de um CD da Leroy Merlin e um armazém logístico que será inaugurado nos próximos meses na cidade de Dois Irmãos (RS).  

A expansão do CD da Leroy Merlin visa a automatização do sistema integrado de armazenagem de pisos. A área total conta com 21.163m², aproximadamente.

“Este será o primeiro CD da Leroy Merlin para armazenagem de pisos e sua aplicação implica em cuidados especiais no Brasil. Desenvolvemos o layout implementando as salas de administrativos, sanitários, docas de recebimento e expedição, circulação externa e interna etc, e estamos atuando ativamente na compatibilização dos projetos complementares de contenção, estruturas de concreto e metálica”, explica o arquiteto Bruno Garcia, da VZ&CO.

Além dessa expansão, o escritório também está em curso com o case de um armazém logístico na cidade de Dois Irmãos (RS). Em um espaço de quase 37000 m², a VZ&CO projetou o plano de arquitetura para o melhor funcionamento do condomínio logístico, além de agilizar processos. 

“Fizemos um estudo do terreno para saber o que iria funcionar. Era mais estreito, com a largura inferior ao comprimento, então projetamos com atenção para a circulação de caminhões, com o pátio de manobras e as docas em apenas um lado do galpão industrial. Isso auxilia a logística de operação do cliente”, conta Vera Zaffari. 

Outro ponto importante da execução da obra: os arquitetos do projeto também pensaram em possíveis ampliações do espaço conforme a necessidade das demandas. “O projeto está sendo desenvolvido em fases e tem previsão de duas ampliações no futuro. Por isso, norteamos a setorização do CD, determinando a posição das docas, do estacionamento e da área administrativa em espaços que podem ser ampliados”, finaliza Vera.  

 

Arquitetura para Supermercados: Rollout como tecnologia para expansão de redes

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arquitetura para supermercado e rollout

As tendências de consumo são reflexos da situação econômica de um país e também são determinadas pelas alterações de comportamento do consumidor. No cenário atual, em função da pandemia do coronavirus, surgem alterações no comportamento de compra das famílias, trabalho remoto, a valorização da casa, o consumo de itens in natura e o cozinhar em casa, aumentou a demanda de lojas de proximidade. Com isso surge a necessidade de adaptação e multiplicação de lojas físicas e o conceito de rollout passa a ser uma solução.

Atualmente, quem vem utilizando esta técnica são as redes de supermercados. O Rollout gera ganhos de agilidade e eficiência, pois essa tecnologia pressupõe usar da padronização do melhor processo e das melhores soluções adotadas no ponto de venda física para agilizar os processo de expansão com melhor performance. Através de estudos de consumo, é possível prever melhorias nos processos internos, layouts de lojas que não são funcionais e que não atendem a demanda, resultantes da nova forma de consumir. No chamado novo normal, faz-se importante a ampliação dos espaços para permitir os distanciamentos necessários, além de trazer mais tecnologia para as lojas físicas, otimizando os tempos de compra nos supermercados. 

Pensar em um projeto de um supermercado é entender de várias áreas não somente da arquitetura, é pensar nos públicos que buscamos atender, nas formas que este público consome, nas novas demandas que mudam a cada dia, nos fluxos. É necessário entender muito mais de funcionalidade do que de estética. Esta conjugação de expertises gera um projeto de arquitetura bem sucedido, que atende às expectativas do cliente que busca o resultado final no aumento de venda.

Projeto piloto de rollout

Quando a empresa busca expandir e preservar a cultura é necessário organizar as diretrizes e anseios de todos que gravitam em torno dela, transformando as práticas bem sucedidas da operação em uma forma de processo que possa ser replicado. Este é o conceito do rollout. Antes da elaboração do projeto piloto, o varejista precisa entender muito bem do seu processo, entender as tendências do mercado e da concorrência. Este estudo inicial fornece subsídios para a arquitetura esboçar em forma de projeto a padronização esperada, onde o projeto represente a força e valores da marca.

Em um projeto de uma rede de supermercados cada metro quadrado importa. A otimização dos espaços de áreas de apoio (retaguarda) são fundamentais para trazer maior aproveitamento para as áreas de vendas. Em paralelo, as áreas de apoio precisam ser funcionais e atenderem as legislações pertinentes. Estes ambientes precisam estar padronizados permitindo a replicação não só do projeto mas também da operação, aproveitando o conceito de rede e aproveitamento do melhor processo de operação.

Buscar o uso de materiais e revestimentos que estejam disponíveis em qualquer região do país e que se adequem aos diversos locais de instalação, condições climáticas e regionalidade são muito importantes em um processo de rollout para supermercado. É preciso sempre pensar no tempo de duração que esta padronização será renovada, pois muitas vezes os produtos são descontinuados e a replicação é impactada, precisando ser revista.

Bem como a facilidade de se obter os materiais, o projeto precisa estar aliado à durabilidade do mesmo. Em um projeto de uma rede de supermercados não existem momentos de inatividade da operação para grandes manutenções. Por isso é tão importante escolher recursos com baixa manutenção para não impactar a operação.

Entre outras soluções que precisam ser bem avaliadas previamente, para inserção no projeto piloto de rollout, está a agilidade de implementação dos sistemas construtivos adotados. No varejo, os tempos do processo de projeto e obra são diferentes de outras tipologias de projetos. Com os valores dos aluguéis cada vez mais altos e a necessidade de rapidez nas inaugurações, o mercado exige obras simplificadas e em tempos recordes.

Antes de dar seguimento ao processo de expansão de uma rede de supermercados, entendemos que é imprescindível a elaboração do projeto piloto de arquitetura de rollout. Ele nos permitirá testar todas as soluções adotadas na prática, desde a gestão, a operação até a implementação. Aliar os conceitos de arquitetura aos da operação e ter em mente que a melhoria é contínua e que o projeto piloto precisa estar em constante evolução para estar alinhado às expectativas do consumidor.

Principais desafios de um projeto de supermercado de rollout

arquitetura para supermercado e rollout

Para a elaboração de um projeto de rollout, sendo ele uma reforma ou nova construção, é preciso entender e respeitar a padronização do cliente para poder expressar no projeto todo o aprendizado, principalmente em obras de reforma, onde precisamos adaptar o padrão ao existente. É neste momento que surgem as maiores dificuldades de se fazer um projeto de arquitetura de rollout para supermercado.

Algumas redes de supermercados atendidas pelo time da VZ&CO, por terem um conceito de loja de tipologia bairro, necessitam expandir a sua rede com um projeto de rollout em pré existências, em pequenos núcleos comerciais que muitas vezes não estariam preparados para receber uma loja desta rede. Primeiramente estudamos as particularidades de cada edificação e buscamos extrair todos os pontos passíveis de problemas para a operação, assim como os pontos favoráveis a serem exaltados, ambos aliados às expectativas do cliente, potencializando o que é valor para ele.

O entendimento dos principais fluxos externos para concepção dos acessos é um dos maiores fatores para o sucesso da operação, bem como os fluxos internos para melhor disposição do layout da loja, aliados a cultura e padrão do cliente. A prática de rollout para lojas novas ou reformas, precisa seguir a mesma lógica de distribuição. As dificuldades e os desafios são diferentes mas o padrão a ser seguido é sempre o mesmo.

Sendo o grande desafio de um projeto de rollout, manter a padronização do cliente em todos os projetos — disseminando a cultura e garantindo a qualidade na reprodução em grande escala — nós da VZ&CO conseguimos manter esse nível de controle através da metodologia BIM. Dentro dos templates no software Revit, inserimos todo o padrão do cliente, preservando a padronização e ganhando agilidade nas disposições de layout. O modelo gerado através desta metodologia poderá ser de uso inclusive na operação futura do supermercados, gerenciando todos os itens inseridos em projeto, facilitando a manutenção e o mapeamento de logística

As dificuldades de um projeto de arquitetura comercial são muitas. Num projeto de rollout de supermercados a arquitetura precisa estar muito alinhada à operação para a tradução de um bom projeto, em menor tempo de implementação e menor custo de execução.

Novas tendências de tipologias de supermercado

arquitetura para supermercado e rollout

Com as demandas da pandemia, muitos pequenos varejistas também registraram crescimento e necessidade de expansão, pois o movimento de consumir e apoiar os pequenos empreendedores, bem como a busca por alternativas locais, próximas às moradias, fortaleceu o surgimento de tipologias de supermercados menores, com conceito quase de lojas de conveniência, pequenos abastecimentos diários e uma linha de consumo voltados a primeira necessidade. Este movimento tem ganho espaço nos bairros em pequenos núcleos comerciais, dentro de condomínios, nos térreos de prédios residenciais e comerciais, entre outros.

Dentro desta nova tipologia de supermercado, desenvolver um projeto de arquitetura em rollout pode ser uma ótima alternativa; com um layout racionalizado, com um mix de produtos que atenda o público local de forma que ele não precise se deslocar para grandes supermercados, para as suas necessidades do dia a dia, trazendo também serviços como padaria e hortifruti mas em pequena escala, sem grandes demandas de estoque. Cada vez mais a população busca por atendimentos que gerem experiências, e em supermercados de pequena escala, o varejista consegue proporcionar aos clientes atendimentos personalizados que entendem as necessidades do público local.

O Rollout é um passo natural para a arquitetura de supermercados

O formato de rollout na arquitetura é um passo natural para todo o varejista que busca expandir seu negócio, sendo um pequeno empreendedor ou uma grande rede de supermercados. Alguns fundamentos são a base de um projeto de rollout como a preservação da cultura da marca, manter o padrão de identidade visual e qualidade, economia de recursos, documentar experiências bem sucedidas para replicação, padronização de layout através do estudo de consumo, entender os problemas da operação e transformá-los em uma solução conjunta. Contudo, é necessário fidelizar parcerias tornando a equipe de projetos alinhadas ao propósito da empresa, investir em tecnologia e estar sempre por dentro das tendências de mercado bem como dos principais concorrentes. Com todo este processo alinhado, sem dúvida, a prática de expansão será um case de sucesso.

 

VZA projeta novo layout e decoração da Luel

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nova logo LUELO escritório VZA – Vera Zaffari Arquitetura foi o escolhido para realizar o novo projeto de layout e decoração da Luel, loja de móveis e decoração que reinaugura nesta sexta-feira, 9 de maio, na Av. Ipiranga, 7464, em Porto Alegre.

Fundada por Luiz Mário Magalhães Sá e Elvete de Oliveira Garcia Sá, a Luel está estabelecida desde o ano passado no moderno edifício Central Business Park, no bairro Jardim Botânico. Inicialmente voltada para a comercialização de móveis planejados, agora a Luel passa a atuar em variados segmentos de decoração, representando fabricantes conceituados de móveis planejados em MDF, sofás, poltronas, mesas, cadeiras e outros objetos. E Vera Zaffari, com sua expertise em arquitetura comercial, projetou a nova loja.

Inspiração: hotel Axis Viana Business & Spa, em Portugal

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viannaA Complexo Magazine, de Portugal, uniu referenciais como qualidade, preço e design exterior e interior – incluindo o uso da arte, organização, ordenação do espaço, estética e ornamento da estrutura – para apontar os 10 hotéis com arquitetura mais surpreendente do mundo.

vianna vistaEntre eles está o Axis Viana Business & Spa, localizado na cidade histórica de Viana do Castelo, no litoral norte de Portugal. Trata-se de um edifício composto por cinco blocos horizontais de alumínio e pedra verde. A modernidade da arquitetura contrasta com a geografia e os resquícios medievais do lugar.

Viana do Castelo fica na foz do Rio Lima e é serpenteada pelo Oceano Atlântico, com diversas praias e montanhas, na região do Minho, onde o vinho verde a gastronomia autêntica portuguesa complementam o cenário.

Chile vibra com projeto de novo centro cultural

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CHILESeguindo a transformação implementada no bairro Bellavista, em Santiago, o fundo de investimentos Cimenta convocou um concurso fechado para construir um novo centro gastronômico e cultural. O projeto vencedor mostra como um espaço vazio em uma zona homogênea pode ser o ponto de partida para uma criação fenomenal.

Além da beleza e da praticidade do espaço, a sustentabilidade é um dos pontos de destaque do projeto, que contempla um sistema de espaços verdes em superfícies horizontais e verticais em todos os seus níveis. O objetivo principal da proporção e configuração do verde aumenta as superfícies permeáveis e reduz os efeitos de ilha de calor. Um subsistema de água de três fontes e tanques interconectados também auxiliam nesse objetivo principal. E a flexibilidade dos limites do projeto permite o fechamento eventual durante a noite, com a utilização de portões desmontáveis, alcançando as condições de segurança requeridas.

O centro será vizinho ao acesso do Parque Metropolitano, do zoológico, da Casa Museo La Chascona del Poeta Pablo Neruda e do Pátio Bellavista.

 

Forever 21 usa cremalheiras embutidas

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cremalheirasUma das lojas mais aguardadas nos últimos tempos no Brasil, a Forever 21 chegou em São Paulo e chama a atenção pela disposição dos produtos no ponto de venda. Destaca-se o uso das cremalheiras, embutidas em uma falsa parede de tijolos, como bem observa o blog Falando de Varejo.

As cremalheiras geralmente são consideradas equipamentos inferiores a expositores como gôndolas e displays. Mas com criatividade e bom uso da arquitetura comercial no ponto de venda, é possível transformá-las em ótima alternativa. Composta por um perfil metálico perfurado, que possibilita a colocação de bandejas e porta-gancheiras, é preciso ter uma superfície para instalá-las, para sua fixação e sustentação.